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15 de outubro de 2019

Dylan Dog: Trevas Profundas

Já se encontra disponível a primeira edição da nova editora de BD, A Seita. Trata-se de uma aventura de Dylan Dog com o título Trevas Profundas e tem argumento de Dario Argento, o mestre do cinema de terror italiano, em colaboração por Stefano Piani, e com desenho de Corrado Roi. A capa é da autoria de Gigi Cavenago

Nesta nova aventura, Dylan Dog envolve-se com duas mulheres misteriosas, diferentes em tudo, mas profundamente ligadas por um elo desconhecido. O herói irá apaixonar-se por uma delas, e seguirá um tortuoso caminho que o levará ao mundo do sadomasoquismo. Visitamos também um episódio da História da rígida hierarquia inglesa: os “whipping boys”, crianças de baixo estrato social, educadas junto dos jovens da nobreza e que eram punidos em vez deles, quando eles infringiam as regras. No caso de Trevas Profundas, a ligação entre estes vários elementos culmina numa tragédia sangrenta com a obrigatória incursão do sobrenatural.

Dario Argento é um conhecido realizador de cinema italiano, com obras emblemáticas do estilo Giallo, como Profondo Rosso, Suspiria ou Inferno. Nascido numa família ligada ao meio cinematográfico, cedo se sentiu inspirado por velhos contos de folclore italiano, bem como pelos dos Irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen ou de Edgar Allan Poe. A sua paixão pelo terror e o sobrenatural começou a manifestar-se cedo, mas antes de enveredar pelas suas próprias obras, chegou a trabalhar como guionista em obras de realizadores emblemáticos seus conterrâneos, como Sergio Leone, com quem colaborou em Era Uma Vez no Oeste. A ligação de Argento à banda desenhada já vem de longe. Entre 1990 e 1991, emprestou a cara e o nome à revista de terror Dario Argento Presenta: Profondo Rosso, onde, além de surgir na capa, aparecia nalgumas histórias como apresentador/anfitrião, na linha do Uncle Creepy, das revistas da editora Warren, de onde provinha muito do material publicado em Dario Argento Presenta...

Stefano Piani começou na Bonelli na série Nathan Never, em que colaborou década e meia, embora tenha acabado por escrever para vários títulos da editora. Em 2011, já também com uma carreira como guionista de TV e de cinema, trabalha com Argento em Dracula 3D. A colaboração de ambos nesta história de Dylan Dog acaba por ser a junção de duas sensibilidades similares, que encontram nesta personagem pontos de contacto inevitáveis.

A completar o trio de autores, temos Corrado Roi nos desenhos. É um dos mais icónicos artistas do nosso Detective do Pesadelo, e um dos seus mais populares e prolíficos ilustradores.  É hoje considerado um dos mestres da BD a preto e branco a nível mundial. Tantos anos a trabalhar em DD dão-lhe a posição privilegiada de ser mais do que apenas um mero ilustrador das histórias que os escritores lhe dão. Por exemplo, neste Trevas Profundas o final é, em grande parte, criação sua.

Trevas Profundas faz parte do repertório recente de Dylan Dog. Nesta, como em outras, a personagem começa já a acusar a idade (nasceu em 1986), não tanto pelo aspecto físico, mas pela inadaptação aos tempos modernos. Por exemplo, é conhecida a sua incompatibilidade com telemóveis. Ainda assim, DD não perde um átomo da sua propensão romântica, ao cair rapidamente apaixonado, como é sua marca, e envolver-se de corpo, coração e alma num labirinto de terror que culminará em tragédia e redenção. Um profundo, complexo e misterioso conto do sobrenatural, que levará o leitor a visitar recantos estranhos da natureza humana, e a entrever aquilo que se oculta para lá do véu da morte.

Dylan Dog: Trevas Profundas, Dario Argento, Stefano Piani e Corrado Roi, A Seita, 120 pp., p&b, capa dura, 12,50€


14 de julho de 2019

Dylan Dog: O Velho que Lê

Criado por Tiziano Sclavi, Dylan Dog é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores - e leitoras - em todo o mundo.

Dylan Dog investiga o desaparecimento de Ozra, um velho obcecado por livros, e irá mergulhar num mundo fantástico, povoado de personagens literárias, pesadelos e horrores bem reais. Para além desta história maior escrita e desenhada por Fabio Celoni, este volume inclui ainda A Pequena Biblioteca de Babel, um divertimento ao estilo “de Borges” sobre o misterioso destino de uma aldeia na Cornualha, que em pouco mais de uma dezena de páginas mostra um exemplo espantoso do universo surreal de Dylan Dog.

Fabio Celoni é um dos grandes criadores de fumetti, a banda desenhada italiana, e um dos maiores mestres do preto e branco, um exemplo da qualidade superior que a produção da Sergio Bonelli, a célebre casa editorial de Tex e Dylan Dog, entre tantas outras séries, consegue atingir mês após mês, nas suas revistas de cerca de 100 páginas a preto e branco. Diplomado pela famosa Scuola del Fumetto di Milano, vai tornar-se aos 19 anos no mais jovem desenhador a ser publicado na revista Topolino (Mickey), da Disney Itália. Desde então construiu uma notável carreira como artista de BD. É um dos poucos autores que simultaneamente escreve e desenha as suas histórias na Bonelli, e com este O Velho que Lê, venceu o prestigiado Galeone d’Oro di Cravenroad7 em 2009, o prémio que distingue a melhor história de Dylan Dog publicada em cada ano.

O estilo de Celoni é único, perfeitamente identificável, vibrante e potente. O Velho que Lê é disso perfeito exemplo, no seu tom onírico ou na mistura de diferentes realidades, fruto de uma sensibilidade criativa como poucas, numa história que é também uma grande homenagem a histórias clássicas da BD clássica, como por exemplo Mort Cinder, de Oesterheld e Breccia.

Como suplemento, os fãs poderão encontrar uma maravilhosa - se bem que perturbadora e genuinamente assustadora - história escrita por Tiziano Sclavi - criador da série - A Pequena Biblioteca de Babel, com arte de Angelo Stano. O autor aqui homenageado é, claro, Jorge Luís Borges, e este pequeno conto macabro e cheio de humor negro é um bom exemplo dos muitos aspectos que as histórias de Dylan Dog podem revestir.

Se Dylan Dog é um herói fascinante, Tiziano Sclavi, o seu criador, não o é menos. Personagem torturada, afectada por depressões e bloqueios criativos que o levaram mesmo a tentar o suicídio, Sclavi é uma figura envolta numa aura de mistério. Mistério para o qual muito contribuiu o facto de quase não aparecer em público, raramente dar entrevistas, e muito menos se deixar fotografar. Numa dessas raras entrevistas, ficou célebre a resposta que deu quando lhe perguntaram se se identificava com Dylan Dog: “Nem com Dylan, nem com Groucho” disse, “eu sou os monstros”.

Dylan Dog: O Velho que Lê, Tiziano Sclavi, Fabio Celoni e Angelo Stano, G. Floy, 120 pp., p&b, capa dura, 12,50€

13 de julho de 2019

Dylan Dog: Até que a Morte vos Separe

Antes de ser o detective do pesadelo, Dylan Dog era apenas um agente da Scotland Yard que vai descobrir o amor com Lillie Connoly, uma jovem activista irlandesa. Uma história de amor trágica, considerada como uma das melhores histórias de sempre de Dylan Dog, que marcará de forma indelével o nosso herói.

Oriundo de uma família de artistas, Bruno Brindisi entra na Sergio Bonelli Editore em 1990, com apenas vinte cinco anos, desenhando alguns episódios de Nick Raider, até entrar na equipa de Dylan Dog, série onde se vai estrear com a aventura Il Male, escrita por Tiziano Sclavi. Bruno Brindisi é hoje um dos mais representativos desenhadores de Dylan Dog, tendo realizado alguns dos mais importantes episódios da série. Se há adjectivo que caracteriza o seu Dylan Dog, seria naturalmente a beleza, complementada com alguma dose de ironia, tudo servido por uma linha clara, capaz de transmitir as paixões, os amores e desamores do herói.

Mauro Marcheselli é uma das mais influentes personalidades nos fumetti italianos. Nascido em 1953, torna-se redactor da Sergio Bonelli Editore em 1986, e começa a escrever para Dylan Dog a partir de 1992, assinando algumas das melhores histórias do detective do pesadelo, entre as quais poderíamos mencionar Johnny Freak (já publicada em Portugal pela Levoir) e este Até que a Morte vos Separe. Foi editor da série até 2009, passando a ocupar o posto de Director Editorial de toda a SBE entre 2010 e 2015. Dylan Dog absorveu na totalidade trinta anos da vida de Marcheselli, podendo ser hoje considerado, depois de Tiziano Sclavi, como o mais importante autor da série.

Ao contrário dos super-heróis, que têm uma origem bem definida, a origem de Dylan Dog tem sido contada aos poucos, em edições especiais, como é o caso do #121, que coincide precisamente com o décimo aniversário da série. Foi aí que saiu esta aventura, que explora o passado de Dylan enquanto agente da Scotland Yard, antes de se estabelecer como investigador privado. Uma história baseada em factos concretos e bem reais, relacionados com a luta armada pela independência da Irlanda do Norte, luta pela que causou dor e sofrimento dos dois lados da barricada, e que Dylan acompanha enquanto polícia de giro da Scotland Yard. Um jovem polícia, que vê um colega morrer ao seu lado, despedaçado por uma bomba do IRA e que, ainda assim, acaba por se envolver com uma activista do IRA, a bela Lillie Connolly, o primeiro grande amor de Dylan, que marcou também os leitores.

Dylan Dog: Até que a Morte vos Separe, Bruno Brindisi, Tiziano Sclavi e Mauro Marcheselli, G. Floy, 120 pp., p&b, capa dura, 12,50€

22 de abril de 2019

Dylan Dog nas bancas

Já estão em bancas os dois primeiros volumes da série de Dylan Dog!

O Detective do Oculto chegou ao nosso país na nova colecção da G. Floy, e por causa de um erro da distribuidora, que enviou o segundo volume para bancas em vez do primeiro, decidiu-se adiantar a distribuição de AMBOS! Podem ser encontrados em pontos de venda por todo o país, durante o resto do mês de Abril e primeira metade de Maio, e podem também ser encomendados via bancas, pedindo aos pontos de venda que usem os contactos abaixo. Deverão chegar a livrarias, Fnac's, etc... lá mais para o final de Maio.

São duas excelentes histórias de Dylan Dog: 'O Velho que lê' mergulha-nos numa bizarra investigação em jeito de homenagem a Borges e também a Mort Cinder, enquanto 'Até que a morte vos separe' nos conta uma das mais importantes histórias da personagem, que nos explica como ele se tornou detective privado especializado no sobrenatural, depois de abandonar (ser expulso) a Scotland Yard, e inclui o seu primeiro encontro com Groucho.

No próximo fim de semana, Bruno Brindisi, desenhador de 'Até que a morte vos separe' estará presente no Festival Tex em Anadia! Uma excelente oportunidade de obterem o vosso exemplar do livro autografado!

Dylan Dog vol. 1: O Velho que Lê (12,50 €)
Dylan Dog vol. 2: Até que a Morte vos Separe (12,50 €)
120 pgs, preto e branco, capa dura (formato 17 x 23)

Podem fazer os pedidos directamente à G. Floy, ou então, via bancas, usando o seguintes contactos:
INP: internews@internews.com.pt ou 800 282 010

8 de março de 2019

Dylan Dog regressa a Portugal numa nova colecção da G. Floy Studio!


Dylan Dog, um dos mais populares personagens da BD italiana e nome maior da editora Bonelli, regressa a Portugal, agora pela mão da G Floy, inaugurando a nova Colecção Aleph, dedicada à Banda Desenhada europeia.

O Velho que Lê, um dos títulos que inauguram esta colecção, escrito e desenhado por Fabio Celoni, estará em pré-venda nos dias 9 e 10 de Março no Festival Coimbra BD, onde o desenhador italiano é um dos convidados. Até que a Morte Vos Separe, uma das mais célebres histórias de Dylan Dog (de Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi e Bruno Brindisi) estará também disponível em pré-venda.

Além de O Velho que Lê, uma bela evocação do poder dos livros, este primeiro volume dedicado a Dylan Dog inclui ainda a história A Pequena Biblioteca de Babel, uma divertida homenagem a Jorge Luís Borges, escrita por Tiziano Sclavi, o criador de Dylan Dog, com desenhos de Angelo Stano, o desenhador de L’Alba dei Morti Viventi, a primeira aventura do Investigador do Pesadelo.

Dylan Dog, detective privado especializado no sobrenatural e no paranormal, ex-agente da Scotland Yard e alcoólico recuperado, Dylan Dog é uma das mais fascinantes personagens da banda desenhada europeia e, juntamente com Tex, um dos maiores símbolos da qualidade das produções da editora italiana Bonelli. É também, de certa maneira, um anti-herói, cuja personalidade melancólica e reflexiva, cuja ocasional insegurança aliada à sua inteligência penetrante, souberam granjear a admiração e fidelidade de milhões de leitores - e leitoras, ou não fosse Dylan uma das personagens mais populares junto do público feminino - levando inclusive o grande Umberto Eco a declarar “Sou capaz de ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog durante dias e dias sem me aborrecer” (Umberto Eco que apareceria na série sob a forma do prof. Humbert Coe).

Dylan Dog surge pela primeira vez em 1986, na história L’Alba dei Morti Viventi (O Amanhecer dos Mortos Vivos), uma história de zombies onde o terror se misturava com o humor, e cedo se tornou uma personagem de culto, capaz de conquistar tanto as leitoras, com a sua aura romântica, como os intelectuais como Umberto Eco, até aos apreciadores dos filmes de terror, que não ficavam indiferentes ao lado por vezes gore da série. E a época de ouro do cinema de terror italiano, representado por nomes como Dário Argento, Mário e Lamberto Bava e Michele Soavi, é uma das grandes referências de Tiziano Sclavi, o criador da série. Confirmando as ligações de Dylan Dog e do seu criador com o cinema, o herói emprestou o nome ao Dylan Dog Horror Fest, um festival de cinema de terror, que teve quatro edições, entre 1987 e 1993, onde os desenhadores de Dylan Dog partilhavam o protagonismo com grandes nomes do cinema de terror, como Dario Argento, que recentemente escreveu uma aventura do Investigador do Pesadelo.

Foi precisamente nos anos 90 que Dylan Dog passou de série de culto para verdadeiro fenómeno de massas, aspecto a que não será estranha a grande qualidade dos seus principais desenhadores, como Angelo Stano, Fabio Celoni, Bruno Brindisi e Corrado Roi. O sucesso de Dylan Dog foi tal, que chegou mesmo a ultrapassar Tex como título mais vendido da casa Bonelli, com vendas superiores a meio milhão de exemplares da revista mensal, aos quais se acrescentavam outro meio milhão com as edições especiais e reedições, ao mesmo tempo que a personagem era adaptada a outros meios de comunicação, desde o cinema e jogos de computador, ao teatro radiofónico.

Em Portugal, e depois de um período em que chegava apenas em edições brasileiras distribuídas em bancas do nosso país, Dylan Dog estreou-se em 2017 na colecção Novela Gráfica da Levoir, com Mater Morbi, uma história de enorme impacto e sucesso em Itália, para no ano seguinte protagonizar o terceiro e décimo volumes da colecção que a Levoir dedicou aos fumetti da Bonelli. Finalmente, em 2019 Dylan Dog chega ao catálogo da G.Floy, abrindo a nova Colecção Aleph, dedicada a explorar outras latitudes do universo da BD. Uma estreia que se fará em dois tempos: primeiro, no Coimbra BD, com a apresentação dos dois volumes iniciais da colecção, O Velho que Lê, de Fabio Celoni, este com a presença do autor, e Até que a Morte Vos Separe, história desenhada por Bruno Brindisi. E em segundo lugar, em finais de Abril, com a apresentação na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contará com a presença de Bruno Brindisi, desenhador do segundo volume. Serão álbuns num formato próximo do original, com cerca de 17x22 cms, capa dura, e 120 páginas a preto e branco, que recolherão uma história principal, e quando o espaço o permita, histórias mais curtas que complementarão os volumes.

14 de junho de 2018

Colecção Bonelli #10: Dylan Dog - Os inquilinos arcanos

E já estás nas bancas o último desta colecção dedicada aos heróis da editora italiana Bonelli.

Depois de ter protagonizado o terceiro volume, com o clássico Johnny Freak, Dylan Dog regressa para encerrar esta colecção, num volume que recolhe três histórias curtas a cores. A primeira, "Os Inquilinos Arcanos", é uma história em três capítulos autónomos, mas que se completam, publicada originalmente na revista Comic Art. Assinada por Tiziano Sclavi, o seu criador e por Corrado Roi, um dos melhores desenhadores da série Dylan Dog, "Os Inquilinos Arcanos" centra-se nos estranhos fenómenos que afectam um edifício em Londres, o condomínio Castevet.

Apesar do número reduzido de páginas, todos os elementos que caracterizam o trabalho de Sclavi estão presentes de forma concentrada, começando pelo humor negro, o toque surreal e as homenagens e citações. Ilustrada por Corrado Roi, cujo fabuloso trabalho é perfeito na criação do ambiente opressivo, esta história em três partes tem também a singularidade de ser umas das raras aventuras de Dylan Dog em que este troca a habitual camisa vermelha, que se tornou a sua imagem de marca, por uma simples camisa branca.

As outras duas histórias que completam esta edição, foram publicadas na revista Dylan Dog Color Fest. "O Grande Nevão", assinala a estreia do argentino Enrique Breccia ("A Vida de Che") na Bonelli, aproveitada pelo argumentista Luigi Mignaco para fazer uma bela homenagem à mais importante BD argentina, El Eternauta, de Oesterheld e Solano Lopez.

Finalmente, em "Bailando com um Desconhecido", Nives Manara ilustra uma história de fantasmas escrita por Barbara Baraldi. Uma história com uma sensibilidade bem feminina, escrita por uma fã de Dylan Dog que se tornou uma das principais argumentistas da série e ilustrada com uma delicadeza também feminina por Nives Manara, a irmã mais nova de Milo Manara.

Colecção Bonelli #10: Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos, Tiziano Sclavi, Luigi Mignaco, Barbara Baraldi, Corrado Roi, Henrique Breccia e Nives Manara, Levoir, 120 pp., cor, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

26 de abril de 2018

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog - A saga de Johnny Freak

Foi hoje para as bancas o terceiro volume da colecção com dois episódios da série Dylan Dog
A Saga de Johnny Freak assinala assim o regresso de Dylan Dog à edição nacional. Dylan Dog é um dos fumetti (nome dado à BD italiana) de maior sucesso na Itália. Criado por Tiziano Sclavi em Outubro de 1986 para a Sergio Bonelli Editore, chega a vender cerca de um milhão de cópias por mês. Na colecção Novelas Gráficas 2017 a Levoir editou Dylan Dog – Mater Morbi, da autoria de Massimo Carnevale e Roberto Recchioni. Johnny Freak é uma história típica de Dylan Dog, e é considerada uma das melhores de sempre. Publicada originalmente em 1993, no #81 da revista mensal do “detective do pesadelo”, surgem nela todos os seus principais personagens. Além de Dylan, conhecemos também Groucho. Ambos são companheiros de quarto em Londres, cenário principal da série. Juntos, investigam fenómenos fantásticos que chegam ao seu conhecimento. Dylan conhece Johnny e fica intrigado: qual o mistério que se esconde por trás daquele estranho indivíduo surdo-mudo encontrado escondido num parque, sem pernas e sem diversos órgãos do corpo? Apesar de aparentemente inapto para viver em sociedade, Johnny começa a demonstrar lampejos de genialidade para as artes, algo que pode ajudar a desvendar seu passado. Inspirada num artigo sobre tráfico de órgãos humanos no Brasil, que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção viria a ter confirmação na realidade em 2005, com o célebre caso de James Whittaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal. Este caso insólito aproxima-se ainda mais da segunda história deste volume, “O Coração de Johnny”, que encerra a saga completa, num dos volumes mais complexos e famosos de Dylan Dog.

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog – A Saga de Johnny Freak, Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi, Andrea Venturi e Giampiero Casertano, Levoir, 200 pp., p&b, capa dura, 11,90€ com o jornal Público

11 de agosto de 2017

Colecção Novela Gráfica: Dylan Dog

Esta semana a Levoir e o jornal Público apresentam em estreia nacional Dylan Dog, o popular detective do sobrenatural criado pelo Tiziano Sclavi em 1986 para a editora italiana Sergio Bonelli, e que, mais de trinta anos depois da sua estreia se mantém como um verdadeiro fenómeno de culto, que aliou o sucesso do público à aclamação da crítica e mesmo de intelectuais conhecidos como Umberto Eco, que declarou:  “Posso ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog dias e dias sem me aborrecer”.

Não, não é exagero de Umberto Eco. Dylan Dog é tão interessante quanto os clássicos, lá encontramos referências não gratuitas à literatura, aos clássicos, à música, que vão desde o pop ao cinema de autor, temos filosofia, crítica social, religião, reflexões acerca da humanidade, uma enorme mistura tratada com muito bom humor, inteligência e um cinismo ácido e mordaz.

Massimo Carnevale e Roberto Recchioni são os autores da obra apresentada esta semana, Dylan Dog: Mater Morbi. Nomes grandes dos fumetti italianos, o argumentista Recchionie o desenhador Massimo Carnevale criaram uma história em que o conhecido detective Dylan Dog, hipocondríaco confesso, enfrenta o seu medo mais profundo: a deterioração do próprio corpo devido a uma doença desconhecida e talvez até incurável. Uma doença que o levará às profundezas de um mundo onírico e aterrorizador, onde encontrará… Mater Morbi!

Prémio de melhor novela gráfica de terror pelos prestigiados The Ghastly Award 2016, Dylan Dog: Mater Morbi é uma reflexão carregada de crueza sobre os efeitos que uma doença grave tem no ser humano, sobre o medo irracional dos hospitais e da perda de saúde, o terror provocado pela aproximação da morte, a atitude com que cada pessoa enfrenta a sua doença e com ela convive.

Dylan Dog: Mater Morbi é um presente para os amantes de comic de terror. Com prefácio de João Miguel Lameiras, capa dura e 120 páginas no formato 170×257 mm é um objecto de culto de aquisição imprescindível para os fanáticos de Dylan Dog. Uma obra para guardar e recordar.