quinta-feira, 16 de julho de 2026

Chainsaw Man #16 já está disponível

A Devir publicou o 16.º volume de Chainsaw Man, prosseguindo a edição portuguesa do manga de Tatsuki Fujimoto.

Neste novo volume, Denji continua dividido entre duas vidas incompatíveis: a de um adolescente que deseja uma existência normal e a do lendário Chainsaw Man, cuja fama continua a crescer. Enquanto luta para decidir qual o caminho a seguir, Asa Mitaka descobre uma revelação perturbadora através de Kiga, que poderá alterar por completo o rumo dos acontecimentos.

Ao mesmo tempo, a Igreja do Chainsaw Man expande a sua influência, alimentando o culto em torno do herói motosserra, enquanto uma misteriosa mulher entra na vida de Denji com intenções ainda desconhecidas. À medida que interesses divergentes se cruzam e novas conspirações vêm à superfície, a tensão aumenta, conduzindo a narrativa para um cenário de crescente caos.

Com o humor negro, a acção frenética e as reviravoltas imprevisíveis que caracterizam a obra de Tatsuki Fujimoto, este 16.º volume aprofunda os conflitos da segunda parte da série e prepara o terreno para novos confrontos.

Chainsaw Man #16, Tatsuki Fujimoto, Devir, 182 pp., p&b, capa mole, 9,99€

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Kagurabachi #3 chega a Portugal

A editora Devir publica o 3.º volume de Kagurabachi, dando continuidade à edição portuguesa da série criada por Takeru Hokazono.

Neste volume, a acção centra-se no leilão clandestino Rakuzaichi, onde a Shinuchi, a obra-prima forjada por Kunishige Rokuhira, será colocada à venda. Determinado a recuperar esta lendária espada encantada, Chihiro alia-se a Hakuri Sazanami, um membro renegado da família que organiza o leilão e que pretende pôr fim às actividades do seu próprio clã.

Pelo caminho, Chihiro enfrenta novos e poderosos adversários, entre eles Hiyuki Kagari, agente da Kamunabi, e os membros do Tou, a elite de combate da família Sazanami. Após uma série de confrontos, vê-se obrigado a sacrificar temporariamente a espada Enten para salvar Hakuri, recorrendo depois a uma estratégia engenhosa para continuar a missão. O volume culmina com a chegada de Chihiro ao Rakuzaichi, agora empunhando uma Kuregumo danificada e preparado para o confronto decisivo.

Publicado originalmente no Japão em 4 de Julho de 2024, este terceiro volume reúne os capítulos «Cavaleiro das Trevas», «Arma do Kamunabi», «Leniência», «Rivalidade», «Despensa», «Caçador», «Acordo», «Confiança» e «Sr. Relâmpago», aprofundando o universo da série e elevando o nível da acção e da intriga.

Kagurabachi #3, Takeru Hokazono, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€

terça-feira, 14 de julho de 2026

A Seita aposta na banda desenhada polaca e reforça a internacionalização dos autores portugueses

A editora A Seita continua a afirmar-se como uma das mais dinâmicas do panorama editorial da banda desenhada portuguesa. Depois de anunciar um ambicioso plano de internacionalização, que prevê a publicação de mais de vinte obras de autores portugueses em França, no Reino Unido e na Polónia, a editora dá agora mais um passo na diversificação do seu catálogo com o lançamento de uma nova colecção dedicada à banda desenhada polaca.

A colecção Bursztyn (Âmbar) reunirá seis volumes, cuja publicação decorrerá ao longo de 2026, encontrando-se já disponíveis os três primeiros títulos. A iniciativa pretende dar a conhecer aos leitores portugueses algumas das mais representativas obras da BD polaca, um mercado ainda praticamente desconhecido em Portugal, contribuindo para alargar os horizontes editoriais nacionais.

Para assinalar este lançamento, A Seita promove uma sessão de apresentação na FNAC Chiado, no próximo dia 16, às 18h00, onde serão apresentados os primeiros volumes da colecção e reveladas algumas novidades editoriais. Entre os participantes serão ainda sorteados exemplares de recentes publicações da editora.

Esta aposta confirma a estratégia da A Seita em actuar em duas frentes complementares: por um lado, promover a internacionalização da banda desenhada portuguesa, abrindo novos mercados para os autores nacionais; por outro, enriquecer a oferta disponível em Portugal com obras oriundas de países menos representados no nosso mercado editorial. Trata-se de uma iniciativa que merece destaque e que contribui para tornar o panorama da banda desenhada portuguesa cada vez mais diversificado e internacional.

domingo, 12 de julho de 2026

dBD #201 (Julho/Agosto 2026): homenagens, adaptações e uma grande exposição dedicada à BD

A edição #201 da dBD presta homenagem a três grandes nomes recentemente desaparecidos: Marjane Satrapi, Clément Oubrerie e Jean-Paul Krassinsky, revisitando os seus percursos e o legado que deixaram na banda desenhada contemporânea.

Outro dos grandes destaques é a adaptação para animação de In Waves, a aclamada novela gráfica de AJ Dungo. A realizadora Phuong-Mai Nguyen enfrenta o desafio de transportar para o ecrã uma obra profundamente emocional e visualmente marcante, num projeto que promete preservar a sensibilidade do original.

A revista dedica ainda um amplo dossiê a Hermann, uma das figuras maiores da BD europeia. Para complementar a homenagem, autores como François Boucq, Cosey, Dany, Yves H., Corentin Rouge e Christian Rossi partilham testemunhos pessoais sobre o mestre belga, oferecendo uma visão mais íntima do homem e da dimensão da sua obra.

Na secção de exposições, a revista leva os leitores aos bastidores de CLING!, considerada pelos seus comissários como uma das mais notáveis exposições dedicadas à banda desenhada dos últimos anos. O artigo revela o processo de concepção da mostra e apresenta ainda uma selecção de imagens que ilustram a riqueza e diversidade do evento.

Como habitualmente, a dBD completa esta edição com as principais notícias e novidades do universo da 9.ª Arte, reforçando o seu papel como uma das revistas de referência para os apaixonados pela banda desenhada europeia.

dBD #201, juillet/août 2026, 132 pp, 13,40€

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Venom – Preto, Branco e Sangue chega às livrarias

A G. Floy Portugal acaba de publicar Venom – Preto, Branco e Sangue, um volume que reúne alguns dos mais prestigiados autores da Marvel para explorar o lado mais feroz e imprevisível do Protetor Letal.

Integrando a colecção Black, White & Blood, este álbum apresenta um conjunto de histórias curtas originalmente publicadas em Venom: Black, White & Blood #1–4, explorando diferentes momentos, personagens e interpretações do universo de Venom. A opção gráfica característica desta colecção,  ilustrações a preto e branco com apontamentos em vermelho, reforça o ambiente sombrio e violento das narrativas, transformando cada página num exercício visual de grande impacto.

Ao longo das várias histórias, Venom é retratado na sua forma mais primitiva e instintiva, revelando a relação complexa entre o simbionte e os seus hospedeiros. Entre acção intensa, horror e dilemas morais, os autores exploram diferentes facetas de uma personagem que oscila constantemente entre o anti-herói e a força destruidora.

O volume conta com argumentos e ilustrações de alguns dos mais reconhecidos nomes da banda desenhada norte-americana, entre os quais J.M. DeMatteis, Al Ewing, Erik Larsen, Chris Bachalo, Declan Shalvey, David Michelinie, Greg Land, Peach Momoko e Paulo Siqueira, oferecendo abordagens distintas, mas complementares, a um dos mais populares personagens da Marvel.

Venom – Preto, Branco e Sangue, vários autores, G. Floy Portugal, 152 pp., cor, capa dura, 23€

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Levoir publica "Partir, ficando", de Christophe Chabouté, na coleção Novela Gráfica

A Levoir, em parceria com o Público, publica hoje o 4.º volume da IX série da colecção Novela Gráfica: Partir, ficando, da autoria de Christophe Chabouté. A obra integra o catálogo português de um dos mais conceituados autores da banda desenhada francesa contemporânea, distinguido precisamente por este álbum com o 13.º Prémio Landerneau BD.

Em Partir, ficando, Chabouté conduz o leitor até ao Alasca, território mítico de vastidões geladas e natureza indomável. O protagonista sonha viajar até essa última fronteira, mas vê-se impedido de concretizar o seu projecto. Em vez de desistir, decide empreender uma viagem diferente: permanece no mesmo lugar e passa a observar o mundo que o rodeia com um olhar novo.

À medida que abranda o ritmo do quotidiano, descobre uma realidade inesperadamente rica. Animais, rastos, sons, cores, formas e pessoas revelam-se sob uma perspectiva completamente renovada, transformando o mais banal dos cenários numa verdadeira aventura de descoberta. A obra propõe uma reflexão sobre a contemplação, a imaginação e a capacidade de encontrar o extraordinário no aparentemente comum, recordando que, por vezes, a maior viagem começa precisamente quando paramos.

Nascido na Alsácia, em 1967, Christophe Chabouté iniciou a sua carreira em 1993 e afirmou-se como um dos grandes nomes da banda desenhada de autor europeia. O seu trabalho distingue-se pela expressiva utilização do preto e branco, opção estética que considera fundamental para envolver o leitor e deixar espaço à interpretação pessoal. Em Partir, ficando, essa linguagem gráfica mantém-se predominante, sendo a cor utilizada apenas em momentos específicos, quando assume uma função narrativa e simbólica.

Os leitores portugueses conhecem já o trabalho de Chabouté através de obras como Acender uma Fogueira, Moby Dick (em dois volumes) e Táxi Amarelo, todas publicadas pela Levoir. Com Partir, ficando, a editora reforça a presença do autor em Portugal, acrescentando à colecção Novela Gráfica uma obra profundamente humanista, onde a viagem mais importante não é a que percorre milhares de quilómetros, mas a que transforma a forma de olhar o mundo.

Partir, ficando,  Christophe Chabouté, Levoir, 152 pp., cor, capa dura, 16,90€