14 de agosto de 2018

Griffo - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Werner Goelen
Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Wilrijk, 21 de Maio de 1949

Werner Goelen, que assina com Griffo, forma-se na Academia de Belas Artes de Anvers em 1971. Junta-se ao grupo artístico Ercola e publica as suas primeiras histórias em BD em publicações alternativas, como a Spruit. De 1972 a 1974, trabalha para a Mimo Extra, além de caricaturas de astros do rock em Humo. Também trabalha para a Tintin, onde, por pouco tempo, assume a série Modeste e Pompon. Simultaneamente dedica-se à publicidade.
Regressa à banda desenhada clássica em 1982, com L'Ordre du Dragon Noir, uma aventura de Bob Wilson escrita por Marcus (Danny de Laet) e publicada no Le Monde Illustré. Em 1984, inicia a série futurista S.O.S. Bonheur com Jean Van Hamme na Spirou. A série é publicada como uma trilogia na colecção Aire Libre da Dupuis em 1988 e 1989. Em 1987, trabalha com o argumentista Jean-François Di Giorgio em Munro, uma série policial. Griffo ilustra três episódios, entregando, posteriormente, as tarefas artísticas a André Taymans.
Griffo inicia então uma longa colaboração com o argumentista Jean Dufaux, começando com a série Béatifica Blues na Dargaud, em 1986. A sequência desta série, Samba Bugatti, é publicada pela Glénat, em 1992. Em 1987, Griffo e Dufaux iniciam a série histórica Giacomo C. Na década de 1990, fazem L'Aigle e Mademoiselle para a Glénat, bem como o díptico Monsieur Noir na colecção Aire Libre de DupuisGriffo, em seguida, junta-se com Patrick Cothias e lança a saga histórica Cinjis Quan na Glénat em 1996. Também com Cothias, realiza La Pension du Dr. Eon na colecção Signe da editora Lombard. Em 2000, dá início à série Vlad, com textos de Yves Swolfs para a recolha Troisième Vague da Lombard. Três anos mais tarde, trabalha com Valérie Mangin em Petit Miracle para a Soleil.

Séries publicadas em Portugal:
Modeste e PomponMunro, S.O.S. Felicidade

One-shots publicados em Portugal:
  • Sade (Sade - L'aigle, mademoiselle), 1991, Jean Dufaux e Griffo, Álbum Bertrand Editora [1994]
[actualizado em 10-12-2014]

13 de agosto de 2018

Hugo Pratt - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Hugo Eugenio Pratt 
(Itália) Rimini15 de Junho de 1927 — (Suíça) Grandvaux20 de Agosto de 1995

Filho de Rolando Pratt, militar de carreira, e de Evelina Genero, filha de Eugenio Genero, poeta, que Pratt citará em Corto Maltese na Sibéria. Após uma estadia na Etiópia com a família durante a juventude, a sua vida desenrola-se sobretudo em redor da cidade de Veneza, onde se passam duas das suas histórias: "O Anjo da Janela do Oriente" (in "As Célticas") e "Fábula de Veneza".
No inicio da Segunda Guerra Mundial a família de Pratt encontra-se na África Oriental italiana, onde o pai está alistado na Policia Colonial. Em 1941, com a queda da África Oriental, a família Pratt é internada num campo de concentração em Dire Daua onde o pai virá a falecer em 1942. Um ano depois, Pratt regressa a Itália, graças à intervenção da Cruz Vermelha. Regressado a Itália, em Cittá di Castello, frequenta um colégio militar. Em 1943, na sequência do armistício com a Itália, adere à República Social Italiana e é, por um breve período, membro do Batalhão Lupo da Decima Flottiglia MAS até que a avó o força a voltar. No Outono de 1944, deserta para não ser fuzilado pelas SS, acusado de espião sul-africano. Em 1945, junta-se aos angloamericanos, tornando-se intérprete da armada aliada. Ainda em 1945, em Veneza, começa a organizar espectáculos para as tropas da coligação vencedora.
Mas, rapidamente, se impõe a sua vocação de contar histórias semelhantes às que o acompanharam na infância e juventude: histórias e romances de James Oliver CurwoodZane GrayKenneth Roberts; e ainda as bandas desenhadas de Lyman Young (Tim Tyler's Luck), Will Eisner (The Spirit) e sobretudo Milton Caniff (Terry e os piratas). Em 1945, conhece o desenhador Mario Faustinelli, e inicia-se na BD, integrando o "grupo de Veneza", com Alberto OngaroDamiano Dino Battaglia, entre outros. Funda a revista Albo Uragano em colaboração com Mario Faustinelli e Alberto Ongaro. A revista Albo Uragano é rebaptizada em L'Asso di Picche, após o primeiro número, e Asso di Picche Comics a partir do sétimo, fazendo jus ao seu principal personagem, um herói mascarado com um fato aderente amarelo. A revista lança numerosos jovens talentos como Dino BattagliaRinaldo D'AmiGiorgio Bellavitis, enquanto o personagem Asso di Picche ganha sempre maior sucesso, sobretudo na Argentina.
A sua colaboração na revista Asso di Picche, vale-lhe um convite para trabalhar na Argentina, para onde viaja em 1949, só vindo a regressar treze anos depois, em 1962. Após uma colaboração inicial com a Editorial AbrilPratt transfere-se para a Editorial Frontera. Nesses anos irão surgir algumas importantes séries da sua carreira como Junglemen, com argumento de OngaroSgt. KirkErnie Pike Ticonderoga, todas tendo como guionista Héctor Oesterheld, argumentista da obra de ficção cientifica L'Eternauta e, mais tarde, desaparecido. O seu traço começa a fazer escola, e lecciona cursos de desenho, primeiro com Alberto Brecia e depois, no Brasil, na Escola Panamericana de Arte Direta de Enrique Lipszyc, alternando a actividade didáctica com frequentes excursões à Amazónia, a Mato Grosso e outros sítios exóticos. Neste mesmo período produz Anna da selva (Anna della giungla), a sua primeira história completa. Esta série de quatro histórias, ainda com grande influência de Oesterheld, é um verdadeiro tributo às aventuras clássicas lidas nos seus anos de juventude e cuja atmosfera será reproduzida nas duas histórias completas que se seguem: Capitan Cormorant Fort Wheeling. Esta última é um verdadeiro romance em banda desenhada inspirado nos romances de Zane Grey e Kenneth Roberts misturando, com metódica precisão, factos históricos e fantasia, prática que Pratt refinará com Corto Maltese.
Entre 1959 e 1960 Pratt transfere-se para Londres de onde, sem sucesso, tenta emigrar para os EUA. acabando por voltar à América do Sul. O seu regresso a Itália em 1962 marca o inicio de uma prolifera colaboração com Il Corriere dei Piccoli para o qual realiza a conversão para banda desenhada de numerosos romances juvenis como A Ilha do Tesouro e Il ragazzo rapito de Robert Louis Stevenson, com guiões de Mino Milani. Em 1967, após cinco anos difíceis, conhece Florenzo Ivaldi, um empresário genovês que adora BD. Decidem lançar uma nova revista mensal, Sgt. Kirk, onde aparecem as primeiras pranchas de Una Ballata del Mare Salato (A Balada do Mar Salgado), com um personagem, Corto Maltese, na altura ainda um personagem secundário. A publicação da revista seria interrompida 30 números depois, em Dezembro de 1969. À semelhança da maior parte das suas aventuras, A Balada do Mar Salgado traz à memória os grandes romances de aventuras de ConradMelvilleLewisCooperDumas, que tanto sucesso e fama ganharam junto de várias gerações de leitores. Mas sobretudo, a inspiração de Pratt para esta história vem de um escritor hoje esquecido, Henry De Vere Stacpoole, autor de Laguna Blu. Entre Abril de 1970 e Abril de 1973 publica 21 episódios, (hoje agrupados nos ciclos Sob o Signo do Capricórnio, As Célticas As Etiópicas).
Em meados dos anos 1970, Pratt estreita uma grande amizade com Lele Vianello o qual, absorvendo a sua técnica e estilo, se torna o seu braço direito, colaborando graficamente nas suas obras. Em 1974, começa a desenhar Corto Maltese na Sibéria, e desde então as histórias de Corto Maltese passaram a apresentar-se como novelas gráficas mais ou menos longas. Algumas delas rapidamente se afirmaram como clássicos absolutos da banda desenhada. São exemplos, além da citada, Fábula de Veneza ou A casa Dourada de Samarcanda. A série termina com , desenhado em 1988 e publicado em álbum em 1992. Da sua longa carreira podem citar-se ainda séries como Os Escorpiões do Deserto, desenrolada em África durante a Segunda Guerra Mundial, e da qual Pratt escreveu e desenhou cinco histórias, ou ainda os quatro álbuns editados na Bonelli da serie Un Uomo Un'Avventura, com os títulos L'uomo del Sertao, L'uomo della Somalia, L'uomo dei Caraibi e L'uomo del grande nord (este último republicado sob o título de Jesuit Joe). Especial relevo, no entanto, merecem os álbuns “Verão Indio” e “El Gaucho” desenhados pelo seu amigo e seguidor Milo Manara
adaptado de Wikipedia

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Anna na selva (Anna della giungla), Álbum Meribérica [2001]
  • Verão índio (Indian summer), 1987, Milo Manara e Hugo Pratt, Álbum Meribérica [1998]
  • El gaúcho (El gaucho), 1991, Milo Manara e Hugo Pratt, Álbum Meribérica [1995]
  • Num céu longíquo (In un cielo lontano – 70 anni di Aeronautica Militare), 1993, Álbum Meribérica [1997]
  • Saint-Exupéry - O último voo (Saint-Exupéry – Le dernier vol), 1994, Álbum Meribérica [1995]
  • Morgan (Morgan), 1995, Álbum Meribérica [2000]
[actualizado em 11-1-2015]

12 de agosto de 2018

Beowulf

Uma nova editora, Ala dos Livros, lançou Beowulf, em que os autores, Santiago García e David Rubín, uniram os seus talentos para recriar o mito do herói, o qual, inspirado num poema épico com o mesmo título, sobreviveu durante mais de mil anos e se tornou um dos pilares da literatura inglesa, tendo influenciado várias gerações de autores de J.R.R. Tolkien e Seamus Heaney a inúmeros argumentistas de Hollywood.

O poema narra as aventuras de Beowulf, um herói escandinavo com força sobre-humana, por terras que actualmente pertencem à Dinamarca e à Suécia. Um monstro, Grendel, atemoriza durante mais de uma década o reino dos Daneses, devorando homens e mulheres até à chegada de Beowulf, que se propõe salvá-los.

A versão que García e Rubín nos propõem, segue fielmente o argumento e a estrutura em três actos do texto original, não pretendendo ser revisionista, irónica ou pós-moderna, mas captando o ambiente e os detalhes mais importantes, transmitindo a poderosa ressonância épica e melancólica dos seus versos através dos recursos formais da banda desenhada contemporânea.

Os autores pegam pois numa história milenar dando-lhe uma perspectiva moderna que se mantem respeitosamente fiel à fonte original.

Em Portugal, em 1975, o Mundo de Aventuras publicou "A lenda de Beowulf" de Franco Caprioli e também foram publicados alguns episódios do herói pelos autores Ricardo Villamunte e Michael Uslan na revista Selecções do Mundo de Aventuras.

Beowulf, Santiago García e David Rubín, Ala dos Livros, 200 pp. cor, capa dura, 25€


Jean-François Di Giorgio - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(França) Marselha, 24 de Outubro de 1961

Em jovem, colabora em várias revistas, como a Help e a Voir. Em 1985, publica o seu primeiro álbum, desenhado por Denis Mérezette, intitulado Rue des Ombres. No ano seguinte, com o mesmo desenhador, publica Julie, Julie. Em 1986, conhece o desenhador Griffo e cria a série Munro para a revista Spirou. Paralelamente, publicam a série Sam Griffith. Escreve argumentos para Jung e Alain Mounier, sempre para a revista Spirou. Em 1990, redige os textos da série Os países perdidos, desenhada por Benoît Roels. Em 1993, e também desenhado por Roels, escreve Les Fous de Monk.

Séries publicadas em Portugal:
MunroPaíses Perdidos (Os)

[actualizado em 28-12-2014]

11 de agosto de 2018

Peyo - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Pierre Culliford
Desenhador, Argumentista
(Bélgica) Bruxelas, 25 de Junho de 1928 - Bruxelas, 14 de Dezembro de 1992

Peyo, pseudónimo de Pierre Culliford, é conhecido em todo o mundo como o criador dos SchtroumpfsPierre Culliford nasce numa família de origem britânica em Bruxelas. Desenvolve o interesse na BD através do trabalho de Hergé e dos comics americanos que aparecem em revistas como Mickey, Robinson Viva. O seu primeiro emprego foi de assistente de projecionista num cinema em Bruxelas, durante a Segunda Guerra Mundial. No Verão de 1945 arranja um emprego num estúdio de animação, a CBA, onde encontra Franquin, Morris e Eddy Paape. Enquanto colegas, começam a trabalhar para as revistas publicadas pela Éditions Dupuis.
Adopta o pseudónimo de Peyo e vê publicada a sua primeira história em BD em Riquet, o suplemento do diário do The West, em Abril de 1946.
Nesse ano, cria a série Johan, primeiro através de gags e, em 1947, em episódios longos. No ano seguinte, lança uma primeira série de gags de Poussy em Le Soir, mudando-se, mais tarde, para a revista Spirou.
Também Johan se muda para a Spirou, tendo os seus cabelos loiros passarem a preto, e junta-se ao pequeno Pirlouit no episódio Le Lutin aux Bois Aux RochesJohan & Pirlouit tornam-se numa das séries mais populares da revista e da editora Dupuis.
No episódio de 1958, A Flauta de Seis Schtroumpfs , os dois heróis descobrem uns anões azuis estranhos chamados Schtroumpfs.
Yvan Delport, editor-chefe da revista Spirou, vendo as potencialidades dos bonecos, convence Peyo a criar um spin-off, alcançando um estrondoso sucesso, não só na BD, como no merchandising e, recentemente, no cinema.
Embora bem-sucedido com Johan & Pirlouit e, ainda mais, com Os Schtroumpfs, não hesita em criar Benoît Brisefer em 1960. Um ano depois, Peyo cessa os gags de Poussy no Le Soir, mas em troca, inicia a série Jacky et Célestin. No entanto, Poussy continua na revista Spirou a partir de 1965, primeiro com reimpressões, mas a partir de 1969 com novos gags.
A série Pedro e a Lamparina Mágica é publicada na revista Boy Bonux em 1965, e mais dois contos são publicados na Spirou no ano seguinte. Peyo, adicionalmente, entre 1960 e 1965, faz as ilustrações para os calendários anuais da Federação Belga de Escutismo.
A expansão das actividades e a crescente popularidade dos baptizados Smurfs obriga a que Peyo tenha de recorrer ajuda para manter todo o seu trabalho. Assim, cria os Estudios Peyo, onde vários artistas o ajudam a manter as suas séries. Ao longo dos anos, vários jovens artistas passam pelo Estudios, como François Walthéry e Gos, Derib, Lucien De Gieter, André Benn, Roger Leloup, Francis, Daniel Kox, Marc Wasterlain, Albert Blesteau e Daniel Desorgher. Contudo, a exigência comercial dos Smurfs obriga a que vão rareando episódios das restantes séries.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 17-12-2014]

10 de agosto de 2018

Revistas da Marvel da Panini Brasil nas bancas portuguesas em Agosto de 2018

 

 

 



Job - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(Suiça) Delémont, 25 de Outubro de 1927

André Jobin cria em 1964 o semanário Le Crapaud à lunettes. Três anos mais tarde solicita a Derib a sua colaboração para ilustrar histórias na revista. Em 1969, Derib propõe-lhe que escreva os episódios de Yakari, levando a que Job deixe Le Crapaud à lunettes, criando, em 1974, a revista Yakari.

Séries publicadas em Portugal:
Yakari

[actualizado em 7-12-2014]