30 de novembro de 2019

Entradas na minha biblioteca de BD no mês de Novembro de 2019

Álbuns

  • Eu, assassino, Arte de autor, 2016
  • Os filhos de El Topo #1: Caim, Arte de Autor, 2019
  • Bug: Livro 2, Arte de Autor, 2019
  • Os Beresford: Mister Brown, Arte de Autor, 2019
  • Dark Stories, SAF Comics, 2016
  • Corto Maltese: Dia de Tarowean, Arte de Autor, 2019
  • Churchill - Volume 1, Gradiva, 2019
  • FM em Frequência Modulada, Meribérica-Líber, 1990
  • A história do Diário de Notícias, Diário de Notícias, 1984
  • Os Escorpiões do Deserto - Obra completa: Volume 1, Ala dos Livros, 2019
  • O triunfo dos porcos, Meribérica-Líber, 1986
  • Huck, G. Floy, 2019
  • Churchill: Volume 2, Gradiva, 2019
  • Blake e Mortimer: O vale dos imortais - Volume 2, ASA, 2019
  • Max, le Explorateur, Dupuis, 2018
  • Tintim na América, Record, 1970 [edição cartonada não numerada]
  • Explorando a Lua, Record, 1970 [edição cartonada não numerada com lombada não cartonada]
  • A juventude de Blueberry: Demónios do Missuri, Meribérica-Líber [1987]
  • Blueberry: Forte Navajo, Público/ASA [2019]

Revistas

  • Casemate #130, novembre 2019
  • dBD #136, novembre 2019
  • Hop! #162, juin 2019
  • Cahiers de la BD #9, out-dec 2019
  • Amis de Hergé #68, automme 2019
  • Doryphores #12, 2019
  • Obras-Primas Ilustradas #12
  • Obras-Primas Ilustradas #13
  • Obras-Primas Ilustradas #14 
  • Fagulha #387

Livros

  • Hugo Pratt, os caminhos do sonho, Arte de Autor, 2019

Outros

dBD #139

Já está disponível o número de Dezembro/Janeiro da revista francesa dBD. Eis o sumário:

DRUILLET, CAZAUX-ZAGO & AVRAMOGLOU / À la une
Philippe Druillet s’associe avec Dimitri Avramoglou et Xavier Cazaux-Zago pour continuer les aventures de son personnage fétiche, Lone Sloane.
Attention, ça déchire !
BRUXELLES & LA BD / Actualités
Alors que Bruxelles est en train de reprendre sa place dans le domaine du 9e art, le CBBD est en pleine crise.
ÉVÉNEMENTS / Actualités
Pour ne rien manquer des à-côtés de la bande dessinée.
CHRISTOPHE BLAIN / Événement
Une relecture de Blueberry avec aux manettes Christophe Blain et Joann Sfar, on est preneurs et on en redemande. Ça tombe bien, car ce sera en
deux tomes...
VIVÈS & BALAK / Clap de fin
Il aura fallu douze volumes à Balak, Bastien Vivès et Michaël Sanlaville pour arriver au bout de leur ambitieux projet de manga à la française. À les entendre, ce ne fut pas de tout repos.
JUAN GIMÉNEZ / Parcours
Quand la possibilité de rencontrer l’auteur des Méta-Barons s’est présentée à nous, nous avons sauté sur l’occasion. Bien nous en a pris...
STÉPHANE LEVALLOIS / Confrontation
Quand un surdoué du dessin, Stéphane Levallois, rencontre un génie du dessin, Léonard de Vinci, cela donne un cours de dessin.
MINAVERRY / Série en cours
Avec la série Dora, Minaverry nous entraîne dans un récit intimiste d’espionnage au coeur des années 60.
REBECCA ROSEN / One-shot
Morveuse est le coup de coeur de Frédérique Pelletier.
COUPS DE COEUR DE FIN D'ANNÉE / Dossier
Dans cette séance de rattrapage, vous trouverez pêle-mêle des entretiens avec :
ALFRED, JÉRÉMIE MOREAU, GEORGES BESS, DAVID LOPEZ, BOIDIN & YERLÈS
LES CHEVALIERS DU CIEL / Anniversaire
Cela fait 60 ans que Tanguy et Laverdure ont été créés par Jean-Michel Charlier et Albert Uderzo. L’occasion de nous rappeler que le dessinateur d’Astérix
fait bien partie de nos vies.
CRITIQUES / Chroniques & Journal des sorties
 Par nos journalistes
THOMAS BAAS / Jeunesse
Il fallait être culotté pour reprendre le best-seller de Susie Morgenstern. Thomas Baas l’a fait...
JEUNESSE / Chroniques
Par Philippe Peter
LE BULLE-TROTTEUR / Reportages-photo
La vie des auteurs de BD

dBD #139, décembre-janvier 2019-20, 10€

29 de novembro de 2019

Filipe Abranches - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
(Portugal) Lisboa, 1965

Licenciado em Realização pelo curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC).  Professor no departamento de Ilustração/Banda Desenhada do Ar.Co. Docente da ESAP/Guimarães (Escola Superior Artística do Porto – Pólo de Guimarães) entre 2006 e 2008, tendo aí sido o coordenador do primeiro mestrado em ilustração do país. Inicia a actividade em BD na revista LX Comics no início dos anos 90. Ilustrador do semanário Expresso e outros jornais com o Público, Le Monde (França), O Independente e Jornal I. Destacam-se os seguintes álbuns de banda desenhada publicados: História de Lisboa, O Diário de K. e Solo. Entre 2006 e 2018 é realizador de animação.

One-shots publicados em Portugal:
  • Transcomix, Álbum Bedeteca de Lisboa [1996]
  • 16 - 1, Álbum Polvo [1998]
  • História de Lisboa [2 volumes], Abranches e Oliveira Martins, Álbuns Assírio & Alvim [1999] e [2000]
  • O diário de K., Álbum Polvo [2001]
  • Viva a República, Álbum Câmara Municipal de Lisboa [2002]
  • As aventuras formativas de Fortunata, Maria e Garção, Álbum Instituto de Emprego e Formação Profissional [2004]
  • Solo, Álbum Polvo [2006]
  • Portimão - Como se faz uma cidade, Colectivo, Álbum Câmara Municipal de Portimão [2009]
  • Selva!!!, Álbum Umbra [2019]
  • Óscar, Abranches e Pedro Moura, Umbra #1
[actualizado em 08.11.2019]

Casemate #131

Já se encontra nas bancas portuguesas o último número de 2019 da revista francesa Casemate com a capa dedicada ao último álbum de Blueberry.

Eis o sumário deste número de Dezembro:
P.4-8 Baru plongé dans ses archives déraisonnables
P.10-14 Prudhomme envoie du lourd avec Sumographie
P.16-19 Journorama, revue de presse de l’actu BD
P.20-25 Muertos : pas de répit pour les Mexicains de Place (+4 planches)
P.26-31 Irena, Polonaise méconnue qui sauva des milliers d’enfants juifs (+4 planches)
P.32-37 Desberg bouscule les idées reçues avec les Lions de Judah (+4 planches)
P.38-43 Après la disparition de Tome, Janry poursuit le Petit Spirou (+4 planches)
P.44-49 Dethan s’amuse des superstitions dans le Roi de paille (+4 planches)
P.50-61 Blueberry est de retour ! Et plein de responsabilités, sous la plume de Sfar et les crayons de Blain (+4 planches)
P.62-71 Une sélection de 31 BD à découvrir en décembre
P.72-73 Agenda : les 64 sorties de décembre, les festivals et les expos
P.74-79 Puisqu’il faut des hommes, ou le douloureux retour de la guerre d’Algérie (+4 planches)
P.80-85 Humanité malmenée, mais résiliente… bienvenue chez les Dominants ! (+4 planches)
P.86-91 Meyssan au plus près des communards… grâce aux versaillais ! (+4 planches)
P.92-95 Rochette pris de vertiges avec un magnifique artbook
P.96-97 Levallois subjugué par le visage d’un ange signé Vinci
P.98 Le courrier du mois à la loupe

Casemate #131, 100 pp., 8,90€

28 de novembro de 2019

Alfred Sindall - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador
(Inglaterra) Camberwell, Londres, em 21 de Março de 1900 - Kingston-upon-Thames, Surrey, 1973

Desde de 1935 que ilustra livros, incluindo algumas das séries WE Johns Biggles. Sindall é o primeiro artista da tira diária Paul Temple, de 1951 a 1954 (anterior a Bill Bailey), série de detectives adaptada dos romances do escritor Francis Dubridge, publicada no London Evening News. Outras obras dele são: Tug Transom (1954-69, escrito por Peter O'Donnell) no Daily Sketch and Girl na década de 1950 e Royal Margaret (1952). 

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 18.10.2019]

Lançamento do livro: “Uma aldeia, mil heróis…”

No âmbito das comemorações da Restauração da Independência de Portugal, a Câmara Municipal de Moura realiza no próximo domingo, pelas 12:30, em Santo Aleixo da Restauração, a sessão de lançamento do livro “Uma aldeia, mil heróis…”, de Marisa Bacalhau e Carlos Rico.

Uma aldeia, mil heróis…” é um pequeno livro ilustrado que tem o propósito de contar os dramáticos acontecimentos de 12 de Agosto de 1644 em Santo Aleixo (freguesia de Moura).

No âmbito da sua política de educação patrimonial o Município de Moura procura, através da presente edição, dar um contributo para a reafirmação de valores identitários da população, e criar um instrumento pedagógico que explore um tema tão delicado quanto importante para a nossa história local. 


Colecção Blueberry #1: Forte Navajo

Inicia-se hoje a segunda colecção da série Blueberry editada em parceria pela ASA e o jornal Público.

Fort Navajo é o primeiro álbum da série de Jean-Michel Charlier (argumento) e Jean Giraud (desenho). O episódio foi pré-publicado na revista Pilote (a partir do nº 288 de 29 de abril de 1965) antes de ser lançado em álbum em 1965, sob o título Fort Navajo, uma aventura do tenente Blueberry. Foi reeditado em 1993, com uma nova coloraçção de Claudine Blanc-Dumont. O episódio marca o início do ciclo das primeiras guerras índias, que irão albergar cinco volumes. Este álbum é, provavelmente, inspirado caso Bascom, que provocou o início das guerras apaches em 1861.

O tenente Blueberry é colocado no Forte Navajo, em território Apache. Durante a viagem conhece o tenente Graig, cujo destino é o mesmo. Ao passarem pelo rancho dos Stanton, encontram-no calcinado e carregado de cadáveres. A chacina – tudo leva a crer – terá ocorrido durante um ataque dos índios e o tenente Graig decide seguir no seu encalço para libertar o filho dos Stanton, que estes terão raptado. A situação, já de si complicada, vai exigir de Blueberry um grande jogo de cintura: ele vai ter de saber lidar tanto com a inconsciência de Graig como com o ódio pelos índios do comandante Bascom, braço direito do coronel Dickson no Forte Navajo.

"Forte Navajo" já foi publicado em álbum pela Editorial Íbis (1969) e Meribérica-Líber (1983). Em revista foi publicado no Jornal da BD em 1985 (#81 ao #88).

Colecção Blueberry - Volume 1 (de 10): Forte Navajo, Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, ASA/Público, 48 pp., cor, capa flexível, 7,90€

27 de novembro de 2019

Batman Ano Um

A Levoir reedita Batman Ano Um, fechando as comemorações dos oitenta anos do super-herói da DC.

Neste volume, Bruce Wayne é um jovem de 25 anos de idade, com treino em artes marciais e herdeiro de uma imensa fortuna, que lhe foi deixada pelos seus pais, assassinados quando ele era ainda criança. De noite deambula pelas ruas de Gotham, sonha limpar a cidade de toda a criminalidade, mas ainda sem ter criado o uniforme que o vai imortalizar como Batman. Não demora muito para que Wayne se veja envolvido numa briga e leve uma facada numa perna. A situação serve para que ele reflicta sobre a necessidade de sair com uma armadura e também com uma máscara para que não seja descoberto. Sentado na sua poltrona, de repente escuta o barulho de um morcego a estilhaçar a janela e a entrar pela sala adentro. Bruce recorda-se que aquele animal já o assustara quando criança e toma a decisão de se tornar também ele um morcego.

Esta edição conta ainda com diversos esboços e um posfácio de David Mazzuchelli, além de uma breve biografia do autor.

Batman Ano Um, Frank Miller e David Mazzucchelli, Levoir, 120 pp., cor, capa dura, 19,90€

Tokyo Ghoul: re #2

Segundo volume da série sucessora de Tokyo Ghoul. Neste volume, a Quinx, a nova arma da C.A.G. contra os ghouls, investiga a misteriosa organização Aogiri Tree. Conseguirá Haise Sasaki, o líder desta brigada de elite, ser o mentor de que necessitam, e fugir ao passado que regressa para o assombrar?

Tokyo Ghoul: re #2, Sui Ishida, Devir, 224 pp., p&b, capa flexível, 9,99€

26 de novembro de 2019

Les Amis de Hergé #68

Recebi a revista semestral do clube belga tintinofilo Les Amis de Hergé, dedicado à divulgação e preservação da obra do criador de Tintin.

Eis o sumário do número de Outono de 2019:
3 – Eclaircissements
5 – Ah ! Ce pisco, ce pisco ! … 
6 – Milou, de but en blanc
8 – L’invention de la ligne claire
11 – Sur les presses de L’Île Noire
34 – Eh bien, M… alors !
42 – Au Népal sur les traces de Tintin
12 – L’art de la retouche
14 – De l’importance des personnages secondaires dans Tintin
18 – Guy Dessicy raconte…
21 – La barbe… ou le retour du barbu
24 – Les propos du Major Wings
22 – Alain Bombard avait dit zut à Szut
25 – Dossier: Le Yéti selon Hergé
33 – Les « victimes » se rebiffent
36 – 43/34
40 – Du neuf du côté de Saint-Boni
44 – ça y en a bons tirailleurs !…
46 – Quick et Flupke et l’arpentage d’un médium innovant
50 – C’est  une bonne question… qui mérite une réponse
52 – Les images didactiques
55 – La Dépêche
58 – Les 7 scoops de Walter Rizotto
60 – Le mur du fond

Les Amis de Hergé #68, automme 2019, 62 pp., cor, reservado aos associados

The Promised Neverland #3

Mais um volume da série The Promised Neverland disponível para os amantes de manga. 

Neste volume, para conseguirem escapar do orfanato onde são criados para alimentar demónios, Emma Norman e Ray começam a recrutar aliados. Mas, convencer as outras crianças do que têm para lhes contar, pode não ser tarefa fácil.

The Promised Neverland #3, Kaiu Shirai e Posuka Demizu, Devir, 200 pp., p&b, capa flexível, 9,99€

Les Cahiers de la BD #9: l’Histoire en BD…

A capa, assinada por Milo Manara, representando a Liberdade guiando as pessoas, abre esta edição, cujo tema faz a pergunta "Como contar a história nos quadrinhos? Da história da França na BD, publicada pela Larousse, na recente "Une Histoire de France" das Éditions du Lombard, Lucie Servain oferece uma visão geral da exploração da História através da banda desenhada. Nicolas Tellop relembra dez álbuns históricos, finalmente Tristan Garcia evoca o bom e velho Timour que assombrou uma vez as páginas de Spirou sob o lápis de Sirius.

Andréas, um verdadeiro prodígio, evoca com Sonia Deschamps a sua longa carreira como autor singular, enquanto "Capricórnio" sai em integrais da Lombard, seguido por Nicolas de Crécy convidado por Vincent Bernière que retorna à BD com "Visa transit" publicado pela Gallimard. Mathias Rozes e Nicolas Tellop conhecem um famoso trio de escritores de novelas gráficas que vivem no Canadá, Chester Brown, Joe Matt e Seth. Vincent Bernière aproveita a exposição dedicada à moda pelo museu da BD de Angoulême para propor um longo artigo sobre o tema, antes de apresentar Michel Lépinay, o primeiro fotógrafo da Hara-Kiri. Antoinette de Lornières comemora o 90º aniversário de Alessandro Jodorowsky com a ajuda de uma reportagem fotográfica em movimento. Finalmente, Bernard Joubert presta homenagem a Elvifrance ao retornar ao mítico livreto Salut les bidasses, um popular e audacioso best-seller pouco conhecido dos anos 80.

Les Cahiers de la BD #9, out-déc 2019, 180 pp., 12,90€

25 de novembro de 2019

Marcello Quintanilha - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
(Brasil) Niterói, 10 de Novembro de 1971

Começa, ainda adolescente, por desenhar histórias sobre artes marciais com o pseudónimo de Marcello Gáu. Mais tarde, em 2003, envolve-se na série Sept balles pour Oxford para uma editora belga, com argumento do argentino Jorge Zentner e do espanhol Montecarlo. Estabelece-se, a partir de 2002, em Barcelona. Ilustrações suas surgem desde então nos jornais espanhóis El País e Vanguardia. Ao mesmo tempo, continua a produzir álbuns para o público brasileiro. Em 2005, é dado à estampa Salvador. Seguiram-se Sábado dos meus amores (2009), Almas públicas (2011), O ateneu (2012), Tungsténio (2014), Talco de vidro (2015), Hinário nacional (2016) e Luzes de Niterói [2018].
A edição francesa de Tungsténio é premiada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême de 2016. Ainda em 2016 vence, no Brasil, um HQMix (categoria “Destaque Internacional”) pelas edições portuguesas de Tungsténio e Talco de vidro. Dose repetida um ano depois. Tungsténio origina um filme.

One-shots publicados em Portugal:
[actualizado em 20.10.2019]

24 de novembro de 2019

Churchill - 2º volume

Depois do primeiro volume, a Gradiva publica agora o segundo volume sobre uma das figuras históricas mais relevantes do século XX. 

Figura emblemática e determinante na vitória contra a Alemanha nazi, Winston Churchill é um dos grandes estadistas do século XX. O «Velho Leão» teve uma vida digna de romance: foi militar nas Índias, jornalista na África do Sul, orador apaixonado no Parlamento, escritor prolixo e nobelizado… Caracterizado por uma forte vontade e uma capacidade pouco comum de ultrapassar fracassos e reveses, Churchill foi um político tão brilhante quanto atípico: deputado durante a maior parte da sua longa carreira política, teve a seu cargo a partir de 1905 pastas ministeriais durante quase trinta anos, antes de assumir a orientação da Grã-Bretanha na tempestade da Segunda Guerra Mundial, como primeiro-ministro.

O álbum  contém um dossiê de oito páginas biográficas de Churchill da autoria do historiador François Kersaudy.

Churchill: volume 2, Vincent Delmas e Alessio Cammardella, Gradiva, 56 pp., cor, capa dura, 16,50€

Pia Guerra - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhadora
(EUA) Hoboken, Nova Jérsia, 2 de Dezembro de 1971

Trabalha como ilustradora em diversos projectos independentes de banda desenhada na década de 1990, em editoras como Thinkblots Press, Mythic Comics, Millenium Publications, Catfish Comics, Mojo Press e Aeon Press, entre outras. Paralelamente, ilustra manuais de role playing games e jogos de cartas.
O seu trabalho mais popular é Y: O Último Homem para a chancela Vertigo da DC Comics (2002-2008). Ocasionalmente, ilustra algumas histórias dos Simpsons para a Bongo Comics, bem como de Doctor Who – The Forgotten (IDW) e Torchwood (Titan Comics). Pontualmente, tem sido publicada pela Marvel e DC Comics.
A nível de cartoons, o trabalho de Guerra é publicado na revista The New Yorker e na plataforma online The Nib da First Look Media. Em Outubro de 2018, os seus cartoons são reunidos na antologia Me the People (Image).
Graças ao seu trabalho em Y: O Último Homem, Guerra é galardoada com vários prémios, incluindo um Eisner, um Harvey e um Joe Shuster Award.

Séries publicadas em Portugal:
Y, o último homem

[actualizado em 18.10.2019]

23 de novembro de 2019

Blueberry: a nova colecção do Público/ASA

O Público e a Asa trazem de volta o Tenente Blueberry, o mais célebre cowboy do velho Oeste Americano. 

Nascido pela mão de Charlier (argumento) e Giraud (desenho), o oficial do exército americano Mike Blueberry é uma personagem criada expressamente para a revista Pilote, onde faz a sua primeira aparição em 1963. A série a que dá origem constitui uma referência incontornável no estilo western e continua ainda hoje a entusiasmar leitores de todas as idades um pouco por todo o mundo.

Blueberry é considerado um dos maiores personagens da banda desenhada franco-belga. Herói atípico ocidental, é um oficial do exército norte-americano, inteligente, destemido e de espírito rebelde, conduzindo-nos a um mundo repleto de perigos e aventuras na época da Guerra Civil Americana.

Nesta colecção descubra as aventuras do Ciclo das Guerras Índias (primeiro ciclo do personagem) e do Ciclo Mister Blueberry (totalmente da autoria de Giraud), há muito desaparecidas do mercado português.


Os álbuns são de capa flexível com o preço unitário de 7,90€.

G. Willow Wilson - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(EUA) Nova Jérsia, 31 de Agosto de 1982

Licencia-se em História na Universidade de Boston. Converte-se ao islamismo e trabalha durante alguns anos como professora de inglês e jornalista no Cairo, Egipto. Tem um livro de memórias (The Butterly Mosque, 2010) e um romance (Alif the Unseen, 2012) publicados, tendo este último recebido múltiplas nomeações e sido galardoado com três prémios, incluindo o World Fantasy Award.
Na banda desenhada, a sua primeira obra foi Cairo, desenhada pelo turco M. K. Perker e publicada pela Vertigo em 2007. O duo também publica na mesma chancela a série Air (2008-2010). Para a AiT/Planet Lar, escreveu quatro números para a segunda série de Negative Burn (2008). Na DC Comics, é a argumentista responsável por uma minissérie dedicada a Vixen (2007-2008), bem como um ou outro número de Superman (2010) e Wonder Woman (2018). Na Marvel, o seu projecto mais popular, multinomeado e multipremiado é Ms. Marvel, tendo criado a personagem Kamala Khan com Sana Amanat, um director e editor da Marvel Entertainment. Tem também participado, ocasionalmente, no argumento de outras séries da Marvel, como X-Men, e a argumentista de minisséries como Mystic e A-Team.

Séries publicadas em Portugal:
Ms. Marvel

[actualizado em 18.10.2019]

22 de novembro de 2019

Assembleia de mulheres

Um do mais originais e divertidos projectos de banda desenhada nacional dos últimos anos, A ASSEMBLEIA DAS MULHERES é uma ambiciosa adaptação de uma peça de teatro grega clássica, Ecclesiazusae (Ἐκκλησιάζουσαι), de Aristófanes, uma das grandes comédias de todos os tempos e considerada como uma das fundadores do teatro moderno.

A 'Assembleia das Mulheres' é uma das onze peças sobreviventes do prolífico autor de comédia antiga grega Aristófanes (447 a.C. - 385 a.C.), cujas obras tinham um impacto societal semelhante ao dos média de hoje em dia, tornando-o temido pelas principais figuras atenienses. Zé Nuno Fraga adapta a peça à banda desenhada, num estilo caricato e rico de expressões cómicas e cores intensas, mantendo também o sabor (e o lado divertido) do texto original.

Aristófanes usa a sua profunda sagacidade sobre a natureza humana para explorar as consequências de uma hipotética ditadura das mulheres, introduzindo a ideia de um verdadeiro comunismo, quer material, quer sexual, e permitindo ao autor ridicularizar a política ateniense do seu tempo. Os efeitos desta revolução são mostrados de forma cómica, através das discussões e querelas entre personagens que se opõem politicamente, enquanto o autor parece nunca tomar partido claro por uma das posições, criando assim uma peça de comentário político mordaz, imparcial e intelectualmente honesto, rara mesmo nos dias de hoje.

Zé Nuno Fraga (MCMLXXXIV, D.C.) cedo manifestou interesse pelo desenho. Passava as aulas a encher os cadernos de sarrabiscos em vez de prestar atenção, e, para desespero do professorado, isso foi-se mantendo quando estudava Engenharia, até que finalmente lá abandonou tudo, incluindo o país, e foi como refugiado artístico para a vizinha Galiza, onde estudou a arte de sarrabiscar. Após realizar algumas obras de BD com as quais percebeu que não tem jeito nenhum para guionista, decide que mais vale adaptar o que gente mais inteligente escreveu, levando por fim à sua primeira BD decente, a brilhante Ecclesiasuzae de Aristófanes.

Considerado o “Pai da Comédia”, Aristófanes foi também um fino crítico da sua Atenas natal e da sua vida política. As suas peças tinham um impacto imenso, suficiente para garantir que ele fosse acusado e processado por difamação e traição por mais de uma vez. Em A Assembleia das Mulheres, critica elementos da democracia ateniense de modo subtil e inteligente, apresentando argumentos a favor e contra, sem nunca explicitamente tomar partido.

Assembleia de mulheres, Zé Nuno Fraga, A Seita, cor, 56 pp., capa dura, 14€


Sandor - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Aventura
(França) Sandor #1, Éditions Imperia, Junho de 1965 - Sandor #64, Setembro de 1970
José Maria Ortiz (desenhos) e Bañolas (argumento)
Outros autores: Ramón Hervas (argumento)
Estreia em Portugal: O Falcão (2ª série) #606, 7 de Março de 1972
Outras publicações: Tigre (2ª série)

Durante uma tempestade, uma criança, presa nos braços de seu pai moribundo, é apanhada por uma escuna espanhola. Chama-se Sandor, em memória do nome do barco que afundou: Sang d'Or. Dezessete anos se passaram e ele é nomeado corsário do rei da França, Luís XIV, por Jean Bart. Ajudado pelo seu amigo fiel Sanson, Sandor viaja pelo mar do Caribe, lutando contra os ingleses.
Injustamente relegado ao estatuto de pirata pelo sinistro Marquês de Moriac, governador de Guadalupe, Sandor continuará, no entanto, a lutar pelo rei da França, com espírito de lealdade.
Todos os episódios são desenhados por José Maria Ortiz (não confundir com José Ortiz). Quando não se assinala o argumentista, considera-se Bañolas.

Ensaio de quadriculografia portuguesa [os números referem-se à edição da revista homónima francesa]
  • #01 - O corsário (Sandor fils de la tempête), O Falcão (2ª série) #606
  • #02 - O corsário do rei (Corsaire du Roy), O Falcão (2ª série) #608
  • #03 - O leão das Caraíbas (Le lion des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #610
  • #03A - O espólio do Black Sea (Le butin du « Black Sea »), O Falcão (2ª série) #610
  • #04 - A justiça do corsário (La justice du corsaire), O Falcão (2ª série) #613
  • #04A - O renegado (Le renégat), O Falcão (2ª série) #613
  • #05 - Abordagem! (Abordage...), O Falcão (2ª série) #619
  • #05A - O tesouro do rei (Le trésor du roi), O Falcão (2ª série) #619
  • #06 - O rei das Caraíbas (Le roi des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #624
  • #06A - A pérola (La perle), O Falcão (2ª série) #624
  • #07 - Duelo de corsários (Duel de corsaires), O Falcão (2ª série) #655
  • #07A - A traição (Le toast de la trahison), O Falcão (2ª série) #655
  • #08 - O consul (Le consul russe), O Falcão (2ª série) #630
  • #08A - O escravo (L’esclave), O Falcão (2ª série) #630
  • #09 - John, o traidor (John Ver Luisant), O Falcão (2ª série) #635,
  • #09A - Inimigos e aliados (Ennemis et alliés), O Falcão (2ª série) #635
  • #11 - Os pequenos reis (Les petits rois), O Falcão (2ª série) #640
  • #12 - A cilada! (Le piège), O Falcão (2ª série) #645
  • #12A - O mensageiro do rei (Le messager du roi), O Falcão (2ª série) #650
  • #13 - Largo, o corsário (La dernière chance), O Falcão (2ª série) #660
  • #14 - Condenado! (Condamné !), O Falcão (2ª série) #664
  • #15 - O San Roque (Le trésor du galion), O Falcão (2ª série) #669
  • #15A - A lenda do canhão (La légende du canon), O Falcão (2ª série) #669
  • #16 - Ataque a Port-Royal (Attaque à Port-Royal), O Falcão (2ª série) #674
  • #17 - O farol (Face à la meute), O Falcão (2ª série) #679
  • #17A - O terror da Caraíbas (La terreur des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #679
  • #18 - Um pirata audaz (L'audace du corsaire), O Falcão (2ª série) #683
  • #19 - O refém (Sauvetage), O Falcão (2ª série) #688
  • #19A - Os negreiros (Les oiseaux de proie), O Falcão (2ª série) #688,
  • #20 - O pirata inglês (La dame des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #693
  • #21 - Pacto de honra (Pacte d'honneur), O Falcão (2ª série) #698
  • #21A - Revolta a bordo (Révolte à bord), O Falcão (2ª série) #698
  • #22 - O elixir maligno (Le breuvage de la trahison), O Falcão (2ª série) #703
  • #23 - Corsários de Cuba (Des corsaires à Cuba), O Falcão (2ª série) #706
  • #23A - Roc noir (Roc noir), O Falcão (2ª série) #706
  • #24 - Os índios luminosos (Les êtres lumineux), O Falcão (2ª série) #710
  • #25 - Sandor contra Barba-Negra (Sandor contre Black Beard), O Falcão (2ª série) #714
  • #26 - Combate nocturno (Combat nocturne), O Falcão (2ª série) #718
  • #26A - O diabo das Caraíbas (Le diable des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #718
  • #27 - O novo capitão (Le nouveau capitaine), O Falcão (2ª série) #722
  • #28 - Discórdia (La discorde), O Falcão (2ª série) #726
  • #28A - Brincadeira (Un jeu d’enfant), O Falcão (2ª série) #726
  • #29 - A pantera das Caraíbas (La panthère des Caraïbes), O Falcão (2ª série) #730
  • #30 - Os escravos (La prière de l'anglais), O Falcão (2ª série) #734
  • #30A - Tubarão (Le « Requin Noir »), O Falcão (2ª série) #734
  • #31 - O tesouro de Barba Negra (Le trésor de Black Beard), O Falcão (2ª série) #738
  • #32 - A pantera das Caraíbas (2ª parte) (Les griffes de la panthère), O Falcão (2ª série) #742
  • #34 - Pânico! (Panique !...), O Falcão (2ª série) #746
  • #35 - Final trágico (La belle Colette), HERVAS, O Falcão (2ª série) #750
  • #36 - O capitão negreiro (Le capitaine masqué), O Falcão (2ª série) #756
  • #37 - Em nome do rei (Au nom du roi), O Falcão (2ª série) #760
  • #38 - O prisioneiro (Le prisonnier), O Falcão (2ª série) #764
  • #39 - O confidente (Le confident), O Falcão (2ª série) #777
  • #40 - A máscara de ouro (Le masque d'or), HERVAS, O Falcão (2ª série) #793
  • #41 - A hiena (La Hyène), HERVAS, Tigre (2ª série) #2
  • #42 - O deserdado (Le déshérité), HERVAS, Tigre (2ª série) #6
  • #43 - O denunciante (Le dénonciateur), HERVAS, Tigre (2ª série) #10
  • #44 - Reunião de traidores (Au rendez-vous des traîtres), HERVAS,Tigre (2ª série) #14
  • #45 - A espada flamejante (L’épée flamboyante), HERVAS, Tigre (2ª série) #18
  • #46 - A maldição do papagaio (La malédiction du perroquet), HERVAS, Tigre (2ª série) #22
  • #47 - O rapto de Karin (Le rapt de Karin), HERVAS, Tigre (2ª série) #26
  • #48 - O invencível (L’Invincible), HERVAS, Tigre (2ª série) #30
  • #49 - A baleia de Tróia (La baleine de Troie), HERVAS, Tigre (2ª série) #34
  • #50 - O dragão vermelho (Le Dragon Rouge), HERVAS, Tigre (2ª série) #38
  • #51 - A bola de cristal (La boule de cristal), HERVAS, Tigre (2ª série) #42
  • #52 - O feiticeiro (Le sorcier), HERVAS, Tigre (2ª série) #46
  • #53 - A espia de Havana (L’espionne de La Havane), HERVAS, Tigre (2ª série) #50
  • #54 - O diamante mágico (Le diamant magique), HERVAS, Tigre (2ª série) #54
  • #55 - O polvo (La pieuvre), HERVAS, Tigre (2ª série) #60
  • #56 - Uma bela prenda (Un beau cadeau), HERVAS, Tigre (2ª série) #64
  • #57 - O ladrão holandês (Le Hollandais Volant), HERVAS, Tigre (2ª série) #68
  • #58 - O jovem tonto (Le jeune fou), Tigre (2ª série) #72
  • #59 - O rapto (L’enlèvement), Tigre (2ª série) #76
  • #60 - O usurpador (L’usurpateur), HERVAS, Tigre (2ª série) #80
  • #61 - Um colar para o vencedor (Un collier pour le vainqueur), HERVAS, Tigre (2ª série) #84
  • #62 - O desafio (Le défi), HERVAS, Tigre (2ª série) #88
  • #63 - O mistério do fantasma (L’inquisiteur), HERVAS, Tigre (2ª série) #92
  • #64 - Encontro de ambiciosos (Le rendez-vous des ambitieux), HERVAS, Tigre (2ª série) #100
[actualizado em 21.11.2019]

Blake & Mortimer: O Vale dos Imortais, Vol. II chega hoje às livrarias

Chega hoje às livrarias o segundo volume de O vale dos mortais, mais uma vez com uma capa exclusiva para os clientes da FNAC portuguesa.

A conhecida série de BD franco-belga Blake e Mortimer foi lançada em 1946 e constitui, ainda hoje, um verdadeiro fenómeno editorial, estando traduzida em 17 línguas.  La Vallée des Immortels – Tome 2, álbum nº 26 da série original, será lançado hoje em França, sendo a edição portuguesa com o título O Vale dos Imortais – Tomo 2 lançada em simultâneo.

O professor Mortimer desapareceu! O general Xi-Li orquestrou o seu rapto em Hong Kong a fim de recuperar as provas arqueológicas da sua ascendência imperial, que estavam na posse do professor. Mas o verdadeiro desígnio de Xi-Li é obriga-lo a consertar a Asa Vermelha danificada que o coronel Olrik, ao fugir de Lhassa em chamas, lhe pôs involuntariamente nas mãos. Chegado ao acampamento do Senhor da Guerra, no sul da província de Yunnan, Mortimer encontra Nasir entre os prisioneiros. Este está em muito mau estado, e a velha curandeira que trata dele pressiona Mortimer a ir em busca do único remédio que o poderá salvar: a “pérola de vida”, de que fala a lenda de Shi Huangdi, primeiro imperador da China! Graças à ajuda inesperada de Mister Chou, braço direito do general Xi-Li, o professor consegue evadir-se e, determinado a salvar Nasir, lança-se numa louca aventura que o leva à China profunda…Por seu lado, o capitão Francis Blake procura incansavelmente o seu amigo, à medida que o tempo vai passando e vai crescendo a ameaça que os comunistas e o general Xi-Li fazem pairar sobre Hong Kong, a ponto de se tornar impreterível impedir que uma tal Asa Vermelha possa danificar o Skylantern, o novo dispositivo de defesa da colónia britânica…

Será que os esforços conjugados dos dois amigos irão permitir salvar o valoroso Nasir e, mais do que isso, toda a colónia de Hong Kong e a própria paz na Ásia?

Blake & Mortimer: O Vale dos Imortais, Vol. II, Yves Sente, Teun Berserik e Peter Van Dongen, ASA, 56 pp., 15,90€

Marjorie Liu - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(EUA) Filadélfia, Pensilvânia, 1979

Apesar de residir nos EUA, vive em várias cidades do Médio Oriente e Pequim. Antes de se dedicar a tempo inteiro à escrita, é advogada. Na BD, trabalha com a Marvel (Dark Wolverine, NYX:  No Way Home, X-23, Black Widow: The Name of the Rose, Star Wars: Han Solo), Image (Monstress), Archaia e Dynamite. Tem ganho diversos prémios, como argumentista de BD e romancista. 
Ensina escrita para banda desenhada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e ficção popular no Voices of Our Nations Arts Foundation (VONA).

Séries publicadas em Portugal:
Monstress, Star Wars

[actualizado em 18.10.2019]

20 de novembro de 2019

Top das vendas de BD em França de 4 a 10 de Novembro de 2019

1º lugar (=) [3ª semana]
Astérix #38: La Fille de Vercingétorix
Didier Conrad, Jean-Yves Ferri
ALBERT RENE

2º lugar (novo)
XIII #26: 2 132 mètres
Iouri Jigounov, Yves Sente
DARGAUD

3º lugar (-1) [2ª semana]
Undertaker #5: L’Indien blanc
Ralph Meyer, Xavier Dorison
DARGAUD


Jasin Latour - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
(EUA) Charlotte, Carolina do Norte, 29 de Agosto de 1977

Obtém o bacharelato em arte em 1999 na Universidade do Este de Carolina. No jornal universitário, realiza ilustração e banda desenhada, tendo criado nesta altura a tira cómica 4 Seats Left. Em 2004, cria com o argumentista B. Clay Moore a série The Expatriate para a Image Comics. Em 2009, é contratado para ilustrar a BD policial Noche Rocha, escrita por Simon Oliver, a qual seria publicada pela chancela Vertigo da DC Comics em 2011.
Tem ilustrado ocasionalmente diversas séries da DC, Marvel, Image e Darkhorse, incluindo Scalped, Django Unchained, Demolidor, Wolverine, Capitão América, B.P.R.D. e Sledgehammer. É ainda o principal ilustrador de Southern Bastards, escrito por Jason Aaron.
Paralelamente, a sua carreira enquanto argumentista inicia-se em 2011 com Loose Ends, publicada pela 12-Gauge Comics. Após, algum trabalho para a Marvel com WolverineX-Men, entre outros, recria com o ilustrador Robbi Rodriguez, em 2015, o conceito da Spider-Gwen de Dan Slott, mantendo-se como argumentista da série.

Séries publicadas em Portugal:
Southern Bastards

[actualizado em 18.10.2019]

19 de novembro de 2019

Paper Girls #3

A Devir lança o terceiro volume da série Paper Girls.

Erin, Mac e Tiffany, distribuidoras de jornais, conseguem finalmente reunir-se, no passado pré histórico, com KJ, a sua amiga há muito perdida. Aí descobrem as origens secretas das viagens no tempo e dispõem-se a usar todos os meios necessários para voltar para casa.

Paper Girls #3, Brian K. Vaughan e Cliff Chiang, Devir, 128 pp., cor, capa flexível, 14,99€

18 de novembro de 2019

Huck

Está em distribuição em bancas e já em livrarias a mais recente novidade da G. Floy, Huck

Numa pequena e pacata vila da costa americana, Huck, o funcionário da bomba de gasolina, usa em segredo os seus talentos muito especiais para fazer uma boa acção por dia. Mas quando a história dele se começa a espalhar, ele transforma-se em notícia principal pelo país todo, e recebe a fama que sempre evitou. E, à medida que começam a emergir elementos do passado de Huck, ele deixa de perceber em quem pode confiar ou não, e que há vidas em perigo.

Da aclamada e premiada dupla criativa de Mark Millar (Kick-Ass, Guerra Civil) e Rafael Albuquerque (American Vampire, Batgirl), uma das histórias mais genuínas e surpreendentes da década. Millar explicou as razões pelas quais escreveu Huck num artigo que se intitulava “Como Homem de Aço [o filme] me traumatizou de tal maneira que decidi escrever Huck”, como uma espécie de reacção a um excesso de violência e de “lado negro” dos comics e dos filmes neles baseados. Millar ele próprio escreveu a sua quota parte de histórias ultra-violentas, basta lembrar Kick-Ass, p.ex.! Mas por uma vez, decidiu fazer algo diferente.

Ver o Super-Homem a partir o pescoço do General Zod no filme chocou-me, e fez-me pensar se não teríamos ido finalmente até ao fim da linha em termos de violência nos super-heróis. (...) Para mim a moral dos comics de super-heróis era que eles podiam fazer quase tudo com os seus poderes, mas no fim escolhiam ser bons. (...) Gostava que Huck lembrasse aos meus leitores que quando nos vestíamos de super-heróis em crianças, não era para sermos os mauzões, os bad-ass, não era por eles serem violentos e cruéis. Quero que Huck funcione como um antídoto aos anti-heróis, e acho que é uma experiência muito interessante nesse sentido.

Mark Millar é o escritor de séries de comics aclamadas como Kick-Ass, Kingsman: Serviço Secreto, O Legado de Júpiter e O Círculo de Júpiter, Nemesis, etc.... Muitos destes livros já foram adaptados ao grande ecrã, e muitos outros estão em adaptação para o cinema, e depois da recente aquisição da Millarworld pela Netflix, para a televisão, incluindo livros que escreveu para a Marvel no passado, como Wolverine: Old Man Logan (Velho Logan) e Civil War (Guerra Civil) - a série de super-heróis mais vendida em quase duas décadas.

Rafael Albuquerque venceu já vários prémios Eisner e Harvey, e é o co-criador da série best-seller do New York Times American Vampire (DC Comics/Vertigo), escrita por Scott Snyder e Stephen King, e de Ei8ht, da Dark Horse. Rafael já trabalha na indústria de comics desde o início dos anos 2000, e tem trabalhos assinados para a maioria das editoras americanas, tendo ilustrado séries populares como Batman, Wolverine, Animal Man, e mais recentemente Batgirl. Fez parte do relançamento da Millarworld na Netflix, tendo ilustrado um arco de história para a nova série de Hit-Girl, e a mini-série Prodigy.

Huck [reúne os números #1 a #6 de Huck], Rafael Albuquerque e Mark Millar, G. Floy, 160 pp., cor, capa dura, 16€

17 de novembro de 2019

Hop! #162

Chegou-me o #162 da Hop!, revista francesa de informações e estudos sobre banda desenhada. O número referente a Junho de 2019 é referente à série Nostalgie BD e tem como convidado Rip Kirby, o famoso detective privado criado por Alex Raymond e Ward Greene.

Hop #162, juin 2019, 64 pp., p&b, 8€

16 de novembro de 2019

A Seita - Ensaio de quadriculografia

Estado: Activa
Outubro de 2019

Projecto inovador pelo seu carácter cooperativo, que reúne uma série de pessoas de alguma forma ligadas à BD, venham já da edição, sejam autores ou divulgadores ou simples leitores.

Séries publicadas em Portugal:
Dampyr, Dylan Dog

One-shots publicados em Portugal:
[actualizado em 18.10.2019]

14 de novembro de 2019

Os Escorpiões do Deserto: Obra completa – volume 1

A Ala dos Livros lançou o primeiro volume da obra de Hugo Pratt, Os Escorpiões do Deserto.

A acção decorre em 1940 no deserto da Líbia, em plena Segunda Guerra Mundial. É neste cenário que decorre a história do Long Range Desert Group, uma unidade especial do exército britânico, conhecida como Os Escorpiões do Deserto, a qual congrega no seu seio elementos que, não sendo militares, foram recrutados pelo seu passado de marginais.

Apesar de apresentarem todos uma grande diversidade de comportamentos, os personagens criados por Pratt para estes episódios (Stella, um oficial do exército fascista italiano, Koinsky, um judeu polaco, Cush, o guerreiro etíope defensor da liberdade e consciente dos malefícios do colonialismo), revelam ter em comum o espírito de abnegação e de coragem, para além de uma assinalável força psicológica.

O primeiro episódio de Gli Scorpioni del Deserto, título que viria a estender-se a uma série, surgia no final de 1969, no número 28 da revista italiana Sgt. Kirk.
Contada ao ritmo de um diário de guerra, a aventura começa com o ataque a um camião postal e a infiltração de Kord – um oficial inglês – e de Hassan – um seu colega líbio – na cidade sagrada de Giarabub (ou Djaraboub), dominada pelo exército italiano.

O segundo episódio viria a ser publicado no número 18 da revista Linus, em 1975, com o título Piccolo Chalet Gaio come te…, e é neste episódio que “reaparece” Cush, o Beni Amer do grupo dos Bejas que havia sido companheiro de luta de Corto Maltese em 1918.

São estas duas estórias que estão incluídas no primeiro volume desta edição de “Os Escorpiões do Deserto – Obra completa” que agora apresentamos, a qual será composta, no que refere aos títulos de Hugo Pratt, por um total de 3 volumes, incluindo episódios inéditos em Portugal.

A série Os Escorpiões do Deserto é, porventura e no conjunto da obra de Pratt, aquela em que transparecem de forma mais directa imagens e situações que o marcaram (o pai de Pratt foi militar de carreira e a família encontrava-se, no início da II Guerra Mundial, na África Oriental Italiana) mas também, através dos seus personagens, o respeito pelas diferentes culturas que, desde cedo, lhe foi proporcionado conhecer.

A edição portuguesa da Ala dos Livros, comemorativa dos 50 anos da primeira publicação de Os Escorpiões do Deserto, é uma edição a preto e branco, que inclui também as extraordinárias aguarelas que ilustram quer a riqueza dos fardamentos militares, quer dos trajes dos povos daquela região do Corno de África.

Os Escorpiões do Deserto: Obra completa – volume 1, Hugo Pratt, Ala do Livros, 112 pp., p&b, capa dura, 23,89€


13 de novembro de 2019

Top das vendas de BD em França de 28 de Outubro a 3 de Novembro de 2019

1º lugar (=) [2ª semana]
Astérix #38: La Fille de Vercingétorix
Didier Conrad, Jean-Yves Ferri
ALBERT RENE

2º lugar (novo)
Undertaker #5: L’Indien blanc
Ralph Meyer, Xavier Dorison
DARGAUD

3º lugar (-1) [4ª semana]
Les Légendaires #22: World Without : Les Éveillés
Patrick Sobral
DELCOURT


Umbra #1

A Umbra é uma antologia de banda desenhada contemporânea portuguesa idealizada e produzida por Filipe Abranches, autor e ilustrador.
A Umbra reúne histórias curtas, auto-conclusivas, de autores de expressão portuguesa, a solo ou em colaborações, versando universos e géneros tais como os da ficção científica, distopias futuristas, ficção weird, podendo ainda cruzar-se com o policial e a fantasia. O propósito é criar uma plataforma com histórias de estrutura clássica, a preto-e-branco, apropriadas a um público alargado e amador das práticas de leitura de revistas de banda desenhada dos anos 1970 e 1980, actualizadas aos temas e preocupações de hoje.
Algumas das histórias poderão conter elementos em comum e cruzarem-se, mas serão sempre legíveis autonomamente. Muitos dos projectos são idealizados por Filipe Abranches, delegando o seu desenvolvimento a equipas construídas para o efeito.
Com o intuito de publicar pelo menos um número por ano, com cerca de 100 páginas cada, o primeiro número foi lançado este Outono.
Enquanto projecto editorial, a Umbra Livros estende-se a projectos paralelos à da antologia, desde revistas em risografia one-shots, a livros a solo de autores nacionais ou mesmo traduções de material estrangeiro. A missão inicial concentrar-se-á, todavia, na antologia do mesmo nome.

Este primeiro número contém as seguintes bandas desenhadas autoconclusivas:

João Chambel e João Sequeira, “Estrada da Coca-Cola”;
Pedro Moura e Filipe Abranches, “Óscar”;
Sama, “Zodíaco”;
Pedro Moura e Sérgio Sequeira, “Herbicida”; e
José Carlos Joaquim, Hugo Maciel e Pedro Moura, “Carne”.

Umbra #1, Novembro 2019, 112 pp., p&b, 11,50€


12 de novembro de 2019

Revistas da Maurício de Sousa em distribuição em Portugal em Novembro de 2019







Edibar - Os dois primeiros volumes

A Polvo prepara-se para distribuir nas livrarias os dois primeiros volumes de Edibar, uma série de tiras cómicas do brasileiro Lucio Oliveira.

Edibar da Silva é um sujeito barrigudo, careca, amoral e cara de pau. Edibar é o típico anti-herói que conquista os leitores pelos defeitos e virtudes (se é que tem alguma) identificáveis naquele tipo de pessoa, familiar a muita gente, que faz da mesa de um qualquer bar um cantinho filosófico da vida e cujo desporto preferido é passar horas a cultivar amizades enquanto demonstra uma incrível capacidade de levantar copos.
Acompanhado, entre outros, pela mulher, Edimunda, pelo fiel escudeiro, Zé Manguaça, por Gole, o seu cão e pela terrível sogra, Dona Ana Conda, Edibar desvenda-nos as suas aventuras etílicas através de um humor politicamente incorrecto, saído da cabeça e do traço criativo de Lucio Oliveira, um brasileiro do estado do Paraná que se compara a um vampiro que suga gotas de humor do dia-a-dia e as transforma em tiras de boa disposição!

Edibar #1 e #2, Lucio Oliveira, Polvo, 80 pp. cada volume, capa dura, cor