terça-feira, 13 de outubro de 2026

O Misterioso Caso Vargas: Fernando Pessoa numa aventura policial em banda desenhada

Chegou hoje às livrarias O Misterioso Caso Vargas, de Andrea Artusi, uma obra livremente inspirada no conto policial O Caso Vargas, de Fernando Pessoa.

Lisboa, início do século XX. Um jovem Fernando Pessoa desembarca de um navio proveniente da África do Sul, regressando à cidade onde nasceu depois de ter passado a infância em Durban. Enquanto espera no cais que uma tia venha buscá-lo, conhece um elegante rapaz inglês com quem estabelece uma amizade imediata: Alexander Search, que afirma ter vindo a Portugal investigar um misterioso caso de suicídio. Este encontro dá início a uma aventura que envolve os planos de uma temível arma secreta, personagens estranhas e ameaças obscuras. Entre o mistério e a ficção, Andrea Artusi transforma o regresso do poeta a Lisboa no ponto de partida de uma intriga policial.

Uma homenagem à paixão de Fernando Pessoa pela narrativa de investigação, que convida os leitores a descobrir uma faceta menos conhecida da sua escrita através da banda desenhada.

O Misterioso Caso Vargas, Andrea Artusi, ASA, 72 pp., cor, capa dura, 22,90€

Dan Da Dan #5: uma casa assombrada e os segredos da família Kito

O quinto volume de Dan Da Dan, de Yukinobu Tatsu, leva Okarun, Momo e Jiji até à zona de termas onde vive este último, para investigar o estranho incidente que envolveu a sua família.

A descoberta de um quarto proibido, coberto de talismãs, agrava o mistério. Surpreendidos pela família Kito, os proprietários da casa e adoradores da Grande Serpente, os três jovens correm o risco de se tornar oferendas.

Entre o homem da maldição e a serpente gigante que assombram o local, este volume aprofunda os segredos da casa de Jiji, numa aventura que combina terror sobrenatural, ação e humor.

Dan Da Dan #5, Yukinobu Tatsu, Devir, 212 pp., p&b, capa mole, 9,99€

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A Casa do Desertor: doze histórias de terror de Junji Ito chegam pela Devir

A Devir anuncia a pré-venda de A Casa do Desertor, uma antologia que reúne doze histórias dos primeiros anos de carreira de Junji Ito, um dos nomes mais reconhecidos da manga de terror. 

Uma casa onde as refeições são servidas com insetos crus, uma rapariga que se apropria da beleza de outras ao reproduzir os seus rostos e um homem que teme adormecer para não ser dominado pela entidade que o persegue nos sonhos são alguns dos pontos de partida deste volume.

Nestas narrativas, o quotidiano transforma-se gradualmente em ameaça. Obsessões, ressentimentos e perda de identidade cruzam-se com imagens grotescas e acontecimentos inesperados, revelando temas que Ito desenvolveria ao longo da sua obra.

A coletânea foi publicada no Japão pela Asahi Shimbun Publications, em Março de 2011, com o título 伊藤潤二傑作集5 脱走兵のいる家 (Itō Junji Kessakushū 5: Dassōhei no Iru Ie), como quinto volume da colecção de obras selecionadas do autor. A data de 2011 corresponde a esta edição em livro, que reúne histórias anteriores.

A Casa do Desertor, Junji Ito, Devir, 426 pp., p&b, capa mole, 20€

domingo, 11 de outubro de 2026

«No Sleep till Shengal», de Zerocalcare — uma viagem ao encontro da resistência yazidi

Publicado a 9 de Outubro, como volume 11 da coleção Novela Gráfica, da Levoir e do Público, No Sleep till Shengal leva-nos ao norte do Iraque, numa reportagem em banda desenhada sobre um povo que luta pelo seu futuro.

Na Primavera de 2021, Zerocalcare viaja até Shengal para conhecer a comunidade yazidi, sobrevivente dos massacres perpetrados pelo autoproclamado Estado Islâmico em 2014. Entre postos de controlo, obstáculos à circulação e tensões entre diferentes forças políticas e militares, o autor procura documentar o quotidiano de uma população cuja segurança e autonomia continuam ameaçadas. O resultado é um testemunho sobre resistência, solidariedade e autodeterminação, que dá rosto às pessoas por detrás das notícias. Zerocalcare acompanha os seus receios e a tentativa de construir uma sociedade assente na coexistência entre povos e na emancipação das mulheres, num território frequentemente esquecido pela comunidade internacional. Publicada originalmente pela BAO Publishing, em 2022, a obra prolonga o percurso de reportagem do autor no Médio Oriente.

Zerocalcare é o pseudónimo de Michele Rech, autor italiano de banda desenhada nascido em 1983. Tornou-se conhecido nos meios dos fanzines e através das histórias publicadas no seu blogue. Estreou-se em livro com La profezia dell’armadillo, em 2011, e consolidou o seu percurso com obras como Un polpo alla gola, Dimentica il mio nome e Kobane Calling. A sua escrita cruza experiências pessoais, humor e intervenção social, tornando-o uma das vozes mais reconhecidas da banda desenhada italiana contemporânea.

No Sleep till Shengal, Zerocalcare, Público/Levoir, 208 pp., p&b, capa dura, 16,90€

sábado, 10 de outubro de 2026

Ilustração e banda desenhada em destaque no FOLIO

A ilustração e a banda desenhada estiveram em destaque no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, com a celebração das 30 edições do Prémio Nacional de Ilustração e uma conversa dedicada aos primeiros distinguidos pelo Prémio Nacional de Banda Desenhada. Duas artes que contam com curadorias e programação próprias no festival.

O Prémio Nacional de Ilustração, atribuído pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), foi entregue a Catarina Sobral, pelas ilustrações de As Pessoas São Esquisitas, com texto de Victor D. O. Santos e edição da Orfeu Negro. A distinção, no valor de 10 mil euros, foi entregue durante a inauguração da PIM! – Mostra de Ilustração para Imaginar o Mundo.

Foram também entregues duas menções especiais: a Catarina Alves, por Natália Correia: Entre o riso e a paixão, com texto de Maria João Martins, editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda e Pato Lógico; e a Madalena Matoso, por Fantasmas, com texto de Clara Rowland e edição da Planeta Tangerina.

A primeira edição do Prémio Nacional de Banda Desenhada, também promovido pela DGLAB, trouxe ao FOLIO uma reflexão sobre o reconhecimento da nona arte e as condições de trabalho dos seus criadores.

António Jorge Gonçalves, distinguido com o Prémio Carreira, salientou o caminho que a BD ainda tem de percorrer para conquistar reconhecimento artístico e social. Recordou também a importância concreta do apoio financeiro para quem vive da criação.

Luís Miguel Moreira, vencedor do Prémio Obra do Ano com Dormindo entre Cadáveres, de que é coautor Felipe Parucci, apresentou uma perspectiva mais optimista, associando o crescente respeito pela banda desenhada à publicação de obras de qualidade.

O Prémio Inovação distinguiu Rumo ao Eclipse, livro-jogo de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa e Hugo Soares.

Cada categoria tem uma dotação de 10 mil euros. A entrega dos prémios está marcada para 18 de outubro, Dia Nacional da Banda Desenhada Portuguesa, no âmbito do Festival Amadora BD.

Exposição João Amaral

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

JuveBêDê n.º 105: no ano XXX, a revista continua a acompanhar a banda desenhada

É sempre bem-vinda uma nova edição da JuveBêDê, a revista de banda desenhada da Associação Juvemédia, que chega ao n.º 105, já no seu ano XXX.

Neste número, o destaque vai para o Coimbra BD 2026 e para a Comic Con Portugal, dois encontros que aproximam autores, leitores e outros protagonistas do universo dos quadradinhos.

Com um percurso de três décadas, a JuveBêDê mantém o seu espaço na divulgação da banda desenhada, acompanhando os acontecimentos e contribuindo para a memória da actividade em Portugal.

Uma nova edição para descobrir e acrescentar à colecção!