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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Feliz Ano de 2025

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Top das Vendas de BD em Portugal - Semana 52

P osi ção Semana Anterior Título Desenhador Nacionalidade Editor 1 = Astérix 41: Astérix na Lusitânia Didier Conrad França ASA 2 = Peanuts: O indispensável de Snoopy Charles Schulz EUA Iguana 3 +1 O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo Charlie MacKesky Reino Unido Iguana 4 -1 Blake e Mortimer 31: A ameaça Atlante Peter Van Dongen Holanda ASA 5 +2 Toda a Mafalda Quino Argentina Iguana 6 +2 Dakota 1880 Brüno Alemanha A Seita 7 -2 Dragon Ball - Volume 5 Akira Toriyama Japão Devir 8 +1 As aventuras de Tintin - Integral 1 Hergé Bélgica ASA 9 novo Astérix:   40: O lírio branco Didier Conrad França ASA 10 novo Blake e Mortimer: A dupla exposição Laurent Durieux França ASA O último Top 10 de vendas de banda desenhada em Portugal trouxe algumas surpresas, mas também confirmou a força dos clássicos que continuam a conquistar leitores de todas as idades. Astérix e Peanuts mantêm-se no topo Não é surpresa ver Astérix na Lusitânia e O indispensável de Snoopy a manterem-se firmemente no 1.º...

Entradas na minha biblioteca de BD no mês de Dezembro de 2025

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Palômbia: um país fictício demasiado real

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Antes de entrarmos em El Diablo , o novo álbum de Alexis Nesme e Lewis Trondheim , convém  regressar a um lugar que, apesar de inexistente nos mapas, é central no imaginário da série:  a Palômbia . Mais do que um simples cenário exótico, a Palômbia é um dispositivo narrativo e político, criado por André Franquin nos anos 1950, que continua a ser reutilizado, reinterpretado e atualizado por autores contemporâneos. A Palômbia é um país fictício situado na América do Sul, caracterizado por uma selva tropical abundante, cidades precárias e contrastantes, uma instabilidade política crónica com sucessivos golpes de Estado, palco de ditadores caricaturais, mas inquietantemente plausíveis. Desde a sua criação, a Palômbia funciona como uma síntese satírica das chamadas “ repúblicas das bananas ”, permitindo aos autores falar de autoritarismo, corrupção, populismo e ingerência estrangeira sem apontar directamente a um país real. Franquin introduziu a Palômbia em álbuns clássicos ...

O meu contributo para a preservação da História da Banda Desenhada em Portugal

Desde os meus 15 anos, a minha paixão pela banda desenhada e pelo seu percurso em Portugal levou-me a realizar um trabalho minucioso de catalogação de todas as publicações relevantes: desde revistas, jornais até ao formato álbum. O início foi em fichas de papel, mas com o advento dos primeiros PCs e o uso de ferramentas como o ACESS, a minha abordagem foi evoluindo para o que temos hoje: uma base de dados digital e acessível a todos. Com o tempo, desenvolvi a minha base de dados e, através do blogue Bedeteca Portugal , tive a oportunidade de partilhar diversos ensaios de quadriculografia de séries, colecções e autores, contribuindo para um melhor entendimento da história e evolução da banda desenhada portuguesa. Essas análises estão todas disponíveis no blogue, e espero que continuem a servir como referência para todos os interessados na BD em Portugal. Há cerca de seis anos, decidi dar um passo mais significativo e editar um catálogo em formato PDF, reunindo todos os álbuns de e sobre...

Top de venda de álbuns de Banda Desenhada em Portugal

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Acompanhar as preferências dos leitores de banda desenhada em Portugal com bastante exatidão é tarefa a rondar a impossibilidade.  Mas consultando as tabelas de vendas de três das maiores cadeias de livrarias do país, podemos apresentar uma visão geral das obras de banda desenhada mais comercializadas. Este levantamento, embora não forneça uma certeza absoluta quanto ao número exato de vendas, oferece uma visão sobre os álbuns que estão a conquistar os corações dos leitores. Através de um algoritmo que cruza dados de vendas de três grandes cadeias, conseguimos construir uma tabela semanal com os álbuns de banda desenhada mais vendidos. No entanto, é importante compreender algumas nuances do processo: 1. Quotas de mercado de cada cadeia : Cada uma das livrarias tem uma quota de mercado distinta, o que significa que a popularidade de um álbum pode variar dependendo da livraria.  2. Períodos de vendas : Como cada livraria pode ter diferentes períodos de apuração de vendas...

Feliz Natal de 2025

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Nautilus #2: A herança do Capitão Nemo

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Na edição portuguesa de Nautilus , o segundo volume assume uma particularidade relevante: reúne os volumes 2 e 3 da edição original francesa (Mobilis in mobile e L'Héritage du Capitaine Nemo). Longe de ser um simples detalhe editorial, esta opção confere ao álbum uma maior densidade narrativa e uma leitura mais contínua, reforçando a ambição da série e a solidez do seu universo. Depois de um primeiro tomo marcadamente introdutório, A herança do Capitão Nemo mergulha de forma decidida nas consequências deixadas por uma das figuras mais enigmáticas da literatura de aventura. A acção retoma os fios narrativos lançados anteriormente e acompanha um conjunto de personagens que, directa ou indirectamente, se vêem envolvidas na disputa pelo legado científico, político e simbólico de Nemo . A sua sombra aterrorizou os oceanos, e fez tremer nações inteiras durante anos. Génio científico, cego pela vontade de vingança e justiça, nunca quis ser conhecido de ninguém. Mas a posteridade gravou o ...

A Aventura do Bolo de Natal: Um clássico de Agatha Christie em Banda Desenhada

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A adaptação para banda desenhada de A Aventura do Bolo de Natal , obra baseada no célebre conto de Agatha Christie , é um excelente exemplo de como se pode transpor para o universo gráfico o charme, o mistério e o humor subtil das histórias de Hercule Poirot . A dupla Alberto Taracido (desenho) e Isabelle Bottier (argumento) oferece aos leitores uma versão visualmente apelativa e fiel ao espírito da autora, sem deixar de acrescentar personalidade própria. O conto original, publicado em meados do século XX, apresenta um Poirot convidado a passar o Natal numa propriedade campestre inglesa, onde uma reunião aparentemente festiva rapidamente se transforma num enigma repleto de pistas falsas, segredos de família e um ambiente de tensão contida. A adaptação de Taracido e Bottier preserva esta atmosfera, enriquecendo-a com um trabalho gráfico de grande apuro. O traço de Alberto Taracido revela-se particularmente eficaz na recriação do ambiente tradicional inglês, com interiores acolhedo...

Blast #1/2: Carcaça gorda

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Blast de Manu Larcenet é uma obra profunda e perturbadora que mergulha no psicológico de um homem em crise, à procura não só de respostas para as suas próprias dúvidas, mas também para os limites da sociedade e da vida humana. Lançada em 2011, a obra é uma das mais aclamadas do autor francês, conhecido pelo seu estilo narrativo único e pela sua capacidade de explorar temas pesados de maneira intimista e visceral. Blast começa com a figura de Polza , um homem que vive à margem da sociedade, um indivíduo marcado por uma violência interna que ele próprio não compreende totalmente. O enredo é uma mistura entre o relato da sua vida passada e a narrativa de um evento traumático, ao qual ele parece se submeter, por uma espécie de catarse, mas também por um impulso autodestrutivo. A estrutura da história é não linear, alternando entre o presente de Polza , enquanto ele está numa espécie de prisão, e as suas memórias sobre o que o levou até ali, com destaque para as suas interações com outro...

O Preço da Desonra #2: Crónicas de Kubidai

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A promessa firmada com uma nota de dívida implica pôr a vida em jogo. Quem não cumpre a promessa, comete um acto sem perdão. Japão, período Edo . Os clãs e os seus líderes disputam território e guerreiam por poder. No calor da batalha, guerreiros samurais evitam a morte a troco de quantias exorbitantes pagas aos seus executores. Ao longo de quatro novas histórias, voltamos à companhia de Hanshiro , o implacável cobrador de dívidas, que exige que se cumpram estas promissórias. Com um desenho magistral, Hirata volta a contar-nos como a glória e a honra, associadas aos códigos samurais, podem cair por terra ou elevarem-se aos extremos da ética e da moral, dependendo de quem os pratica. E Portugal, através d’ A Seita , é apenas o segundo país no mundo a ver todas estas histórias num único volume. Assim como Akira Kurosawa imortalizou as histórias de samurais no cinema, Hirata deu-lhes realismo e grandeza no mangá. A Seita e a sua chancela de mangá, a Ikigai (生きがい), tem a honra de apre...

Canalha Borrada

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Canalha Borrada é uma colectânea de memórias de infância e pré-adolescência vividas nas aldeias de Santa Maria da Feira. Quem sabe,  talvez autobiográfica, ou talvez não, esta BD narra as desventuras de dois primos, cujo principal passatempo era infernizar a vida dos avós. O título vem da alcunha insultuosa com que a família os baptizou, por motivos que se tornarão óbvios no livro. Alcunha bruta, javarda, e sem qualquer romantismo. Uma ratazana podre, um escroto furado, um esguicho de sémen, um mergulho no esgoto... está lá tudo! Canalha Borrada é encontrar o belo no meio da merda! São uma dezena de histórias, algumas pouco mais que episódios desopilantes ou apontamentos de mau gosto adolescente idiota, outras pequenas pérolas de narrativa que de algum modo poderíamos baptizar de “ punk pseudo-rural sujo e feio ”, e todas cómicas (embora às vezes nos façam chorar com pena dos desgraçados dos avós), e ilustradas com figuras e paisagens caricatas e muito divertidas! O autor oferece...

BUG - Livro 4: Enki Bilal e o mundo depois do colapso digital

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No livro 4 de BUG , Enki Bilal aprofunda a sua distopia sobre um planeta onde toda a informação digital desapareceu e se concentrou num único homem: Kameron Obb . A humanidade continua perdida entre o pânico e a esperança, enquanto governos e corporações disputam o controlo de um futuro sem memórias electrónicas. Bilal usa esta premissa para criticar a nossa dependência tecnológica e mostrar como, sem o apoio invisível do digital, as estruturas sociais revelam fragilidades profundas. Kameron torna-se o símbolo de todas as tensões entre privacidade, poder e sobrevivência. Visualmente, o autor mantém o seu estilo inconfundível: tons frios, rostos marcados, cenários degradados que reforçam o sentimento de um mundo à deriva. Cada prancha combina beleza e inquietação. Este quarto volume não resolve o mistério do “ bug ”, mas intensifica-o. É um capítulo de transição que prepara o terreno para revelações futuras, consolidando BUG como uma das obras mais visionárias de Bilal nos últimos...

Duna - Livro 3

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Duna: O Profeta é o terceiro volume da adaptação em romance gráfico da clássica saga de Frank Herbert , uma das mais influentes da ficção científica. A obra segue a narrativa épica de Paul Atreides , agora profundamente imerso no seu papel de líder e messias, e explora temas como política, religião, ecologia e o destino humano. Nesta fase da adaptação gráfica, o foco intensifica-se nas consequências da ascensão de Paul ao poder, bem como nas complexas tensões sociais e espirituais que se desenrolam à sua volta. Com O Profeta , o romance gráfico consegue transportar o leitor directamente para o coração da trama, capturando as intricadas dinâmicas entre as facções do universo de Duna . O título faz referência à transformação de Paul Atreides de príncipe herdeiro para o messias esperado pelos Fremen , o povo do deserto. A sua figura é alçada ao estatuto de líder religioso, um “profeta” que não só guia os Fremen na sua luta pela sobrevivência, mas também começa a ser tomado pelo peso d...

O Coração das Trevas - Adaptação em romance gráfico

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O Coração das Trevas , na adaptação em romance gráfico ilustrada por Luc Brahy , oferece uma nova porta de entrada para o universo sombrio criado por Joseph Conrad . Mantendo-se fiel ao espírito inquietante da obra original, a versão gráfica transforma a jornada de Marlow rio acima em uma experiência visual intensa, na qual a arte assume papel central para expressar a atmosfera de decadência, ambiguidade moral e opressão colonial que permeia a narrativa. A obra iria inspirar o filme Apocalipse Now de Francis Coppola . Brahy emprega um traço detalhado e expressivo, capaz de transmitir tanto a grandiosidade ameaçadora da paisagem quanto o desgaste psicológico das personagens. A paleta de cores sombrias e os contrastes fortes reforçam a sensação de que o protagonista se afasta progressivamente da racionalidade europeia e se aproxima de um território onde as fronteiras entre civilização e barbárie se dissolvem. Assim, cada quadro funciona como uma extensão da prosa de Conrad , visualiza...