31 de julho de 2019

Entradas na minha biblioteca de BD no mês de Julho de 2019

Álbuns

  • A viagem, Levoir, 2015
  • O tesouro do cisne negro, Levoir, 2019
  • Frango com ameixas, Levoir, 2019
  • Cidades obscuras: A febre de Urbicanda, Levoir, 2019
  • O homem que passeia, Devir, 2017
  • Darwin #2: A origem das espécies, Gradiva, 2019
  • O rasto de García Lorca, Levoir, 2019

Revistas

  • dBD #135, juillet-août 2019
  • Tintin, c'est l'aventure #1, juin-juin-août 2019
  • Mil Rayos! #19, Junio de 2019
  • Hop! #161, mars 2019
  • Cahiers de la BD #8, juil-septembre 2019

Livros

  • Scientifiction - Blake et Mortimer au Musée des Arts et Métiers, Blake et Mortimer, 2019

Outros

Casemate #128

O número referente a Agosto-Setembro da Casemate já está disponível nas bancas portuguesas. Eis o sumário deste número de férias:

P.4-5 Loisel père et fils exposent dessins et peintures
P.6-8 Chauvel lance la conquête des Cinq Terres
P.10-12 Affaire Dreyfus : la prise de risques de Zola
P.14-16 Darnand, sublime héros, immonde salaud
P.18-19 Journorama, revue de presse de l’actu BD
P.20-23 Nouvelle série et soucis pour Dorison et Delep (+2 planches)
P.24-29 Catel met en images le roman des Goscinny (+4 planches)
P.30-35 Nathanaëlle, futuriste héroïne de Berberian et Beltran (+4 planches)
P.36-41 Crécy raconte son voyage à l’Est dans Visa transit (+4 planches)

Cahier spécial Les Indes fourbes • 32 pages
Quand Ayroles, scénariste de De Cape et de Crocs, et Guarnido, dessinateur de Blacksad, imaginent une suite à l’un des plus fameux romans picaresques, ça donne 145 planches de sublimes fourberies (+21 planches commentées).

P.43-52 Une sélection de 36 BD à découvrir en septembre
P.54-57 Agenda : les 362 sorties de septembre, les festivals et les expos
P.58-63 Arleston inaugure les éditions Drakoo avec Danthrakon (+4 planches)
P.64-69 Duhamel s’amuse des dérives du numérique avec #NouveauContact (+4 planches)
P.70-75 Clap de fin pour le saint suaire de Prieur, Mordillat et Liberge (+4 planches)
P.76-79 Pendanx en immersion sur l’île indonésienne des Mentawaï
P.80-81 Autheman attentif à la leçon de Rembrandt
P.82 Le courrier du mois à la loupe

Casemate #128, août-septembre 2019, 84 pp., 9€

30 de julho de 2019

Prémios Eisner para várias séries da G. Floy!

Os Prémios Eisner foram anunciados, e este ano a G. Floy esteve muito bem com as suas escolhas, já que duas das principais categorias foram ganhas por livros que a editora está prestes a lançar, e outras distinções para outras obras da G. Floy.

Assim, Gideon Falls, de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino, ganhou o Eisner para Melhor Nova Série, e tem já marcado lançamento dentro de dez dias no nosso país! Uma das mais inquietantes e perturbadoras séries de terror actuais, distingue um criador que está rapidamente a tornar-se num caso sério de qualidade e popularidade. Este foi aliás um "ano Lemire" no nosso país, com a publicação de Descender, que irá em breve para quarto volume (lançado pela G. Floy), do primeiro arco de Black Hammer (editado pela Levoir), e mais para o fim do ano teremos Roughneck, um dos mais poderosos romances gráficos deste autor canadiano (pela G. Floy)! (e parabéns claro ao artista Andrea Sorrentino, o desenhador da série)

Por falar em Descender... Dustin Nguyen ganhou pela segunda vez o prémio de Melhor Arte Pintada/Multimédia, que já tinha vencido em 2015, para esta maravilhosa e emocional série de space-opera que contas as aventuras do pequeno robot Tim-21! (também escrita por Jeff Lemire)

Quanto ao Prémio para Melhor Novela Gráfica, foi para "Os Meus Heróis Foram Sempre Drogados", da famosa dupla Ed Brubaker e Sean Phillips, uma história contada em modo "tragédia grega inevitável", no universo de Criminal. Os leitores já puderam comprar e ler o primeiro volume desta série, e a partir de finais de Agosto poderão ler esta pequena novela, em preparação da chegada de Ed Brubaker ao Comic Con!

Finalmente, Matt Wilson, um dos mais maravilhosos coloristas de comics, ganhou o Eisner para Melhores Cores pelo seu trabalho em inúmeras séries, incluindo The Wicked + The Divine, editado pela G.Floy, e que já vai no seu terceiro álbum.

O que dizer mais destes prémios? Tal como no ano passado, os grandes vencedores foram Tom King (Melhor Número solto, Melhor Série Limitada, Melhor Reedição de um Álbum, e claro Melhor Escritor), Mitch Gerads, que conseguiu o Eisner em Melhor Nova Série e Melhor Desenho, e salientemos o feito tremendo da Image - que continua a afirmar-se como a Vertigo do século XXI - que conseguiu TODAS as nomeações para Melhor Nova Série (todas!) - Bitter Root, Crowded, Gideon Falls, Isola e Man-Eaters.

https://www.comic-con.org/awards/eisner-awards-current-info

29 de julho de 2019

Lançamento Wolverine Arma X vol. 2

Já está em bancas há um par de semanas, e já chegou a livrarias em geral, o segundo volume da série Wolverine Arma X, escrita por Jason Aaron (e desta feita ilustrado por Yanick Paquette): Demente!

Desde a sua juventude que Wolverine tem sido tudo menos normal, enquanto viaja pelo mundo e se apaixona, ou se envolve em conflitos e perde o seu amor, no meio da mais antiga das profissões: assassino implacável. Mas, mesmo depois de um século desta vida brutal, conseguiu reflectir sobre as suas memórias, e finalmente, entender verdadeiramente quem ele é... e aquilo que ele é.

Mas agora perdeu tudo isso, memórias e compreensão, e está preso numa cela acolchoada, num asilo para loucos como nenhum outro. Sem memória de quem é, ou de como ali chegou, Wolverine está a mercê do misterioso Dr. Rottwell e dos seus guardas sádicos. E, enquanto Wolverine luta para descobrir quem ele realmente é, e como foi parar a um sanatório cheio de assassinos psicopatas, torna-se claro que os objectivos do Dr. Rottwell são tudo menos altruístas. Conseguirá Wolverine voltar aos seus sentidos antes de sucumbir a uma das terríveis curas do doutor?

Se o primeiro volume de Arma X era como um filme de acção intenso, o segundo volume é um filme de terror ainda mais intenso!

Jason Aaron é um dos mais aclamados escritores de comics actuais (Thor, Scalped, Southern Bastards), e Wolverine Arma X foi a primeira série em continuação que escreveu para a Marvel, e uma das que lhe granjeou maior sucesso. Jason Aaron pensou esta série "Arma X" como uma espécie de Marvel MAX, uma série de histórias talvez um pouco mais violentas do que o costume, e quase completamente separadas do universo Marvel e da sua cronologia regular (mesmo que ocasionalmente apareçam outra personagens). Uma série que é, portanto, ideal para leitores e fãs dos super-heróis da Marvel mais causais. 

O canadiano Yanick Paquette é um dos mais prestigiados artistas de comics actuais, com obras publicadas na maioria das grandes editoras americanas, e trabalhou em inúmeras séries de super-heróis, incluindo X-Men, Gambit, Liga da Justiça, Mulher Maravilha e muitas mais. Em Portugal, está editado um dos seus mais aclamados trabalhos, Mulher-Maravilha: Terra Um (com argumento de Grant Morrison), que lhe valeu um prémio Shuster (um prémio que distingue o trabalho de criadores canadianos nos comics).

Wolverine Arma X vol. 2 (reúne os números #6-10 da série Wolverine: Weapon X), Yanick Paquette e Jason Aaron, G-Floy, 120 pp., capa dura, cor, 13€

28 de julho de 2019

Revistas da Marvel distribuidas pela Panini Brasil em Portugal




Suso - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
Jesús Manuel Peña Rego, Suso Peña Rego
(Espanha) 2 de Junho de 1941 - 5 de Fevereiro de 2005

Trabalha bastante para o mercado internacional, através de agências como Selecciones Ilustradas de Barcelona ou Grupo de la Floresta (composto por Carlos Gimenez, Adolfo Usero, Esteban Maroto, Luis Garcia, etc.). Para a Alemanha, desenha Jeff Blake e a série de motocicletas Dave Wheeler  (texto de Andreu Martin, publicado na Yataca). Para a Fleetway, desenha alguns episódios de A Garra de Aço. Suso também desenha histórias de horror para as revistas americanas da Warren (Creepy, Eerie) e Skywald (1973-1974). Para o mercado espanhol, trabalha em Cinco x Infinitopublicado na revista "Delta 99" em 1968,  mas também Gringo em 1970 (em Totem (2ª série)) ou Safari na África (argumento de Sánchez Pascual) em Gran Pulgarcito, alternando com outros artistas. Em 1971, é a vez de La Cobra de Rajasthan e Aventuras en la Selva para a revista Trinca (textos de Yáñez). Em 1975,  La saga de las víctimas em Dossier Negro sobre textos de Alan Hewetson. Reconhecemos a sua assinatura na série Drake & Drake para a Maxi da agência Imperia

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Giola, 100 à Hora #81
[actualizado em 27.07.2019]

Adolfo Usero - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
(Espanha) Madrid, 3 de Abril de 1941

Em 1965, muda-se para Barcelona. Os seus primeiros trabalhos publicados foram principalmente westerns e histórias de guerra para a agência de Josep Toutain, Selecciones Ilustradas. Trabalha para o mercado britânico através da agência Bardon Art. Em 1968, Usero é um dos vários autores dos primeiros episódios de Cinco x Infinito de Esteban Maroto. Seguidamente, assume a série Delta 99 de Carlos Giménez. Na agência de Ortega, Usero realiza as séries Alex e Kan y Khamar. Para a editora Bruguera, desenha a série Roldán sin miedo,  escrita por Víctor Mora na década de 1970 e alguns episódios de Felix, o Amigo dos Animales. Também com Mora, cria, em 1974, Les Compagnons d'Univerzoo para a revista francesa Pif. Usero faz vários trabalhos em colaboração com outros artistas, com Luis García e Carlos Giménez, como "4 Amigos" e "La Isla del Tesoro". Com Giménez e Alfonso Font (e Mora como argumentista), ilustra o segundo episódio de Tequila Bang em 1978. Na década de 1970, Adolfo Usero trabalha para a Warren, desenhando para as revistas de terror americanas Creepy e Vampirella sob o nome de Adolfo Abellán. Entre 1976 e 1979,  contribuiu para El Papus com obras como a série Dossiers. Colabora na revista Trocha em 1977. Em 1981, com o argumentista Felipe Hernandez Cava, dirige a obra histórica "El Domingo Rojo" e, com Luis García como co-artista, "Argelia". No mesmo ano, Usero fornece alguns contos para a revista Cimoc. Em 1982, a revista Rambla publica a sua série Maese Espada. De seguida, realiza biografias para a editora Bruguera e colabora com a TBO. Em 1990, com o argumentista A. Guiral, realiza a série Salvajes para a revista Cimoc. Na década de 1980, Adolfo Usero trabalha em cinema de animação e depois em comerciais, continuando principalmente nessas áreas desde então.

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Draco, o pastor (Draco, el pastor), Usero e Retamosa, 1971, Jacto #49 a #52
  • Selvagens golfinhos, Usero e Antoni Guiral, Selecções BD #41
  • O tigre de Jaipur, Usero e Antoni Guiral, Selecções BD #42
[actualizado em 28.07.2019]

27 de julho de 2019

Ramón Torrens - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador
(Espanha) Barcelona, 6 de Dezembro de 1937

Inicia a carreira, desenhando para a revista Space Ace. Mais tarde, trabalha  para o editor britânico Fleetway, incluindo Marilyn e True Life Library. No final dos anos 60, Torrents trabalha com Esteban Maroto na série espanhola de ficção científica Cinco x Infinito.

Através das suas ligações com a agência Seleciones Illustrada, Torrens trabalha para a empresa americana Warren Publishing a partir de 1972. Aqui desenha 42 histórias até 1979. A maioria de seu trabalho aparece em Vampirella, com oito histórias feitas para a Creepy e uma história feita para a Eerie. Torrens também trabalha para o concorrente de Warren, Skywald, por um período de tempo no início dos anos 70. Depois de deixar a Warren, abandona a indústria dos comics.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 27.07.2019]

Revistas da Maurício de Sousa nas bancas portuguesas








26 de julho de 2019

David B. - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
David Beauchard
(França) Nimes, 9 de Fevereiro de 1959

David Beauchard escolhe como seu pseudónimo a inicial do seu apelido para torná-lo mais curto. Escolhe seguir as aulas de publicidade da Escola de Artes Aplicadas de Duperré, em Paris, porque Georges Pichard lá lecionou. A sua técnica de preto e branco será influenciada pela do seu mestre, assim como pelos seus autores favoritos (Tardi, Pratt, Munoz). Os seus primeiros ensaios de banda desenhada são realizados como argumentista de Olivier Legan ("Pas de samba pour capitaine Tonnerre", Glénat, 1985) e desenhador de "Timbre maudit" para a revista Okapi, publicada em álbum pela Bayard em 1986. Paralelamente, realiza pequenas colaborações na efémera revista Chic, assim como Zebra, uma breve série de cinco episódios para a revista À Suivre. Em 1989,  colabora no também efémero Tintin Reporter, com muitas ilustrações e narrativas didáticas completas. É membro fundador da editora L'Association em 1990, onde será capaz de se envolver numa pesquisa gráfica pura em colecções de formatos incomuns lançados por esta cooperativa de autores parisienses. O movimento espalha-se e encontra um terreno favorável entre os editores independentes. A sua bibliografia expande-se rapidamente: "Les Leçons du nourrisson savant" (Le Seuil, 1990, seguido de "Le Nourrisson savant et ses parents"), "La Bombe familiale" (L'Association, 1991), "Le Cheval blême" (L'Association, 1992, obra onde começa a transportar para desenho os seus pesadelos), "Le Cercueil de course" (L'Association, 1993), "Le Nain jaune" (cinco fascículos trimestrais para a Cornélius, 1993-1994), "Le Livre somnanbule" (Éditions Automne 67, 1994), "Le Messie discret"  (Éditions Autrement, 1994), "Les 4 savants" ( série de fascículos para a Cornélius desde 1996), "Les Incidents de la nuit" (L'Association, 1999), etc. A metafísica, o mundo dos sonhos e um gosto pelo fantástico animam as suas características expressivas tratadas por um rigoroso preto e branco. Essa busca pela evocação de elementos dos sonhos muito pessoais ou biográficos encontra o seu ponto culminante na "L'Ascension du Haut-Mal", ciclo de cinco álbuns propostos pela L'Association desde 1996 e onde evoca a vida do seu irmão epiléptico. David B. colabora com muitas publicações: Circus, Chic, Okapi, À Suivre, L'Echo des Savanes, Viper, Rare e Dear, Lab, Rabbit, Strappazin (Suíça), Kaiser (Alemanha), Nosostros las Muertas (Espanha), El Edifício, Baraka, Rocket, Fripounet, Perlin, Info-Junior. Em 1997, para a colecção "Roman B.D." de Dargaud, propõe "Tengû carré", enquanto escreve para Christophe Blain as aventuras singulares de Hiram Lowatt e Placido em The Ogres. De seguida, descobrimos outras facetas do seu talento na colecção Aire Libre das edições Dupuis

Séries publicadas em Portugal:
Cidade dos Maus Sonhos (A)

[actualizado em 26.07.2019]

25 de julho de 2019

Hop! #161

Datada de Março deste ano, chegou-me a revista Hop!, revista francesa de informações e estudos sobre banda desenhada. O dossiê deste número é dedicado ao espanhol Jesús Blasco, com uma extensa bibliografia e a habitual quadriculografia publicada em França.  

Hop! #161, mars 2019, 64 pp., p&b, 8€

Colecção Novelas Gráficas (5ª série) #4: O rasto de García Lorca

"O rasto de García Lorca" ("La huella de Lorca"), editado pela primeira vez em 2011, de Carlos Hernández e El Torres é a obra escolhida para esta semana da colecção da Levoir/Público.

O ilustrador, argumentista e humorista gráfico Carlos Hernández destacou-se na sua terra natal Granada, colaborando em diversos fanzines, revistas e jornais, de onde podemos destacar as séries humorísticas Chucky y Orceman (para o jornal IDEAL), tendo-se mais tarde tornado profissional de BD com "O Rasto de García Lorca". Nesta obra, bem acolhida pela crítica e pelo público, Hernández, com a ajuda do argumentista El Torres, lança um olhar sobre o poeta que vai mais além da hagiografia a da simples crónica histórica, pois realça a importância do seu legado e, sobretudo, a memória por ele deixada nos lugares em que nasceu a viveu, a a consideração em que era tido. Segundo os autores. a premissa inicial do livro não era contar mais uma biografia, mas sim construir diferentes relatos biográficos com alguma independência, conseguindo que Lorca fosse um “sujeito elíptico”, ausente nalgumas ocasiões e presente noutras, sempre reflectido no olhar de amigos ou conhecidos. 

Através de histórias reais e testemunhos sobre o genial poeta granadino, descobrimos a marca eterna que Federico García Lorca deixou sobre todos o que o conheceram, em Granada, Madrid, Nova Iorque ou Havana. Esta novela gráfica começa com a história do pequeno Alfonsito em fuga da sua cidade natal após o eclodir da Guerra Civil e termina com a mesma personagem, pai do ilustrador, percorrendo com o seu filho as ruas de Granada, cidade símbolo vivo da repressão franquista que pôs termo à carreira deste grande artista andaluz e universal.

Colecção Novelas Gráficas (5ª série) #4: O rasto de García Lorca, Carlos Hernández e El Torres, Levoir, 112 pp., 2 cores, capa dura, 10,90€

24 de julho de 2019

Kardec

ALLAN KARDEC é conhecido como o fundador do espiritismo, uma doutrina filosófica de consequências morais, sendo autor do célebre “Livro dos Espíritos”, de 1857, cuja leitura é obrigatória para os seus seguidores. Mas quem foi o homem Hippolyte Léon Denizard Rivail e o que o levou a tornar-se Allan Kardec?

É isso que se procura mostrar nesta obra, ao transportar o leitor para a França do século XIX, onde as ideias metafísicas fervilhavam, e ao acompanhar Kardec durante a sua incessante busca por respostas para a existência humana, em fenómenos sobrenaturais, vivenciados em reuniões onde objectos se moviam de forma inexplicável. Do pedagogo francês e estudioso do magnetismo ao codificador e maior referência da doutrina espírita no mundo, saiba como tudo começou.

Kardec, Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa, Polvo, 120 pp., p&b, capa flexível, 11,90€

23 de julho de 2019

Kenshin, o Samurai Errante #13: Uma noite explêndida

Continua a saga de Kenshin com mais um volume, numa edição da Devir. Neste volume, depois do grande incêndio de Quioto, Kenshin e os outros refletem sobre o que fazer a seguir. Os Oniwaban são seus aliados, mas o seu líder Shinomori Aoshi não é.

Será Kenshin o único a conseguir trazer a paz ao Okashira do grupo de espiões de Quioto?

Kenshin, o Samurai Errante #13: Uma noite explêndida, Nobuhiro Watsuki, Devir, p&b, capa flexível, 192 pp., 9,99€


The Promised Neverland #2

Neste segundo volume da série, editado este mês pela Devir, apesar de órfãos, Emma e os amigos têm uma vida confortável na Casa de Grace Field.

Mas nem tudo é o que parece… Atrás da fachada alegre do orfanato, as crianças estão secretamente a ser criadas para servirem de alimento a demónios!

Determinados a salvar todos os orfãos, Emma, Norman e Ray planeiam fugir, mas a “mãe” encontra ajuda extra, para os manter na linha…

The Promised Neverland #2, Kaiu Shirai e Posuka Demizu, Devir, 196 pp., p&b, capa flexível, 9,99€

21 de julho de 2019

Cadafalso - Uma novidade da Polvo

Mais uma obra de um artista brasileiro com a chancela da portuguesa Polvo. Desta feita, chama-se "Cadafalso" de Alcimar Frazão.

Nascimento, universo religioso, juventude, mundo do trabalho e morte são os temas presentes no corpo desta obra, e para abordá-los Alcimar Frazão transporta-se no tempo e no espaço, bebendo referências das artes visuais, da literatura e da filosofia existencialista. Nessa viagem, ora se movimenta por uma Florença do século XVI, numa busca violenta pela imagem da perfeição; ora destila cinismo sobre a guerra civil e a sua má sorte na Barcelona de 1937; ora perde o compasso da percepção do tempo na urbanidade de São Paulo, no início dos anos 2000. Uma Porto Alegre contemporânea é o cenário do último conto, o único em que o personagem ao qual Frazão empresta a sua forma cede o protagonismo a outro: um homem de meia idade com uma visão muito particular sobre sua própria grandeza diante da fragilidade humana. Em Cadafalso, os personagens tentam a todo o custo sobreviver.

Alcimar Frazão é autor de banda desenhada, ilustrador Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Integra o colectivo de artistas independentes “Bimbo Groovy”, que reune autores de Banda Desenhada de São Paulo e Porto Alegre. Ilustrou vários livros e foi professor de desenho e história em quadrinhos, de 2007 a 2013, na Quanta Academia de Artes, a principal escola dedicada ao ensino, reflexão e produção de banda desenhada e ilustração no Brasil. Hoje actua como professor adjunto da escola, em projectos especiais. Foi um dos curadores das exposições “Linhas de Histórias, panorama do livro ilustrado no Brasil” (2011) e “HQBR21 – O Quadrinho Brasileiro do Novo Século” (2013), o primeiro panorama crítico da nova geração de autores brasileiros. Em 2013 lançou o álbum “Me &Devil” (edição de autor), editado em Portugal pela Polvo (2015) com o título “O Diabo e eu”, em Espanha pela NovoVinilo (2016) e reeditado no Brasil em edição de luxo pela Mino (2016). O seu “Cadafalso” foi considerado em 2018, pela crítica especializada, como “um dos projectos criativos mais expressivos da produção brasileira”.
e artistagráfico, formado pela

Cadafalso, Alcimar Frazão com as contribuições especiais de Lourenço Mutarelli, Magno Costa, Dalton Cara e João Azeitona, Polvo, Romance Gráfico Brasileiro #27, 120 pp., p&b, capa brochada com badanas, 11,90€

José Larraz - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
Dan Daubeney, Gil, Watman
(Espanha) Barcelona, 7 de Fevereiro de 1929 - Málaga, 3 de Setembro de 2013

Estreia-se em Espanha em 1952 com as Aventuras de Wilkens, o Cazador, Castigo del Artico, Ray Walker e El Hombre del Asfalto. Também desenha Vivian, Pecas, Janet e Pipa para a revista Florita. Em 1954, resolve ir trabalhar para França, colaborando com Marijac. Juntos criam Douce-Liane, a rapariga da selva, e Jenny, a garota do deserto, para a revista Mireille. Colabora para a agência Opera Mundi, onde cria Jed Foran para o jornal Le Soir (reeditado em Akim), o capitão Barroud no jornal L'Equipe, Men e Beasts no France-Soir, Cécile para o Le Parisien Libéré, Tim la Brousse no Le Journal de Mickey, Croc Blanc publicado no Libération, La Guerre de Feu ou Le félin géant no Le Humanité e Yves le Bush na revista Pilote.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 21.07.2019]

Homem na Lua

Na comemoração do 50º aniversário da chegada do Homem à Lua, a Book Cover lança uma pequena novela gráfica de Onofre Varela, onde se o conta o notável feito que marcou a História do século XX. 

A narrativa é complementada com pequenos textos contando pequenas curiosidades da aventura espacial e a evocação das primeiras acções no espaço com naves tripuladas. Os protagonistas da viagem à Lua da Apollo XI, Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin são apenas três dos muitos nomes ligados à conquista do espaço que nesta obra se recordam. Ao mesmo tempo, sublinha-se a competição espacial entre os EUA e a URSS. 

Outros motivos de interesse são a introdução que o cientista Fernando Carvalho Rodrigues escreveu, mais a prancha de BD sobre o seu satélite de comunicações POSAT 1, o primeiro satélite português. 

Homem na Lua, Onofre Varela, Book Cover, cor, 84 pp., pequeno formato

20 de julho de 2019

Joker - Um edição da Levoir

Assinalando o 10º Aniversário de Joker, a Levoir lança uma reedição, agora sob o selo DC Black Label, com uma nova capa desenhada especialmente para a efeméride, novos extras e incluindo outra história, Piada Mortal, uma das mais importantes histórias de sempre da DC.

Em Joker, de Brian Azzarello e Lee Bermejo, o supervilão de Gotham foi misteriosamente libertado do Asilo Arkham e vai lançar-se numa violenta noite de vingança, homicídio e crimes maníacos, como só o Joker conseguiria empreender, em que irá enfrentar os seus rivais, desde o Pinguim ao Enigma, ao Duas–Caras e ao Croc, até ao… Batman!

A dupla retrata de forma tão surpreendente como perturbadora o inimigo por excelência do Homem Morcego.

Alan Moore (Watchmen, V de Vendetta) e Brian Bolland (Camelot 3000) assinam este clássico Piada Mortal. O Joker vai transformar-se na máquina de loucura e destruição psicótica que conhecemos, e mostrar-nos até que ponto é ténue a linha que separa loucura e sanidade, comédia e tragédia, Príncipe Palhaço do Crime e Cavaleiro das Trevas. A aterradora história que nos revelou uma origem do Joker, que em 1989 ganhou todos os prémios Eisner que podia vencer: Melhor Escritor, Melhor Artista e Melhor Álbum.

Joker, Brian Azzarello e Lee Bermejo, Alan Moore e Brian Bolland, Levoir, 184 pp., cor, capa dura, 19,90€

Lançamento do álbum "Homem na Lua"


19 de julho de 2019

Prometeu e a Caixa de Pandora

Inserido na colecção "A sabedoria dos mitos", concebida e escrita por Luc Ferry, eis o primeiro volume editado este mês pela Gradiva. "Prometeu e a Caixa de Pandora" é um conjunto de bandas desenhadas que respeitam os textos fundadores originais, enriquecidas por dossiers complementares.

A guerra dos Olimpianos contra os Titãs terminou com a vitória dos primeiros, conduzidos por Zeus. Mas a euforia rapidamente dá lugar ao tédio. Já não se passa nada no Universo. Então, para distrair os deuses que a paz anestesia lentamente, Zeus pede a Prometeu que faça seres mortais, para que a história e a vida regressem ao cosmos. Prometeu engendra então uma espécie que, dotada do fogo e das técnicas, ultrapassa todas as outras. Isto vai valer-lhe a fúria do rei dos deuses, convencido de que a Humanidade ameaça agora a ordem do mundo...

A mitologia grega é uma fonte inesgotável de aventuras maravilhosas e apaixonantes, oferecendo lições de sabedoria de uma profundidade incomparável. "A sabedoria dos mitos" é uma colecção que torna possível conhecer as grandes narrativas gregas em bandas desenhadas que respeitam os textos fundadores originais, enriquecidas por dossiers complementares que analisam o significado filosófico e a herança cultural de cada mito.

Prometeu e a Caixa de Pandora, Giuseppe Baiguera e Clotilde Bruneau, Gradiva, cor, 56 pp., capa dura, 16,50€


Entre cegos e invisíveis - Uma novidade da Polvo

Inserido na sua colecção Romance Gráfico Brasileiro e numa estreia mundial, a editora Polvo lança a nova obra de André Diniz: "Entre cegos e invisíveis".

Brasil, 1971. Enquanto percorrem a longa estrada de regresso a casa após o enterro do Coronel Gilberto Couto, o pai que nunca os reconheceu oficialmente, Jonas e Leona tentam observar o fenómeno da super-lua, anunciado pela rádio. Com eles seguem a mulher de Jonas e um misterioso estrangeiro, a quem deram boleia e do qual não se entende uma palavra. No decorrer desta viagem, a verdade sobre cada um vai sendo aos poucos revelada e vem-se a constatar que, afinal, as coisas não são exactamente aquilo que aparentam ser…

André Diniz é um prolífico argumentista e ilustrador brasileiro de Banda Desenhada, tendo publicado mais de 30 títulos por diversas editoras do seu país, tendo sido também editado em França, Reino Unido, Polónia e Portugal, onde vive actualmente.
Desde 2000 já foi galardoado por cerca de uma vintena de vezes com os principais prémios brasileiros de BD. Na Polvo tem editado alguns dos seus trabalhos mais emblemáticos, como “7 Vidas – Diário de vidas passadas”, “Morro da Favela”, “Duas Luas”, “Que Deus Te Abandone”, “Olimpo tropical” ou “Malditos amigos”.

Entre cegos e invisíveis, André Diniz, Polvo, Colecção Romance Gráfico Brasileiro #26120 pp., p&b, capa brochada com badanas, 11,90€



18 de julho de 2019

Colecção Novelas Gráficas (5ª série) #3: A febre de Urbicanda

O episódio A Febre de Urbicanda (La fiévre d'Urbicande), um dos títulos da série As Cidades Obscuras, premiado em Angoulême em 1985, é o terceiro volume desta colecção da Levoir. Esgotado em Portugal há mais de 20 anos (Edições 70, 1987), regressa numa edição definitiva que, para além de um dossiê final sobre a lenda da Estrutura, inclui também a história A Última Visão de Eugen Robick, realizada em 1997 para o número final da revista (À Suivre), onde a série se estreou.

François Schuiten é um dos nomes mais importantes da BD mundial, com um percurso ímpar, justamente galardoado em 2002 com o Grande Prémio da Cidade de Angoulême pelo conjunto da sua obra. Escritor, ensaísta, professor universitário, cineasta e um dos maiores especialistas mundiais na obra de Hergé, Benoît Peeters é também argumentista. Juntos, Schuiten e Peeters, criaram ao longo de mais trinta anos a série As Cidades Obscuras, uma designação inventada por Jean Paul Mougin, director da (À Suivre). Um universo que é constituído por uma série de cidades fantásticas, verdadeiros protagonistas de histórias fascinantes que têm como pano de fundo as relações entre a arquitectura, as emoções e o poder.

Eugen Robick, o urbitecto responsável pelo plano de urbanização que pretende restituir a simetria à cidade de Urbicanda, é confrontado com a descoberta de um misterioso cubo, feito de uma matéria desconhecida, cujo crescimento geométrico vem perturbar e transformar profundamente a imagem da própria cidade e a vida dos seus habitantes. O que irá acontecer à utopia urbana de Robick, agora que a cidade está desestabilizada pelo cubo, e o próprio arquitecto transtornado pela irrupção do amor na sua vida tão regrada?

Colecção Novelas Gráficas (5ª série) #3: A febre de Urbicanda, François Schuiten e Benoît Peeters, Levoir, p&b, capa dura, 112 pp., 10,90€

15 de julho de 2019

Mil Rayos #19

Já esta disponível para os sócios do clube Associación Tintinófila de habla hispana a sua revista bianual referente ao mês de Junho de 2019.

Mil Rayos! #19, Junio de 2019, 36 pp.


14 de julho de 2019

Dylan Dog: O Velho que Lê

Criado por Tiziano Sclavi, Dylan Dog é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores - e leitoras - em todo o mundo.

Dylan Dog investiga o desaparecimento de Ozra, um velho obcecado por livros, e irá mergulhar num mundo fantástico, povoado de personagens literárias, pesadelos e horrores bem reais. Para além desta história maior escrita e desenhada por Fabio Celoni, este volume inclui ainda A Pequena Biblioteca de Babel, um divertimento ao estilo “de Borges” sobre o misterioso destino de uma aldeia na Cornualha, que em pouco mais de uma dezena de páginas mostra um exemplo espantoso do universo surreal de Dylan Dog.

Fabio Celoni é um dos grandes criadores de fumetti, a banda desenhada italiana, e um dos maiores mestres do preto e branco, um exemplo da qualidade superior que a produção da Sergio Bonelli, a célebre casa editorial de Tex e Dylan Dog, entre tantas outras séries, consegue atingir mês após mês, nas suas revistas de cerca de 100 páginas a preto e branco. Diplomado pela famosa Scuola del Fumetto di Milano, vai tornar-se aos 19 anos no mais jovem desenhador a ser publicado na revista Topolino (Mickey), da Disney Itália. Desde então construiu uma notável carreira como artista de BD. É um dos poucos autores que simultaneamente escreve e desenha as suas histórias na Bonelli, e com este O Velho que Lê, venceu o prestigiado Galeone d’Oro di Cravenroad7 em 2009, o prémio que distingue a melhor história de Dylan Dog publicada em cada ano.

O estilo de Celoni é único, perfeitamente identificável, vibrante e potente. O Velho que Lê é disso perfeito exemplo, no seu tom onírico ou na mistura de diferentes realidades, fruto de uma sensibilidade criativa como poucas, numa história que é também uma grande homenagem a histórias clássicas da BD clássica, como por exemplo Mort Cinder, de Oesterheld e Breccia.

Como suplemento, os fãs poderão encontrar uma maravilhosa - se bem que perturbadora e genuinamente assustadora - história escrita por Tiziano Sclavi - criador da série - A Pequena Biblioteca de Babel, com arte de Angelo Stano. O autor aqui homenageado é, claro, Jorge Luís Borges, e este pequeno conto macabro e cheio de humor negro é um bom exemplo dos muitos aspectos que as histórias de Dylan Dog podem revestir.

Se Dylan Dog é um herói fascinante, Tiziano Sclavi, o seu criador, não o é menos. Personagem torturada, afectada por depressões e bloqueios criativos que o levaram mesmo a tentar o suicídio, Sclavi é uma figura envolta numa aura de mistério. Mistério para o qual muito contribuiu o facto de quase não aparecer em público, raramente dar entrevistas, e muito menos se deixar fotografar. Numa dessas raras entrevistas, ficou célebre a resposta que deu quando lhe perguntaram se se identificava com Dylan Dog: “Nem com Dylan, nem com Groucho” disse, “eu sou os monstros”.

Dylan Dog: O Velho que Lê, Tiziano Sclavi, Fabio Celoni e Angelo Stano, G. Floy, 120 pp., p&b, capa dura, 12,50€

13 de julho de 2019

Dylan Dog: Até que a Morte vos Separe

Antes de ser o detective do pesadelo, Dylan Dog era apenas um agente da Scotland Yard que vai descobrir o amor com Lillie Connoly, uma jovem activista irlandesa. Uma história de amor trágica, considerada como uma das melhores histórias de sempre de Dylan Dog, que marcará de forma indelével o nosso herói.

Oriundo de uma família de artistas, Bruno Brindisi entra na Sergio Bonelli Editore em 1990, com apenas vinte cinco anos, desenhando alguns episódios de Nick Raider, até entrar na equipa de Dylan Dog, série onde se vai estrear com a aventura Il Male, escrita por Tiziano Sclavi. Bruno Brindisi é hoje um dos mais representativos desenhadores de Dylan Dog, tendo realizado alguns dos mais importantes episódios da série. Se há adjectivo que caracteriza o seu Dylan Dog, seria naturalmente a beleza, complementada com alguma dose de ironia, tudo servido por uma linha clara, capaz de transmitir as paixões, os amores e desamores do herói.

Mauro Marcheselli é uma das mais influentes personalidades nos fumetti italianos. Nascido em 1953, torna-se redactor da Sergio Bonelli Editore em 1986, e começa a escrever para Dylan Dog a partir de 1992, assinando algumas das melhores histórias do detective do pesadelo, entre as quais poderíamos mencionar Johnny Freak (já publicada em Portugal pela Levoir) e este Até que a Morte vos Separe. Foi editor da série até 2009, passando a ocupar o posto de Director Editorial de toda a SBE entre 2010 e 2015. Dylan Dog absorveu na totalidade trinta anos da vida de Marcheselli, podendo ser hoje considerado, depois de Tiziano Sclavi, como o mais importante autor da série.

Ao contrário dos super-heróis, que têm uma origem bem definida, a origem de Dylan Dog tem sido contada aos poucos, em edições especiais, como é o caso do #121, que coincide precisamente com o décimo aniversário da série. Foi aí que saiu esta aventura, que explora o passado de Dylan enquanto agente da Scotland Yard, antes de se estabelecer como investigador privado. Uma história baseada em factos concretos e bem reais, relacionados com a luta armada pela independência da Irlanda do Norte, luta pela que causou dor e sofrimento dos dois lados da barricada, e que Dylan acompanha enquanto polícia de giro da Scotland Yard. Um jovem polícia, que vê um colega morrer ao seu lado, despedaçado por uma bomba do IRA e que, ainda assim, acaba por se envolver com uma activista do IRA, a bela Lillie Connolly, o primeiro grande amor de Dylan, que marcou também os leitores.

Dylan Dog: Até que a Morte vos Separe, Bruno Brindisi, Tiziano Sclavi e Mauro Marcheselli, G. Floy, 120 pp., p&b, capa dura, 12,50€

12 de julho de 2019

A Conspiração: A História Secreta dos Protocolos dos Sábios de Sião - Reedição da Gradiva

A Conspiração - A História Secreta dos Protocolos dos Sábios de Sião (The plot - The secret story of the protocols of the elders of Zion) de Will Eisner é uma novela gráfica que traduz para banda desenhada a obra anónima dos Protocolos dos Sábios de Sião, um alegado plano de domínio mundial pelos líderes judeus. Concluída no último mês de vida de Eisner, a presente edição tem uma introdução do historiador e escritor italiano Umberto Eco, tratando-se de uma reedição da Gradiva que já tinha publicado a obra em 2005, ano da primeira edição nos EUA.

Nesta história extraordinária, Eisner leva o leitor numa viagem que tem início na Paris de finais do século XIX, onde um agente da polícia secreta russa plagia uma velha obra filosófica francesa, fabricando um documento com o qual se pretendia provar a existência de uma conspiração judaica contra a civilização cristã. Concebido como um esquema anti-semita para desviar as atenções do regime repressivo do czar, o texto dos Protocolos foi inicialmente publicado na Rússia em 1905. E o sucesso da falsificação superou em larga medida as ambições propagandísticas dos seus criadores. Mais tarde, enquanto a Guerra Mundial engolia a Rússia e a maior parte do mundo ocidental numa conflagração mortífera, a mentira tornou-se uma verdade internacionalmente aceite. Nem mesmo o venerável Times londrino, que em 1921 expôs os Protocolos como uma grosseira fraude, conseguiu pôr cobro às publicações do panfleto, que em breve se sucediam em dezenas de países.

A Conspiração: A História Secreta dos Protocolos dos Sábios de Sião, Will Eisner, Gradiva, p&b, 152 pp., capa flexível, 14,64€

11 de julho de 2019

Colecção Novela Gráfica (5ª série) #2: Frango com ameixas

Frango com ameixas (Poulet aux primes) de Marjane Satrapi, um original de 2005, é o segundo volume desta colecção da Levoir em parceria com o jornal Público. A autora já tem editado em português o seu best-seller Persépolis, cujo integral foi publicado pela Contraponto em 2013.

Marjane Satrapi nasceu no Irão, filha de uma família de uma camada ocidentalizada da sociedade iraniana. Os pais politicamente activos, eram contrários à monarquia do Xá, pela crescente repressão das liberdades civis e as consequências da política iraniana na vida dos cidadãos. Quando o Irão passou a ser governado pelos fundamentalistas muçulmanos, os pais sentindo-se ameaçados partiram para o exílio na Áustria, Marjane voltou, mais tarde, para o Irão para estudar belas-artes, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda.
Frango com Ameixas, embora tendo uma carga política, é uma história de amor de um homem pelo tar, o seu instrumento musical, que o celebrizara como um dos maiores músicos do país e que numa discussão com a sua mulher, esta o quebra. 
Nasser Ali Khan, tio-avô de Marjane, vivia em Teerão, 1958, inicia a busca por um novo instrumento, mas nenhum tem o som tão perfeito como o que ele herdara na juventude, durante a sua formação. A angústia, o desespero e a perda de esperança levam a que este homem desista de viver e morra de tristeza.
Frango com Ameixas já foi adaptado ao cinema e conta com a portuguesa Maria de Medeiros no elenco. 
Uma história para reflectir sobre o que acontece quando o ser humano se condena a viver no passado e não segue em frente.

Colecção Novela Gráfica (5ª série) #2: Frango com ameixas, Marjane Satrapi, Levoir, 88 pp., p&b, capa dura, 10,90€

10 de julho de 2019

Top das vendas de BD em França de 23 a 30 de Junho de 2019

1º lugar (=) [5ª semana]
Une aventure de Blake et Mortimer: Le Dernier Pharaon
François Schuiten, Jaco Van Dormael, Thomas Gunzig, Laurent Durieux
BLAKE ET MORTIMER

2º lugar (novo)
Les Légendaires : Les Chroniques de Darkhell #1 - Ténébris
Patrick Sobral
DELCOURT

3º lugar (=) [6ª semana]
Mortelle Adèle #16: Funky moumoute
Diane Le Feyer, Mr Tan
TOURBILLON