2 de maio de 2026

Frank Pé, une vie en dessins — a celebração de um olhar singular sobre a natureza e a banda desenhada

A chegada à minha biblioteca de Frank Pé, une vie en dessins constitui um acontecimento relevante para um leitor interessado na história e na estética da banda desenhada europeia. Publicado em 2020 pela editora Champaka Brussels, este volumoso artbook de 320 páginas reúne mais de 250 obras — entre pranchas originais e ilustrações, muitas delas inéditas — oferecendo uma visão abrangente do percurso artístico de um dos mais importantes desenhadores contemporâneos  .

Mais do que uma simples monografia, Une vie en dessins assume-se como um verdadeiro objecto de contemplação. A organização do volume conduz o leitor por diferentes fases e universos da obra de Frank Pé, desde as séries que o tornaram célebre, como Broussaille e Zoo, até aos seus projectos paralelos, que incluem homenagens a figuras icónicas da banda desenhada como Spirou ou o Marsupilami .

O livro destaca-se também pela sua riqueza visual: predominam as ilustrações a cores, frequentemente de grande formato, onde se evidencia o traço expressivo e detalhado do autor. A presença de comentários do próprio Frank Pé, acompanhados por textos de Daniel Couvreur, acrescenta uma dimensão reflexiva, permitindo compreender o contexto, as intenções e as evoluções do seu trabalho  .

Um dos aspetos mais marcantes da obra — e que o livro sublinha com clareza — é a relação íntima do artista com o mundo animal. Ao longo das páginas, percebe-se como a observação da fauna e da natureza constitui não apenas um tema recorrente, mas um verdadeiro motor poético da sua criação.

Frank Pé nasceu a 15 de Julho de 1956 em Ixelles, na Bélgica. Formou-se em artes plásticas no Instituto Saint-Luc, em Bruxelas, uma escola de referência para autores de banda desenhada. Iniciou a sua carreira ainda jovem, publicando em 1973 na revista Spirou, um dos principais berços da BD franco-belga. Rapidamente se afirmou com a série Broussaille, criada em colaboração com o argumentista Bom (Michel de Bom), onde já se revelava a sua sensibilidade particular para a natureza e os animais. Mais tarde, obras como Zoo consolidaram o seu estatuto, explorando temas mais maduros e contemplativos.

Para além das séries, Frank Pé desenvolveu uma carreira multifacetada: ilustração, frescos, projectos de animação e revisitações de personagens clássicas. O seu estilo distingue-se pela combinação de realismo, lirismo e um profundo respeito pelo mundo vivo, tornando-o uma figura singular no panorama da banda desenhada europeia.

Infelizmente, Frank Pé faleceu em 29 de Novembro de 2025.

Frank Pé, une vie en dessins é simultaneamente uma retrospectiva e uma porta de entrada. Para os conhecedores, oferece material raro e uma leitura aprofundada da evolução do autor; para novos leitores, constitui uma introdução privilegiada a um universo gráfico de grande coerência e sensibilidade. Enquanto objecto editorial, destaca-se também pela qualidade de reprodução e pelo cuidado na curadoria das imagens, características que o aproximam mais de um livro de arte do que de uma publicação convencional de banda desenhada.

Frank Pé, une vie en dessins, Champaka Brussels, 320 pp., cor, capa dura, 55€

Joana Mosi - Exposição na Bedeteca da Amadora

 


30 de abril de 2026

Entradas na minha biblioteca de BD em Abril de 2026

 










One-Punch Man #24 - Confrontos Psíquicos e Novas Ameaças

O mais recente volume de One-Punch Man chega com intensidade máxima, elevando ainda mais a escala do conflito entre heróis e monstros. Criado por ONE e ilustrado por Yusuke Murata, este volume continua a consolidar a obra como um dos shonen mais marcantes da actualidade.

A narrativa mergulha diretamente na acção quando um misterioso monstro de água surge diante de Bushi Broca e do Esquadrão Privado. O combate revela-se especialmente complicado: como derrotar um inimigo que não pode ser cortado? A tensão cresce à medida que as estratégias falham e o comandante acaba por recuar, deixando para trás uma situação cada vez mais desesperada. Enquanto isso, num contraste típico do humor da série, Saitama cruza-se com Pantufa, um cão gigante que adiciona um toque inesperado à narrativa — misturando absurdo e leveza no meio do caos.

O grande destaque deste volume é o confronto entre Tornado e Gyoro-Gyoro, o enigmático conselheiro da Associação dos Monstros. Este embate entre poderes psíquicos atinge proporções devastadoras, mostrando o verdadeiro alcance das habilidades destes personagens e elevando a tensão narrativa a um novo patamar.

One-Punch Man teve a sua estreia original como webcomic criada por ONE em 2009, antes de ganhar uma versão ilustrada por Yusuke Murata em 2012, publicada na revista digital Tonari no Young Jump da editora Shueisha.

O volume 24 foi lançado no Japão a 3 de Dezembro de 2021, continuando a adaptação dos intensos acontecimentos do arco da Associação dos Monstros.

29 de abril de 2026

Três Irmãs

O livro Trzy siostry (em português, Três Irmãs), da autora polaca Anna Poszepczyńska, é uma novela gráfica contemporânea que se destaca pela sua abordagem sensível às relações familiares e à complexidade emocional entre irmãs.

Em Três Irmãs, Poszepczyńska constrói uma narrativa centrada na ligação entre três mulheres que partilham laços de sangue, mas vivem experiências profundamente diferentes. A história explora conflitos familiares não resolvidos, memórias de infância e a sua influência na vida adulta, distanciamento emocional e reconciliação e identidade e crescimento pessoal.

A autora evita dramatizações excessivas, optando por uma abordagem mais introspectiva e realista. O foco não está apenas nos acontecimentos, mas sobretudo na forma como as personagens processam emoções como ressentimento, culpa e afeto.

Sendo também ilustradora, Poszepczyńska utiliza o formato de banda desenhada para intensificar a experiência emocional. O seu estilo apresenta influência do manga, especialmente na expressividade das personagens e uso de espaços vazios e silêncios visuais para transmitir tensão. A narrativa visual complementa o texto, criando momentos em que a imagem comunica mais do que as palavras.

Anna Poszepczyńska é uma artista, ilustradora e autora polaca associada ao universo da banda desenhada contemporânea. Para além do seu trabalho criativo, é também professora na área das artes visuais, contribuindo para a formação de novos artistas.

Com Três Irmãs, consolidou-se como uma voz relevante na novela gráfica europeia, especialmente no cruzamento entre sensibilidade literária e expressão visual.

Três Irmãs é uma obra que privilegia a profundidade emocional em vez da ação, oferecendo uma leitura pausada e reflexiva. Não é um livro que procura respostas simples, mas sim um que convida o leitor a reconhecer a complexidade das relações humanas — especialmente aquelas que, como a família, são ao mesmo tempo próximas e difíceis.

Três Irmãs, Anna Poszepczyńska, A Seita, 136 pp., cor, capa mole, 16€

Frieren #8

O oitavo volume de Frieren: Beyond Journey’s End aprofunda ainda mais a sua abordagem única à fantasia: uma história que começa onde muitas outras terminam. Criada por Kanehito Yamada e ilustrada por Tsukasa Abe, a série continua a conquistar leitores com o seu tom melancólico e reflexivo.

Neste volume, Frieren prossegue o seu caminho rumo ao exigente Planalto do Norte — um território onde apenas magos de primeira classe podem aventurar-se com segurança. Esta condição adiciona uma nova camada de tensão à narrativa, obrigando a protagonista a confrontar não só inimigos perigosos, mas também os seus próprios limites. Ao longo da viagem, surgem reencontros com outros magos, bem como confrontos com demónios que recordam os tempos da antiga jornada heróica. Cada encontro carrega um peso emocional, reforçando o tema central da obra: o passar do tempo e as marcas deixadas pelas relações.

Um dos elementos mais subtis e marcantes deste volume é a forma como pequenas memórias — como o “sabor de um pão pouco apetitoso” — evocam sentimentos profundos. Esses detalhes aparentemente simples tornam-se símbolos da ligação entre passado e presente, destacando o contraste entre a longevidade de Frieren e a efemeridade dos seus antigos companheiros. A obra continua a explorar essa “nostalgia dos heróis” com sensibilidade rara, oferecendo uma fantasia que é tanto contemplativa quanto emocionante.

Frieren: Beyond Journey’s End teve a sua estreia em Abril de 2020 na revista Weekly Shōnen Sunday, publicada pela Shogakukan. O volume 8 foi lançado no Japão a 16 de Junho de 2023, dando continuidade a um dos arcos mais introspectivos da série.

28 de abril de 2026

26 de abril de 2026

One Piece #12: Rumo a Water Seven e Novos Desafios no Horizonte

O décimo segundo volume de One Piece, da autoria de Eiichiro Oda, marca um ponto de viragem importante na jornada de Luffy e da sua tripulação. Com o final de um arco cheio de rivalidade e o início de outro repleto de tensão e revelações, este volume prepara o terreno para alguns dos momentos mais memoráveis da série.

A primeira parte do volume encerra o excêntrico e imprevisível Davy Back Fight, concluído no capítulo 321. Este arco, marcado por desafios pouco convencionais entre piratas, oferece uma pausa mais leve e humorística — mas não menos significativa — antes da narrativa mergulhar em águas muito mais profundas.

A partir do capítulo 322, inicia-se o icónico arco de Water Seven, a famosa “Cidade das Águas”, reconhecida como o lar dos melhores carpinteiros do mundo. É aqui que o bando de Monkey D. Luffy procura recrutar um carpinteiro para reforçar a tripulação — uma necessidade cada vez mais urgente à medida que a aventura se torna mais exigente. Mas esta cidade não é apenas um ponto de passagem: é um palco de mudanças profundas, tanto a nível emocional como narrativo.

Um dos momentos mais impactantes deste volume é o encontro com Aokiji, o enigmático almirante da Marinha conhecido como Faisão Azul. A sua ligação ao passado de Nico Robin traz à tona segredos inquietantes e levanta questões que abalam a confiança e a estabilidade do grupo. A presença de Aokiji introduz uma tensão inédita, mostrando que o mundo de One Piece é muito maior — e mais perigoso — do que parecia até então

One Piece estreou-se em 1997 na revista Weekly Shōnen Jump, publicada pela Shueisha, tornando-se rapidamente um fenómeno global.

Este volume reúne originalmente os volumes japoneses 34, 35 e 36, correspondentes a uma fase crucial da história, onde o tom da narrativa começa a amadurecer e a ganhar maior profundidade.

25 de abril de 2026

Dan Da Dan #3: Caos Sobrenatural, Romance e Revelações

O terceiro volume de Dan Da Dan, da autoria de Yukinobu Tatsu, chega com a energia frenética que já se tornou imagem de marca da série. Entre fenómenos paranormais, combates intensos e momentos inesperadamente emotivos, esta obra continua a destacar-se como uma das mais originais da nova geração de manga.

A história prossegue com Okarun e Momo Ayase numa missão pouco convencional: recuperar as misteriosas “bolas” que ele perdeu durante o confronto com a excêntrica Velhota Turbo. Este ponto de partida, tão absurdo quanto intrigante, serve de base para uma sequência de eventos cada vez mais caótica.

Surge então Aira Shiratori, uma rapariga que encontra uma dessas relíquias e desperta poderes espirituais. Convicta de que Momo é uma entidade demoníaca, Aira cria um conflito inesperado que rapidamente escala para algo muito mais perigoso. O verdadeiro perigo manifesta-se com a chegada de Acroseda, a enigmática mulher do vestido vermelho. A sua presença desencadeia um confronto intenso, onde Okarun recorre aos poderes da Velhota Turbo que agora residem dentro de si. A batalha é caótica e imprevisível, culminando num momento crítico em que Aira se vê em grande perigo. A identidade de Acroseda e a sua ligação a Aira tornam-se o grande mistério deste volume, prometendo desenvolvimentos ainda mais surpreendentes nos capítulos seguintes.

Dan Da Dan estreou-se em Abril de 2021 na plataforma digital Shōnen Jump+, da editora Shueisha, conquistando rapidamente popularidade graças à sua mistura ousada de acção, comédia romântica e terror sobrenatural.

O volume 3 foi publicado no Japão a 4 de Outubro de 2021, consolidando o ritmo acelerado e o estilo visual dinâmico que caracterizam a série.

Monster #7

O 7.º volume de Monster, de Naoki Urasawa, marca um ponto de viragem decisivo na narrativa, aprofundando não só o mistério central, mas sobretudo a complexidade emocional das suas personagens. Aqui, o passado começa finalmente a emergir com mais nitidez — e, com ele, verdades perturbadoras.

No centro deste volume está Eva Heinemann, uma figura marcada por ressentimento e autodestruição. O seu ódio por Dr. Kenzo Tenma é quase palpável, alimentado por frustrações pessoais e pela queda da vida privilegiada que outrora teve. Ainda assim, Eva representa uma peça crucial: é uma das poucas pessoas capazes de testemunhar algo que pode provar a inocência de Tenma. A tensão dramática nasce precisamente desta contradição — alguém que poderia salvá-lo, mas que se recusa a fazê-lo.

Urasawa constrói com mestria o arco de Eva, conduzindo-a por um percurso de memória e confronto interno. Quando finalmente decide ajudar Tenma, não o faz por redenção fácil, mas como resultado de um mergulho doloroso no passado. É nesse momento que surge uma revelação-chave: Eva confirma ter visto Johan Liebert, ligando-o directamente aos acontecimentos violentos que moldam a narrativa. Este testemunho, ainda que tardio, reforça a aura enigmática e aterradora de Johan, cuja presença continua a ser mais sentida do que vista. Paralelamente, a ameaça intensifica-se com a aproximação de Roberto, um agente implacável que encarna a “mão maligna” por detrás de forças maiores. A perseguição a Eva introduz um ritmo quase sufocante, lembrando ao leitor que, neste mundo, qualquer tentativa de redenção pode ter um custo elevado.

O elemento mais intrigante deste volume é, no entanto, a introdução da Mansão da Rosa Vermelha. Mais do que um simples cenário, este lugar surge como símbolo e chave para decifrar o passado de Johan e Nina. À medida que Nina Fortner, Tenma e Johan convergem para este ponto, a narrativa ganha um tom quase inevitável — como se todos os caminhos levassem a uma origem comum, sombria e cuidadosamente escondida. Visualmente, Urasawa mantém o seu estilo contido e expressivo, privilegiando olhares, silêncios e enquadramentos que ampliam a tensão psicológica. Não há excessos: cada vinheta serve a construção de um suspense que é tanto emocional quanto narrativo.

Monster #7, Naoki Urasawa, Devir, 416 pp., p&b, capa mole, 20€

24 de abril de 2026

“Então, Michael?!”: O gato mais caótico (e adorável) regressa com Casos de Família

A Sendai Editora prepara-se para mais um lançamento que promete conquistar fãs de mangá e amantes de gatos: o décimo nono título do seu catálogo, Então, Michael?!: Casos de Família, da autoria de Makoto Kobayashi. A obra será apresentada no festival Maia BD, reforçando a aposta da editora em clássicos intemporais com forte apelo humorístico.

Michael é, à primeira vista, um gato perfeitamente comum: adora comer, dormir e procurar os cantos mais quentinhos da casa. No entanto, a sua personalidade curiosa e imprevisível transforma o quotidiano numa sequência constante de confusões.

Neste novo volume, acompanhamos diferentes episódios da sua vida doméstica. Entre tentar ensinar à sua cria os “princípios básicos” de ser um gato, tornar-se o centro das atenções quando chegam visitas e enfrentar aquilo que considera o seu maior rival — um bebé humano —, Michael revela-se tão hilariante quanto caótico. O humor surge precisamente dessa mistura entre comportamentos felinos realistas e situações absurdas, criando momentos com os quais qualquer dono de animais se vai identificar.

Makoto Kobayashi, nascido em 1958 na cidade de Niigata, demonstrou desde cedo interesse pelo desenho e pela narrativa visual. Ainda jovem, inspirava-se nas séries que lia semanalmente, dando os primeiros passos no mundo do mangá.

A sua mudança para Tóquio, em 1977, marcou o início da carreira profissional, trabalhando como assistente de Mikiya Mochizuki. No ano seguinte, estreou-se oficialmente como autor. Curiosamente, Michael surgiu quase por acaso: enquanto desenhava uma série sobre um artista de mangás, um capítulo protagonizado por um gato destacou-se junto do público. O editor percebeu o potencial e sugeriu uma nova série focada nesse animal — assim nasceu Michael.

O nome foi inspirado pela popularidade global de Michael Jackson na época, especialmente após o impacto do videoclipe Thriller. O resultado foi um sucesso imediato que, em 1986, valeu à série o prestigiado Prémio Kodansha de Mangás.

Então, Michael?!: Casos de Família, Makoto Kobayashi, Sendai Editora, 216 pp., p&b, capa mole, €9,90

23 de abril de 2026

A Fuga

Nos turbulentos finais dos anos 50, quando Portugal fervilhava entre a miséria, a coragem e a repressão, um homem simples torna-se protagonista de uma das fugas mais audaciosas da história do regime salazarista. António Tereso, motorista da Carris e militante clandestino do PCP, é preso pela PIDE e, quebrado pela tortura, carrega uma culpa que o consome: falou quando não devia. Agora, precisa de recuperar a honra — perante a família, os companheiros e o próprio Partido.

A Fuga revela o percurso íntimo e heróico de Tereso: a vergonha, o isolamento entre os «rachados», a humilhação e o plano impossível que aceita para se redimir — organizar uma evasão da fortíssima cadeia de Caxias. Durante dois anos vive uma dupla identidade, conquista a confiança dos guardas e prepara, em segredo absoluto, uma operação digna de cinema.

O resultado é uma fuga espetacular: um carro blindado oferecido por Hitler a Salazar, sete dos mais importantes dirigentes comunistas escondidos no seu interior e um homem determinado a recuperar a dignidade perdida — custe o que custar.

A fuga, Jorge Mateus e Paulo Caetano, Iguana, 110 pp., cor, capa mole, 18,45€


A adopção #3

Um nascimento e pedidos de adopção que se concretizam quando menos se espera. Depois, a dor que vira tudo de cabeça para baixo. Uma família onde o pai espanhol entrou com um pedido de adopção em Espanha enquanto a mãe francesa entrou com um pedido de adopção em França. Uma família onde ambos os pedidos se concretizam ao mesmo tempo e, como costuma acontecer nesses casos, uma família onde a natureza assume o controlo e a mãe engravida. É uma família onde a terceira menina é repentinamente adoptada. É também uma família onde quem mais sofre é quem sai do ventre da mãe, porque ela não foi adoptada como as suas duas irmãs. E é uma família onde a dor ataca, deixando o pai sozinho com as suas três filhas adoptivas. É uma história de vida, ou melhor, de quatro vidas, e acima de tudo, é uma enorme história de amor.

Depois de o segundo tomo de A Adopção ter obtido, em 2017 e 2018 respectivamente os Prémio Saint-Michel para o Melhor álbum Francófono e o Prémio da BD Fnac da Bélgica, esta série tornou-se uma referência incontornável da BD europeia dos últimos anos.

Após a edição dos volumes Integrais 1 e 2 desta série (Ala dos Livros, 2022 e 2024, respectivamente) a Ala dos Livros, publica o 3º volume da série.

A Adopção #3: O rei dos mares, Arno Monin e Zidrou, 72 pp., cor, capa dura, 25,90€