24 de abril de 2018

Christopher Blain - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(França) Argenteuil, 10 de Agosto de 1970


Após estudar economia, Christophe Blain prossegue os seus estudos artísticos em Paris e Cherbourg. Realiza as suas primeiras BD’s enquanto cumpre serviço militar. Como ilustrador profissional, colabora com revistas como Astrapi, Okapi Science et Vie Junior, bem como nas editoras Albin Michel, Casterman, Nathan Le Seuil.
O seu ingresso na BD deve-se a Émile Bravo, David B. e Joann Sfar, que trabalham no Atelier Vosges. Assim, começa a trabalhar com o argumentista David B. em algumas histórias publicadas em Lapin, como La Revolte d'Hop Frog, no qual introduz a personagens Hiram Lowat e Placido. Outras histórias com estes personagens são publicadas pela Dargaud.
Em 1999, Blain produz o álbum de sucesso Le Reducteur de Vitesse na colecção Aire Libre da Dupuis e contribuiu para a série Donjon Potron-Minet de Lewis Trondheim e Joann Sfar. Em 2001, inicia a série Isaac o Pirata na colecção Poisson Pilote da Dargaud. A série é premiada no festival de Angoulême em 2002. Também na Poisson PiloteBlain faz a comédia filosófica Sócrates le Demi-Chien com Sfar.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 19-2-2015]

23 de abril de 2018

5ª Mostra do Clube Tex


Carlo Boscarato - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(Itália) Treviso, 9 de Maio de 1926 - Treviso, 12 de Junho de 1987


Em Outubro de 1948, aos vinte e dois anos, vê o seu primeiro trabalho publicado, A mala verde, um episódio de Jim Brady para a revista Il Viitorioso. Começa assim uma longa colaboração com a revista semanal católica para jovens, que irá durar até ao seu encerramento em 1967. 
Entre 1953 e 1959 trabalha para Lo Scolaro com ilustrações e banda desenhada. Em 1967-68 colabora com o editor inglês Studio Dami, desenhando Dickson, Piloto da Grande Guerra, cujas histórias também são publicados na Itália em Vitt . 
Entre 1967 e 1975 colabora com Il Messagero dei Regazzo, com várias histórias,  como  George Reli e em 1970, com textos de Claudio Nizzi, as aventuras de Larry Yuma  e, ainda, a série mais humorística Nico & Pepo. Em 1979, ainda com adaptação de Nizzi , desenha uma versão de A ilha do Tesouro, o célebre romance de Stevenson
Casado com quatro filhos, vive e trabalha na sua cidade natal até 1987. 

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • A história dos 3 diamantes: Passageiros clandestinos (Il naufrago della Lincoln), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #86 a #97
  • A história dos 3 diamantes: O diamante de D. Carlos (Il diamante de Don Carlos), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #98 a #109
  • A história dos 3 diamantes: O negreiro da costa do marfim (Il negrero della Costa d'Avorio), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #110 a #121
  • A história dos 3 diamantes: A montanha proibida, Eros Belloni (arg.), 1953, Cavaleiro Andante #122 a #133
  • Na corte do Rei Sol (Alla corte de Re Sol), 1953, R. De Barba (arg.), Cavaleiro Andante #134 a #152
  • O pequeno Rajá, Cavaleiro Andante #137 a #169
  • O segredo de Ab-El-Kader, Álbum do Cavaleiro Andante #40
  • Bisonte Vermelho, Cavaleiro Andante #441
  • A verdadeira coragem, Cavaleiro Andante #442
  • Ofa, o grande, Cavaleiro Andante #457
  • Vingança cheyenne, Cavaleiro Andante #471
  • O herói de Milo, De Barba (arg.), Cavaleiro Andante #480 a #482
  • O pequeno imperador, Álbum do Cavaleiro Andante #60
  • O bosque dos mendigosÁlbum do Cavaleiro Andante #77
  • O trovador da Normandia, Álbum do Cavaleiro Andante #80
  • A revolta dos Natchez, Gelbas (arg.), Álbum do Cavaleiro Andante #92
  • Viagens do capitão Hook, Nau Catrineta #1 a #29
[actualizado a 20-2-2015]

22 de abril de 2018

Yves Chaland - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(França) Lyon, 3 de Abril de 1957 - Auto-estrada francesa, 18 de Julho de 1990


Yves Chaland elabora as suas primeiras páginas de BD para o fanzine Biblipop em 1974. Um ano depois, colabora no trabalho colectivo Lo Parisenc en Vacances em Vida Nostra. Com o seu colega Luc Cornillon, funda a revista L'Unité de ValeurChaland Cornillon são recrutados em 1978 por Jean-Pierre Dionnet para a revista Métal Hurlant. Neste periódico realizam pastiches de BD’s clássicas dos anos 50. Em 1980, cria Bob Fish na Métal Hurlant e John Bravo em Astrapi. Um ano depois, estreia o personagem futurista Adolphus Claar para uma edição especial da Métal Hurlant. A série continua mais tarde em Astrapi. Cria Freddy Lombard para a revista Bananas. Em 1982, Chaland regressa com uma série nostálgica na revista Spirou, num estilo que lembra Jijé (Spirou au Bocongo). Em 1984, ilustra um trabalho de Moebius, Le Grand Fatal, publicado em RigoloMétal Hurlant Métal Aventure. Simultaneamente, Chaland trabalha em publicidade, ilustrando numerosas campanhas de comunicação, dá cor ao primeiro álbum de John Difool e colabora em várias obras colectivas. Em 1990, ilustra La Main Coupee de Jean-Luc Fromental. Em Julho daquele mesmo ano, Yves Chaland morre num trágico acidente de viação. Após a sua morte, vários livros com os seus trabalhos de ilustração e histórias inacabadas têm aparecido, bem como a reedição do integral da sua obra pela editora Les Humanoïdes Associés.

Séries publicadas em Portugal:
Freddy Lombard

One-shots publicados em Portugal:
  • Lady Pickpockpet (Lady Pickpockpet), 1984, O Mosquito (5ª série) #7; Jornal da BD #155
[actualizado a 19-2-2015]

21 de abril de 2018

Henrique Breccia - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Argentina) Buenos Aires, 1946 

Filho de Alberto Breccia, estuda no Instituto de Artes Plásticas de Buenos Aires. Começa por desenhar histórias de guerra para os jornais da Fleetway. Colabora com o seu pai na biografia de Che Guevara, escrita por Héctor Germán Oesterheld. Refugia-se na Itália, colaborando com a imprensa local com Conquista del Desierto, Thyl l'Espiègle e El Reino Azul. Realiza a sua versão de Till Ungespiegel (Tijl Uylenspiegel) e ilustra a invasão espanhola da América. Nesta última série, Breccia prova ser um excelente colorista. Na década de 80, produz a saga mitológica El Sueñero, que começa como uma história em BD de fantasia, mas logo evoluiu para uma alegoria política. Com Carlos Trillo no argumento, cria a série Alvar Mayor. Adapta clássicos da literatura à BD: A Ilha do Tesouro, Moby Dick, ... Também trabalha também para a DC Comics com BatmanGotham Knights.

Séries publicadas em Portugal:
Alvar Mayor

One-shots publicados em Portugal:
  • Lovecraft (Lovecraft), Keith Giffen e Hans Rodionoff, Álbum Vitamina BD [2004]
  • A vida de Che, Alberto Breccia (des.) e Hector Oesterheld (arg.), Levoir [2017]
[actualizado a 22-3-2018]

Fernando Jorge Santos Costa - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador

Funcionário público aposentado (chefe de Finanças na DGCI) é, fora do contexto laboral, autor de banda desenhada e escritor, tendo também sido jornalista, monografista, cartunista e ilustrador de livros.
Em termos de Banda Desenhada, iniciou-se na revista O Mundo de Aventuras, onde publicou alguns pequenos excertos de obras de Emílio SalgariOs Tuaregues, O Último Tigre e A Formosa Judia, que serviria de base à adaptação de Os Piratas do Deserto. Foi ainda autor do texto e do desenho de uma página semanal de banda desenhada, publicada no semanário O Crime durante cinco anos. Assinou igualmente álbuns de BD, na sua maior parte dedicados a figuras e acontecimentos históricos: Registos Criminais, A Viúva do Enforcado, D. Egas Moniz, o Aio, As Bodas de D. Dinis e Isabel de Aragão em Trancoso, Lendas da Meda Lendas de Aguiar da Beira.

One-shots publicados em Portugal:
  • O último tigre, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #433
  • Fernão de Magalhães, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #449
  • À côa!, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #464
  • O duelo, 1982, Santos Costa, Mundo de Aventuras (2ª fase) #471
  • O boi cardil, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #472
  • D. Caio, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #487
  • Os homens de pedra de Sutilé, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #493
  • A formosa judia, 1983, Santos Costa, Mundo de Aventuras (2ª fase) #487
  • Branca-Flor, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #500
  • A truta de Celorico, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #508
  • Doma Chama, 1984, Mundo de Aventuras (2ª fase) #511
  • A mulher de Wang Hsi-Liang, 1984, Mundo de Aventuras (2ª fase) #517
  • A dama pé-de-cabra, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #542
  • Os dois compadres, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #553
  • O velho do surrão, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #561
  • Bandarra - Poeta, profeta e sapateiro de Trancoso, 1990, Álbum Câmara Municipal de Trancoso [1990]
  • As bodas de D. Dinis e Isabel de Aragão em Trancoso, 2005, Álbum Câmara Municipal de Trancoso [2005]
  • Piratas do deserto, 2012, Álbum Edições ASA [2012]
  • Aventuras do Magriço - 1º volume, Edição do autor [2015]; Sete Vidas [2017]
  • Aventuras do Magriço - 2º volume, Edição do autor [2016]
  • Lendas do distrito da Guarda, Edição do autor [2017]
  • O atentado a Salazar, Edição do autor [2017]
[actualizado a 19-2-2015]

20 de abril de 2018

X-Men #5: Viver em Combate

Foi hoje para as bancas o quinto volume da colecção X-Men, que reúne os comic books X-MEN: BLUE (2017) #5, X-MEN: GOLD (2017) #5, JEAN GREY (2017) #4 e OLD MAN LOGAN (2016) #11 a #13.

Neste volume, o Cérebro conduziu a equipa Blue até às montanhas do Colorado, onde os X-Men foram confrontados por um mutante com garras de aspeto familiar: nem mais nem menos que Jimmy Hudson, o filho do Wolverine de outra realidade. Mas o que  faz ele neste universo? Antes de conseguirem perceber o que se passava, a equipa foi atacada por um grupo peculiar com poderes especiais que se auto-intitula de “Os Novos Carrascos”. Quem são eles? E querem o quê?

Sob a liderança de Kitty Pride, a equipa Gold está também ela metida em sarilhos. Gambit foi contratado para roubar um frasco de nanorobôs capazes de se autorreplicarem num “enxame inteligente”. Quando o mestre larápio tentou anular o negócio, os nanorobôs fundiram-se com inteligência artificial Sentinela… e o caos irrompe em Nova Iorque.

Em relação a Jean Grey, depois da visão aterradora de um futuro marcado pelo regresso da Força Fénix, a jovem mutante partiu agora para um encontro com Thor Odinson no sentido de obter ajuda para o “confronto” futuro com o mítico Pássaro de Fogo.

Este volume inclui ainda a conclusão da história do homem agora conhecido por “O Velho Logan”, com o final do arco narrativo “O Último Ronin”.

X-Men #5: Viver em Combate, Goody, 128 pp, cor, capa flexível, 7,90€

Alexandre-Nicolas Coutelis - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador 
(França) Paris, 8 de Fevereiro de 1949

Após terminar os estudos superiores, Coutelis trabalha em várias áreas antes de se dedicar à BD (chega a participar no campeonato de boxe francês). Após o serviço militar, finalmente, volta para o seu sonho de infância: a BD. Junta-se à equipa da revista Pilote, em 1971, onde faz várias ilustrações. Assume uma longa carreira como ilustrador de imprensa, antes de se iniciar, em 1976, na BD nas revistas Pif Gadget Scoop. Desenha para revistas como a Fluide Glacial L'Echo des Savanes. Em 1984, desenha a série Dampierre et Morrisson e La Dame de Singapura para a revista Charlie Mensuel. Em 1985, ilustra Chuck Dougherty, le Privé em L'echo des Savanes, uma história escrita por Jean-Michel Charlier. A cooperação com Charlier continua em 1988, quando Coutelis assume o desenho da série de Tanguy e Laverdure. Infelizmente, Coutelis ilustra apenas um álbum da série, porque Charlier falece um ano depois. Na década de 90, Coutelis desenha O Vagabundo dos Limbos (texto de Christian Godard Bollée) e Man, Super-héros polyalent (textos de Setbon). Em 1995, desenha várias paródias de programas de TV em L'Allumé. Um ano depois, torna-se um dos artistas principais da Fluide Glacial, ilustrando Bienvenue à Welcome Land (escrito por Tronchet) e vários gags e contos.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 19-2-2015]

19 de abril de 2018

Colecção Bonelli #2: Dampyr

Foi hoje para as bancas o segundo volume da colecção Bonelli, uma edição da Levoir com distribuição pelo jornal Público. Este volume contém duas histórias, inéditas em Portugal, de Dampyr.

Criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo, a história de Dampyr é a de um fruto da união de um vampiro com uma mulher mortal, alguém que está entre dois mundos e cujo sangue pode destruir os vampiros. Dampyr é uma lenda balcânica. Naquela região acreditam haver uns vampiros especiais que podem enfrentar a luz do sol sem se sentirem afectados por ela. São conhecidos como os Mestres da Noite e podem dar vida a outros vampiros ao morder um ser humano, tornando-o membro do grupo daquele Mestre da Noite que o mordeu. A série foi concebida inicialmente como uma mini-série para a revista Zona X publicada pela Sergio Bonelli Editore na Itália. As aventuras contra o mal deste ser especial percorrem o mundo de lés a lés, passando por Praga, Berlim, Paris, Etiópia, Irlanda e também Portugal.

O Esposo da Vampira, de Mauro Boselli e Alessandro Bocci (este último, presente este mês na 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal) é uma das duas histórias que fazem parte deste volume. Harlan Draka e o seu amigo Kurjak  (um ex-soldado que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade) vão até Trás-os-Montes, para investigar a lenda do Castelo de Monforte da Estrela, que dizem estar assombrado por uma vampira. No local encontram uma equipa de filmagens que se prepara para rodar um filme de terror inspirado num conto do sec. XIX, cuja acção decorre na Catalunha e que é filmado em Trás-os Montes por questões de custos.

Tributo de Sangue, história de Giovanni Eccher e Maurizio Dotti tem como cenário a zona ribeirinha do Porto, a região vinícola do Douro e as caves de Vila Nova de Gaia. A especificidade cultural de Miranda do Douro e as perseguições aos judeus perpetradas pela população cristã e pela Inquisição portuguesa no século XVI também fazem parte desta história que inclui um fantasma em traje mirandense e uma tentativa de assassinato na ponte D. Luís I.

Segundo Giovanini Echer, “O motivo por que a trama é ambientada nesses lugares é muito simples: eu fiquei impressionado durante uma belíssima viagem a Portugal. Além disso, como a minha namorada é dona de uma enoteca em Milão, ela foi a minha guia entre os exportadores de Vila Nova de Gaia, que nos acolheram com muita cortesia e nos permitiram visitar as suas caves e provar os seus produtos.”

Colecção Bonelli #2: Dampyr – Aventuras em Portugal, Mauro Bonelli, Alessandro Bocci, Giovanni Eccher e Maurizio Dotti, Levoir, 200 pp., p&b, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

Mário Cubbino - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(Itália) Gorizia, 14 de Janeiro de 1930 - Rimini, 2 de Maio de 2007

Mario Cubbino inicia a sua carreira, em 1952, auxiliando Enzo Dufflocq Magni na série Pantera Bionda. Dois anos depois, ilustra Nat Del Santa Cruz, na editora Tristano Torelli, juntando-se aos estúdios Dami Rinaldo. Neste estúdios, Cubbino ilustra várias meninas em BD para a imprensa britânica Amalgamated, como My Friend Sara e Shirley. Muda-se para Londres, onde continua a trabalhar até 1963. De volta à Itália, voltou a Torelli com a série Dallas Roy Pecos Bill. Desenha as séries eróticas Zip e Jungla, seguido de Wallenstein il Mostro e Karzan, na década de 70.
Em 1973, inicia uma colaboração com a revista Il Corriere dei Ragazzi, para a qual desenha diversas histórias de BD realista, como O Sombra com argumento de Alfredo Castelli. Ilustra, com textos de Argenzio e Tiziano Sclavi no Corrier Boy (1975). Um ano depois, desenha Dotting Doug, bem como diversas capas da revista Bliz. Ilustra um episódio de Zagor para a Bonelli. Faz algumas histórias da série Dylan Dog. No editores LugCubbino ilustra Rick RossZey RodRoi des profondeursRoxy e Tahy Tim

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 19-2-2015]

18 de abril de 2018

Top das vendas de BD em França de 2 a 8 de Abril

1º lugar (=) [3ª semana]
Tyler Cross #3: Miami
Brüno, Fabien Nury
DARGAUD

2º lugar (=) [5ª semana]
Walking Dead #29: La Ligne blanche
Charlie Adlard, Stefano Gaudiano, Robert Kirkman
DELCOURT

3ª semana (=) [18ª semana]
Dans la combi de Thomas Pesquet
Marion Montaigne
DARGAUD



I.R.$. #9

Foi hoje para as bancas o penúltimo volume da colecção I.R.$., uma edição conjunta da ASA e do jornal Público. O presente volume é composto pelos 15º e 16º episódios: 

Mais-Valias face à morte (Plues-values sur la mort, 2014) 

Larry B. Max está numa nova missão, desta vez no Iraque: descobrir e neutralizar traficantes de armas que desviam uma parte dos stocks de armas enviados pelos Estados Unidos para o teatro de operações. Uma dura discussão com um tal Barrat permite-lhe obter uma lista de nomes que, como era de esperar, inclui uma série de personalidades importantes e influentes do mundo da indústria e da política. Um nome em particular chama a atenção do agente especial: Rick Richards, pai de duas crianças e funcionário de uma companhia de seguros – é precisamente o seu currículo banal que o torna suspeito aos olhos de Larry.

Opções face à guerra (Options sur la guerre, 2015)

Na segunda aventura deste álbum duplo, vamos encontrar o agente especial do fisco americano no Ruanda com Laroya, agora transformada em sua colaboradora e cúmplice, numa rota de perseguição aos traficantes de armas que o levará ao Congo. Neste país africano, devastado pelos conflitos internos, espera encontrar-se com Richards e acabar de vez com essa rota de tráfico. Mas o seu contacto foi assassinado e a presença de Larry no local parece ser do conhecimento de toda a gente. De caçador, passa a presa, e isso será de molde a comprometer a sua missão?…

I.R.$. #9: Mais-valias face à morte+Opções face à guerra, Stephen Desberg e Bernard Vrancken, Público/ASA, 96 pp. cor, capa dura, 10,90€

Mic Delinx - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Michel Houdelinckx
Argumentista, Desenhador
(França) Paris, 6 de Dezembro de 1930 - Paris, 18 de Dezembro de 2002

Fascinado pelo desenho desde a infância, desenvolve os seus estudos em cursos nocturnos de desenho na escola Montparnasse. Faz a sua estreia em 1957 com Kid Texas na revista Pierrot. Um ano mais tarde, está presente em Lissette com Sofia, bem como em Fripounet et Marisette com Bull Dozer.
Cria em 1961, juntamente com Goscinny, La Forêt de Chênebeau, que é inicialmente publicado na revista Jacqueline dos Armazéns J. Esta série é, cinco anos mais tarde, retomada na revista Pilote. Também para a Pilote, cria histórias curtas, assim como a série Buck Gallo, com textos de Yves Duval e Jean Tabary, publicada entre 1963 e 1968. Em 1968 e 1969, desenha Pan et la Syrinx com textos de Fred. Também em 1969, Delinx cria a sua série mais famosa, A Selva em Festa, com textos de Christian Godard para a revista Pif Gadget. Em 1996, desenha a série humorística Banga!Delinx também realiza trabalhos de publicidade e é o criador da revista Kouakou, destinado ao público juvenil de África. Também está activo no campo da televisão, criando a marionete Theobald le Chameau para o Midi Magazine Show.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 19-2-2015]

Os Vingadores: Infinito (volume 2 de 4)

Já está nas bancas o segundo volume desta mini-série dos Vingadores, numa edição da Goody.

Sinopse da editora:
A GRANDE GUERRA DO INFINITO. Os Construtores. Engenheiros de tudo o que existe. Uma raça tão velha como o próprio tempo. Quando a Terra é considerada um fracasso, os Construtores marcam-na para procederem à sua destruição. Enquanto o Capitão América, e uma poderosa equipa de super-heróis nunca antes reunida, avança para o espaço para fazer frente a estes inimigos ancestrais, um velho inimigo decide tirar proveito do facto de a Terra estar desprotegida. Thanos, o Titã Louco, ataca com todas as suas forças… e onde Thanos pisa podemos esperar morte e muita devastação. Felizmente, mesmo um mundo sem Vingadores tem as suas defesas. O Homem de Ferro permaneceu na Terra, juntamente com os restantes elementos dos Illuminati, uma sociedade secreta de super-humanos que, para complicar as coisas, vive enormes tensões que podem colocar em causa a própria defesa do planeta. Com a necessidade de trabalhar em equipa, e atuar em múltiplas frentes de batalha, este é o conflito que promete mudar para sempre todo o Universo Marvel.

COMICS ORIGINAIS INCLUÍDOS:
AVENGERS (2013) #18-19 – POR JONATHAN HICKMAN, LEINIL FRANCIS YU, GERRY ALANGUILAN E SUNNY GHO
INFINITY (2013) #2-3 – POR JONATHAN HICKMAN, JEROME OPEÑA, DUSTIN WEAVER E JUSTIN PONSOR
NEW AVENGERS (2013) #10 – POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO E FRANK MARTIN

Vingadores: Infinito (volume 2 de 4), Goody, 128 pp., cor, revista, 7,90€

17 de abril de 2018

Assassin's Creed #2: Crepúsculo

A partir de hoje, podemos encontrar nas bancas, numa edição da Goody, o segundo volume da série Assassin's Creed.

Sinopse da editora:
Não há como voltar atrás para Charlotte De La Cruz enquanto ela se associa cada vez mais à Irmandade dos Assassinos – e mais profundamente ainda nas suas memórias genéticas. Um vestígio do passado está prestes a situar Charlotte no coração do Império Inca… enquanto o mesmo está prestes a cair! Galina está desesperada para manter a célula Assassina cada vez mais reduzida, mas Charlotte tem sua própria agenda. Lâminas são desembainhadas, sangue é derramado e fragmentos voam enquanto elas lutam pelo que acreditam ser certo… e a sua guerra fria significa morte para aliados e inimigos!

Assassin’s Creed Vol. 2: Crepúsculo, Anthony Del Col, Conor McCreery & Neil Edwards, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Pierre Frisano - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(França) 7 de Janeiro de 1934 - 28 de Julho de 2013

Pierre Frisano é um artista francês do pós-guerra da BD realista. Após a Segunda Guerra Mundial, com apenas treze anos de idade, falsifica a sua data de nascimento para obter o diploma e ir trabalhar como fabricante de mobiliário. Pouco antes de entrar no serviço militar, é apresentado a Lexis René, que trabalha para a editora Sagédition, onde faz a sua estreia profissional, fazendo ilustrações de capa, contos e ilustrações. Em 1952, substituiu Gérald Forton em Jim Cartouche. Quatro anos mais tarde, colabora em várias revistas femininas, seguido por um período de dez anos de desenho (principalmente) em tiras verticais para o Paris-Jour. Em 1972, Frisano faz parceria com Jean-Marie Pélaprat  numa adaptação à BD da série de televisão Daktari. Durante o mesmo período, começa uma longa colaboração com Raymond Maric para revistas como Le Journal des Pieds Nickelés, Le Journal de Bibi Fricotin e Lili e Aggie. Esta dupla cria séries como Le Patrouilleur de l’ EspaceMacchusGorak e Skatié. No final dos anos 70 e início de 80, Frisano intensifica o trabalho para revistas, como Pistilo (Swen et Bogi), Télé-Junior (Fantômas) e Fulgur Capitan (San Kukai). Faz um álbum com Zorro em MCL e colabora em publicações como Edi EuropDéfi, Fantastik Super e Vautour. Além disso, desenha para as coleções Larousse A História do Far-West e Découvrir La Bíblia.
Em 1981, começa a trabalhar com Maric para a revista Spirou (Contes DéfaitsPérouane prince Inca), para a Dargaud (Che Guevara - les barbudos du Granna) e RTL (Otelo, Aida). Outras BD’s na década de 80 incluem Sébastien, les Chemins de la Vie (com Jean-Paul Tiberi), e as adaptações de Jacquou le Croquant Sans Famille (publicado em Okapi). Na década de 90, desenha Saint-Martin La Petite Thérèse de Lisieux, duas novas colaborações com Maric para as Éditions Le Signe.

Séries publicadas em Portugal:
História do Far-West

[actualizado a 20-2-2015]

Revistas da Maurício de Sousa disponíveis em Portugal em Abril











16 de abril de 2018

Stan Lynde - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(EUA) Lodge Grass, 23 de Setembro de 1931 - Montana, 6 de Agosto de 2013

Stan Lynde nasce no estado de Montana, em 1931, filho de um criador de ovelhas. Incentivado pela mãe, começa a desenhar, fazendo a sua primeira história em BD para o jornal do liceu. Lynde estuda arte e jornalismo na Universidade Estadual de Montana e entra para a Marinha dos EUA em 1951, onde desenha a BD Ty Foon para o jornal da base militar.
Em 1955, Lynde é dispensado da Marinha. Depois de uma tentativa na pecuária, vai trabalhar para um jornal de Colorado Springs, mudando-se para Nova York em 1956, sendo contratado pelo Wall Street Journal. Em 1958, cria uma série diária intitulada Rick O'Shay e vende-a ao Tribune-News Syndicat.  Lynde continua a trabalhar nesta série até 1977, fazendo  um episódio especial em 1992 (Rick O'Shay e Hipshot: The price of fear).
Em 1979, cria Latigo, um outro western, desenhando a tira diária até 1983. Outra criação é Grass Roots, que desenha entre  1984 e 1985 e, novamente, a partir de 1998. Desde meados da década de 90, Lynde trabalha para a revista sueca Fantomen, começando com a série Chief Sly Fox e, a partir de 2002, com a faixa humorística Rovar Bob (Bad Bob).  

Séries publicados em Portugal:

[actualizado a 20-2-2015]

15 de abril de 2018

Revistas da Marvel da Panini-Brasil à venda em Portugal em Abril








Pedro Massano - Ensaio de quadriculografia portuguesa


Desenhador, Argumentista
(Portugal) Lisboa, 15 de Agosto de 1948

Jornalista, editor, ilustrador, autor, crítico e divulgador de banda desenhada, Manuel Pedro Dias Massano Santos nasce a 15 de Agosto de 1948, em Lisboa, tendo vivido durante alguns anos nos Açores (São Miguel), onde fez quase toda a escola primária. De regresso a Lisboa, conclui a 4.ª classe e frequenta o Colégio Militar.
Contacta com a banda desenhada desde tenra idade, pois começa a ler precocemente (com 4 anos), inicia-se como leitor do Cavaleiro Andante e mais tarde de outras revistas de BD, o que influencia decisivamente a escolha desta Arte (a Nona Arte, como também é conhecida a BD, por oposição ao Cinema, a Sétima Arte) como sua grande paixão. Curiosamente, teve no rígido Colégio Militar, um professor que um par de vezes por semana tinha o bom hábito de distribuir revistas de BD em francês pelos seus alunos durante as suas aulas, como motivação para ensinar o francês, o que lhe permite contactar com o que de melhor se fazia na bande dessinée franco-belga.
Frequenta o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, durante os anos 70, em simultâneo com trabalhos de banda desenhada, caricatura e ilustração, para jornais como Musicalíssimo, Observador, Volante e República.
A sua primeira banda desenhada publicada foi BZZZ, que aparece no suplemento Mosca, no Diário de Lisboa, em 1972, assinando então como Mané (de resto, a assinatura nos seus trabalhos teve outras cambiantes, como Pedro ou Manuel Pedro).
Massano está associado ao aparecimento da célebre e efémera revista Visão (1975-1976), inteiramente dedicada à banda desenhada e que pelas novas abordagens narrativas e gráficas marca fortemente uma ruptura entre os autores e leitores de BD no nosso país, numa aventura que dura 12 números.
Na mesma época (finais dos anos 70) passa também por outra revista de BD, associada a um programa da RTP, o Fungagá da Bicharada e por jornais tão variados como Autosport, Portugal Hoje, Ação Socialista, O País, Cinéfilo, Negócios, Diário de Notícias ou a revista Match Magazine.
O seu primeiro álbum editado foi A Primeira Aventura no País de João, segundo textos de Maria Alberta Menéres, em 1977, pela Comissão Organizadora do Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas, com a impressionante tiragem de 500 mil exemplares, provavelmente uma tiragem sem paralelo no nosso país.
Segue-se o longo ciclo de O Abutre, uma série de breves tiras com um humor muito negro, iniciada no semanário A Luta, em 1978, se bem que a sua concepção seja anterior, pois já tinha apresentado um conjunto de tiras para publicação no jornal Musicalíssimo, em 1973, que entretanto ficaram na gaveta. Esta série teve continuação num conjunto de sete álbuns editados ao longo da década de 80, pela Europress. Nesta mesma editora foram lançados os álbuns A Lei do Trabuco e do Punhal: Mataram-no Duas Vezes e A Missão H...orrível. Uma aventura da minhoca Tropicalda, ambos em 1987, com a particularidade de o primeiro ter tido também publicação no Diário de Notícias desse mesmo ano.
Realiza alguns trabalhos de BD na área da publicidade e do marketing, como é o caso d'As Aventuras do Capitão Iglo, uma coleção de cromos, em 1987, O Natal do Sabião, para os CTT, em 1991, O Vitaminas em Ação eco... logicamente, para a Sumol Néctar, em 1991 e O cliente é o nosso rei e patrão
Dada a dificuldade de editar banda desenhada em Portugal, em meados dos anos 90, Pedro Massano chega a ter o seu próprio projecto editorial, com a PIM (Publicações Ilustradas Multicor), onde espera editar os seus trabalhos, o que chega a acontecer com um manual sobre as técnicas da BD, Como Fazer Banda Desenhada, e as tiras bem humoradas de Os Passarinhos
Em 1997 vê finalmente editado o primeiro volume de A Conquista de Lisboa, pelo Montepio Geral, que fez uma tiragem destinada à oferta aos seus associados e clientes, episódio que também foi publicado na revista Montepio Juvenil, entre 1997-1999. O segundo volume, Por Vontade de Deus saiu em 2002, sob a chancela da Booktree.
Neste trabalho, é possível observar uma abordagem pouco usual em banda desenhada histórica, dada a rara objectividade e pertinência com que são retratados os cristãos e os mouros, desmistificando conceitos ainda muito enraizados no ensino da História e em grande parte das BD históricas feitas por autores portugueses.
Massano tinha este projecto em curso desde há alguns anos, com o objectivo de estar pronto em 1997, por ocasião dos 850 Anos da Tomada de Lisboa aos Mouros.
Por ocasião do 25.º aniversário da revolução dos cravos, Massano participa na exposição itinerante Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD, para a qual, realizou uma curta história baseada na revolução, o mesmo sucedendo a outros autores portugueses que também participaram nesta obra colectiva, de que resultou um notável livro/catálogo (da Bedeteca de Lisboa/Edições Afrontamento, 1999).
Mantendo o tónico na História de Portugal, Pedro Massano, juntamente com o argumentista Patrick Lizé, um francês que vive em Portugal, desenvolve o primeiro título da mini-série Le Deuil ImpossibleLe Chevalier du Christ, editado em 2001 pela Glénat (uma das mais importantes editoras de banda desenhada francófona), que nos dá a conhecer uma curiosa história passada em torno de um homem que aparece em Roma, em 1598, dizendo tratar-se de el-rei D. Sebastião de Portugal, o que vai provocar uma autêntica tempestade diplomática pois, a seguir ao desastre de 1578, o rei espanhol Filipe II assumiu em simultâneo o trono português, sob o título de Filipe I.
Por ocasião do referendo sobre a regionalização, Massano desenvolve, para a página na Internet do Ministério da Administração Interna, as tiras de Dick Tetiv, numa toada de bom humor, que foram aparecendo em junho de 1998, durante várias semanas. As tiras de Dick Tetiv, incluindo as inéditas, foram reunidas num livro editado pela Câmara Municipal de Moura em 2001.
No semanário Eco Regional, do qual é director, tem publicado as tiras de Contacto em Lisboa, uma BD policial realista, e Os Passarinhos, uma tira humorística, para além de ser responsável por uma página de informação e crítica sobre a BD portuguesa, Quadradinhos à Portuguesa

Adaptado da Editora Gradiva


One-shots publicados em Portugal:
  • A lei do trabuco e do pinhal -  Mataram-no duas vezes..., Luís Avelar (arg.), Álbum Europress [1987]
  • Minhoca Tropicalda - Missão H...órrivel, Álbum Europress  [1987]
  • A conquista de Lisboa, 1997, Álbum Montepio Geral [1997]
  • O comboio do ouro, 1999, Selecções BD [2º série] #14
  • O abutre, Cadernos Sobreda BD #14
  • Contacto em Lisboa, Cadernos Sobreda #14
  • A conquista de Lisboa - Tomo 2 - A vontade de Deus, 2002, Álbum Book Tree [2002]
  • Le neuvième rêve 2, 2003, in Vasco Granja, Álbum Edições ASA [2003]
  • Salúquia, a lenda em banda desenhada, 2009, Colectivo, Álbum Câmara Municipal de Moura [2009]
  • A batalha - 13 de Agosto de 1385, 2014, Álbum Gradiva [2014]
  • Revisão - Bandas desenhadas dos anos 70, Colectivo, Marcos Farrajota [2016]
[actualizado a 21-3-2018]

14 de abril de 2018

Figuras de Tintin #43: Wang Jen-Ghié apresenta-se

A presente entrega repõe o número em falta desta colecção da Moulinsart, distribuída em Portugal pela Altaya.

O senhor Wang é um sábio, quase um nego. Possui uma essência oculta que combina bondade e força de carácter, juízo absoluto e profundidade, com o equilíbrio exacto entre serenidade e cautela. No entanto, o cabecilha dos Filhos do Dragão não é um contemplativo, pois, sem falsa modéstia, empenha-se totalmente no serviço dos outros e no combate contra  tráfico de ópio.

A referência da figura encontra-se na vinheta A1 da prancha 23 do álbum "O Lótus Azul".

Figuras de Tintin #43 - Wang Jen-Ghié, figura+livro de 16 pp.+passaporte, Éditions Moulinsart, 12,99€



Baptista Mendes - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(Portugal) Luanda, 4 de Março de 1937

De seu nome completo Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes, nasce na capital angolana, Luanda, a 4 de Março de 1937. Com pouco mais de dez anos, vem com a família para Lisboa, onde estuda no Liceu Gil Vicente.
Estreia-se como banda desenhista em 1959, na 2ª fase da revista Camarada. Colabora depois para diversas publicações, como o Cavaleiro Andante, Pim-Pam-Pum, O Falcão, Mundo de Aventuras, Revista da Armada, Jornal do Exército, Alentejo Popular, Anim'arte, etc. Tem vários álbuns editados, donde se salientam os títulos  Por Mares Nunca Dantes NavegadosO Infante Dom HenriqueHistória de Penamacor, História de Trancoso e participa no álbum colectivo Salúquia: A Lenda de Moura em Banda Desenhada.
É homenageado nos Salões da Sobreda (1992) e de Moura (1996).



One-shots publicados em Portugal:
  • O primeiro inventor dos Descobrimentos, 1960, Cavaleiro Andante #430
  • A tomada de Abrantes, 1963, Camarada (2ª série) #7/6º
  • Os recrutas do Buçaco, 1963, Camarada (2ª série) #8/6º
  • Honório Barreto, 1963, Agostinho Macedo (arg.), Camarada (2ª série) #11/6º
  • Diogo Coutinho, 1963, Camarada (2ª série) #13/6º
  • A defesa de Almeida, 1963, Camarada (2ª série) 13/6º
  • Geraldo Geraldes o sem pavor,  1963, Camarada (2ª série) #14/6º
  • Amatus Lusitano, 1963, Camarada (2ª série) #16/6º
  • Chaul, 1963, Camarada (2ª série) #19/6º
  • Viriato, 1963, Pim Pam Pum #1957
  • D. Francisco de Almeida, 1963, Camarada (2ª série) #22/6º
  • Garcia da Horta, Pim Pam Pum #1958; Mundo de Aventuras (2ª fase) #140
  • Salvador Correia de Sá, Pim Pam Pum #1959
  • Mem Ramires, 1963, Camarada (2ª série) #23/6º
  • Aniceto do Rosário, 1963, Pim Pam Pum #1960
  • Chaimite, 1963, Pim Pam Pum #1961
  • Nambuangongo, 1963, Pim Pam Pum 1962
  • Silva Porto, 1963, Camarada (2ª série) #25/6º
  • Sousa Reis - «O remexido», 1974, Mundo de Aventuras (2ª fase) #63
  • Les Lobes, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #68
  • Abnegação, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #72
  • A batalha do Montijo, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #80
  • A defesa de Campo Maior, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #83
  • A tomada de Lisboa, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #91
  • A história da batata, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #97
  • A morte do Conde Andeiro segundo Fernão Lopes, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #99
  • Gago Coutinho e a primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #110
  • João da Nova, 1975, Mundo de Aventuras (2ª fase) #111
  • O «raid», 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #119
  • João de Barros, 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #120
  • Damião de Góis, 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #121
  • Fernão Lopes, 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #125
  • Gil Vicente, 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #138
  • Sá de Miranda,  1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #139
  • Dom Francisco Manuel de Melo, 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #141
  • A lenda de Gaia, Jorge Magalhães (arg.), 1976, Mundo de Aventuras (2ª fase) #143; Cadernos Sobreda BD #9
  • Almeida Garrett, 1977, Mundo de Aventuras (2ª fase) #181
  • Alexandre Herculano, 1978, Mundo de Aventuras (2ª fase) #224
  • A encruzilhada, 1978, Mundo de Aventuras (2ª fase) #231
  • Os setenta de Ceilão, 1978, Mundo de Aventuras (2ª fase) #244
  • Ladrão roubado, 1978, Mundo de Aventuras (2ª fase) #245
  • A consoada do mendigo, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #282
  • Não sei que coisa é o medo..., 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #284
  • A lenda de Alfatema, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #287
  • Frei João sem cuidados, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #309
  • Sopa de pedra, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #313
  • Ousadia, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #314
  • O pastor e as almas penadas, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #316
  • Dois companheiros, 1979, Mundo de Aventuras (2ª fase) #321
  • Preto e branco, 1980, Mundo de Aventuras (2ª fase) #330
  • Ninguém, 1980, Mundo de Aventuras (2ª fase) #333
  • Para ver o Sol andar..., 1980, Mundo de Aventuras (2ª fase) #341
  • Fernão Veloso - Episódio de «Os Lusíadas», 1980, Mundo de Aventuras (2ª fase) #350
  • O chinês e a cabra, Mundo de Aventuras (2ª fase) #357
  • Almas do outro mundo, 1980, Mundo de Aventuras (2ª fase) #369
  • Pedro Hispano, 1981, Mundo de Aventuras (2ª fase) #386; Mundo de Aventuras (2ª fase) #452
  • O Pires cavaleiro, 1981, Mundo de Aventuras (2ª fase) #392
  • O Aquiles lusitano, 1981, Mundo de Aventuras (2ª fase) #403
  • O médico da aldeia, 1981, Mundo de Aventuras (2ª fase) #416
  • O dote da neta, 1981, Mundo de Aventuras (2ª fase) #417
  • Justiça, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #432
  • Gomes Freire de Andrade, 1982, Selecções (Mundo de Aventuras) #245
  • Santo António, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #454
  • Vasco da Gama, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #476
  • O faroleiro, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #489
  • Por mares nunca dantes navegados..., 1983, Álbum Editorial Futura [1983]*
  • Infante D. Henrique, Mendes e Margarida Brandão, 1989, Álbum ASA [1989]
  • História de Penamacor - A herança dos tempos, 2001, Álbum Âncora [2001] 
  • História de Trancoso - Assim se fez Portugal!, 2006, Álbum Âncora [2006]
  • A lenda de Moura, 2009, Álbum colectivo «Salúquia, a lenda de Moura em BD» [2009]
  • Portugueses na Grande Guerra, Álbum Arcádia [2015]**
* Colecção «Antologia da BD portuguesa» #4
** Colectânea de episódios já publicados e com dois inéditos
[actualizado em 20-2-2015]

13 de abril de 2018

Desenhos Desordenados - Oscar Grillo


John Cullen Murphy - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(EUA) Nova Iorque, 3 de Maio de 1919 - 2 de Julho de 2004

John Cullen Murphy estuda no Art Institut de Chicago, no Art Institut de Phoenix e, seguidamente, na Liga de Estudantes de Arte de Nova Iorque, onde encontra George Brigman e Norman Rockwell. Em 1949, a King Features Syndicate confia-lhe o desenho de Big Ben Bolt, as aventuras de um boxeur. Durante 25 anos dá às aventuras um traço clássico e realista. Em 1970, assiste Hal Foster em Príncipe Valente, assumindo a arte no ano seguinte. 

Séries publicadas em Portugal:

Assassination Classroom #12: Hora do Shinigami

Mais um volume desta colecção de mangá do japonês Yusei Matsui nas bancas portuguesas, publicada pela Devir.

Neste volume, Karasuma oferece à turma E fatos com super poderes… e obtém super resultados.
Um professor da turma E é raptado e o raptor ameaça matá-lo, se os estudantes não ficarem calados. A tentativa de salvamento não corre muito bem e em breve são os salvadores que precisam de ser salvos.
Mas, a que preço para o mundo?

Assassination Classroom #12: Hora do Shinigami, Yusei Matsui, 196 pp., p&b, capa flexível, 9,99€

Homem-Aranha #5 (2ª série)

A partir de hoje podemos encontrar o número cinco da segunda série da revista Homem-Aranha, numa edição da Goody.

Neste volume, a Conspiração dos Clones chegou ao fim, mas existem ainda várias questões por responder. O que aconteceu ao Ben Reilly? Onde está o Lagarto? Qual o futuro de Hobie Brown (Gatuno)? Como vai reagir o Rhino após ter perdido novamente a família? Será que o Doutor Octopus está realmente morto? O Homem-Aranha conseguiu deter o Chacal, mas a clonagem de amigos e entes queridos já falecidos afetou muita gente, incluindo o próprio Peter Parker. Nem mesmo o facto de ter conseguido salvar o mundo de um apocalipse zombie parece ter sido suficiente para apaziguar o espírito do nosso herói aracnídeo. Mais do que nunca, o Homem-Aranha precisa de uma vitória contundente e o Rei do Crime pode ajudá-lo com uma dica preciosa: a localização de Norman Osborn. O cabeça de teia fará tudo o que estiver ao seu alcance para apanhar o Duende Verde, nem que para isso seja necessário ultrapassar certas fronteiras que o vão colocar em confronto direto com o próprio Nick Fury, líder da S.H.I.E.L.D.

Este volume reúne os seguintes comic books:
The Clone Conspiracy Omega – Peter David, Dan Slott, Christos N. Gage, Mark Bagley, Stuart Immonen, Cory Smith et al.,
Amazing Spider-Man (vol. 4) #25 (I) – Dan Slott, Stuart Immonen,
Amazing Spider-Man (vol. 4) #26 – Dan slott, Stuart Immonen,
Prowler (vol. 2) #6 – Sean Ryan, Jamal Campbell, Javier Saltares,
Amazing Spider-Man (vol. 4) #25 (VII) – Dan Slott, Giuseppe Camuncoli, Jason Keith.

Homem-Aranha #5– Série, 128 pp., cor, capa flexível, mensal, 7,90€

O Homem da Máscara de Ferro

"O Homem da Máscara de Ferro", obra do francês Alexandre Dumas, adaptada à banda desenhada pelo chileno Arturo Perez Del Castillo, é a escolha do editor José Pires para mais um número do fanzine Fandaventuras

Esta adaptação (The Man in the Iron Mask) foi originalmente publicada nos anos 50 do século passado em Inglaterra na revista Film Fun da editora Fleetway. Em Portugal, a história foi publicada em 1972 no extinto Jornal do Cuto entre os números 30 e 45, embora sem as primeiras seis páginas que José Pires recupera nesta edição do Fandaventuras

Os pedidos deverão ser feitos a gussy.pires@sapo.pt.

12 de abril de 2018

Dominique Rousseau - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(França) 17 de Setembro de 1954


Depois de estudar cinema, Dominique Rousseau publica as suas primeiras histórias e ilustrações em BD nas revistas Charlie Hebdo Hara-Kiri, em 1978. Para a primeira versão do Charlie Mensuel, cria L'Affaire Incroyable de la Valse Sanglante, seguido por E Pericoloso Sporgersi. Em 1982, para a nova versão do Charlie Mensuel, assume a série Condor, trabalhando a partir de textos de Jean-Pierre AuthemanDominique Rousseau também ilustra numerosas adaptações em BD para Je Bouquine. Além de desenhador, Dominique Rousseau é músico de jazz e actor de teatro.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 21-2-2015]

Colecção Bonelli #1: A lenda de Tex

"A Lenda de Tex", o volume que abre esta colecção da Levoir com distribuição do jornal Público, recolhe quatro histórias a cores de 32 páginas cada, publicadas originalmente na revista semestral Color Tex entre 2013 e 2016. A primeira, "O Último da Lista", escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Stefano Biglia – que assegura também a arte da magnífica capa, feita em exclusivo para a edição portuguesa – inspira-se, como o próprio nome do hotel em que Tex fica hospedado e o apelido do seu proprietário denunciam, em The Blue Hotel, conto do romancista norte-americano Stephen Crane. Aqui, Tex chega a uma pequena cidade do Nebraska no meio de uma tempestade de neve, para investigar, a pedido do comandante do Forte Robinson, um caso do desvio de fornecimentos de trigo ao Exército, acabando por encontrar Scott Wannabe, um caçador de recompensas com quem se cruzou no passado, que está ali em busca do último membro de uma quadrilha de assaltantes que persegue há 17 anos.

Em "O mescalero sem rosto", história escrita por Jacopo Rauch, Tex e Kit Carson defrontam o misterioso El Lisiado, o Diabo Coxo, numa aventura cheia de acção, ilustrada por Alessandro Bocci, desenhador habitual da série Dampyr, cujo talento poderemos voltar a apreciar no próximo volume desta colecção, ilustrando uma história de Dampyr passada em Trás-os-Montes.

Em "Chupa-Cabras!", um história com um toque fantástico, com texto de Moreno Burattini e grafismo de Michele Rubini, Tex e Jack Tigre ajudam o Professor Dawson, um naturalista, a encontrar os misteriosos chupa-cabras, umas estranhas e mortíferas feras que deixam as suas vítimas completamente exangues.

Finalmente em "Desafio na Velha Missão", em que Sergio Tisselli ilustra magnificamente a aguarela uma trama concebida por Pasquale Ruju, num dos raros exemplos de uma aventura de Tex ilustrada em cor directa, Tex e Kit Carson conseguem resgatar Patricia Graves à tribo de Apaches que a tinha raptado, para descobrirem que o vínculo que a unia a Octavio, o apache que a raptou, era bastante diferente e bem mais forte do que eles pensavam.

Quatro histórias bem diferentes, tanto em termos temáticos como gráficos, bem reveladoras da qualidade e da diversidade que as aventuras de Tex Willer podem atingir.

Colecção Bonelli #1: A lenda de Tex, vários autores, Levoir, cor, capa dura, 10,90€