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11 de outubro de 2018

O Xerife da Babilónia - Volume 2

Escrito pelo ex-agente da CIA e já famoso argumentista Tom King (Batman), Premio Eisner 2018 para o melhor escritor, e desenhado por Mitch Gerads (Justiceiro), o volume 2 de O Xerife da Babilonia e   sétimo da colecção Vertigo 25 Anos tem saída hoje em banca, concluindo-se uma das séries mais aclamadas da década.

Christopher Henry veio para o lraque ap6s a invasão dos Estados Unidos em 2003 para treinar uma    nova geração de polícias p6s-queda de Saddam Hussein. Mas um dos recrutas foi assassinado, abrindo a porta para uma vasta rede de segredos e mentiras, ligando o antigo regime, o novo governo, militares dos Estados Unidos, o submundo do crime e a rede jihadista num emaranhado de morte e falsidade.

Chris não está sozinho no meio do caos. Nassir e um antigo polícia de Bagdade e Sofia que faz parte do poder politico da região, juntam-se a Chris na tentativa de descobrirem o assassino, mas estão prestes a descobrir que nada e tão simples quanto parece no universo apocalíptico em que vivem. Abu Rahim e o homem que está por detrás do crime, conseguirá Chris chegar à verdade nas ruas ensanguentadas de Bagdade onde nada é o que parece?

O Xerife da Babilónia - Volume 2, Tom King e Mitch Gerards, Levoir, 152 pp., cor, capa dura, 14,90€ 

15 de setembro de 2018

Colecção 25 Anos Vertigo #5: Preacher - A caminho do Texas (1º volume)

Hoje é dia da disponibilização do último volume da Colecção Vertigo 25 anos da editora Levoir. Trata-se do primeiro volume de Preacher: A caminho do Texas de Garth Ennis e Steve Dillon.  

A série foi publicada nos Estados Unidos entre 1995 e 2000 e contou com 66 números e 6 edições especiais.

Sinopse do volume:
Preacher conta a história de Jesse Custer (nome que, não por acaso, tem as mesmas iniciais do que o de Jesus Cristo…) um pastor em crise de fé de Annville, uma pequena cidade texana, que durante um dos seus sermões é acidentalmente atingido por uma estranha energia vinda dos céus, Génesis, fruto do amor proibido entre um anjo e um demónio. Como resultado, a pequena igreja em que ele pregava é completamente destruída e todos os fiéis mortos. Só Custer sobrevive ao desastre. O pastor descobre que recebeu a dádiva da voz de Deus, o que faz com que qualquer pessoa obedeça ao que ele diz. Acompanhado por Tulip, a sua antiga namorada de gatilho fácil, e por Cassidy, um vampiro irlandês que gosta tanto de álcool como de sangue, Custer inicia uma viagem pelo continente americano em busca de Deus, perseguidos pelo Santo dos Assassinos, o mais implacável executor entre o Céu e o Inferno.

Preacher - A Caminho do Texas, Colecção Vertigo 25 Anos - Volume 5, Garth Ennis e Steve Dillon, Levoir, capa dura, cor, 200 pp., 13,90€

8 de setembro de 2018

Colecção Vertigo 25 anos #4: Jesus Punk Rock

Foi hoje para as bancas o 4º volume da colecção Vertigo 25 anos da Levoir com distribuição pelo jornal Público: Jesus Punk Rock, obra que afirmou o desenhador americano Sean Gordon Murphy (HellblazerJoe the Barbarian e American Vampire) como um autor completo.
Hoje em dia, os reality show estao na moda. Usando modernas técnicas científicas, uma produtora de TV decide clonar a maior personalidade da história e transmitir tudo em directo num reality show, provocando a ira (ou adoração) de fanáticos religiosos da comunidade cientifica e de políticos preocupados com a influencia na nação.
Publicada originalmente como uma mini-serie a preto e branco em seis partes, entre Setembro de 2012 a Janeiro de 2013, Jesus Punk Rock foi uma aposta pessoal da editora Karen Berger, que conhecia Murphy, sobretudo como desenhador das series American Vampire e The Wake, ambas escritas por Scott Snyder - que os leitores portugueses conhecem graças às histórias que escreveu do Batman -, mas não hesitou em deixá-lo escrever o seu próprio trabalho.
Jesus Punk Rock conta a história do clone de Jesus, criado a partir do ADN encontrado no Santo Sudário de Turim. Chris (o clone) cresceu como estrela de um reality show, todos os seus momentos sao gravados e transmitidos para milhares de espectadores fiéis. Quando Chris descobre os sinistros segredos que existem por detrás da sua criação, a jovem estrela foge, tornando-se ateísta, renuncia a sua herança religiosa e forma uma banda de punk rock na procura de uma revolução religiosa, causando o caos nos Estados Unidos.
A narrat va criada por Sean Murphy é atraente, profunda e relevante, abordando algumas das questões dos nossos tempos.

Colecção Vertigo 25 anos #4: Jesus Punk Rock, Sean Murphy, Levoir, 224 pp., p&b, capa dura, 13,90€

26 de agosto de 2018

Colecção Vertigo 25 Anos #2: Morte

Já está nas bancas o segundo volume da colecção da Levoir dedicada aos 25 anos da Vertigo: Morte de Neil Gaiman

Um dia por século, a Morte desce à Terra para conhecer melhor os mortais para quem ela será a visita final. Em duas histórias emotivas e inteligentes, descobriremos uma mulher com 250 anos que perdeu o seu coração, um adolescente deprimido, uma jovem estrela dilacerada, e o verdadeiro “milagre da morte”, o da beleza da vida.

Um livro que foi um marco na história da banda desenhada, e que até fez com que a morte parecesse… cool.” – Entertainment Weekly

A história que abre este volume é O Alto Custo da Vida, a primeira aventura a solo da Morte, publicada originalmente em 1993. Esta primeira história desenvolve uma lenda abordada na série Sandman, de que, um dia por século, a Morte encarna e desce à Terra para conhecer melhor os mortais para quem ela será a visita final. Cheio de diálogos mordazes ao longo da história, O Alto Custo da Vida traz importantes metáforas e questões ao leitor. Viver como uma humana por um curto período de tempo faz com que a Morte aproveite cada segundo como se fosse o último.

Morte: O Melhor Momento da tua vida, publicada originalmente em 1996, é outra das histórias pertencentes a este volume. Desta vez, a Morte tem um papel mais passivo. Acompanhamos a história de Hazel e da sua namorada, a compositora e cantora Foxglove, que por mais que ame imensamente a família que formou com Hazel e o seu pequeno filho, é proibida de assumir a sua homossexualidade, a fim de que não comprometer a sua carreira.

A completar este volume, temos ainda duas histórias curtas: A Roda, ilustrada por Chris Bachalo, em que Gaiman presta uma sentida homenagem às vítimas do 11 de Setembro, e a Morte Fala sobre a Vida, onde a personagem fala sobre a importância do sexo seguro e exemplifica as suas modalidades, com a ajuda de John Constantine (Hellblazer).

Colecção Vertigo 25 Anos #2: Morte, Neil Gaiman, capa dura, cores, 184 pp.. 13,90€


22 de agosto de 2018

Colecção Novela Gráfica #12: Novembro

Chegou hoje às bancas o último volume da edição de 2018 da colecção Novela Gráfica, uma edição da Levoir em parceria com o jornal Público.

Novembro (November) de Sebastiá Cabot é a obra escolhida para encerrar a colecção.

Sinopse da editora:
Gus é um escritor novato, que trabalha numa loja de discos antigos, e tem problemas em estabelecer relacionamentos sérios, até conhecer Clara, que está a tentar assumir o controlo da sua vida e parar de dormir no sofá da sua melhor amiga, Lucia, uma viciada em redes sociais que está constantemente a mudar de namorado. Novembro é uma história que nos fala sobre a separação, a solidão e a falta de comunicação na sociedade contemporânea, com um toque retro dado pelas referências ao cinema noir clássico e à música jazz.

Sebastià Cabot estudou artes e trabalhou em Barcelona durante muitos anos. Vive actualmente em Maiorca, na companhia dos seus dois cães, e trabalha como ilustrador freelancer, além de escrever e desenhar as suas próprias novelas gráficas. Em Novembro, cuja edição em Portugal é uma estreia mundial, a complexidade das relações humanas e os altos e baixos de uma ligação amorosa estão no centro de uma história simples, pontuada por referências cinematográficas e musicais.

Colecção Novela Gráfica #12: Novembro, Sebastiá Cabot, Levoir, 172 pp., cor, capa dura, 10,90€

18 de agosto de 2018

Colecção Vertigo 25 Anos #1: Hellblazer – Na Prisão

Chega hoje às bancas o primeiro volume da colecção Vertigo 25 Anos da Levoir numa parceria com o jornal Público. Hellblazer – Na Prisão com argumento de Brian Azzarello e arte de Richard Corben

Ao longo de 25 anos, a Vertigo tem sido a casa dos maiores argumentistas da banda desenhada americana, lançando séries e novelas gráficas que atingiram um sucesso comercial e crítico sem precedentes, tornando-se em muitos casos em títulos de culto. Fundada em 1993 para publicar as histórias mais adultas e complexas da DC, menos ligadas ao seu universo de super-heróis clássicos, a Vertigo iniciou uma revolução que continua até hoje, e que mudou a banda desenhada para sempre, introduzindo nas suas histórias um toque literário que surpreendeu e lhe granjeou fãs em todo o mundo.

Ao longo de mais de duas décadas e 300 números, Constantine tornou-se no arquétipo do mágico urbano moderno, do detective do oculto com um toque punk, que não hesita em mergulhar no terror e no caos, e que inspirou o nascimento de um verdadeiro género da fantasia contemporânea. Constantine perdeu a liberdade e está na prisão, onde terá de aprender todo um conjunto de novas regras para poder sobreviver. Nada a que um feiticeiro moderno habituado a fazer as suas próprias regras não esteja já habituado, mas ninguém poderia prever o final desta luta épica pelo poder numa penitenciária.

Constantine, que  já inspirou filmes e séries de TV, regressa agora no título Hellblazer, que foi o título de maior duração da linha Vertigo, terminou ao fim de 300 números, para dar lugar a uma nova revista, Constantine, integrada no universo DC Novos 52.

Colecção Vertigo 25 Anos #1: Hellblazer – Na Prisão, Brian Azzarello e Richard Corben, Levoir, cor, 128 pp., capa dura, 13,90€

15 de agosto de 2018

Colecção Novela Gráfica #11: O último recreio

Uma obra surpreendente da dupla Altuna/Trillo é a que a Levoir nos apresenta no 11º volume da Colecção Novela Gráfica de 2018.

"O último recreio" ("El último recreo") é uma história que nos apresenta um mundo em que os adultos desaparecem, e cujos donos são agora os únicos sobreviventes, as crianças. A inocência e a crueldade combinam-se num ambiente sem regras, sem limites, com imensas possibilidades, mas também com medos infinitos.

O Último Recreio é uma história universal. Uma fábula protagonizada por crianças, que embora não queiram ser adultos, levam nos seus genes os mesmos parâmetros que os seus pais. As sensações que provoca a leitura desta obra hoje, (…) são intensas e transmitidas por personagens credíveis e situações desconhecidas e dramáticas. A essência do ser humano.” – Antoni Guiral, editor, escritor e crítico.

Colecção Novela Gráfica #11: O último recreio, Horacio Altuna e Carlos Trillo, Levoir, 136 pp., p&b, capa dura, 10,90€

8 de agosto de 2018

Colecção Novela Gráfica #10: O jogador de xadrez

A décima entrega da colecção Novela Gráfica (4ª série) da Levoir é a adaptação de David Sala do livro de Stefan Zweig, "O Jogador de Xadrez" (1942). 

A história contada por um narrador sem nome, relata uma viagem em 1941 passada num navio que liga Nova Iorque a Buenos Aires, dois homens confrontam-se em frente de um tabuleiro de xadrez. O primeiro, Mirko Czentovic, é o actual campeão mundial.  De origem jugoslava, sem instrução, mas dotado de grande genialidade quando se trata de jogar xadrez. O segundo, um certo Mr. B., é um aristocrata austríaco que prefere manter o anonimato. Este ilustre desconhecido diz não jogar há vinte cinco anos. No seu passado há um segredo incómodo, cuja história ele conta a um viajante intrigado.

Um relato da barbárie vivida durante a II Guerra Mundial e das técnicas de tortura nazi. David Sala entendeu perfeitamente o mal-estar e a confusão do texto de Zweig, que descobre que a fuga à guerra não é suficiente para se libertar dela.

Colecção Novela Gráfica #10: O jogador de xadrez, David Sala, Levoir, 136 pp., cor, capa dura, 10,90€

2 de agosto de 2018

Colecção Novela Gráfica #9: Gente de Dublin

"Gente de Dublin" de Alfonzo Sapico é uma obra arduamente documentada, salpicada de múltiplas anedotas, uma cativante viagem pelas cidades onde este irlandês universal deixou o seu rasto – Dublin, Trieste, Paris ou Zurique. Autores e figuras ilustres desfilam pelas suas páginas, de Henrik Ibsen a W. B. Yeats, de Ezra Pound a H. G. Wells, ou Bernard Shaw, T. S. Eliot, Virginia Woolf, e muitos mais, incluindo mesmo Lenine.

Alfonso Zapico, argumentista e ilustrador de banda desenhada espanhol, trabalhou em projectos educativos do Principado das Astúrias, e em projectos de publicidade ou editoriais, bem como para a imprensa diária de Espanha. Estreou-se com um álbum para o mercado franco-belga em 2006, La guerra del profesor Bertenev, e em 2010 vence o Prémio Autor Revelação no Salão do Comic de Barcelona. Durante três anos, mergulhou no processo de criação deste Gente de Dublin, uma novela gráfica centrada na vida de James Joyce, que percorre os momentos, as conversas, as penúrias e as aventuras com que se foi construindo uma das grandes figuras literárias do séc. XX. Foi com esta biografia em BD que ganhou o Prémio Nacional do Comic, em 2012.

Colecção Novela Gráfica #9: Gente de Dublin, Alfonzo Sapico, Levoir, p&b, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

26 de julho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #8: Tatuagem

"Tatuagem" ("Tatuage") é o oitavo volume da edição de 2018 da colecção Novela Gráfica, uma edição da Levoir com distribuição pelo jornal Público. "Tatuagem" é uma adaptação de Hernán Migoya do romance de Manuel Vázquez Montalbán, desenhada por Bartolomé Seguí, já conhecido em Portugal através da edição em 2017 de "Histórias do Bairro".

Manuel Vázquez Montalbán escreveu "Tatuagem" em 1974. Escritor (novelista, poeta e ensaísta), jornalista de prestígio, dramaturgo e gastrónomo (escreveu várias obras sobre culinária). Militante comunista, foi preso diversas vezes devido à sua actividade política. Durante o franquismo publicou sob vários pseudónimos.

Ganhou entre outros o Prémio Nacional da Narrativa em 1991 e o Prémio Nacional de Letras Espanholas em 1995. Desde 2006, a Câmara de Barcelona concede o Prémio Pepe Carvalho a escritores de novela negra.

O galego Pepe Carvalho é um detective privado, com uma personalidade complexa e contraditória, cujas aventuras servem para o autor retratar, e frequentemente criticar, a situação social, política e cultural da sociedade espanhola.

Ex-agente da CIA, pessoa com uma vasta cultura, vive em Barcelona, trabalha como detective privado e mantém uma relação com uma prostituta chamada Charo.

Numa praia de Barcelona aparece, a flutuar no mar, o cadáver de um homem alto e loiro, com a cara comida pelos peixes, e uma tatuagem no ombro, onde se lê: “Nasci para revolucionar o inferno”.

Carvalho é contratado pelo proprietário de um cabeleireiro para que investigue a identidade do afogado.

Seguindo a pista da tatuagem, começa pelo bas fond de Barcelona, onde existem alguns tatuadores, pequenos delinquentes e prostitutas com muitos contactos. As suas pesquisas levam-no a Amesterdão, cidade que adora e da qual tem muitas recordações, do tempo em que ali trabalhou como agente da CIA.

Consegue saber a identidade do morto e regressa a Barcelona para dar a informação ao seu cliente e cobrar pelo seu trabalho. Mas Carvalho não está satisfeito e vai continuar a sua investigação, pois quer saber porque interessa a este homem a identidade do morto? Porque ou por quem morreu? Quem o matou?

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #8: Tatuagem, Bartolomé Seguí e Hernán Migoya, Levoir, 88 pp., cor, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

21 de julho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #7: Destemidas

O sétimo volume desta colecção da Levoir, distribuída pelo jornal Público é da francesa Pénélope Bagieu: "Destemidas - Mulheres que só fazem o que querem" ("Culotées -  Des femmes qui ne font que ce qu'elles veulent") de 2016. Trata-se de um volume de pequenas biografias que foram capazes de lutarem contra os os dogmas sociais dos seus tempos.

Histórias de mulheres que só fazem o que querem é a biografia gráfica destas mulheres de ideais. Wu Zeitan, imperatriz chinesa que foi precursora do direito laboral; Agnodice, médica ginecologista grega que arriscou a vida para que as mulheres pudessem exercer a medicina no seu país; Leymah Gbowee, que lutou pela paz na Libéria e foi Prémio Nobel da Paz em 2011; Annette Kellerman, nadadora responsável pela introdução do fato de banho feminino, são alguns dos exemplos cujas vidas estão retratados neste livro.

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #7: Destemidas, Pénélope Bagieu, Levoir, 144 pp., cor, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

11 de julho de 2018

Colecção Novelas Gráficas (4ª série) #6: Uma irmã

Foi hoje para as bancas mais um volume da colecção Novelas Gráficas de 2018. Trata-se da obra "Uma irmã" ("Une soeur") de Bastian Vivès, publicada em 2017.

Bastian Vivès é um dos mais inovadores e mais produtivos autores da BD franco-belga, co-criador da série Last Man e autor de Polina, publicado pela Levoir e pelo Público em 2017 e adaptado ao cinema com realização de Valérie Müller e Angelin Preljoca. Estudou na Escola Gobelins e na ESAG Penninghen.  O seu primeiro trabalho de banda desenhada foi feito através do seu próprio estúdio em Paris. Sob o nome de Bastien Chanmax.

Vivès já recebeu os prémios Autor Revelação Angoulême 2009, com Le Goût du chlore,  o Prémio dos Livreiros de BD 2011 e o Grande Prémio da Crítica de BD Francesa 2012.

Sinopse da obra:
Antoine, de 13 anos, leva uma vida pacata ao lado dos pais e do irmão mais novo, Titi, numa casa à beira-mar onde a família se encontra de férias, saboreando o Verão. Mas nessas férias, eles terão a visita de uma amiga da mãe que acabou de sofrer um aborto espontâneo e da sua filha adolescente de 16 anos, Hélène.

O que era para ser mais um Verão passado em família, rapidamente se transforma numas férias verdadeiramente inesquecíveis para Antoine, que acaba por descobrir em Hélène mais do que uma amiga: ele descobre uma infinidade de sentimentos nunca antes experimentados. Como o ter uma irmã mais velha, que lhe apresenta o mundo, o ensina a dançar, a beber e muito mais. Mas, ao mesmo tempo vão-se descobrindo um ao outro e o fascínio do primeiro amor.

O jornal francês Le Monde, num comentário sobre "Uma Irmã", disse: “Às vezes cru. Também muito sensual. Mas nunca falso, nem no tom nem no desenho, quase minimalista, próximo à abstracção.”

Colecção Novelas Gráficas (4ª série) #6: Uma irmã, Bastian Vivès, Levoir, 224 pp., p&b, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

4 de julho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O farol + Jogo Lúgubre

O volume desta semana da colecção Novela Gráfica contém duas novelas de Paco Roca.

Paco Roca é um dos autores espanhóis da actualidade mais importantes e premiados, presente em Novelas Gráficas de anos anteriores com as obras O Inverno do Desenhador e Os Trilhos do Acaso. Em 2016 a Levoir e o Público também editaram A Casa, uma obra galardoada com o Premio Nacional del Cómic 2015.

O Farol, publicado em 2004, é uma ode à imaginação, aos sonhos e à liberdade. Embora não seja a obra mais conhecida do autor, é uma das mais importantes para o compreender. O Farol é também uma homenagem de Paco Roca às aventuras da sua infância, um canto a favor da liberdade e da imaginação.

Francisco é um jovem soldado republicano que, ferido, foge das tropas falangistas. Na sua fuga chega a um lugar onde só existe o mar e a companhia de um faroleiro, que o salva de morrer afogado. Telmo, o faroleiro, irá iniciá-lo, pelo meio de muitas referências literárias aos heróis clássicos, como Ulisses, Gulliver ou Simbad, num mundo de aventuras que ele não sabia existirem. A bicromia a preto e azul resulta perfeitamente para o ambiente desta obra optimista e de “ritmo lento”.

A segunda história deste volume, O Jogo Lúgubre (título de uma pintura de Dalí), escrita e desenhada inicialmente a preto e branco, em 2001, é uma história brilhante, em que o desenho de Paco Roca é como sempre genial. No inicio do livro, Roca conta que numa livraria encontrou uma edição fac-símile de uma crónica de um antigo secretário do universal pintor catalão Salvador Dalí (Salvador Deseo no livro), que aparentemente seria verídica. Gostou tanto da história que não resistiu a adaptá-la.

A história passa-se em 1936, tempo de agitação política e artística. O fascismo tem cada vez mais força na Europa. Em Espanha a guerra civil está prestes a começar. O madrileno Jonás Arquero viaja para Cadaqués (Girona), um pequeno porto pesqueiro, onde consegue trabalho como secretário de Deseo, o pintor surrealista catalão, que atravessa um período de grande actividade criativa, excêntrica e genial.

Ao passar no bar da localidade, conta que veio para trabalhar em casa do pintor, mas a reacção dos locais não é a melhor, não querem saber nem do artista, nem das pessoas que o rodeiam. Mas, ao chegar a casa, Galatea, a companheira do pintor, informa-o das suas funções como contabilista. A casa é um verdadeiro labirinto, ligando quartos entre si, estúdios onde o pintor pinta, e toda uma panóplia de objectos estranhos. À medida que os dias passam, Jonás começa a conhecer melhor o estranho e carismático Deseo, um homem obcecado com sangue.

Em 2012 esta obra, a mais querida de Paco Roca na altura da sua edição, foi publicada em bicromia, num preto e vermelho mais adequada ao tom de terror do relato.

No final do livro encontra-se um posfácio escrito por Paco Roca, onde ele conta muitas curiosidades sobre a história.

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O farol + Jogo Lúgubre, Paco Roca, Levoir, 144 pp., bicromia, capa dura, 10,90€

27 de junho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #4: Calipso

Calipso” do suíço Cosey é o quarto volume da Novela Gráfica da Levoir com o Público, disponível hoje nas bancas. A obra foi editada originalmente em 2017 pela Futuropolis.

Eis a sinopse da editora:

…Cosey, que consegue exprimir sentimentos de profundidade e delicadeza semelhantes aos que se encontram na melhor literatura.” – Franquin, criador de Spirou, Gaston Lagaffe e Marsupilami

Gus e seu amigo Pepe assistem na televisão à retransmissão de Calipso, filme mítico protagonizado pela actriz Georgia Gould. Na realidade, Georgia Gould não é outra senão Georgette Schwitzgebel, com quem Gus viveu uma ardente paixão. Mais tarde, no jornal local, Gus descobre que a Geórgia está de volta à Suiça, na luxuosa e discreta clínica Edelweiss, especializada no tratamento de adições. Quando a visita, Gus fica convencido de que o amor da sua juventude está completamente dependente do marido, que controla a sua fortuna. É então que ela lhe propõe que ele a rapte para exigir um resgate, que lhes permita regressar a Nova Iorque. Mas as coisas acabam por não correr como previsto…

Pode consultar a sua biografia e quadriculografia portuguesa aqui.

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #4: Calipso, Cosey, Levoir, p&b, capa dura, 11,90€ com o jornal Público

21 de junho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O fantasma de Gaudí

Já está nas bancas o 3º volume da colecção de 2018 da Novela Gráfica da editora Levoir, distribuído com o jornal Público, "O Fantasma de Gaudí" de El Torres e Jesús Alonso Iglesias. Originalmente publicada em Espanha em 2015 pela Dibbuks, a obra obteve o Prémio de Melhor Livro de Autor Espanhol no Salón del Cómic de Barcelona 2016. 

Sinopse da obra:
A cidade de Barcelona serve de pano de fundo para O Fantasma de Gaudí. Antonia, uma empregada de supermercado, salva um idoso de ser atropelado e a partir desse momento desencadeia-se uma série de terríveis acontecimentos. As jóias arquitectónicas do artista catalão Antoni Gaudí passam a converter-se num enorme pesadelo para o inspector da polícia Jaime Calvo, quando em lugares como a Casa Vicens, a Casa Bartlló ou o Parc Güell começam a aparecer cadáveres terrivelmente mutilados, de forma estranha e violenta. O assassino permite-se brincar com as suas vítimas, colocando-as de modo a configurar uma encenação macabra e até mesmo a inspirar-se nas técnicas do próprio Gaudí – como os trencadís – para decorar os cadáveres. A polícia está num beco sem saída e Antonia continua a afirmar que viu o fantasma de Gaudí, precisamente no mesmo local onde Gaudí no ano de 1926 tinha morrido atropelado por um eléctrico.. Uma obra com a dose certa de intriga, terror, paixão e loucura num thriller policial.

El Torres é um argumentista, editor e empreendedor espanhol com uma notável trajetória internacional, com especialização em histórias de terror e aventura. Algumas das suas obras mais marcantes foram The Veil, a série Nancy in Hell e The Suicide Forest. A obra El Fantasma de Gaudí valeu-lhe os seguintes prémios: Melhor Argumentista na ExpoCómic e Melhor Obra Nacional no Salón de Barcelona 2016. El Torres, decidiu criar a sua própria empresa com o nome de “Amigo Comics”, onde lançou trabalhos de terror e fantasia como: The Westwood Witches, Rogues!, Roman Ritual e Ghost Wolf.

Jesús Alonso Iglesias, nascido em 1972, é licenciado em Belas Artes pela Universidade de Madrid. Trabalhou no estúdio de José María Álvarez, colaborando com diferentes editoras. Mais tarde, fez parte da equipa de pré-produção no estúdio de animação Milímetros S.A. durante cinco anos fazendo storyboards, layouts e designs, tanto em séries de televisão (Pippi Calzaslargas, Renade, Street Sharks, Todos los perros van al cielo…) como em longas-metragens (Los tres Reyes Magos, La Colina del Dragón). Foi chefe de pré-produção na Fanciful Arts Animation S.L. para séries de televisão (Altair) e como artista de layout para o longa-metragem El Cid. No ano de 2002 torna-se freelancer, dedicando-se à ilustração. Desde então, vem colaborando com diversas editoras, produzindo livros didácticos para Bruño, MacGraw Hill, Pearson Educación e Grupo Anaya. Finalmente, inicia-se em projectos de BD para editoras espanholas e francesas. Venceu o Prémio de Melhor Livro de Autor Espanhol no Salón del Cómic de Barcelona 2016 com El Fantasma de Gaudí, sendo o seu trabalho mais recente Los Dalton.

Colecção Novela Gráfica (4ª série): O Fantasma de Gaudí, El Torres e Jesús Alonso Iglesias, Levoir, 120 pp., cor, capa dura, 10,90€

13 de junho de 2018

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #2: Aqui mesmo

Hoje é dia de ir para as bancas mais um volume da colecção Novela Gráfica, uma edição da parceria Levoir/Público. "Aqui mesmo" é um título do volume ilustrado pelo francês Jacques Tardi. O argumentista  é  Jean-Claude Forest, criador de Barbarella.

"Aqui Mesmo", conta a história surreal e satírica de Arthur Même, que foi despojado das suas terras que lhe foram usurpadas pelos primos sem escrúpulos. Depois de numerosas disputas consegue recuperar os muros da propriedade onde passa a viver. E é ali, no alto daqueles muros que mantém a sua posição estratégica, possuidor das chaves que abrem e fecham todas as portas e portões da propriedade e, com a ajuda de um célebre e caro advogado, que espera recuperar a totalidade das suas terras.

"Aqui Mesmo" foi um dos títulos fundadores da revista francesa (À Suivre) em 1978, tendo feito a capa do primeiro número e vencido o prémio de melhor argumento no Festival de Angoulême de 1980.

A parceria destes  dois grandes artistas, Tardi/Forest, resultou numa das obras mais originais de toda a história da BD.

Colecção Novela Gráfica (4ª série) #2: Aqui mesmo, Jacques Tardi e Jean-Claude Forest, Levoir, p&b, 208 pp., capa dura, 10,90€

7 de junho de 2018

Bonelli #9: Mister No

O último herói da Bonelli a quem esta colecção possibilita a estreia em Portugal, nesta quinta-feira, foi também um dos primeiros: Mister No. Criado por Guido Nolitta (pseudónimo que Sergio Bonelli usava para assinar os argumentos que escrevia) em 1975, a partir de duas personagens reais que Sergio conheceu nas suas viagens pelo continente americano, Mister No é um aventureiro radicado na selva amazónica. Nascido Jerry Drake, Mister No — alcunha que nasceu devido à sua teimosia, que o leva a dizer facilmente “Não!” (No) aos seus clientes — é um antigo piloto de guerra americano que, depois da Guerra da Coreia, incapaz de se readaptar à vida civil, decide deixar os Estados Unidos e ir viver para Manaus, no Brasil, onde ganha a vida como guia na selva amazónica, o que, por vezes, o leva a envolver-se em situações que o obrigam a fazer apelo à sua experiência militar. O seu melhor amigo é outro estrangeiro, Otto Kruger, vulgo “Esse-Esse”, um alemão que, como Drake, é um veterano da Segunda Guerra Mundial. Não dos SS, como a alcunha pode levar a supor, mas do Afrika Korps, o célebre corpo expedicionário comandado pelo marechal Rommel.

Com uma capa inédita de Fabio Civitelli realizada em exclusivo para esta edição, colorida pelo desenhador português Ricardo Venâncio, o livro que apresenta Mister No aos leitores portugueses, comporta duas histórias. A primeira, “Ovni”, escrita por Tiziano Sclavi (o criador de Dylan Dog) e ilustrada por Civitelli, e publicada originalmente em 1984 no n.º 108 da revista mensal de Mister No, coloca o americano Mister No e um cosmonauta russo a terem de unir esforços em plena Guerra Fria, para conseguirem sobreviver a uma tribo de indígenas que os quer sacrificar aos seus deuses. Um encontro inesperado, que ocorre na sequência da queda de um satélite russo em plena selva amazónica, provocando a destruição do avião de Mister No e motivando a hostilidade dos indígenas, que vêem no estranho fenómeno um sinal de desagrado divino. A história de uma amizade improvável que floresce, independentemente das bandeiras e das ideologias, como sucede com No e Arkady, o cosmonauta russo, escrita um ano antes de Gorbachov subir ao poder, é um tema grato a Sergio Bonelli, mas Sclavi não deixa de juntar o seu toque pessoal, introduzindo, de forma ambígua, alguns elementos fantásticos na narrativa. Uma história muitíssimo bem ilustrada pelo traço de grande detalhe e legibilidade de Fabio Civitelli, que se revela senhor de um apuradíssimo jogo de sombras, bem evidente nas cenas nocturnas e nos pesadelos de Mister No e de um óptimo sentido de mise-en-scène, de que a entrada em cena de Arkady, com o seu traje espacial, é um exemplo perfeito.

Para além desta história, em que Sclavi aborda pela primeira vez os ovnis, tema a que regressará com alguma frequência em Dylan Dog, este volume traz também “Garimpeiros”, uma história curta escrita pelo próprio Sergio Bonelli e desenhada por Roberto Diso, que começou a desenhar Mister No logo na edição n.º 5 e que, com o tempo, acabou por se tornar o mais importante desenhador da série, ocupando-se também das capas da revista a partir do n.º 116. Bem representativa da colaboração da dupla, “Garimpeiros” coloca Mister No em confronto com diferentes aspectos da ganância humana, quando é obrigado a transportar os cunhados de um garimpeiro brasileiro até ao local onde este supostamente encontrou a jazida que o tornou um homem rico.

Colecção Bonelli #9: Mister No – Ovnis na Amazónia, Tiziano Sclavi, Guido Nolitta, Fabio Civitelli e Roberto Diso, Levoir, 136 pp., capa dura, p&b, 10,90€

6 de junho de 2018

Coleção: Novela gráfica (IV Série) vol. 1 - Os guardiões do Louvre

Pelo quarto ano consecutivo a Levoir e o jornal Público editam a Colecção de Novela Gráfica. Este ano com publicação à quarta-feira. Escolhemos a obra do mestre Jiro Taniguchi, "Os Guardiães do Louvre", para o lançamento da colecção de Novela Gráfica 2018, composta por 12 volumes e cujo lançamento em banca é no dia 6 de Junho. Cada livro é uma edição de coleccionador em capa dura por mais 10,90€.

"Os Guardiães do Louvre", foi o último trabalho de Taniguchi para o mercado francês e que surge aqui editado no sentido de leitura original para o qual foi concebido — isto é, no sentido de leitura japonês, em que a leitura é feita de forma invertida, da direita  para a esquerda —, o que acontece pela primeira vez nesta colecção. Taniguchi faz do Museu do Louvre e dos seus guardiões (nos mais diversos sentidos) os protagonistas de uma belíssima história com toques autobiográficos, que é uma declaração de amor ao Louvre e às relações artísticas entre a França e o Japão, magnificamente ilustrada numa delicada técnica de aguarela. A história acompanha um estudante de artes que aproveita uma folga para visitar o Louvre. Ao chegar a Paris, o rapaz adoece com febre alta chegando mesmo a delirar, mas decide realizar a visita mesmo assim. Lá ele encontra os Guardiões do Louvre, espíritos de obras e autores que habitam o local. Com uma narrativa contemplativa, é apresentado o espaço e alguns episódios ligados à sua história, como a transferência dos objectos do museu durante a Segunda Guerra Mundial para que as obras não caíssem nas mãos dos nazis. Taniguchi trabalha cada página com esmero. A história presta reverência à arte, tratando as obras com respeito e admiração, e o passeio pelo ambiente impressiona pela riqueza de detalhes e pelo olhar apaixonado que o autor nos transmite em cada página.

Jiro Taniguchi (1947-2017) publica a sua primeira obra no início da década de 1970. A descoberta da banda desenhada europeia, marca uma viragem na obra de Taniguchi, que opta por trabalhar sozinho, escrevendo e desenhando as suas próprias histórias. A partir de 1991, a sua obra assenta na sua experiência pessoal e na atenta observação, profundamente humana, dos seus semelhantes e do seu quotidiano.

Colecção Novela gráfica (IV Série) vol. 1: Os Guardiães do Louvre, Jiro Taniguchi, Levoir, 152 pp., cor, capa dura, 10,90€

31 de maio de 2018

Colecção Bonelli #8: Dragonero

Já está disponível o oitavo volume da colecção Bonelli da editora Levoir, distribuída com o jornal Público.

Publicada originalmente em 2014, no Speciale Dragonero nº 1, "A primeira Missão" recorda um episódio do passado de Ian Arànil, o Dragonero, quando este decidiu abandonar o exército do Império e incorporar o corpo dos exploradores. Ian procura o seu amigo, o ogre Gmor, entretanto retirado num mosteiro, para o acompanhar, mas em breve, os dois terão de abandonar o corpo de exploradores e partir em auxílio de um grupo de monges que se encontra preso no interior de uma biblioteca antiga.

Dragonero: A primeira missão, Colecção Bonelli #8, Luca Enoch, Stefano Vietti, Manolo Morron e Cristiano Cucina, Levoir, 136 pp., cor, capa dura, 11,90€

24 de maio de 2018

Colecção Bonelli #7: Martin Mystére

Neste volume é apresentado Martin Mystère, uma nova personagem da editora Bonelli. O sétimo volume da colecção chega hoje às bancas, três dias antes do encerramento da Exposição ESCHER, visitada por mais de 80.000 pessoas, em Lisboa. O artista holandês inspirou uma das histórias de Martin Mystère, encontrando-se a revista exposta no Museu de Arte Popular de Lisboa.

Martin Mystère o “detective do impossível”, foi criado por Alfredo Castelli em 1982, sendo uma personagem tão conhecida como Tex ou Dylan Dog.  Martin Mystère é um verdadeiro “Homem do Renascimento”. Antropólogo, arqueólogo, especialista em História da Arte, Línguas e Cibernética, investigador, apresentador de programas de TV, escritor, aventureiro e iniciado nos cultos esotéricos, Martin Mystère utiliza a sua vastíssima cultura para desvendar os mais variados enigmas.

Martin vive em Nova Iorque e viaja pelo mundo numa busca incessante de respostas a um variadíssimo número de enigmas. É numa dessas viagens, que descobre um mosteiro tibetano, onde é treinado numa variedade de artes Marciais pelo mestre Kut Humo e este lhe ensina a despertar a sua “terceira visão. Noutra viagem, encontra aquele que se vai tornar seu parceiro de aventuras e amigo, Java, um homem de Neanderthal.

O livro tem duas histórias: "O Destino da Atlântida" com argumento de Alfredo Castelli é ilustrada por Roberto Cardinale e Alfredo Orlandi.  Nesta história cuja acção se inicia nos Açores, Martin Mystère tem de se aliar ao seu inimigo Orloff para trazer de volta à nossa era o satélite militar que provocou a destruição da Atlântida e de Mu, 10 mil anos antes.

A segunda história, "Questões de família", com argumento de Castelli e ilustrada pelo mestre Sergio Toppi, que também ilustrou Sharaz-De, obra editada pela Levoir na colecção Novela Gráfica em 2015, aborda a descoberta de uma gravação vídeo, traz revelações sobre a presença de extraterrestres no nosso planeta.

Colecção Bonelli #7: Martin Mystére, Alfredo Castelli, Roberto Cardinale, Alfredo Orlando e Sergio Toppi, Levoir, 184 pp., p&b, capa dura, 11,90€