terça-feira, 4 de agosto de 2026

Wild West regressa com um novo capítulo!

A Ala dos Livros acaba de editar o 5.º volume da série Wild West, intitulado Redenção, da dupla Thierry Gloris (argumento) e Jacques Lamontagne (desenho), dando início a um novo díptico que volta a cruzar ficção com personagens reais da conquista do Oeste americano.

Desde o primeiro volume, Thierry Gloris tem construído a série recorrendo a figuras históricas do Velho Oeste, como Wild Bill Hickok, Calamity Jane e Charlie Utter, integrando-as em tramas ficcionais cheias de acção, violência, suspense e rigor na reconstituição histórica. Neste quinto álbum, junta-se à narrativa mais uma personagem lendária: Belle Starr, uma das mais famosas fora da lei da história do Oeste americano, conhecida como a "Rainha dos Bandidos".

A acção decorre em Dolores City, na fronteira entre a Califórnia e o Nevada. Depois dos acontecimentos dramáticos dos volumes anteriores, Wild Bill vive agora como xerife da pequena cidade, enquanto Calamity Jane regressa aos excessos da bebida e Charlie Utter desempenha as funções de carteiro. A aparente tranquilidade termina com a chegada da família Ballou, liderada pela enigmática Catherine. Sob a identidade de pacíficos rancheiros escondem-se perigosos fugitivos, cuja presença irá mergulhar Dolores City no caos e conduzir ao reencontro com um velho inimigo.

Um dos grandes trunfos da série continua a ser o extraordinário trabalho gráfico de Jacques Lamontagne. O seu desenho realista, a atenção ao detalhe histórico e a qualidade das paisagens do Oeste fazem de Wild West uma das mais belas séries de western franco-belga da actualidade. A capa de Redenção volta a confirmar esse nível de excelência, sendo, uma vez mais, um dos grandes atractivos do álbum.

Wild West – Volume 5: Redenção: Thierry Gloris e Jacques Lamontagne, Ala dos Livros, 48 pp., cor, capa dura, 17,50€

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

O Diabo e a Coral: a nova obra de Josep Homs já chegou às livrarias

A Ala dos Livros acaba de editar em Portugal O Diabo e a Coral, a mais recente obra de Josep Homs, um álbum que combina ficção histórica, fantasia e drama num dos períodos mais sombrios da história europeia.

A ação decorre em Praga, em 1938, quando o continente se afunda no ódio, na intolerância e na iminência da Segunda Guerra Mundial. Enquanto Hitler parece conduzir a Europa para o abismo, corre o rumor de que o ditador é guiado pelo próprio Diabo. Mas e se essa ideia não fosse apenas uma metáfora?

É neste contexto que surge Lúcifer, preso contra a sua vontade ao mundo dos homens e incapaz de regressar ao Inferno. A única pessoa capaz de o ver é Coral, uma jovem judia inteligente e determinada. Entre ambos estabelece-se uma estranha relação de dependência, obrigando-os a unir esforços para quebrar o misterioso feitiço que os mantém ligados. A resposta poderá estar escondida no passado do pai de Coral, o enigmático Rabino Loew.

Com o seu reconhecido talento gráfico, Josep Homs constrói uma narrativa visualmente deslumbrante, onde o fantástico se cruza com acontecimentos históricos reais, oferecendo uma reflexão sobre o fanatismo, a liberdade e a condição humana.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Albert Londres tem de Desaparecer chega hoje às livrarias

A Levoir e o jornal Público editam hoje, 31 de Julho, a novela gráfica Albert Londres tem de Desaparecer, da autoria de Frédéric Kinder e Borris.

Entre a biografia e a ficção, a obra revisita os últimos meses de vida de Albert Londres, considerado um dos pioneiros do jornalismo de investigação moderno. Muito mais do que um simples repórter, Londres destacou-se por denunciar injustiças e abusos, revelando ao mundo realidades incómodas como as condições da prisão de Cayenne, o tráfico de mulheres na Argentina ou o tratamento desumano nos hospitais psiquiátricos.

Em Dezembro de 1931, parte para a China numa viagem envolta em mistério. Sem mandato de qualquer jornal, prepara-se para investigar um alegado tráfico de armas e ópio que envolveria altas esferas da Marinha francesa. As revelações que prometia publicar eram, nas suas próprias palavras, «dinamite». No entanto, nunca chegaram a ver a luz do dia. Em Maio de 1932, Albert Londres desapareceu no naufrágio do Georges Philippar, um acontecimento que continua a alimentar dúvidas sobre se a sua morte foi realmente acidental.

Premiada com o Prémio de Banda Desenhada RTL 2022, esta é uma obra que cruza rigor histórico, suspense e ficção para revisitar um dos maiores mistérios da história do jornalismo francês.

Albert Londres tem de Desaparecer, Frédéric Kinder e Borris, Levoir, 104 pp., cor, capa dura, 16,90 €

Entradas na minha biblioteca de BD no mês de Julho de 2026

 





quinta-feira, 30 de julho de 2026

Oshi no Ko #8: o passado volta a cruzar-se com o presente

O universo de Oshi no Ko continua a revelar os bastidores da indústria do entretenimento japonês, enquanto aprofunda o percurso das suas personagens e os mistérios que as unem.

No 8.º volume, Aqua Hoshino vê a sua obsessão pela vingança perder intensidade à medida que descobre novos elementos sobre o seu pai. Em paralelo, Ruby Hoshino dedica-se ao crescimento das novas B-Komachi, participando na gravação de um videoclip destinado a impulsionar a presença do grupo no YouTube.

Entretanto, uma viagem a Takachiho, cidade associada à mitologia japonesa, leva Aqua, Akane e os restantes membros da companhia de teatro a um lugar com um significado muito especial. É precisamente ali que Aqua e Ruby terminaram as suas vidas anteriores, fazendo com que passado e presente se cruzem de forma inesperada.

Criada por Aka Akasaka, com ilustrações de Mengo Yokoyari, Oshi no Ko combina drama, mistério e crítica ao mundo do espectáculo, explorando as complexas relações entre identidade, fama e ambição.

Oshi no Ko #8, Aka Akasaka e Mengo Yokoyari, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Kenshin, o Samurai Errante #27: a reta final do confronto com Enishi

A série Kenshin, o Samurai Errante aproxima-se do desfecho de um dos seus arcos mais intensos com a chegada do 27.º volume, da autoria de Nobuhiro Watsuki.

Enquanto Kenshin e os seus companheiros avançam para o confronto decisivo, surgem no seu caminho os "Quatro Deuses", os poderosos guardas de Kuroboshi. Cada um dos protagonistas enfrenta um adversário à sua altura: Saitou contra Seiryuu, Aoshi contra Suzaku, Sanosuke contra Byakko e Yahiko contra Genbu, em combates que colocam à prova as suas capacidades e convicções.

No centro da narrativa permanece, contudo, o inevitável duelo entre Kenshin Himura e Yukishiro Enishi. Mais do que um simples combate, este é o culminar de um conflito marcado pela culpa, pela vingança e pela procura de redenção. Será finalmente capaz de encontrar "a resposta" que procura há tanto tempo?

Publicado originalmente na revista Weekly Shōnen Jump, Kenshin, o Samurai Errante continua a ser uma das obras de referência do manga histórico de acção, combinando duelos memoráveis com uma reflexão sobre as consequências da violência e o peso do passado.

Kenshin, o Samurai Errante #27: A Resposta, Nobuhiro Watsuki, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€

terça-feira, 28 de julho de 2026

JuveBêDê #104

Já se encontra disponível o JuveBêDê n.º 104, a mais recente edição da revista dedicada ao universo da banda desenhada, da ilustração e do cartoon, numa edição da Juvemedia.

Entre os principais destaques deste número encontram-se as reportagens sobre a edição de 2026 do Cartoon Xira, um dos mais importantes certames nacionais dedicados ao cartoon, e sobre o Ilustra BD 2026, dando a conhecer aos leitores alguns dos momentos mais marcantes destes eventos dedicados à nona arte.

Outro dos pontos altos desta edição é a entrevista ao desenhador Achdé, realizada por ocasião da publicação em Portugal de Aii! – A dor também se trata, onde o autor aborda este projecto e partilha algumas reflexões sobre o seu percurso na banda desenhada.

Como habitualmente, o JuveBêDê inclui ainda notícias, novidades editoriais, recensões e outras rubricas que fazem desta publicação uma referência para todos os interessados na actualidade da banda desenhada em Portugal.

Uma leitura recomendada para quem pretende acompanhar de perto a produção editorial, os autores e os principais acontecimentos do panorama nacional e internacional da nona arte. 

JuvBêDê #104, Junho de 2026, 24 pp., cor