23 de junho de 2018

The Ghost in the Shell: Novidade de uma nova editora

A JBC, editora especializada em mangá no Brasil, chega agora a Portugal. Acumulando uma experiência de 25 anos no mercado da cultura japonesa, a  JBC faz parte do JBGroup, um grupo de comunicação que nasceu no Japão em 1992 e, desde 2001, publica mangá no Brasil. Actualmente, a JBC imprime no Brasil  dez novos títulos de banda desenhada japonesa por mês e por ano chega a cerca de 1 milhão de exemplares. A partir de agora, inicia-se uma nova produção voltada especialmente para Portugal, com mangás produzidos e adaptados 100% em território português. 

O primeiro título já está na gráfica em Sintra e, na semana que vem, estará disponível para ser distribuído para as lojas. 
Trata-se de um grande clássico do Japão que, com certeza, despertará a atenção dos consumidores: The Ghost in the Shell, de Masamune Shirow.

Inédita em Portugal, a nova versão tem acabamento de luxo. Ela segue o mesmo padrão da versão brasileira, a primeira do mundo a usar os arquivos remasterizados pelo próprio autor. O mesmo material foi utilizado para esta versão portuguesa. A sobrecapa foi impressa com duas cores extras, usando no total seis cores na sua composição. Tem ainda um formato especial (17 x 24 cm - bem maior que o mangá tradicional japonês), além do papel Lux Cream nas páginas internas. São 352 páginas, sendo que destas 62 são coloridas! Ou seja, uma verdadeira edição de coleccionador.

A pedido do próprio autor, as badanas continuam em japonês, para preservar a escrita à mão em kanji (caracteres japoneses), com a tradução no final do mangá. Para manter a obra o mais próximo possível do original japonês, a quarta capa é trilíngue: em inglês, japonês e com inserções em português.

Publicada originalmente no Japão entre 1989 e 1991, The Ghost in the Shell é uma das obras mais impactantes entre os mangás de ficção científica, tendo influenciado diretamente tudo o que saiu depois dele, inclusive o filme americano Matrix. Trata quase que "filosoficamente" sobre Inteligência Artificial, tema absolutamente atual.
Em 1995, o renomado diretor japonês Mamoru Oshii levou para as telas de cinema o universo idealizado por Masamune Shirow na banda desenhada e o anime se tornou um dos mais cultivados de todos os tempos.
Depois disso, o mangá The Ghost in the Shell ainda foi expandido para outras 6 séries animadas e mais 3 longas em animação. No ano passado foi adaptado para as telas em Hollywood com ninguém menos do que a super estrela Scarlett Johansson (a Viúva Negra dos Vingadores) na pele da Major Kusanagi.

Apesar de ser uma obra única, no começo dos anos 2000, Masamune Shirow voltou ao universo da Major Kusanagi nos mangás. Lançou The Ghost in the Shell 2.0 e, depois, a versão 1.5 de sua obra original de 1989. Essas duas bandas desenhadas serão publicadas em breve pela JBC Portugal.

Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980, como o mangá Akira e o filme Blade Runner - O Caçador de Andróides, o cenário escolhido por Masamune Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, em que a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual. É nesse universo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Secção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko é uma ciborgue altamente treinada, que tem como missão desvendar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches. Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de facto, um ser vivo. E foi exactamente essa mistura de ficção científica, acção e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

Masamune Shirow é um dos mangakás mais proeminentes do movimento cyberpunk que tomou o Japão nos anos 1980. Nascido em 1961, em Kobe, começou sua carreira em 1983 com o título Black Magic. A partir de 1985, contabilizou grandes sucessos do gênero como Dominion e Appleseed. Shirow viria a publicar sua obra mais famosa em 1989. The Ghost in the Shell tornou-se um sucesso mundial, sendo adaptado em filmes animados para o cinema e para séries de TV e vídeo.
Dois anos depois do lançamento de The Ghost in the Shell, Masamune Shirow lançou Orion.

Major Motoko Kusanagi - é a principal agente da Secção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko foi altamente treinada para combates e, por ser uma ciborgue, possui algumas habilidades especiais como força, agilidade e inteligência sobre-humanas, além da capacidade de camuflagem.
Batou - é o braço direito de Motoko, o grandalhão está sempre dando cobertura para a sua comandante quando em missão. Não chega a ser um ciborgue, mas também possui próteses robóticas.
Chefe Daisuke Aramaki - é o Chefe da Secção 9 e comandante de Motoko. É ele quem dá à Major as mais complexas missões enquanto lida com a política interna do Governo. Apesar de não gostar de demonstrar, preocupa-se muito com a integridade de sua equipa.
O Mestre dos Fantoches  é o lendário super hacker que comete crimes cibernéticos. Ninguém sabe quem ele é ou se existe de verdade. É caçado por Motoko e pela Secção 9.

The Ghost in the Shell, Masamune Shirow, JBC Portugal, 352 pp. (62 a cores), capa flexível com sobrecapa, 34,99€

Jean-François Charles - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Pont-à-Celles, 19 de Novembro de 1952

Jean-François Charles frequenta a Academia de Belas-Artes de Bruxelas, começando a sua carreira como caricaturista. Durante quatro anos assina com o pseudónimo Bof em trabalhos publicados em La Libre Belgique e no La Nouvelle Gazette. Em 1975, ingressa na revista Spirou, desenhando alguns episódios d' As mais belas histórias do Tio Paulo. A sua primeira grande história foi, em 1977, intitulada Les chevaliers du pavé, com textos de Jean-Marie Brouyère e Terence. Em 1978, encontra o argumentista Jean Bucquoy, e com os seus textos ilustra pequenas histórias no Spatial. Em 1982, publica o primeiro episódio da série histórica Pionniers du Nouveau Monde. Em 1988, ilustra a soberba obra da GlénatSagamore. Com textos de Jean Dufaux, desenha a série fantástica Fox. Em 2000, Charles é o desenhador do terceiro episódio de O Decálogo, obra escrita pelo mesmo Dufaux.

Séries publicadas em Portugal:
O DecálogoÍndia Dreams

[actualizado em 10-3-2015]

22 de junho de 2018

Figuras de Tintin #59: Toupeira-de-olhar-penetrante

Toupeira-de-olhar-penetrante é o chefe índio, sachem dos pés-pretos, que teve direito a capa do episódio "Tintin na América". Hergé desenhou-o envergando o seu traje cerimonial, com o toucado de penas de águia, um testemunho da sua valentia.  

A referência da figura encontra-se na vinheta D3 da prancha 20 do episódio "Tintin na América".

Figuras de Tintin #59: Toupeira-de-olhar-penetrante, Éditions Moulinsart com distribuição em Portugal pela Altaya, livro+passaporte+estatueta, 12,90€



Os Vingadores Série II Vol. 8/14 > Nas bancas a partir de 22 de junho

Mais um volume da segunda série da revista Os Vingadores foi hoje para as bancas portuguesas. 

Neste volume os Vingadores estão UNIDOS CONTRA A HIDRA. Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, reivindicou os Estados Unidos para a Hidra. O punhado de heróis que escaparam ao seu ataque inicial descobriu que um Cubo Cósmico está por trás da sinistra mudança de comportamento do Steve Rogers, e que talvez o possam trazer de volta… se as peças que se espalharam do Cubo puderem ser reunidas.
Tony Stark e a sua equipa convenceram Sam Wilson a retirá-los clandestinamente do país, mas o seu destino era mais perigoso do que o que ele deixou transparecer. O Capitão América também está atrás do Cubo e, para conseguirem o primeiro estilhaço, ambas as facções vão ter de lidar com o próprio Ultron.
Enquanto isso, a Viúva Negra e o seu grupo de jovens heróis estão a aproximar-se de um modo menos misericordioso de tratar do próprio Capitão América.

COMICS ORIGINAIS INCLUÍDOS
SECRET EMPIRE: UPRISING (2017) #1 – POR DEREK LANDY, JOSHUA CASSARA
CAPTAIN AMERICA: SAM WILSON (2017) #22 E #23 – POR NICK SPENCER, SEAN IZAAKSE E JOE BENNETT
SECRET EMPIRE: BRAVE NEW WORLD (2017) #1 – POR PAUL ALLOR, BRIAN LEVEL, JEREMY WHITLEY, DIEGO OLORTEGUI, NICK KOCHER E TANA FORD
SECRET EMPIRE (2017) #4 – POR NICK SPENCER E LEINIL FRANCIS YU

Os Vingadores #8 (de 14), Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Renaud - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Renaud Denauw
(França) Mouscron, 28 de Novembro de 1936

Após ter frequentado o Instituto Saint-Luc de Tournai e diplomar-se em litografia, Renaud trabalha para a editora Arédit, onde adapta a BD várias obras literárias. Na companhia de Jean-Marie Brouyère, cria, em 1977, a série Aymone para a revista Spirou. Para este semanário, desenha Myrtille, Vidpoche et Cabochard, imaginados por Mittei. Em 1980, colabora com a revista Tintin, onde desenha Trio de Damas e Platon, Torloche et Coquinette. Novamente com Jean Dufaux, concebem, em 1987, a série Jessica Blandy para a editora Novedi.  Em 1991, realizam o primeiro episódio da série Santiag e, em 2005, a série Vénus H..

Séries publicadas em Portugal:
Jessica BlandyTrio de Damas

[actualizado em 27-12-2014]

21 de junho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O fantasma de Gaudí

Já está nas bancas o 3º volume da colecção de 2018 da Novela Gráfica da editora Levoir, distribuído com o jornal Público, "O Fantasma de Gaudí" de El Torres e Jesús Alonso Iglesias. Originalmente publicada em Espanha em 2015 pela Dibbuks, a obra obteve o Prémio de Melhor Livro de Autor Espanhol no Salón del Cómic de Barcelona 2016. 

Sinopse da obra:
A cidade de Barcelona serve de pano de fundo para O Fantasma de Gaudí. Antonia, uma empregada de supermercado, salva um idoso de ser atropelado e a partir desse momento desencadeia-se uma série de terríveis acontecimentos. As jóias arquitectónicas do artista catalão Antoni Gaudí passam a converter-se num enorme pesadelo para o inspector da polícia Jaime Calvo, quando em lugares como a Casa Vicens, a Casa Bartlló ou o Parc Güell começam a aparecer cadáveres terrivelmente mutilados, de forma estranha e violenta. O assassino permite-se brincar com as suas vítimas, colocando-as de modo a configurar uma encenação macabra e até mesmo a inspirar-se nas técnicas do próprio Gaudí – como os trencadís – para decorar os cadáveres. A polícia está num beco sem saída e Antonia continua a afirmar que viu o fantasma de Gaudí, precisamente no mesmo local onde Gaudí no ano de 1926 tinha morrido atropelado por um eléctrico.. Uma obra com a dose certa de intriga, terror, paixão e loucura num thriller policial.

El Torres é um argumentista, editor e empreendedor espanhol com uma notável trajetória internacional, com especialização em histórias de terror e aventura. Algumas das suas obras mais marcantes foram The Veil, a série Nancy in Hell e The Suicide Forest. A obra El Fantasma de Gaudí valeu-lhe os seguintes prémios: Melhor Argumentista na ExpoCómic e Melhor Obra Nacional no Salón de Barcelona 2016. El Torres, decidiu criar a sua própria empresa com o nome de “Amigo Comics”, onde lançou trabalhos de terror e fantasia como: The Westwood Witches, Rogues!, Roman Ritual e Ghost Wolf.

Jesús Alonso Iglesias, nascido em 1972, é licenciado em Belas Artes pela Universidade de Madrid. Trabalhou no estúdio de José María Álvarez, colaborando com diferentes editoras. Mais tarde, fez parte da equipa de pré-produção no estúdio de animação Milímetros S.A. durante cinco anos fazendo storyboards, layouts e designs, tanto em séries de televisão (Pippi Calzaslargas, Renade, Street Sharks, Todos los perros van al cielo…) como em longas-metragens (Los tres Reyes Magos, La Colina del Dragón). Foi chefe de pré-produção na Fanciful Arts Animation S.L. para séries de televisão (Altair) e como artista de layout para o longa-metragem El Cid. No ano de 2002 torna-se freelancer, dedicando-se à ilustração. Desde então, vem colaborando com diversas editoras, produzindo livros didácticos para Bruño, MacGraw Hill, Pearson Educación e Grupo Anaya. Finalmente, inicia-se em projectos de BD para editoras espanholas e francesas. Venceu o Prémio de Melhor Livro de Autor Espanhol no Salón del Cómic de Barcelona 2016 com El Fantasma de Gaudí, sendo o seu trabalho mais recente Los Dalton.

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O Fantasma de Gaudí, El Torres e Jesús Alonso Iglesias, Levoir, 120 pp., cor, capa dura, 10,90€

Malik - Ensaio de quadriculografia portuguesa

William Tai
Desenhador, Argumentista
(França) Paris, 2 de Janeiro de 1948

Nascido em Paris, Malik passa a sua juventude na Indochina, emigrando em seguida para a Bélgica. Inscreve-se na Academia Real de Belas-Artes de Bruxelas e inicia-se na revista Tintin, passando a partir de 1970 a trabalhar para a revista Spirou. Colabora n' As mais belas histórias do Tio Paulo (argumentos de Octave Joly) e cria com Jean-Marie Brouyère, em 1971, a série Archie Cash. Ainda com Brouyère e Terence, cria a série Blue Bird em 1982. Além das séries realistas, Malik também tem uma carreira como desenhador humorístico: Big Joe (argumento de Bom), La raque à mal (textos de Benoît), Plombier e La vie secrète des poubelles (argumento de Dugomier).

Séries publicadas em Portugal:
Archie Cash

[actualizado a 26-1-2015]

20 de junho de 2018

Top das vendas de BD em França de 4 a 10 de Junho

1º lugar (=) [2ª semana]
Seuls #11: Les Cloueurs de nuit
Bruno Gazzotti, Fabien Vehlmann
DUPUIS

2º lugar (novo)
XIII Mystery #12: Adam Smith
Philippe Buchet, Daniel Pecqueur
DARGAUD

3º lugar (-1) [3ª semana]
Retour sur Aldébaran #1: Épisode 1
Leo
DARGAUD


Jean-Marie Brouyère - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Peer, 16 de Novembro de 1943 - 10 de Dezembro de 2009

Após os estudos no Instituto Saint-Luc de BruxellesBrouyère ingressa na revista Tintin com as séries Onomatopax (1966) e Tufutu (1969) e na revista Spirou com Al Allo (1971). Como argumentista, trabalha, entre outros, com Malik em Archie Cash (1971), Eddy Paape com Tommy BancoSirius em L'Epervier Bleu (1973). Em 1980, abandona a banda desenhada.

Séries publicadas em Portugal
Archie Cash, Tufutu


One-shots publicados em Portugal:

  • A mudança, Tintin #24/1º ano
  • Jogo estragado, Tintin #43/1º ano
  • O sol para Jerónimo (Le soleil pour Jérôme), 1968, Tintin #45/1º ano
  • Engarrafamento (Embouteillage), 1968, Tintin #47/1º ano
[actualizado a 26-1-2015]

19 de junho de 2018

Deadpool Minissérie Vol. 4/4 > Nas bancas desde 19 de junho

E aí está o último volume da minisérie Deadpool.

Sinopse do volume:
DIVÓRCIO LITIGIOSO. Que a relação da Shiklah com o Deadpool não estava bem… já nós sabíamos. Que a mulher de Deadpool já tinha esventrado Wade de todas as formas e feitios, também já tinhamos lido em várias das aventuras anteriores. Agora que a Shiklah, além de ter a sua cama sempre ocupada com todo o tipo de espécies, viria a invadir Nova Iorque com a sua legião de monstros, é que foi uma novidade capaz de colocar em causa o futuro da humanidade. Uma das maiores sagas independentes de Deadpool é assim publicada pela primeira vez em Portugal, num arco completo que testa mais uma vez a capacidade do nosso herói desbocado em, constantemente, fazer aquilo que não está correto.

O volume 4 inclui:
DEADPOOL (2016) #28 e #29 — POR GERRY DUGGAN E SALVA ESPIN
SPIDER-MAN/DEADPOOL (2016) #15 E #16 – JOSHUA CORIN ESCOTT KOBLISH
DEADPOOL & THE MERCS FOR MONEY (2016) #9 E #10— POR CHRISTOPHER HASTINGS E IBAN COELLO

Deadpool #4, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Donald #5 nas bancas

O quinto número da revista Donald da editora portuguesa Goody já está disponível para venda. Eis o sumário para este número:

SUPERPATO O TEMPO FOGE
Texto de Tito Faraci
Desenhos de Emilio Urbano, Ettore Gula, Graziano Barbaro, Nicola Tosolini, Roberta Migheli e Stephano Turconi

SAL QUANTO BASTE
Texto de Francesco Artibani
Desenhos de Corrado Mastantuono

EVRONIANOS

DONALD E A CASA ASSOMBRADA
Texto de Rune Meikle
Desenhos de Miguel Fernandez Martinez

ZÉ CARIOCA A INCONTORNÁVEL GARGALHADA
Desenhos de Fernando Bonini

Donald #5, Goody, 128 pp.,cor, capa flexível, 2,50€

Jaime Brocal-Remohi - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista 
(Espanha) Valência, 11 de Junho de 1936 - Valência, 30 de Junho 2002

Brocal-Remohi inicia a sua carreira profissional com 18 anos, desenhando Orjitas y Conchi Los Cuentos de Triblin para o periódico Peques. Contribui, também,  para colecções como Lirio (Editorial Maga) e Lili (Editorial Ferma), antes de juntar-se ao argumentista Arizmendi para fazer adaptações em BD de clássicos de Júlio Verne, como  Da Terra à Lua para a editora Valenciana. Em 1960, cria o seu primeiro herói de fantasia heróica, Katan. Segue-se Ogan, criado com o argumentista Mariano Hispanio, em 1966. A partir de então, Brocal dificilmente deixará a chamada heroic-fantasy. No início dos anos 70, cria Kronan, uma série publicada na revista Trinca, realizando, também,  histórias para as revistas de terror James Warren dos EUA. Cria várias histórias para as revistas Creepy e Eerie, assim como a série The Mummy Walks. Em 1974, cria com Victor Mora um outro herói bárbaro, Arcane, para a revista francesa Pilote. Dois anos depois, Brocal e o escritor Claude Moliterni criam Taar, publicado pela Dargaud. Para a mesma editora, desenha capas de livros como Gandhi e Lawrence da Arábia. Em 1978, faz uma adaptação em BD de O Último dos Moicanos, que é publicado por várias editoras europeias. Ilustra histórias de Tarzan e O Santo para o mercado sueco. Brocal continua a desenhar os álbuns da Taar para a Dargaud até 1988, deixando a editora por incompatibilidades com a nova estratégia da empresa.

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Vento do deserto, Águia [1ª série] #46
[actualizado em 6-3-2015]

18 de junho de 2018

Revistas da Marvel da Panini Brasil nas bancas portuguesas em Junho




Mel Graff - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Melvin Graff
Desenhador, Argumentista
(EUA) Cleveland, 1907 - Orlando, 1 de Novembro de 1975

Graff publica as suas primeiras ilustrações no Tatler, o jornal da West Technical High School de Cleveland, instituição que frequenta, antes de ingressar nos transportes ferroviários. Nos anos 30, entra na Newspaper Enterprise Association. Em 1934, instalado em Nova Iorque, desenha The Adventures of Patsy para a Associated Press. Em 1940, sucede a Austin Briggs em Agente Secreto X-9, com argumentos de Robert Storm. Em 1960, abandona a série e dedica-se, esporadicamente, a ilustrações para publicidade.


Séries publicadas em Portugal:
Agente Secreto X-9

[actualizado em 1-1-2015]

17 de junho de 2018

Austin Briggs - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador
(EUA) Humbolt, 8 de Setembro de 1908 - (França) Paris, 10 de Outubro de 1973

Briggs estuda na Wicker Art School em Detroit, ingressando, depois, na Arts Students League de Nova Iorque. Paralelamente, faz ilustrações para o Dearborn Independent dos automóveis Ford. Em 1936, torna-se assistente de Alex Raymond em Flash Gordon, onde desenha cinco pranchas em 1938. De 7 de Novembro de 1938 a 4 de Maio de 1940, sempre na companhia de Raymond, ilustra Agente Secreto X-9. A King Features Syndicate incube-lhe a prancha dominical de Flash Gordon, que a desenha entre 27 de Maio de 1940 e 29 de Maio de 1944. Em 1941, assume a série Spy Smasher. Em 1948, abandona a BD para se dedicar à ilustração. 


Séries publicadas em Portugal:
Agente Secreto X-9

[actualizado em 1-1-2015]

16 de junho de 2018

Eric Bradbury - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Inglaterra) 4 de Janeiro de 1921 - Maio de 2001

Estuda na Escola de Arte de Beckenham e serve a RAF na 2ª Guerra Mundial. Após o conflito, trabalha na Gaumont-British Animation, onde conhece artistas como Mike WesternRon SmithBill HolroydHarry Hargreaves e Ron "Nobby" Clark. Quando o estúdio encerra em 1949, Bradbury é convidado para trabalhar na revista Knock-Out, começando com tiras humorísticas das séries Blooson e Our Ernie. Contudo, especializa-se em séries de aventuras, nomeadamente, westerns como Lucky Logan. A partir dos anos 60, desenha séries como Mytek the MightyThe House of Dolmann e Arqueiro Negro para a Valiant, Phantom Force 5The Leopard from Lime Street Maxwell Hawke para a Buster, Von Hoffman's Invasion para a Jet e Cursitor Doom para a Smash!.

Séries publicadas em Portugal:
Adam Eterno, Arqueiro Negro, Kit Carson

[actualizado em 2-1-2014]

15 de junho de 2018

Hop! #157

Chegou-me o primeiro número de 2018 da revista trimestral francesa de estudos e informação bedéfila Hop!.  O convidado deste número datado de Março é o francês Jean Cezard. com uma extensa biografia e a habitual bibliografia francesa. Além de variada informação sobre o mundo editorial, continua o estudo da série Scorchy Smith, um clássico dos comics americanos.

Hop! #157, A.E.M.E.G.B.D., mars 2018, 64 pp., p&b, 8,00€

X-Men Série I – Vol. 07 > Nas bancas desde 15 de junho > SPREADS

IMPÉRIO SECRETO CHEGA AOS MUTANTES
O impacto de ter um agente infiltrado da Hidra aos comandos da S.H.I.E.L.D., e a decidir os destinos dos Estados Unidos, está a atingir a comunidade mutante como seria de esperar. Steve Rogers, através de um regime totalitário e impiedoso, colocou já os Inumanos em centros de detenção espalhados pelo país e negociou com Emma Frost (que tenta evitar a todo o custo ter o mesmo destino dos Inumanos) a criação de uma nova nação soberana para todos os mutantes - Nova Tian. Steve Rogers quer sobretudo ganhar tempo e não abrir demasiadas frentes de batalha nesta altura, mas os planos da Hidra para Nova Tian estão longe de ser pacíficos... restando agora saber qual será a resposta dos Heróis mutantes a tudo o que se está a passar com este Capitão América.

INCLUI:
X-MEN: GOLD (2017) #7 – POR MARC GUGGENHEIM E KEN LASHLEY
X-MEN: BLUE (2017) #7 – POR CULLEN BUNN E CORY SMITH; ASTONISHING
X-MEN (2017) #1 - POR CHARLES SOULE E JIM CHEUNG
OLD MAN LOGAN (2016) #17-18 – POR JEFF LEMIRE E ANDREA SORRENTINO

X-Men (Série I) #07, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Michel Blanc-Dumont - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador
(França) Saint-Armand-Montrond, 7 de Março de 1948

Após uma educação em artes aplicadas, Michel Blanc-Dumont trabalha com o seu pai, durante três anos, restaurando pinturas e objectos de arte. Durante este período, desenvolve uma paixão pelo western e os nativos americanos. Em 1973, Dumont começa a fazer algum trabalho em BD, publicando na Phénix. Contudo, a sua carreira inicia-se, realmente, em 1974 com a série de western Jonathan Cartland, tendo argumentos de Laurence Harlé, para a Lucky Luke Magazine. A série, hoje classificada como uma das melhores do género, continua na Pilote e na Charlie Mensuel.
Além de Jonathan CartlandBlanc-Dumont faz várias ilustrações para publicidade e capas de livros e colabora em revistas da Bayard Presse. O seu trabalho de ilustração foi recolhido no álbum L'Univers de Blanc-Dumont, em 1984, enquanto as suas curtas histórias em BD foram reunidas no álbum Courtes-Métrages um ano depois (ambos publicados pela Dargaud). Blanc-Dumont inicia uma segunda série, Colby, com Greg para a Dargaud em 1991. Em 2000, assume de Colin Wilson a série A Juventude de Blueberry (textos de François Corteggiani).

Séries publicadas em Portugal:
ColbyJonathan Cartland

One-shots publicados em Portugal:
  • Marilyn Monroe (Marilyn Monroe : A Girl's Best Friend), 1985, Blanc-Dumont, Dufaux, Selecções BD (2ª série) #15
[actualizado em 16-12-2014]

14 de junho de 2018

Top das vendas de BD em França de 28 de Maio a 3 de Junho de 2018

1º lugar (novo) [1ª semana]
Seuls #11: Les Cloueurs de nuit
Bruno Gazzotti, Fabien Vehlmann
DUPUIS

2º lugar (-) [2ª semana]
Retour sur Aldébaran #1:Épisode 1
Leo
DARGAUD

3º lugar (novo) [1ª semana]
Walking Dead HS: Negan
Charlie Adlard, Robert Kirkman
DELCOURT

Colecção Bonelli #10: Dylan Dog - Os inquilinos arcanos

E já estás nas bancas o último desta colecção dedicada aos heróis da editora italiana Bonelli.

Depois de ter protagonizado o terceiro volume, com o clássico Johnny Freak, Dylan Dog regressa para encerrar esta colecção, num volume que recolhe três histórias curtas a cores. A primeira, "Os Inquilinos Arcanos", é uma história em três capítulos autónomos, mas que se completam, publicada originalmente na revista Comic Art. Assinada por Tiziano Sclavi, o seu criador e por Corrado Roi, um dos melhores desenhadores da série Dylan Dog, "Os Inquilinos Arcanos" centra-se nos estranhos fenómenos que afectam um edifício em Londres, o condomínio Castevet.

Apesar do número reduzido de páginas, todos os elementos que caracterizam o trabalho de Sclavi estão presentes de forma concentrada, começando pelo humor negro, o toque surreal e as homenagens e citações. Ilustrada por Corrado Roi, cujo fabuloso trabalho é perfeito na criação do ambiente opressivo, esta história em três partes tem também a singularidade de ser umas das raras aventuras de Dylan Dog em que este troca a habitual camisa vermelha, que se tornou a sua imagem de marca, por uma simples camisa branca.

As outras duas histórias que completam esta edição, foram publicadas na revista Dylan Dog Color Fest. "O Grande Nevão", assinala a estreia do argentino Enrique Breccia ("A Vida de Che") na Bonelli, aproveitada pelo argumentista Luigi Mignaco para fazer uma bela homenagem à mais importante BD argentina, El Eternauta, de Oesterheld e Solano Lopez.

Finalmente, em "Bailando com um Desconhecido", Nives Manara ilustra uma história de fantasmas escrita por Barbara Baraldi. Uma história com uma sensibilidade bem feminina, escrita por uma fã de Dylan Dog que se tornou uma das principais argumentistas da série e ilustrada com uma delicadeza também feminina por Nives Manara, a irmã mais nova de Milo Manara.

Colecção Bonelli #10: Dylan Dog – Os Inquilinos Arcanos, Tiziano Sclavi, Luigi Mignaco, Barbara Baraldi, Corrado Roi, Henrique Breccia e Nives Manara, Levoir, 120 pp., cor, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

Jean Dufaux - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(Bélgica) Ninove, 7 de Junho de 1949

Jean Dufaux é um escritor prolífico de BD. Fascinado por cinema, frequenta cursos de artes cinematográficas, que viria a influenciá-lo posteriormente nos seus argumentos de BD. O primeiro trabalho para BD é para a revista Tintin, com desenhos de  Renaud. Para a mesma revista co-escreve Trio de Damas  com Jean-Luc Vernal para o desenho de Renaud. Em 1987, Renaud Dufaux iniciam a série Jessica Blandy para a editora NovediDufaux expande as suas actividades no final da década de 1980, escrevendo histórias como Melly Brown (arte de Musquera), La Toile et la Dague (arte de Aidans) e, principalmente, a série pós-apocalíptica Beautifica Blues (arte de Griffo). Novamente com GriffoDufaux inicia a série C. Giacomo em 1987. Com Les Enfants de la Salamandre (arte de Renaud), Dufaux traz um elemento de fantasia à sua obra, que, mais tarde, continua em Les Jardins de la Peur (arte de Eddy Paape Sohier). Lança quatro novas séries no início da sécada de 1990: Chelsy (arte de Joris), Avel (arte de Durieux), Fox (arte de J. F. Charles) e Santiag (arte de Renaud).

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Marylin Monroe (Marilyn Monroe : A Girl's Best Friend), 1985, Blanc-Dumont e Dufaux, Selecções BD (2ª série) #15
  • Sade (Sade l'aigle mademoiselle), 1991, Griffo e Dufaux, Bertrand Editora [1994] 
  • Hemingway - Morte de um leopardo (Hemingway - Mort d'un léopard), 1992, Malès e Dufaux, Bertrand Editora [1995]
  • Pasolini - Pig! Pig! Pig! (Pasolini - Pig! Pig! Pig!), 1993, Rotundo e Maximo, Dufaux, Bertrand Editora [1994]
[actualizado em 30-11-2014]

13 de junho de 2018

Kids por Arno

O Fandaventuras de Junho recupera o álbum "Kids" dos franceses Arno e José-Louis Bocquet de 1985.  O presente álbum reúne oito histórias que nos contam o mundo difícil de algumas crianças, infelizmente, bem presente nos dias de hoje.

Quem estiver interessado, pode encomendar o fanzine, endereçando o seu pedido gussy.pires@sapo.pt.

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #2: Aqui mesmo

Hoje é dia de ir para as bancas mais um volume da colecção Novela Gráfica, uma edição da parceria Levoir/Público. "Aqui mesmo" é um título do volume ilustrado pelo francês Jacques Tardi. O argumentista  é  Jean-Claude Forest, criador de Barbarella.

"Aqui Mesmo", conta a história surreal e satírica de Arthur Même, que foi despojado das suas terras que lhe foram usurpadas pelos primos sem escrúpulos. Depois de numerosas disputas consegue recuperar os muros da propriedade onde passa a viver. E é ali, no alto daqueles muros que mantém a sua posição estratégica, possuidor das chaves que abrem e fecham todas as portas e portões da propriedade e, com a ajuda de um célebre e caro advogado, que espera recuperar a totalidade das suas terras.

"Aqui Mesmo" foi um dos títulos fundadores da revista francesa (À Suivre) em 1978, tendo feito a capa do primeiro número e vencido o prémio de melhor argumento no Festival de Angoulême de 1980.

A parceria destes  dois grandes artistas, Tardi/Forest, resultou numa das obras mais originais de toda a história da BD.

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #2: Aqui mesmo, Jacques Tardi e Jean-Claude Forest, Levoir, p&b, 208 pp., capa dura, 10,90€

Laurence Harlé - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(França) Paris, 15 de Abril de 1949 - Paris, 4 de Junho de 2005

Finalizados os estudos secundários, Harlé estagia em diversos jornais. Em 1974, cria para a revista Lucky Luke, sob o pseudónimo Kikapoo, a personagem de Jonathan Cartland, desenhada por Michel Blanc-Dumont. Em 1981, escreve Reste-il du miel pour le thê? para o desenho de Patrick Lesueur. Paralelamente e, novamente, com Blanc-Dumont, escreve algumas histórias curtas para Courts Métrages. De 1981 a 1986, escreve uma obra sobre a Cavalaria Americana, ilustrada por Jean Marcellin. Em 1991, realiza o argumento de Les yeux de cendre, desenhado por Rémy Brénot. A partir de 1992, adapta várias obras literárias para Je bouquine, ilustradas por André Juillard, Frank Le Gall, Francis Carin e Son.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 26-12-2014]

12 de junho de 2018

Deadpool Minissérie Vol. 3/4 > Nas bancas desde 12 de Junho

SER OU NAO SER MADCAP. Steve Rogers, o velho Capitão América, acaba de vez com o Esquadrão de Unidade dos Vingadores para se concentrar no seu maquiavélico plano da Hidra, que acaba por envolver todos os super-heróis… mesmo os desbocados. Mas não ser Vingador deixa Wade, o nosso querido Deadpool, com mais tempo para a sua família… ou melhor, deixaria se não existisse um tal de Madcap a assombrar cada um dos seus passos. Como se não bastasse tudo isto a relação com a bela Shiklah continua pautada por múltiplos momentos românticos, que acabam na sua generalidade com Deadpool a ser esventrado com o primeiro objecto encontrado pela Rainha dos Demónios. Ah, e ainda falta a sua filha, que teima em não reconhecer Deadpool como pai. Aguentará Deadpool tamanha pressão ou entrará numa espiral assassina?
Esperem… isto é um livro do Deadpool. Ele vai entrar numa espiral assassina por certo.

Este volume inclui:
DEADPOOL (2016) #21 a #24, #26 a #27 — POR GERRY DUGGAN, MATEO LOLLI, PAOLO VILLANELLI, SCOTT HEPBURN, SEAN IZAAKSE e SALVA ESPIN

Deadpool #3, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Tio Patinhas #5 nas bancas

O sumário deste número é o seguinte:

O MEU DÉCIMO SÉTIMO MILHÃO
Texto de Fausto Vitaliano
Desenhos de Ettore Gula

DEPOIS DO FIM

AS MENSAGENS SOBRE CERA
Texto de Bruno Sarda e Giorgio Figus
Desenhos de Giulio Chierchini

CHARLESTON
Texto e Desenhos de Enrico Faccini

DONALD CANTOR INTERGALÁCTICO
Texto de Gérson L. B. Teixeira
Desenhos de Eli Marcos M. Leon

DUCKTALES PARA TRÁS NO TEMPO… POR DEZ CÊNTIMOS
Texto e Desenhos de Don Rosa

MAGA PATALÓJIKA E A SUPERPOÇÃO
Texto de Ivan Saidenberg
Desenhos de Verci de Mello

Tio Patinhas #5, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 2,50€

Jordi Bernet - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Espanha) Barcelona, 14 de Junho de 1944 

Jordi inicia-se na banda desenhada, muito novo, apenas com quinze anos, por razões financeiras, na célebre revista espanhola Pulgarcito, com uma história humorística criada por seu pai, Miguel Bernet (faleceria um ano depois, em 1960) Doña Urraca. Responsável pelo sustento da sua família, Jordi decide, a partir de 1962, enveredar por um estilo realista, mais próximo dos seus inspiradores, Hal Foster, Milton Caniff e Alex Raymond.

Em 1965, Bernet é contratado pela revista belga Spirou, onde inicia, com argumento do seu tio Miguel Cussó, a série Dan Lacombe, publicada também em Espanha na revista Chicos. Substitui Jesus Blasco em Paul Foran, com argumentos de José Larraz.
Divergências entre o artista e a editora Dupuis (proprietária da Spirou) fazem cessar a colaboração em 1976. Volta-se para o mercado alemão, onde já colaborava com Cussó com Wat 69, uma heroína sexy e humorística, e Andrax, uma série de ficção científica.
Mas é em 1982 que Jordi Bernet adquire notoriedade ao assumir a série Torpedo, substituindo Alex Toth, com textos de Henrique Abuli, para a revista espanhola Creepy. Em 1985, lança Survan Metropol com argumentos de Antonio Segura. No mesmo ano, desenha Custer, um "one-shot" biográfico e, três anos mais tarde, com Carlos Trillo, a série Light and Bold.
A partir dos inícios dos anos noventa, Bernet concentra as suas actividades nos mercados italiano e espanhol, iniciando, entre outros trabalhos, a série Clara da Noite, com textos de Trillo Eduardo Maicas. Desenha, sobre um texto de Cláudio Nizzi, um episódio de Tex Willer ("L'Uomo de Atalanta"), além de uma aventura de Batman e a trilogia de Jonah Hex.
Em 1986, recebe em Angouleme, o prémio de Melhor Álbum Estrangeiro por Torpedo: Chaud Devant.

Séries publicadas em Portugal:


One-shots publicados em Portugal:

  • Regulus, Jornal do Cuto #170 
[actualizado em 17-12-2014]

11 de junho de 2018

Claude Moliterni - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(França) Paris, 21 de Novembro de 1932

Além de argumentista, Moliterni é jornalista e editor de publicações, além de um estudioso da banda desenhada. Em 1964, é o presidente da SOCERLID, uma associação que se dedica ao estudo da BD. Dois anos mais tarde, cria a Phénix, uma das primeiras revistas de estudos da 9ª arte, sendo redactor-chefe até 1977. Em 1967, é o comissário da exposição Bande Dessinée et figuration narrative no Museu de Artes Decorativas de Paris. É um dos precursores do Salão de Lucca e do Salão de Angoulême. No âmbito do estudo da banda desenhada, escreve, entre outras, a Encyclopédie de la bande dessinée e a Histoire mondiale de la bande dessinée. É director literário da editora Dargaud. Na faceta de argumentista de BD, cria Scarlett DreamAgar Orion para Robert Gigi. Em 1968, escreve a série Amik para Claude le Gallo para a revista Tintin. Em 1976, lança Taar com desenhos de Brocal-Remohi e a série policial Harry Chase com Walter Fahrer. A partir de 1977, com desenhos de Jesus Blasco, adapta a Bíblia à banda desenhada, a  Histoire du socialisme com Paul Gillon e a biografia de Charles de Gaulle com Victor de la Fuente. Em 1986, escreve Os Patriarcas para Brocal-Remohi  e Hérode para Jean-Marie Ruffiaux. Em 1990, com Pierre Dupuis Thierry Roland concebe A Aventura Olímpica.

Séries publicadas em Portugal:


[actualizado em 6-3-2015]

10 de junho de 2018

Victor Mora - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(Espanha) Barcelona, 6 de Junho de 1931


Victor Mora inicia a sua carreira profissional aos vinte anos com trabalhos de tradução para uma editora, em Barcelona. Depois, vira-se para o jornalismo e à escrita de romances. Só em 1956, se inicia na BD, sob o pseudónimo de Victor Alcazar, na escrita de argumentos para a série Capitan Trueno, desenhada por Ambros. De imediato, Mora começa a escrever para séries de importantes artistas espanhóis, como Francisco Hidalgo (Doctor Niebla), Carlos Giménez (Delta 99) e Victor de la Fuente (Sunday).
Novamente com Giménez, escreve, em 1969, a série de ficção científica Dani Futuro, publicada em Espanha na Gaceta Junior, mas também em França, na revista Tintin. Sucede-se Supernova para José Bielsa e El Corsario de Hierro para Ambros. Em 1973, começa a trabalhar para o mercado francês, começando na revista Pilote, com a série Arcane com o desenhador Brocal RemohíLes Chroniques de l'Innommé com Luis Garcia e outras histórias com Aldoma Puig e Longaron.
Para a revista Pif, escreve Amicalement Votre, ilustrado por Raphaël Marcello. Em 1979, é a vez de Felina para Annie Goetzinger, publicado em revistas como a Circo, Pilote e Charlie Mensuel. Neste mesmo ano, Victor Mora escreve a história do primeiro Gigantik para José Maria Cardona. Ao longo da década de 80, cria séries para Alfonso Font (Sylvestre Tequila Bang), Antonio Parras (Os Inoxidáveis) e Victor de la Fuente (Os Anjos de Aço). Em 1986, revive a sua primeira série de BD, El Capitán Trueno, desta vez ilustrado por Jesus Blasco, L. Bermejo, J. Redondo e, posteriormente, J. M. Burns .

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Paraíso perdido, C.  Gimenez e Mora, O Mosquito (5ª série) #11
  • O planeta do terror, Romeu e Mora, Flecha #25 a #37 (inc.)
[actualizado em 29-12-2014]

9 de junho de 2018

Terry e os piratas #18: Tafty na guerra

José Pires continua a recuperação em português da série Terry e os Piratas através do seu fanzine FandClassics. Neste mês de Junho é editado o 18º episódio da saga de Milton Caniff, intitulado "Tafty na guerra". As encomendas devem ser feitas para o mail habitual gussy.pires@sapo.pt.

Jesus Blasco - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Montero
Desenhador, Argumentista
(Espanha) Barcelona, 3 de Novembro de 1929 - 21 de Outubro de 1995

Jesús Blasco inicia a sua carreira em 1935 na versão espanhola do Journal de Mickey. Nos anos 50, trabalha para várias publicações espanholas, criando a personagem do Cuto. A partir dos anos 60, ingressa na agência L’International, criando Mão de Aço com argumentos de Tom Tully para a revista inglesa Valiant. No anos 70, publica vários episódios de Paul Foran e de Os Guerrilheiros na revista Spirou, antes de trabalhar com Claude Moliterni na adaptação da Bíblia para a editora Dargaud. A partir de 1987, trabalha com Sérgio Bonelli  nas séries Tex Willer Capitan Trueno com o argumentista Victor Mora.

Séries publicadas em Portugal:
Anita Diminuta, Arco Negro, Billy the Kid, Buck Jones, Bufalo Bill, Cuto, Dan Jensen, Dick Turpin, Garra d'Aço, Guerrilheiros (Os), Homem Indestrutível (O), Jim Terível, John Drake, Kansas Kid, Kirk Fallon, Les Tarron, Marcela, Odinson o Viking, Pandilha (A), Paul Foran, Rob Riley, Robin dos Bosques, Ross Fletcher, Texas Jack

One-shots publicados em Portugal:
  • Alice no país das maravilhas, Almanaque «O Mosquito» de 1987
  • Wyatt Earp, Enciclopédia «O Mosquito» #4
  • Ao longo do canal, Mundo de Aventuras (2ª fase) #363
  • O planeta misterioso, Jaguar #2
  • A cabeça do rei, Jaguar #3
  • Jim Terrible, Jaguar #5
  • Justice Ghost, Jornal do Cuto #121
  • Os ratos, Jornal do Cuto #142
  • Hugo de Tolosa, Jornal do Cuto #137
  • A vingança de Martin Conisby, Jornal do Cuto #133 a #147
  • O fugitivo, Jornal do Cuto #169
  • O tesouro de Black Bartlemy, Jornal do Cuto #115 a #132
  • O fantasma de Forest, Jornal do Cuto #54 a #86
  • Um grande chefe índio, Jornal do Cuto #133
  • Um longo caminho, Jornal do Cuto #68 a #93
  • O homem invisível, Jornal do Cuto #12 a #24
  • Os monstros do espaço, Jornal do Cuto #1 a #34
  • Alexandre, o Grande, Jornal do Cuto #131
  • Um caso de ciúme, Jornal do Cuto #154
  • Jacky, o estripador, O Mosquito (5ª série) #5
  • Uma aventura de Smiley O'Hara, Mundo de Aventuras (1ª fase) #192 a #214
  • Uma aventura na Índia, Mundo de Aventuras (1ª fase) #214 a #228
  • No país do ouro negro, Diabrete #126 a #141
  • A esquadrilha da morte ou 3 homens contra o império, Diabrete #145 a #178
  • O tesoiro misterioso, Diabrete #157 a #175
  • O segredo das montanhas azuis, Diabrete #178 a #194
  • O tenente invisível, Diabrete #653 a #671
  • Aventuras do coelhinho negro, Diabrete #831 a #887
  • Os dois irmãos, Biblioteca do Mundo de Aventuras #2
  • Bravo Jim, Titã (Fomento) #1 a #19
  • Dunkerque, Titã (Fomento) #1 a #12
  • Shot Basky, Titã (Fomento) #3 a #11
  • Samurai, o terrível, Titã (Fomento) #13 a #19
  • A caminho de Nevada, Titã (Fomento) #20 a #42
  • A filha de Montezuma, Álbum Portugal Press [1976]
  • Histórias Eróticas, Brochura Portugal Press
[actualizado em 10-3-2015]

8 de junho de 2018

Madoka Machina #6

Chegou ao fim a série Madoka Machina de André Pereira com a chancela Polvo.

Sinopse:
A IV Revolução Industrial já passou. Democratizou-se a magia recorrendo a várias aplicações para smartphone e a transmutação do Mercado numa senciência digital unificou a sociedade através da tecnologia: todos nascem iguais e com acesso à internet. Madoka Machina acompanha a relação amorosa de uma tríade de jovens adultos que tenta integrar-se numa sociedade onde o Estado foi chutado para canto e o assalariado é um ser em vias de extinção no mercado de trabalho. No derradeiro número da minissérie, Ismael e Leandro conversam na relva enquanto esperam por Leonor que, em desespero de causa e à força de comprimidos, perde a noção do tempo ao tentar cartografar o seu passado. Desta vez, as 16 páginas não se dividem em capítulos, acompanhando o afundar da personagem de uma assentada, sem interrupções, reverberando apenas pontualmente ao ritmo de memórias passadas.

Madoka Machina #6, André Pereira, Polvo, 16 pp., p&b, 4,00€

Harrow County #4: Laços de Família

Neste quarto volume da série Harrow County, numa edição da portuguesa G. Floy, Emmy acredita que é única, que não há mais ninguém no mundo com as suas... potencialidades. Mas, quando começam a chegar uma série de estranhos a Harrow County, vai descobrir que estava muito enganada. Mas serão todos estes seres que surgiram de repente, cada um deles dono de estranhas e assustadoras habilidades sobrenaturais... da família dela?

Este volume reúne os números #13-#16 de Harrow County, uma história de terror ao estilo southern gothic, criada pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhada e pintada pelo artista Tyler Crook. 

“Em Harrow County, há sempre algo desconhecido à nossa espera, escondido entre vinhetas e desenhos, a desafiar-nos para o imaginarmos melhor ainda... Uma série que é o epítome da narrativa  cativante.”
- Bounding into Comics

“O tipo de livro que nos faz sempre estar a olhar por cima do ombro e a ligar as luzes à noite.”
- SciFiPulse

Cullen Bunn é um autor de comics americanos, bem conhecido pelas histórias que escreveu para a Marvel, em particular as suas mini-séries de Deadpool, que a G.Floy irá editar já a partir desta Primavera. Como romancista, Cullen Bunn já foi nomeado para o Bram Stoker Award (que distingue a melhor ficção de terror), e como escritor de comics para dois Eisners, um dos quais por Harrow County. Tyler Crook trabalhou durante anos na indústria de videojogos, até ao lançamento, em 2011, de Petrograd, uma novela gráfica escrita por Phillip Gelatt, que marcou a sua estreia na BD. Crook venceu também um Russ Manning Award, um prémio atribuído durante os Eisners, e que premeia o trabalho de um estreante no mundo da BD.

Harrow County foi considerada:
Melhor Série em Continuação 2015
Melhor Escritor 2015
- Horror News Network

Melhor Série em Continuação 2015
Melhor Escritor 2015
- Ghastly Awards

Harrow County #4: Laços de Família, G. Floy, 120 pp., cor, capa dura, 11€

Homem-Aranha Série II Vol.7 > Nas bancas desde 8 de junho

DUO NAS ARCADAS E VENOM
Arcade é um dos vilões mais cómicos da história da Marvel, mas quando se junta a Homem-Aranha e ao desbocado Deadpool, o humor passa a ser totalmente descontrolado.
A dupla mais improvável continua assim em grande, com Wade e Peter Parker a mostrarem que a sua relação pode evoluir para um novo patamar... ou não!
Já o regresso de Venom tem tudo menos humor e, como se esperava, o aracnídeo foi arrastado para confrontos com o temido simbionte. O seu hospedeiro mostra-se cada vez mais violento, em histórias
que nos prendem de princípio a fim.

Inclui:
SPIDER-MAN/DEADPOOL (2016) #21-22 – POR ELLIOTT KALAN E TODD NAUCK
VENOM (2016) #3-6 – POR MIKE COSTA, GERARDO SANDOVAL, JUANAN RAMÍREZ E IBAN COELLO

Homem-Aranha Série II Vol.7, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Zidrou - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Benoît Drouzie
Argumentista
(Bélgica) Anderlech, 12 de Abril de 1962

Zidrou começa, profissionalmente, por ser professor durante seis anos, influenciando os seus futuros argumentos. A sua primeira história publicada (La triste fin du Père Noel), em 1991,  é ilustrada por De Brab na edição de Natal da Spirou . No ano seguinte, funda um estúdio com o seu amigo Falzar e inicia o contacto com editores para colocar os seus inúmeros projectos com o pseudónimo de Potaches. Assim, a partir de 1993, sua produção começa a invadir as páginas da revista Spirou. Os seus argumentos são ilustrados por artistas como Wasterlain, Dan, Godi, Ernst, Clarke, Deliège Evrard, Barata, Fournier, Darasse Bercovici, Glem, Jannin, Saive, Lemaître , Midam, Gazzotti, Mandryka Eric Maltaite, Borrini-, Will, Deth, Arenas, Thiriet, Gauthier, E411, Guilhem, Duclozeau, Piroton, Mazel, Bodart, Bosschaert, Wozniak Plessix, etc.  Em 1992, lança Margot et le Oscar Plauche com o amigo e designer Falzar De Brab.  Em 1995, escreve para Jean-Claude Fournier uma série de gags gastronómicos, Os Canibais, série fortemente temperada com humor negro. Mais tarde, surge O Boss com desenhos de Bercovicci. Para a Dupuis e com  a arte de Godi e, recordando a sua profissão de professor, cria o Menino Boavida.

Séries publicadas em Portugal:
Boss (O)Menino Boavida (O)

[actualizado em 17-12-2014]