quarta-feira, 30 de setembro de 2026
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Prémios de Banda Desenhada da Amadora 2026: conhecidos os nomeados
Ao Prémio Revelação concorrem A Cada Sete Ondas, de Beatriz Brajal; Canalha Borrada, de Zé Lázaro Lourenço; Manda msg quando chegares, de R.G.B.; A Solidão do Ser, de Helena Sá; e O Cão Invisível, de Wandson Lisboa.
Na categoria de Melhor Obra de BD de Autor Português estão nomeados Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo e Júlia Barata; Rare Flavours, de Filipe Andrade e Ram V; Dormindo Entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci; O Progresso da Humanidade, de João Sequeira e Rui Cardoso Martins; e Atrahasis, de David Soares e Sónia Oliveira.
A Seita reúne seis nomeações com quatro livros: Canalha Borrada, A Solidão do Ser, Os Trabalhadores do Mar, de Michel Durand, e A Fera – vol. 2, de Zidrou e Frank Pé. Os dois últimos concorrem simultaneamente aos prémios de Melhor Obra Estrangeira Editada em Portugal e Melhor Edição Portuguesa de BD. Rare Flavours também está nomeado em duas categorias. Além dos prémios monetários, a Câmara Municipal da Amadora adquirirá 100 exemplares da obra vencedora de Melhor Edição Portuguesa.
O júri é formado por Rui Cartaxo, presidente e representante do município, Cristina Alves e Luís Louro. Os vencedores serão anunciados no domingo, 18 de outubro, às 17h00, numa cerimónia no Núcleo Central do AmadoraBD, no Parque da Liberdade. A 37.ª edição do festival decorre em outubro, com programação em vários espaços da cidade.
sábado, 26 de setembro de 2026
O Acidente de Caça – Uma História Real de Crime e Poesia
Charlie Rizzo sempre acreditou que o pai perdera a visão num acidente de caça. Ao descobrir que Matt ficou cego durante um assalto, conhece também a história dos seus anos na prisão de Stateville. Foi aí que Nathan Leopold Jr. o aproximou da literatura e da poesia, transformando a vida que Matt julgava perdida.
A obra recebeu o Prémio Ouest-France / Quai des Bulles em 2020, o Fauve d’Or de melhor álbum no Festival de Angoulême em 2021 e o Grand Prix des Lectrices de Elle na categoria de não ficção em 2021.
O Acidente de Caça – Uma História Real de Crime e Poesia, David L. Carlson e Landis Blair, Ala dos Livros, 464 pp., p&b, capa dura, 49,90€
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
A Armação, de Daniel Silvestre, chega à IX série da Colecção Novela Gráfica
A narrativa nasceu de entrevistas ao avô do autor, José Silvestre, e ficciona um episódio da sua infância ligado à pesca. A partir dessa memória familiar, a obra retrata também a vida portuguesa dos anos 1930.
A primeira edição recebeu, em 2024, o prémio de Melhor Fanzine ou Publicação Independente dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora. A reedição na Colecção Novela Gráfica dá agora uma nova circulação a esta obra de um autor português.
A Armação, Daniel Silvestre, Levoir, bicromia, capa dura, 16,90€
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A Sombra das Luzes chega ao terceiro tomo
Na América do século XVIII, a guerra aproxima-se, mas o Chevalier de Saint-Sauveur continua concentrado na sua aposta: conseguir que Aimée d’Archambaud case com um iroquês. Para isso, o libertino está disposto a recorrer a qualquer intriga. Entre cartas, réplicas mordazes e confrontos na floresta, chega ao fim o primeiro ciclo destas aventuras epistolares.
Com este lançamento, os três tomos da série estão publicados em Portugal pela Ala dos Livros.
A Sombra das Luzes #3, Alain Ayroles e Richard Guérineau, Ala dos Livros, 72 pp., cor, capa dura, 25€
terça-feira, 22 de setembro de 2026
No Rasto de Blueberry: uma homenagem a uma lenda do western chega a Portugal
Publicado originalmente pela Dargaud, em Novembro de 2025, com o título Sur la piste de Blueberry, o álbum foi concebido para assinalar os 60 anos da publicação de Fort Navajo, primeiro álbum da série. Não estamos, porém, perante uma nova aventura convencional nem perante uma continuação assinada por uma única equipa criativa. Trata-se de uma grande homenagem colectiva a Mike Steve Blueberry e, inevitavelmente, aos seus criadores.
A proposta é particularmente sedutora: reunir alguns dos mais destacados autores da banda desenhada europeia contemporânea e convidá-los a seguir, cada um à sua maneira, o rasto deixado por Blueberry. O resultado alterna histórias curtas e ilustrações, permitindo revisitar diferentes momentos e facetas da vida da personagem e, simultaneamente, perceber até que ponto a criação de Charlier e Giraud continua presente no imaginário de sucessivas gerações de autores.
E a lista de participantes impressiona. Encontramos nomes como Anlor, Alberto Belmonte, Dominique Bertail, Michel Blanc-Dumont, Blutch, Olivier Bocquet, Vincent Brugeas, Stefano Carloni, Alexandre Coutelis, Fred Duval, Jérôme Félix, Paul Gastine, Goossens, Mathieu Lauffray, Lu Ming, Jean Mallard, Milo Manara, Enrico Marini, Mathieu Mariolle, Thierry Martin, Matz, Ralph Meyer, Félix Meynet, Vincent Perriot, Corentin Rouge, Olivier Taduc, Ronan Toulhoat, Jean-François Vivier e Philippe Xavier. Cada um contribui com uma história curta ou uma ilustração dedicada ao mítico cowboy.
É precisamente esta diversidade que torna No Rasto de Blueberry especialmente interessante. Não se procura substituir Jean Giraud nem reproduzir artificialmente o seu traço. Pelo contrário, diferentes sensibilidades gráficas e narrativas confrontam-se com uma personagem que marcou profundamente a evolução do western em banda desenhada. De autores intimamente associados ao género a criadores com universos muito diferentes, todos têm aqui a oportunidade de mostrar o seu Blueberry.
Criado em 1963 nas páginas da revista Pilote, Blueberry ajudou a transformar profundamente o western franco-belga. Charlier afastou progressivamente a série dos modelos mais convencionais da aventura juvenil, enquanto Giraud desenvolveu uma representação cada vez mais realista, cinematográfica e visualmente poderosa do Oeste americano. O tenente também estava longe do herói imaculado tradicional: indisciplinado, jogador, beberrão, por vezes insolente e frequentemente perseguido pela própria reputação, tornou-se uma personagem extraordinariamente humana.
Daí que esta homenagem tenha um significado que ultrapassa a simples celebração de um aniversário. Sessenta anos depois de Fort Navajo, Blueberry continua a inspirar alguns dos melhores desenhadores e argumentistas europeus.
A publicação portuguesa pela ASA é, por isso, uma excelente notícia para os leitores que acompanharam durante décadas as aventuras de Blueberry em Portugal e também para quem queira descobrir a dimensão do legado deixado por Charlier e Giraud.
domingo, 20 de setembro de 2026
Sapiens – A Idade das Revoluções
Em A Idade das Revoluções, a viagem começa há cerca de quinhentos anos, quando a humanidade tomou consciência da sua própria ignorância e o pensamento científico começou a transformar profundamente a forma de compreender e dominar o mundo.
Ao longo das páginas, acompanhamos a Revolução Científica, a expansão imperialista e colonial, o desenvolvimento do capitalismo e a crença moderna no progresso e no crescimento. Harari aborda também algumas das transformações que moldaram a vida contemporânea: o funcionamento do dinheiro e dos bancos, a crescente organização da sociedade em função do relógio e o extraordinário aumento da capacidade humana para produzir e transformar o planeta.
Mas permanece uma das questões centrais de Sapiens: todo este progresso tornou-nos mais felizes?
O volume prolonga a narrativa até ao presente e à Revolução da Inteligência Artificial, colocando uma nova interrogação: depois de adquirir um poder sem precedentes sobre o mundo, conseguirá a humanidade controlar inteligências que ela própria criou?
Com argumento de Yuval Noah Harari e David Vandermeulen e desenho de Daniel Casanave, Sapiens – A Idade das Revoluções encerra, com humor e ilustrações a cores, a adaptação gráfica da história da humanidade iniciada em O Nascimento da Humanidade.















