A 37.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora abre portas esta quinta-feira, 15 de Outubro, apresentando uma programação que, segundo a diretora Catarina Valente, procura reflectir a evolução da banda desenhada contemporânea.
Até 25 de Outubro, o AmadoraBD reúne 14 exposições, maioritariamente instaladas no Parque da Liberdade, e recebe dezenas de autores portugueses e estrangeiros para sessões de autógrafos, conversas e apresentações de novidades editoriais. Entre os principais destaques encontram-se as exposições comemorativas dos 80 anos de Lucky Luke, com originais de Morris, e dos 80 anos de Blake & Mortimer, que contará com a presença do desenhador Peter Van Dongen. O festival apresenta também uma retrospectiva dedicada ao autor canadiano Guy Delisle, igualmente presente na Amadora.
A programação assinala ainda os 25 anos da personagem Menino Triste, criada por João Mascarenhas, e as duas décadas de atividade da editora portuguesa Kingpin Books.
Na Galeria Municipal Artur Bual estará patente uma retrospetiva do projeto português Spam Cartoon, desenvolvido por Cristina Sampaio, André Carrilho, Tiago Albuquerque, João Fazenda e João Paulo Cotrim. A exposição será acompanhada pela publicação de um livro-antologia.
Uma das novidades desta edição é a criação do Artist Alley, espaço destinado a autores independentes, no qual poderão divulgar e comercializar diretamente as suas autoedições e livros de artista.
A 18 de Outubro, data em que se celebra o Dia Nacional da Banda Desenhada, serão anunciados os vencedores dos prémios anuais do AmadoraBD.
O prémio para a Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português duplica este ano para 10 000 euros. O Prémio Revelação passa, pela primeira vez, a incluir uma componente pecuniária no valor de 3 000 euros.
Estão nomeadas para o Prémio Revelação as seguintes obras:
- A Cada Sete Ondas, de Beatriz Brajal;
- Canalha Borrada, de Zé Lázaro Lourenço;
- A Solidão do Ser, de Helena Sá;
- Manda Msg Quando Chegares, de R.G.B.;
- O Cão Invisível, de Wandson Lisboa.
Na categoria de Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português, os nomeados são:
- Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo e Júlia Barata;
- Rare Flavours, de Filipe Andrade e Ram V;
- Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci;
- O Progresso da Humanidade, de João Sequeira e Rui Cardoso Martins;
- Atrahasis, de David Soares e Sónia Oliveira.
Serão igualmente atribuídos prémios para a Melhor Obra Estrangeira de BD Editada em Portugal, a Melhor Edição Portuguesa de BD e o Melhor Fanzine ou Publicação Independente.
O júri desta edição é constituído pelo autor Luís Louro, pela especialista em banda desenhada Cristina Alves e por Rui Cartaxo, em representação do Município da Amadora.
Organizado pela Câmara Municipal da Amadora, o festival registou cerca de 20 000 entradas em 2025 e continua a ocupar um lugar de destaque no calendário nacional da banda desenhada.
Toda a programação pode ser consultada em amadorabd.com.