sábado, 30 de maio de 2026

Jujutsu Kaisen 20: o confronto na Colónia de Sendai intensifica-se

O volume 20 de Jujutsu Kaisen, manga criado por Gege Akutami, dá continuidade ao arco do Jogo do Extermínio (Culling Game), acompanhando novos confrontos entre feiticeiros e entidades amaldiçoadas em diferentes colónias estabelecidas durante o conflito. O volume foi publicado originalmente no Japão a 4 de Agosto de 2022, pela editora Shueisha, após a serialização dos capítulos na revista japonesa Weekly Shōnen Jump.  

Sob o subtítulo Colónia de Sendai – Durante a festa, este volume acompanha o desenrolar de vários combates decisivos. Entre eles, destaca-se o confronto entre Megumi Fushiguro e Reggie Star (Regi), dois adversários levados ao limite pelas respectivas técnicas amaldiçoadas. À medida que ambos ficam à beira da morte, a batalha aproxima-se do seu desfecho quando Regi toma a iniciativa para quebrar o impasse existente.  Em paralelo, a narrativa desloca-se para a Colónia de Sendai, onde Yuta Okkotsu altera o equilíbrio entre quatro forças particularmente poderosas. A sua intervenção conduz a uma série de confrontos envolvendo feiticeiros do passado e uma maldição de nível especial, expandindo o foco do conflito e apresentando novos desafios no contexto do Jogo do Extermínio.  

O volume reúne capítulos centrados na progressão dos eventos em Tóquio e Sendai, aprofundando o desenvolvimento de personagens já estabelecidas e introduzindo novos adversários dentro da estrutura do conflito concebido por Gege Akutami. Publicada desde 2018, Jujutsu Kaisen tornou-se uma das séries manga mais populares da actualidade, acompanhando um universo marcado pela coexistência entre humanos, maldições e feiticeiros jujutsu.  

Jujutsu Kaisen 20, Gege Akutami, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Something is Killing the Children Vol. 3: Erica Slaughter enfrenta o medo em Archer’s Peak

O terceiro volume de Something is Killing the Children, da autoria de James Tynion IV, com ilustração de Werther Dell’Edera e cores de Miquel Muerto, já se encontra disponível, prosseguindo a narrativa da série de terror sobrenatural centrada na misteriosa caçadora de monstros Erica Slaughter.

Este novo tomo reúne os capítulos #11 a #15 da série original, dando continuidade aos acontecimentos em Archer’s Peak, a pequena localidade marcada por uma sucessão de mortes violentas de crianças. Na história, a situação na cidade continua a deteriorar-se. Erica Slaughter prossegue a investigação e a perseguição da entidade responsável pelos assassinatos, enquanto o número de vítimas continua a aumentar. Em paralelo, o clima de tensão entre os habitantes intensifica-se, levando parte da população a desconfiar da recém-chegada, cuja presença coincide com o início dos acontecimentos violentos.

À medida que o medo se instala em Archer’s Peak, Erica vê-se confrontada não apenas com a ameaça que procura eliminar, mas também com a crescente hostilidade da comunidade local. A narrativa acompanha assim os desenvolvimentos da investigação e os desafios enfrentados pela protagonista numa cidade progressivamente dominada pela incerteza e pela suspeita. 

Lançada originalmente pela editora norte-americana Boom! Studios, Something is Killing the Children tornou-se uma das séries de horror mais reconhecidas dos últimos anos, acompanhando Erica Slaughter, membro de uma organização dedicada ao combate de criaturas invisíveis para a maioria dos adultos, mas responsáveis por sucessivos desaparecimentos e mortes de crianças.

Este terceiro volume aprofunda os acontecimentos iniciados nos tomos anteriores e expande o conflito em Archer’s Peak, dando continuidade a uma história marcada pelo mistério e pela ameaça sobrenatural.

Something is Killing the Children #3, James Tynion IV, Werther Dell’Edera e Miquel Muerto, Devir, 146 pp., cor, 18€

Caderno de memórias coloniais

Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique.

A primeira apresentação será na Praça LeYa, da Feira do Livro de Lisboa já este domingo (31 de Maio), às 19h, em conversa com Alice Geirinhas. A Isabela Figueiredo estará em sessão de autógrafos também no sábado, às 16h. O livro estará nas livrarias a partir de dia 9 de Junho.

Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização.

Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.

Caderno de memórias coloniais, Isabela Figueiredo e Júlia Barata, Editorial Caminho, 144 pp., cor, capa mole, 21,90€

Naruto Vol. 62 – “Fissura”: o adeus de Itachi e o escalar da guerra ninja

O volume 62 de Naruto, intitulado Fissura (Hibi, no original japonês), marca um dos momentos emocionalmente mais intensos e decisivos da Quarta Grande Guerra Ninja. Criado por Masashi Kishimoto, este tomo aprofunda o legado dos irmãos Uchiha enquanto o conflito atinge uma nova escala de destruição. O volume foi lançado originalmente no Japão a 4 de Outubro de 2012, pela editora Shueisha, após a serialização dos capítulos na revista Weekly Shōnen Jump.  

Depois de uma batalha intensa e carregada de simbolismo, Itachi Uchiha consegue finalmente travar Kabuto Yakushi e desfazer o Edo Tensei, a técnica proibida que permitia aos mortos regressarem ao campo de batalha. A sua intervenção muda radicalmente o rumo da guerra, encerrando uma das maiores ameaças enfrentadas pela Aliança Shinobi e demonstrando, uma vez mais, a profundidade do sacrifício do irmão mais velho dos Uchiha.  

No entanto, o momento mais marcante do volume talvez seja o derradeiro encontro entre Itachi e Sasuke. Mesmo perante a verdade, a despedida do irmão e as suas últimas palavras, Sasuke permanece consumido pelo ressentimento. Longe de abandonar a sua vingança, o jovem Uchiha reafirma a sua intenção de destruir Konoha, intensificando ainda mais o conflito interno que o define ao longo da série. O peso emocional deste adeus transforma Fissura num dos volumes mais memoráveis do arco da guerra.  

Enquanto isso, noutra frente de batalha, Naruto e os Cinco Kage enfrentam um cenário cada vez mais desesperante. As acções inesperadas do Homem da Máscara e de Madara Uchiha elevam a ameaça a um novo patamar, deixando claro que a guerra está longe de terminar. O poder esmagador de Madara continua a redefinir os limites do impossível, enquanto novas revelações começam a abrir “fissuras” naquilo que os heróis julgavam compreender sobre o conflito.  

Naruto #62: Fissura, Masashi Kishimoto, Devir, 196 pp., p&b, capa mole, 9,99€

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A trilogia CoBrA aproxima-se do fim: “CoBrA – Porto” chega para encerrar a saga da Ala dos Livros

Depois de Operação Goa e Operação Conacri — esta última dividida em dois volumes — a Ala dos Livros prepara-se para fechar um dos mais ambiciosos projectos de ficção histórica da BD portuguesa contemporânea. O capítulo final da trilogia criada por Marco Calhorda chama-se “CoBrA – Porto” e promete um desfecho intenso, agora com arte assinada por Paulo Montes.

Se Operação Goa contou com ilustração de Daniel Maia e Operação Conacri reuniu os traços de Zoran Jovicic e Osvaldo Medina, cabe agora a Paulo Montes assumir integralmente a componente visual do derradeiro álbum da série.

A narrativa transporta-nos para o início dos anos 1980, mais de uma década após o assalto a Conacri. Portugal vive tempos de instabilidade política e social, marcados por uma vaga de acções terroristas alimentadas por conflitos ideológicos e pelas tensões herdadas do período revolucionário. É neste contexto que regressamos a Afonso Costa e Ivone Reis, personagens centrais no universo CoBrA, ainda no activo e envolvidos nas investigações da Polícia Judiciária para desmontar as FP-25.

Entre memórias do passado, mudanças profundas no país e feridas ainda abertas, CoBrA – Porto apresenta-se como um brutal ajuste de contas — uma história de vingança, ideologia e sobrevivência, construída sobre um sólido pano de fundo histórico.

Tomando como enquadramento os anos mais violentos da actividade das FP-25 — organização responsável por mais de duas dezenas de mortos e dezenas de feridos, tornando-se a mais mortífera organização terrorista da história contemporânea portuguesa —, a obra assume-se como ficção baseada em acontecimentos reais, explorando um dos períodos mais conturbados do pós-25 de Abril.

Os volumes anteriores, CoBrA – Operação Goa e CoBrA – Operação Conacri, estiveram nomeados em categorias como Melhor Obra de BD de Autor Português nos Prémios de BD da Amadora 2022, Melhor Ilustração em Obra Nacional no 4.º Prémio Bandas Desenhadas 2022 e Melhor Argumento de Autor Português nos Vinhetas d’Ouro.

Para os leitores que acompanharam a série desde o início — e também para os interessados em ficção histórica ancorada na história recente de Portugal —, CoBrA – Porto perfila-se como uma edição incontornável e o culminar de uma saga que soube cruzar espionagem, memória histórica e thriller político com rara ambição na BD portuguesa.

CoBrA - Porto, Marco Calhorda e Paulo Montes, Ala dos Livros, 88 pp., p&b, capa dura, 21,90€