30 de abril de 2018

Jean-Luc Serrano - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(França) Toulouse, 1961

Nascido em Toulouse, Jean-Luc Serrano faz a sua estreia nas revistas L'Echo des Savanes e Métal Hurlant. Desenha a série Tai Dor entre 1987 e 1997 com argumentos de Rodolphe e Serge Le Tendre, bem como o one-shot Notre Dame des Silences. Em 1997, embarca para os EUA para trabalhar na Dream Works Animation Studios. De volta a França, especializa-se em ilustrar livros infantis para a Milan, entre outras editoras. Regressa à BD em 2010, para uma prestação  na série Destins de Frank Giroud para a editora Glénat .

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 16-2-2015]

Os Vingadores: Infinito Vol. 4/4 > Nas bancas a partir de 30 de abril

A GRANDE GUERRA DO INFINITO. Os Construtores. Engenheiros de tudo o que existe. Uma raça tão velha como o próprio tempo. Quando a Terra é considerada um fracasso, os Construtores marcam-na para procederem à sua destruição. Enquanto o Capitão América, e uma poderosa equipa de super-heróis nunca antes reunida, avança para o espaço para fazer frente a estes inimigos ancestrais, um velho inimigo decide tirar proveito do facto de a Terra estar desprotegida. Thanos, o Titã Louco, ataca com todas as suas forças… e onde Thanos pisa podemos esperar morte e muita devastação. Felizmente, mesmo um mundo sem Vingadores tem as suas defesas. O Homem de Ferro permaneceu na Terra, juntamente com os restantes elementos dos Illuminati, uma sociedade secreta de super-humanos que, para complicar as coisas, vive enormes tensões que podem colocar em causa a própria defesa do planeta. Com a necessidade de trabalhar em equipa, e atuar em múltiplas frentes de batalha, este é o conflito que promete mudar para sempre todo o Universo Marvel.

COMICS ORIGINAIS INCLUÍDOS
(Volume 1)
NEW AVENGERS (2013) #7-9 – POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO, FRANK MARTIN E RAIN BEREDO
INFINITY (2013) #1 – POR JONATHAN HICKMAN, JIM CHEUNG, JUSTIN PONSOR E MARK MORALES

(Volume 2)
AVENGERS (2013) #18-19 - POR JONATHAN HICKMAN, LEINIL FRANCIS YU, GERRY ALANGUILAN E SUNNY GHO
INFINITY (2013) #2-3 - POR JONATHAN HICKMAN, JEROME OPEÑA, DUSTIN WEAVER E JUSTIN PONSOR
NEW AVENGERS (2013) #10 - POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO E FRANK MARTIN

(Volume 3)
AVENGERS (2013) #20-21 – POR JONATHAN HICKMAN, LEINIL FRANCIS YU, GERRY ALANGUILAN, SUNNY GHO E DAVID CURIEL
INFINITY (2013) #4-5 – POR JONATHAN HICKMAN, JEROME OPEÑA, DUSTIN WEAVER E JUSTIN PONSOR
NEW AVENGERS (2013) #11 - POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO E FRANK MARTIN

(Volume 4)
AVENGERS (2013) #22-23 – POR JONATHAN HICKMAN, LEINIL FRANCIS YU, GERRY ALANGUILAN, SUNNY GHO E DAVID CURIEL
INFINITY (2013) #6 – POR JONATHAN HICKMAN, JIM CHEUNG, DUSTIN WEAVER, MARK MORALES E JUSTIN PONSOR
NEW AVENGERS (2013) #12 - POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO E FRANK MARTIN

29 de abril de 2018

Cadernos Moura BD #10

Integrada na Feira do Livro de Moura, teve lugar uma exposição-homenagem ao recentemente falecido artista português Artur Correia, com o lançamento de mais um número da colecção Cadernos Moura BD.

Totalmente a cores, este número apresenta-nos duas histórias completas de Artur Correia: "Donzela que vai à guerra" e "A nau Catrineta". A complementar uma biografia e quadriculografia do autor.

Cadernos Moura BD #10, Abril de 2018, Câmara Municipal de Moura, 40 pp., cor

Henrique Sanchez Abuli - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(França) Paulau-del-Vidre, 1945

Filho de pai espanhol e mãe francesa, Abuli aprende a ser escritor com o seu pai, um romancista, poeta, dramaturgo e escritor de BD. Aos 18 anos, escreve os seus primeiros argumentos dedicados ao terror. Entretanto, tem vários empregos:  lava louça num hotel em Mallorca, é vigia noturno na Cité Universitaire de Paris, taxista e, finalmente, tradutor e escritor de histórias de BD. Escreve a série Torpedo em 1980 (desenho de Bernet), que é publicada em catorze países. Em 1986, Torpedo é nomeado o melhor álbum estrangeiro. Em 1997, lança Albino's com o desenhador argentino Marcelo Perez

Séries publicadas em Portugal:

One-shots publicados em Portugal:
  • Demasiado humano, Garcês e Abuli, Selecções BD (1ª série) #36 a #38
[actualizado a 17-2-2015]

28 de abril de 2018

Les Cahiers de la BD #3

Quem não se recorda da revista de estudos sobre BD dos anos 80 do século passado, Les Cahiers de la BD. Recuperando o espírito da mítica revista, foi lançado o terceiro número da nova série de Les Cahiers, uma revista trimestral com cerca de 200 páginas de excelentes artigos sobre o mundo da banda desenhada.

Com uma capa dedicada a Mickey, destacamos no presente número número os seguintes estudos:

  • Frank Le Gall: une renaissance graphique
  • Les petits secrets de Jacques Martin
  • L'autobiographie selon Lewis Trondheim
  • On a retrouvé le Tintin japonais!
  • La grande aventure de la BD #3: Les années 1950
Les Cahiers de la BD #3, avril-juin 2018, 198 pp., cor, 12,50€

Esteban Maroto - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista, Desenhador
(Espanha) Madrid, 3 de Março de 1942

Maroto inicia a sua carreira nos anos 60 e ganha destaque ao ilustrar a série Cinco por Infinitus (1967). Maroto ilustra Wolff, publicado no Reino Unido pela New English Library na revista DraculaDracula foi editada nos Estados Unidos pela Warren Publishing Company com o título de Dracula Book 1 em 1972, com capa de Esteban Maroto.
Nos anos 70, Maroto inicia na revista espanhol Trinca a série Alma de DragónEntretanto, trabalha para a editora americana Warren Publishing em 1971, quando artistas espanhóis foram escolhidos pela Selleciones Illustrada. Os seus trabalhos aparecem em três revistas de horror: CreepyEerie e Vampirella. A primeira história de MarotoWolfhunt, surge em Vampirella #14. Maroto rapidamente se torna um dos mais bem conhecidos e aclamados pela crítica dos artistas espanhóis da Warren. Vence o Warren Award na categoria melhor artista/escritor de 1972. A história A Scream in the Forest vence como melhor arte em 1973. Maroto permanece na Warren até 1983. Desenha o biquini metálico de Red Sonja em Savage Tales #3, Comixscene #5 e no primeiro número da revista The Savage Sword of Conan. Redesenha a personagem Satana para a Marvel Comics. Para a Savage Tales, desenha uma adaptação do conto The Drifting Snow de August Derleth. Contribui com ilustrações a preto e  branco para o livro de Roger Zelazny Changeling e de Larry Niven, The Magic Goes Away.
Mais tarde, trabalha nas séries AmetistaZatannaCrónicas da AtlântidaA Espada Selvagem de ConanCadillacs e DinossaurosVlad, o empalador e X-Men Unlimited.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado a 17-2-2015]

27 de abril de 2018

Tex: Capitão Jack

A editora Polvo vai lançar mais um álbum dedicado à série de western Tex. Trata-se da aventura “Capitan Jack”, de Tito Faraci (argumento) e Enrique Breccia (desenho). O livro terá apresentação na 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal, dia 28 de Abril (sábado), às 16h00, no Auditório do Museu do Vinho Bairrada – Anadia, com a participação de Rui Brito e Pedro Bouça e moderação de João Miguel Lameiras

A distribuição comercial ocorrerá durante o mês de Maio.

O LIVRO
No sul do Oregon, Hooker Jim e o seu grupo de índios exterminam a família de Foster, um ex-ranger e velho amigo de Tex. No seu leito de morte este clama por vingança e Tex parte em perseguição do impedioso personagem. Entretanto, o confronto entre os Modocs e o Exército dos Estados Unidos é iminente. O Coronel Wheaton foi o escolhido para combater os índios e a implantação maciça de meios militares e de um grande contingente de soldados faz com que esteja seguro da vitória. Os índios, por seu lado, podem contar com o valioso conhecimento do local do futuro campo de batalha, os “leitos de lava”, uma extensão de rochas, fendas e cavernas onde se refugiam. Nesta aventura, baseada em acontecimentos reais, Tex irá cruzar-se com Capitan Jack, o chefe da tribo que irá liderar a heróica e desesperada resistência do seu povo, durante os anos de 1872 e 1873, contra os militares, mas que acabará traído pelo próprio Hooker Jim.

OS AUTORES
Tito Faraci (Gallarate, Varese, 1965) começou pela música e chegou, em 1995, ao universo Disney. Com Giorgio Cavazzano (a quem apelida de “mentor”), criou o personagem Rock Sassi e realizou inúmeras histórias, entre as quais “Il segreto del Vetro” (2004), bem como “Jungle Town” (2006). A editora Einaudi dedicou-lhe, em 2000, “Topolino Noir”, uma antologia das suas melhores histórias criminais para o universo Disney. A sua colaboração com a Sergio Bonelli Editore começou em 1999, escrevendo para Dylan Dog. Elaborou também argumentos para Nick Raider, Magico Vento, Martin Mystère, Speciale Cico e criou ainda Brad Barron, protagonista de uma aclamada minissérie de 18 números e de vários especiais. De 2005 é “L’ultima battaglia”, romance gráfico desenhado pelo americano Daniel Brereton. Em Abril de 2007, juntou-se à equipa de argumentistas envolvidos na criação de Tex. Escreveu ainda duas histórias para a Marvel: uma foi desenhada por Giorgio Cavazzano; a outra por Claudio Villa. Na “Topolino” publica em 2008 “La vera storia di Novecento”, escrita com a activa colaboração de Alessandro Baricco. Esta parceria produziu, em 2010, a adaptação a BD do romance “Senza sangue”, desenhado por Francesco Ripoli e editado pela Edizioni BD, da qual Tito Faraci é o editor-chefe. Em 2009 publicou uma história para crianças, “Ilcane Piero, avventure di un fantasma” e, em 2011, “Oltrela soglia”, ambas pela Edizioni Piemme. Após um período de aventuras radiofónicas e de escrita para música publicou, em 2015, pela Feltrinelli, o seu romance “La vita in generale”.

Enrique Breccia (Buenos Aires, 1945), realizou o seu primeiro trabalho como profissional em 1968, quando, juntamente com o seu pai, Alberto Breccia, ilustrou “La Vida del Che”, uma biografia do revolucionário Che Guevara escrita por Héctor Germán Oesterheld. Para a inglesa Fleetway, em 1972, desenha “Spy 13” sob pseudónimo e, em seguida, uma série de histórias de guerra para a revista italiana Linus. Remonta a 1976 a sua colaboração com o argumentista Carlos Trillo, com, entre outras, “El Buen Dios” e Alvar Mayor, um dos seus mais famosos personagens. Em 1983, desenhou “Ibáñez”, escrito por Robin Wood, e, no ano seguinte, “Sueñero El Tiempo”. Adaptou para Banda Desenhada vários clássicos da literatura, como “A ilha do Tesouro” e “Moby Dick”. Com texto de Felipe Hernández Cava, em 1987, publicou “Lope de Aguirre”. Em 2000 iniciou a sua colaboração com a Marvel e DC Comics, para a qual desenhou “Legion Worlds” e “Batman: Gotham Knights”. Ilustrou, em 2002, o romance gráfico “Lovecraft”, escrito por Hans Rodionoff. De 2005 a 2007, tornou-se no desenhador principal de Swamp Thing. Destinado ao mercado francês e sob textos de Xavier Dorison desenhou “Les Sentinelles” (Delcourt, 2011). Em Lucca (Itália), foi galardoado com o prémio Gran Guinigi como “Maestro del fumetto”, em 2011. Para a Sergio Bonelli Editore criou uma história de Dylan Dog, em 2012. Recebeu ainda um “Diploma de Mérito” dos Prémios Konex, como um dos melhores ilustradores da última década na Argentina. Vive actualmente em Spoleto, Itália, onde vem colaborando com a editora 001 Edizioni.

Tex: Capitan Jack, Tito Faraci e Enrique Breccia, 228 pág., p/b, brochado com badanas, 16,99€ 

Os Vingadores Série II Vol. 6 > Nas bancas a partir de 27 de abril

Sinopse da editora:
O PODER REVELA O HOMEM. A realidade existencial de Steve Rogers foi reescrita secretamente por um Cubo Cósmico dotado de autoconsciência (Kobik) que actuou sob influência direta do Caveira Vermelha. Sim, é verdade, Steve Rogers, o grande Capitão América tem sido um agente da Hidra desde a sua infância. Na nova história de Rogers foi uma mulher chamada Elisa Sinclair que o recrutou (ainda em criança) para integrar a Hidra, acreditando que aquele rapaz, apesar da sua aparente debilidade, apresentava um potencial enorme para a organização. Agora, o Capitão América fará tudo o que for preciso em defesa da sua ideologia: para o bem de todos, o fortes dominam os fracos. Nada o vai impedir de guiar a Hidra ao poder e Steve Rogers está finalmente preparado para dar o primeiro passo. Resta saber como vai reagir o mundo a tamanha traição. Um desafio sem precedentes para todos os super-heróis do Universo Marvel. Bem-vindos ao Império Secreto.

COMICS ORIGINAIS INCLUÍDOS
AVENGERS (2016) #8 – POR MARK WAID, JEREMY WHITLEY e PHIL NOTO
CAPTAIN AMERICA: STEVE ROGERS (2016) #15-16 – POR NICK SPENCER, JAVIER PINA, ANDRES GUINALDO, KEVIN LIBRANDA, YILDIRAY CINAR, JON MALIN e RACHELLE ROSENBERG
SECRET EMPIRE (2017) #0 – POR NICK SPENCER, DANIEL ACUÑA E ROD REIS
FREE COMIC BOOK DAY 2017 (SECRET EMPIRE) – POR NICK SPENCER E ANDREA SORRENTINO

Os Vingadores Série II #6, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

Roger Leloup - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista 
(Bélgica) Verviers, 17 de Janeiro de 1933

Inicia a sua carreira como assistente de vários autores, como Jacques Martin em Alix e Lefranc. De 1953 a 1969, trabalha no Studio Hergé, onde é responsável pelos aviões no episódio de TintinVoo 714 para Sidney. Trabalha nos estúdios de Peyo durante um curto período e assiste Francis em trabalhos para a J2 Jeunes, Le Soir Illustré Spirou. Durante o mesmo período, cria desenhos técnicos para as revistas Tintin e Spirou. Para esta revista, cria a série de uma engenheira electrónica japonesa, Yoko Tsuno, com estreia em 1970. A partir de então,  dedica-se por inteiro à sua heroína.

Séries publicadas em Portugal:

[actualizado em 18-2-2015]

26 de abril de 2018

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog - A saga de Johnny Freak

Foi hoje para as bancas o terceiro volume da colecção com dois episódios da série Dylan Dog
A Saga de Johnny Freak assinala assim o regresso de Dylan Dog à edição nacional. Dylan Dog é um dos fumetti (nome dado à BD italiana) de maior sucesso na Itália. Criado por Tiziano Sclavi em Outubro de 1986 para a Sergio Bonelli Editore, chega a vender cerca de um milhão de cópias por mês. Na colecção Novelas Gráficas 2017 a Levoir editou Dylan Dog – Mater Morbi, da autoria de Massimo Carnevale e Roberto Recchioni. Johnny Freak é uma história típica de Dylan Dog, e é considerada uma das melhores de sempre. Publicada originalmente em 1993, no #81 da revista mensal do “detective do pesadelo”, surgem nela todos os seus principais personagens. Além de Dylan, conhecemos também Groucho. Ambos são companheiros de quarto em Londres, cenário principal da série. Juntos, investigam fenómenos fantásticos que chegam ao seu conhecimento. Dylan conhece Johnny e fica intrigado: qual o mistério que se esconde por trás daquele estranho indivíduo surdo-mudo encontrado escondido num parque, sem pernas e sem diversos órgãos do corpo? Apesar de aparentemente inapto para viver em sociedade, Johnny começa a demonstrar lampejos de genialidade para as artes, algo que pode ajudar a desvendar seu passado. Inspirada num artigo sobre tráfico de órgãos humanos no Brasil, que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção viria a ter confirmação na realidade em 2005, com o célebre caso de James Whittaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal. Este caso insólito aproxima-se ainda mais da segunda história deste volume, “O Coração de Johnny”, que encerra a saga completa, num dos volumes mais complexos e famosos de Dylan Dog.

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog – A Saga de Johnny Freak, Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi, Andrea Venturi e Giampiero Casertano, Levoir, 200 pp., p&b, capa dura, 11,90€ com o jornal Público

Figuras de Tintin #56: Tintin com a mala

A entrega desta quinzena retrata Tintin com a mala e o seu sobretudo na aventura Tintin na América. A referência da figura está na vinheta C2 da 2º prancha dessa aventura de Tintin.

Figuras de Tintin #56, livro de 16 pp.+passaporte+estatueta, Éditions Moulinsart, distribuída em Portugal pela Altaya, 12,99€


Didier Comès - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Dieter Hermanm
(Bélgica) Sourbrodt, 11 de Dezembro de 1948 - n.d. 7 de Março de 2013

Após concluir os seus estudos numa escola profissional em Malmédy, ingressa como aprendiz de desenho industrial numa fábrica de máquinas têxteis. Em 1969, encontra René Hausman e Paul Deliège que o incitem a entrar na banda desenhada. Assim, apresenta o seu portfolio ao jornal Le Soir, que, imediatamente, o admite para trabalhar no suplemento juvenil. Após uma passagem efémera na revista Spirou, ingressa na Pilote, onde realiza a sua primeira grande série: Ergun, L'Errant. Em 1979, desenha uma das suas grandes obras: Silêncio. No mesmo registo, concebe A Doninha, Íris e A árvore-coração, todas para a revista À Suivre.  

One-shots publicados em Portugal:
  • A sombra do corvo (L'ombre du corbeau), 1976, Tintin #52/14º ano a #21/15º ano*
  • Silêncio (Silence), 1979, Álbum Livraria Bertrand [1983]**; Álbum Edições ASA [2003]
  • A doninha (La belette+Anne), 1981, Álbum Meribérica (2 volumes) [1991]; Selecções BD #36
  • A árvore-coração (L'arbre-coeur), 1987, Álbum Meribérica [1992]; Selecções BD #32
  • A salamandra (La salamandre), 1987, Selecções BD (1ª série) #34
  • O grande feiticeiro (?), 1987, Selecções BD (1ª série) #35
  • Íris (Íris), 1990, Álbum Meribérica [1998]
  • A casa onde as árvores sonham (La maison où rêvent les arbres), 1995, Álbum Meribérica [1996]
  • As lágrimas do tigre (Les larmes du tigre), 2000, Álbum Edições ASA [2003]
A história ficou incompleta devido ao encerramento da revista
** Reeditado em dois volumes  pelas Edições ASA em 2003 [Tomo 1 - A iniciação (L'initiation); Tomo 2 - A vingança (La vengeance)] com a obra a cores.

    [actualizado a 19-2-2015]

    25 de abril de 2018

    Top das vendas de BD em França de 9 a 15 de Abril de 2018

    1º lugar (novo)
    Lefranc #29: La Stratégie du chaos
    Régric, Roger Seiter
    CASTERMAN

    2º lugar (novo)
    [Kenya : saison 3] : Épisode 3
    Bertand Marchal, Rodolphe, Leo
    DARGAUD

    3º lugar (novo)
    Orcs & Gobelins #3: Gri’im
    Stéphane Créty, Nicolas Jarry
    SOLEIL


    Philippe Berthet - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Desenhador, Argumentista
    (França) Thorigny-sur-Marne, 22 de Setembro de 1956

    Após terminar os seus estudos em Saint-Luc, em Bruxelas, Philippe Berthet começa a escrever, a partir de 1978, os seus primeiros contos para revistas francesas como Le 9e Rêve, Aïe! e Spatial. Em 1981, ingressa na revista Spirou, onde inicia a série Lloyd conjuntamente com o escritor Andrieu. Um ano depois, produz a série futurista O Mercador de Ideias, onde escreve e desenha em colaboração com Antonio CossuBerthet e Cossu criam várias histórias curtas para a Spirou, posteriomente recolhidas no álbum Rêve de Chien.
    Berthet continua a sua colaboração com a revista Spirou, com histórias independentes, como Hiver 51 e Été 60, escritas por Andreas, bem como O Olho do Caçador (texto de Foerster) e A Dama, o Cisne e a Sombra (texto de Dominique David).
    Retrata o crime negro da década de 30 do século passado com a série O detective de Hollywood, escrita por José-Louis Bocquet e François Rivière. Na colecção Aire Libre da Dupuis, cria Sur la Route de Selma (1991), com argumento de Tome e Halona (1993).
    Em 1994, lança na Dargaud, com o escritor Yann, a série Pin-Up. A série, sobre as décadas de 40 e 50 do século XX, é uma uma homenagem à série Male Call de Milton CaniffBerthet trabalha com Foerster no one-shot Cães da Pradaria, editado pela Delcourt em 1996.
    Em 2004, Berthet e Yann iniciam a série Yoni na nova coleção Empreinte (s) da Dupuis. Contudo, após dois tomos, a série é abandonada e Berthet e Yann continuam, entre 2006 e 2008, com Les Exploits de Poison Ivy na Dargaud. Trabalha com Corbeyran no segundo volume de XIII Mistério, um spin-off de XIII, retratando a personagem Irina Svetlanova. Com Fred Duval, lança Nico, uma série de ficção científica e espionagem, para a Dargaud (2010).

    Séries publicadas em Portugal

    One-shots publicados em Portugal:
    • Moça da praia (Fille de la plage), 1983, Jean-Luc Fromental (arg.), Jornal da BD #183
    • O olho do caçador (L'oeil du chausseur), Foerster (arg.), Álbum ASA [1997]
    • A dama, o cisne e a sombra (La dame le cygne et l'ombre), 1989, Dominique David (arg.), Álbum ASA [1992]
    • Cães da pradaria (Chiens de prairie), 1996, Foerster (arg.), Álbum Meribérica [1999]
    [actualizado a 15-3-2015]

    I.R.$. #9

    Chegou ao final a colecção I.R.$. da parceria Público/ASA com o lançamento do 9º volume que engloba os 17º e 18º episódios, ficando editada em português todas as aventuras da série mãe de Stephen Desberg e Bernard Vrancken.

    Larry's Paradise, 2016
    Larry B. Max apresentou a sua demissão do I.R.$. e é contratado pela Kyle Financial Partners – uma poderosa empresa especializada na optimização dos rendimentos dos seus clientes, que estava muito interessada no conhecimento profundo das engrenagens da regulamentação fiscal do antigo agente. Uns atrás dos outros, certos clientes e associados de grandes escritórios especializados em direito fiscal começam a ser assassinados e Larry torna-se imediatamente alvo preferencial dos defensores de métodos musculados de acção. Ao mesmo tempo, o herói recebe um inesperado e perturbador telefonema de Gloria Paradise

    Kate's Hell, 2017
    A segunda história do álbum começa após a morte de Kyle, quando Larry fica responsável de operações da Kyle Partners. Isso coloca-o imediatamente na mira de um grupo terrorista que combate grupos poderosos que, sem violação do quadro legal existente, resolvem os problemas fiscais dos seus clientes. O herói tem outras preocupações na sua vida, pois continua a ser contactado pelo fantasma de Gloria, impelindo-o a fazer estranhas descobertas acerca da sua família…

    I.R.$. #9: Larry's Paradise+Kate's Hell, Bernard Vrancken e Stephen Desberg, ASA/Público, 104 pp., cor, capa dura, 11,90€

    24 de abril de 2018

    Christopher Blain - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador
    (França) Argenteuil, 10 de Agosto de 1970


    Após estudar economia, Christophe Blain prossegue os seus estudos artísticos em Paris e Cherbourg. Realiza as suas primeiras BD’s enquanto cumpre serviço militar. Como ilustrador profissional, colabora com revistas como Astrapi, Okapi Science et Vie Junior, bem como nas editoras Albin Michel, Casterman, Nathan Le Seuil.
    O seu ingresso na BD deve-se a Émile Bravo, David B. e Joann Sfar, que trabalham no Atelier Vosges. Assim, começa a trabalhar com o argumentista David B. em algumas histórias publicadas em Lapin, como La Revolte d'Hop Frog, no qual introduz a personagens Hiram Lowat e Placido. Outras histórias com estes personagens são publicadas pela Dargaud.
    Em 1999, Blain produz o álbum de sucesso Le Reducteur de Vitesse na colecção Aire Libre da Dupuis e contribuiu para a série Donjon Potron-Minet de Lewis Trondheim e Joann Sfar. Em 2001, inicia a série Isaac o Pirata na colecção Poisson Pilote da Dargaud. A série é premiada no festival de Angoulême em 2002. Também na Poisson PiloteBlain faz a comédia filosófica Sócrates le Demi-Chien com Sfar.

    Séries publicadas em Portugal:

    [actualizado a 19-2-2015]

    23 de abril de 2018

    5ª Mostra do Clube Tex


    Carlo Boscarato - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador
    (Itália) Treviso, 9 de Maio de 1926 - Treviso, 12 de Junho de 1987


    Em Outubro de 1948, aos vinte e dois anos, vê o seu primeiro trabalho publicado, A mala verde, um episódio de Jim Brady para a revista Il Viitorioso. Começa assim uma longa colaboração com a revista semanal católica para jovens, que irá durar até ao seu encerramento em 1967. 
    Entre 1953 e 1959 trabalha para Lo Scolaro com ilustrações e banda desenhada. Em 1967-68 colabora com o editor inglês Studio Dami, desenhando Dickson, Piloto da Grande Guerra, cujas histórias também são publicados na Itália em Vitt . 
    Entre 1967 e 1975 colabora com Il Messagero dei Regazzo, com várias histórias,  como  George Reli e em 1970, com textos de Claudio Nizzi, as aventuras de Larry Yuma  e, ainda, a série mais humorística Nico & Pepo. Em 1979, ainda com adaptação de Nizzi , desenha uma versão de A ilha do Tesouro, o célebre romance de Stevenson
    Casado com quatro filhos, vive e trabalha na sua cidade natal até 1987. 

    Séries publicadas em Portugal:

    One-shots publicados em Portugal:
    • A história dos 3 diamantes: Passageiros clandestinos (Il naufrago della Lincoln), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #86 a #97
    • A história dos 3 diamantes: O diamante de D. Carlos (Il diamante de Don Carlos), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #98 a #109
    • A história dos 3 diamantes: O negreiro da costa do marfim (Il negrero della Costa d'Avorio), 1952, Eros Belloni (arg.), Cavaleiro Andante #110 a #121
    • A história dos 3 diamantes: A montanha proibida, Eros Belloni (arg.), 1953, Cavaleiro Andante #122 a #133
    • Na corte do Rei Sol (Alla corte de Re Sol), 1953, R. De Barba (arg.), Cavaleiro Andante #134 a #152
    • O pequeno Rajá, Cavaleiro Andante #137 a #169
    • O segredo de Ab-El-Kader, Álbum do Cavaleiro Andante #40
    • Bisonte Vermelho, Cavaleiro Andante #441
    • A verdadeira coragem, Cavaleiro Andante #442
    • Ofa, o grande, Cavaleiro Andante #457
    • Vingança cheyenne, Cavaleiro Andante #471
    • O herói de Milo, De Barba (arg.), Cavaleiro Andante #480 a #482
    • O pequeno imperador, Álbum do Cavaleiro Andante #60
    • O bosque dos mendigosÁlbum do Cavaleiro Andante #77
    • O trovador da Normandia, Álbum do Cavaleiro Andante #80
    • A revolta dos Natchez, Gelbas (arg.), Álbum do Cavaleiro Andante #92
    • Viagens do capitão Hook, Nau Catrineta #1 a #29
    [actualizado a 20-2-2015]

    22 de abril de 2018

    Yves Chaland - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador
    (França) Lyon, 3 de Abril de 1957 - Auto-estrada francesa, 18 de Julho de 1990


    Yves Chaland elabora as suas primeiras páginas de BD para o fanzine Biblipop em 1974. Um ano depois, colabora no trabalho colectivo Lo Parisenc en Vacances em Vida Nostra. Com o seu colega Luc Cornillon, funda a revista L'Unité de ValeurChaland Cornillon são recrutados em 1978 por Jean-Pierre Dionnet para a revista Métal Hurlant. Neste periódico realizam pastiches de BD’s clássicas dos anos 50. Em 1980, cria Bob Fish na Métal Hurlant e John Bravo em Astrapi. Um ano depois, estreia o personagem futurista Adolphus Claar para uma edição especial da Métal Hurlant. A série continua mais tarde em Astrapi. Cria Freddy Lombard para a revista Bananas. Em 1982, Chaland regressa com uma série nostálgica na revista Spirou, num estilo que lembra Jijé (Spirou au Bocongo). Em 1984, ilustra um trabalho de Moebius, Le Grand Fatal, publicado em RigoloMétal Hurlant Métal Aventure. Simultaneamente, Chaland trabalha em publicidade, ilustrando numerosas campanhas de comunicação, dá cor ao primeiro álbum de John Difool e colabora em várias obras colectivas. Em 1990, ilustra La Main Coupee de Jean-Luc Fromental. Em Julho daquele mesmo ano, Yves Chaland morre num trágico acidente de viação. Após a sua morte, vários livros com os seus trabalhos de ilustração e histórias inacabadas têm aparecido, bem como a reedição do integral da sua obra pela editora Les Humanoïdes Associés.

    Séries publicadas em Portugal:
    Freddy Lombard

    One-shots publicados em Portugal:
    • Lady Pickpockpet (Lady Pickpockpet), 1984, O Mosquito (5ª série) #7; Jornal da BD #155
    [actualizado a 19-2-2015]

    21 de abril de 2018

    Enrique Breccia - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Desenhador, Argumentista
    (Argentina) Buenos Aires, 1946 

    Filho de Alberto Breccia, estuda no Instituto de Artes Plásticas de Buenos Aires. Começa por desenhar histórias de guerra para os jornais da Fleetway. Colabora com o seu pai na biografia de Che Guevara, escrita por Héctor Germán Oesterheld. Refugia-se na Itália, colaborando com a imprensa local com Conquista del Desierto, Thyl l'Espiègle e El Reino Azul. Realiza a sua versão de Till Ungespiegel (Tijl Uylenspiegel) e ilustra a invasão espanhola da América. Nesta última série, Breccia prova ser um excelente colorista. Na década de 80, produz a saga mitológica El Sueñero, que começa como uma história em BD de fantasia, mas logo evoluiu para uma alegoria política. Com Carlos Trillo no argumento, cria a série Alvar Mayor. Adapta clássicos da literatura à BD: A Ilha do Tesouro, Moby Dick, ... Também trabalha também para a DC Comics com BatmanGotham Knights.

    Séries publicadas em Portugal:
    Alvar Mayor, Dylan Dog, Tex

    One-shots publicados em Portugal:
    • Lovecraft (Lovecraft), Keith Giffen e Hans Rodionoff, Álbum Vitamina BD [2004]
    • A vida de Che, Alberto Breccia (des.) e Hector Oesterheld (arg.), Levoir [2017]
    [actualizado a 22-3-2018]

    Fernando Jorge Santos Costa - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador

    Funcionário público aposentado (chefe de Finanças na DGCI) é, fora do contexto laboral, autor de banda desenhada e escritor, tendo também sido jornalista, monografista, cartunista e ilustrador de livros.
    Em termos de Banda Desenhada, iniciou-se na revista O Mundo de Aventuras, onde publicou alguns pequenos excertos de obras de Emílio SalgariOs Tuaregues, O Último Tigre e A Formosa Judia, que serviria de base à adaptação de Os Piratas do Deserto. Foi ainda autor do texto e do desenho de uma página semanal de banda desenhada, publicada no semanário O Crime durante cinco anos. Assinou igualmente álbuns de BD, na sua maior parte dedicados a figuras e acontecimentos históricos: Registos Criminais, A Viúva do Enforcado, D. Egas Moniz, o Aio, As Bodas de D. Dinis e Isabel de Aragão em Trancoso, Lendas da Meda Lendas de Aguiar da Beira.

    One-shots publicados em Portugal:
    • O último tigre, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #433
    • Fernão de Magalhães, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #449
    • À côa!, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #464
    • O duelo, 1982, Santos Costa, Mundo de Aventuras (2ª fase) #471
    • O boi cardil, 1982, Mundo de Aventuras (2ª fase) #472
    • D. Caio, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #487
    • Os homens de pedra de Sutilé, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #493
    • A formosa judia, 1983, Santos Costa, Mundo de Aventuras (2ª fase) #487
    • Branca-Flor, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #500
    • A truta de Celorico, 1983, Mundo de Aventuras (2ª fase) #508
    • Doma Chama, 1984, Mundo de Aventuras (2ª fase) #511
    • A mulher de Wang Hsi-Liang, 1984, Mundo de Aventuras (2ª fase) #517
    • A dama pé-de-cabra, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #542
    • Os dois compadres, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #553
    • O velho do surrão, 1985, Mundo de Aventuras (2ª fase) #561
    • Bandarra - Poeta, profeta e sapateiro de Trancoso, 1990, Álbum Câmara Municipal de Trancoso [1990]
    • As bodas de D. Dinis e Isabel de Aragão em Trancoso, 2005, Álbum Câmara Municipal de Trancoso [2005]
    • Piratas do deserto, 2012, Álbum Edições ASA [2012]
    • Aventuras do Magriço - 1º volume, Edição do autor [2015]; Sete Vidas [2017]
    • Aventuras do Magriço - 2º volume, Edição do autor [2016]
    • Lendas do distrito da Guarda, Edição do autor [2017]
    • O atentado a Salazar, Edição do autor [2017]
    [actualizado a 19-2-2015]

    20 de abril de 2018

    X-Men #5: Viver em Combate

    Foi hoje para as bancas o quinto volume da colecção X-Men, que reúne os comic books X-MEN: BLUE (2017) #5, X-MEN: GOLD (2017) #5, JEAN GREY (2017) #4 e OLD MAN LOGAN (2016) #11 a #13.

    Neste volume, o Cérebro conduziu a equipa Blue até às montanhas do Colorado, onde os X-Men foram confrontados por um mutante com garras de aspeto familiar: nem mais nem menos que Jimmy Hudson, o filho do Wolverine de outra realidade. Mas o que  faz ele neste universo? Antes de conseguirem perceber o que se passava, a equipa foi atacada por um grupo peculiar com poderes especiais que se auto-intitula de “Os Novos Carrascos”. Quem são eles? E querem o quê?

    Sob a liderança de Kitty Pride, a equipa Gold está também ela metida em sarilhos. Gambit foi contratado para roubar um frasco de nanorobôs capazes de se autorreplicarem num “enxame inteligente”. Quando o mestre larápio tentou anular o negócio, os nanorobôs fundiram-se com inteligência artificial Sentinela… e o caos irrompe em Nova Iorque.

    Em relação a Jean Grey, depois da visão aterradora de um futuro marcado pelo regresso da Força Fénix, a jovem mutante partiu agora para um encontro com Thor Odinson no sentido de obter ajuda para o “confronto” futuro com o mítico Pássaro de Fogo.

    Este volume inclui ainda a conclusão da história do homem agora conhecido por “O Velho Logan”, com o final do arco narrativo “O Último Ronin”.

    X-Men #5: Viver em Combate, Goody, 128 pp, cor, capa flexível, 7,90€

    Alexandre-Nicolas Coutelis - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Desenhador 
    (França) Paris, 8 de Fevereiro de 1949

    Após terminar os estudos superiores, Coutelis trabalha em várias áreas antes de se dedicar à BD (chega a participar no campeonato de boxe francês). Após o serviço militar, finalmente, volta para o seu sonho de infância: a BD. Junta-se à equipa da revista Pilote, em 1971, onde faz várias ilustrações. Assume uma longa carreira como ilustrador de imprensa, antes de se iniciar, em 1976, na BD nas revistas Pif Gadget Scoop. Desenha para revistas como a Fluide Glacial L'Echo des Savanes. Em 1984, desenha a série Dampierre et Morrisson e La Dame de Singapura para a revista Charlie Mensuel. Em 1985, ilustra Chuck Dougherty, le Privé em L'echo des Savanes, uma história escrita por Jean-Michel Charlier. A cooperação com Charlier continua em 1988, quando Coutelis assume o desenho da série de Tanguy e Laverdure. Infelizmente, Coutelis ilustra apenas um álbum da série, porque Charlier falece um ano depois. Na década de 90, Coutelis desenha O Vagabundo dos Limbos (texto de Christian Godard Bollée) e Man, Super-héros polyalent (textos de Setbon). Em 1995, desenha várias paródias de programas de TV em L'Allumé. Um ano depois, torna-se um dos artistas principais da Fluide Glacial, ilustrando Bienvenue à Welcome Land (escrito por Tronchet) e vários gags e contos.

    Séries publicadas em Portugal:

    [actualizado a 19-2-2015]

    19 de abril de 2018

    Colecção Bonelli #2: Dampyr

    Foi hoje para as bancas o segundo volume da colecção Bonelli, uma edição da Levoir com distribuição pelo jornal Público. Este volume contém duas histórias, inéditas em Portugal, de Dampyr.

    Criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo, a história de Dampyr é a de um fruto da união de um vampiro com uma mulher mortal, alguém que está entre dois mundos e cujo sangue pode destruir os vampiros. Dampyr é uma lenda balcânica. Naquela região acreditam haver uns vampiros especiais que podem enfrentar a luz do sol sem se sentirem afectados por ela. São conhecidos como os Mestres da Noite e podem dar vida a outros vampiros ao morder um ser humano, tornando-o membro do grupo daquele Mestre da Noite que o mordeu. A série foi concebida inicialmente como uma mini-série para a revista Zona X publicada pela Sergio Bonelli Editore na Itália. As aventuras contra o mal deste ser especial percorrem o mundo de lés a lés, passando por Praga, Berlim, Paris, Etiópia, Irlanda e também Portugal.

    O Esposo da Vampira, de Mauro Boselli e Alessandro Bocci (este último, presente este mês na 5.ª Mostra do Clube Tex Portugal) é uma das duas histórias que fazem parte deste volume. Harlan Draka e o seu amigo Kurjak  (um ex-soldado que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade) vão até Trás-os-Montes, para investigar a lenda do Castelo de Monforte da Estrela, que dizem estar assombrado por uma vampira. No local encontram uma equipa de filmagens que se prepara para rodar um filme de terror inspirado num conto do sec. XIX, cuja acção decorre na Catalunha e que é filmado em Trás-os Montes por questões de custos.

    Tributo de Sangue, história de Giovanni Eccher e Maurizio Dotti tem como cenário a zona ribeirinha do Porto, a região vinícola do Douro e as caves de Vila Nova de Gaia. A especificidade cultural de Miranda do Douro e as perseguições aos judeus perpetradas pela população cristã e pela Inquisição portuguesa no século XVI também fazem parte desta história que inclui um fantasma em traje mirandense e uma tentativa de assassinato na ponte D. Luís I.

    Segundo Giovanini Echer, “O motivo por que a trama é ambientada nesses lugares é muito simples: eu fiquei impressionado durante uma belíssima viagem a Portugal. Além disso, como a minha namorada é dona de uma enoteca em Milão, ela foi a minha guia entre os exportadores de Vila Nova de Gaia, que nos acolheram com muita cortesia e nos permitiram visitar as suas caves e provar os seus produtos.”

    Colecção Bonelli #2: Dampyr – Aventuras em Portugal, Mauro Bonelli, Alessandro Bocci, Giovanni Eccher e Maurizio Dotti, Levoir, 200 pp., p&b, capa dura, 10,90€ com o jornal Público

    Mário Cubbino - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador
    (Itália) Gorizia, 14 de Janeiro de 1930 - Rimini, 2 de Maio de 2007

    Mario Cubbino inicia a sua carreira, em 1952, auxiliando Enzo Dufflocq Magni na série Pantera Bionda. Dois anos depois, ilustra Nat Del Santa Cruz, na editora Tristano Torelli, juntando-se aos estúdios Dami Rinaldo. Neste estúdios, Cubbino ilustra várias meninas em BD para a imprensa britânica Amalgamated, como My Friend Sara e Shirley. Muda-se para Londres, onde continua a trabalhar até 1963. De volta à Itália, voltou a Torelli com a série Dallas Roy Pecos Bill. Desenha as séries eróticas Zip e Jungla, seguido de Wallenstein il Mostro e Karzan, na década de 70.
    Em 1973, inicia uma colaboração com a revista Il Corriere dei Ragazzi, para a qual desenha diversas histórias de BD realista, como O Sombra com argumento de Alfredo Castelli. Ilustra, com textos de Argenzio e Tiziano Sclavi no Corrier Boy (1975). Um ano depois, desenha Dotting Doug, bem como diversas capas da revista Bliz. Ilustra um episódio de Zagor para a Bonelli. Faz algumas histórias da série Dylan Dog. No editores LugCubbino ilustra Rick RossZey RodRoi des profondeursRoxy e Tahy Tim

    Séries publicadas em Portugal:

    [actualizado a 19-2-2015]

    18 de abril de 2018

    Top das vendas de BD em França de 2 a 8 de Abril

    1º lugar (=) [3ª semana]
    Tyler Cross #3: Miami
    Brüno, Fabien Nury
    DARGAUD

    2º lugar (=) [5ª semana]
    Walking Dead #29: La Ligne blanche
    Charlie Adlard, Stefano Gaudiano, Robert Kirkman
    DELCOURT

    3ª semana (=) [18ª semana]
    Dans la combi de Thomas Pesquet
    Marion Montaigne
    DARGAUD



    I.R.$. #9

    Foi hoje para as bancas o penúltimo volume da colecção I.R.$., uma edição conjunta da ASA e do jornal Público. O presente volume é composto pelos 15º e 16º episódios: 

    Mais-Valias face à morte (Plues-values sur la mort, 2014) 

    Larry B. Max está numa nova missão, desta vez no Iraque: descobrir e neutralizar traficantes de armas que desviam uma parte dos stocks de armas enviados pelos Estados Unidos para o teatro de operações. Uma dura discussão com um tal Barrat permite-lhe obter uma lista de nomes que, como era de esperar, inclui uma série de personalidades importantes e influentes do mundo da indústria e da política. Um nome em particular chama a atenção do agente especial: Rick Richards, pai de duas crianças e funcionário de uma companhia de seguros – é precisamente o seu currículo banal que o torna suspeito aos olhos de Larry.

    Opções face à guerra (Options sur la guerre, 2015)

    Na segunda aventura deste álbum duplo, vamos encontrar o agente especial do fisco americano no Ruanda com Laroya, agora transformada em sua colaboradora e cúmplice, numa rota de perseguição aos traficantes de armas que o levará ao Congo. Neste país africano, devastado pelos conflitos internos, espera encontrar-se com Richards e acabar de vez com essa rota de tráfico. Mas o seu contacto foi assassinado e a presença de Larry no local parece ser do conhecimento de toda a gente. De caçador, passa a presa, e isso será de molde a comprometer a sua missão?…

    I.R.$. #9: Mais-valias face à morte+Opções face à guerra, Stephen Desberg e Bernard Vrancken, Público/ASA, 96 pp. cor, capa dura, 10,90€

    Mic Delinx - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Michel Houdelinckx
    Argumentista, Desenhador
    (França) Paris, 6 de Dezembro de 1930 - Paris, 18 de Dezembro de 2002

    Fascinado pelo desenho desde a infância, desenvolve os seus estudos em cursos nocturnos de desenho na escola Montparnasse. Faz a sua estreia em 1957 com Kid Texas na revista Pierrot. Um ano mais tarde, está presente em Lissette com Sofia, bem como em Fripounet et Marisette com Bull Dozer.
    Cria em 1961, juntamente com Goscinny, La Forêt de Chênebeau, que é inicialmente publicado na revista Jacqueline dos Armazéns J. Esta série é, cinco anos mais tarde, retomada na revista Pilote. Também para a Pilote, cria histórias curtas, assim como a série Buck Gallo, com textos de Yves Duval e Jean Tabary, publicada entre 1963 e 1968. Em 1968 e 1969, desenha Pan et la Syrinx com textos de Fred. Também em 1969, Delinx cria a sua série mais famosa, A Selva em Festa, com textos de Christian Godard para a revista Pif Gadget. Em 1996, desenha a série humorística Banga!Delinx também realiza trabalhos de publicidade e é o criador da revista Kouakou, destinado ao público juvenil de África. Também está activo no campo da televisão, criando a marionete Theobald le Chameau para o Midi Magazine Show.

    Séries publicadas em Portugal:

    [actualizado em 19-2-2015]

    Os Vingadores: Infinito (volume 2 de 4)

    Já está nas bancas o segundo volume desta mini-série dos Vingadores, numa edição da Goody.

    Sinopse da editora:
    A GRANDE GUERRA DO INFINITO. Os Construtores. Engenheiros de tudo o que existe. Uma raça tão velha como o próprio tempo. Quando a Terra é considerada um fracasso, os Construtores marcam-na para procederem à sua destruição. Enquanto o Capitão América, e uma poderosa equipa de super-heróis nunca antes reunida, avança para o espaço para fazer frente a estes inimigos ancestrais, um velho inimigo decide tirar proveito do facto de a Terra estar desprotegida. Thanos, o Titã Louco, ataca com todas as suas forças… e onde Thanos pisa podemos esperar morte e muita devastação. Felizmente, mesmo um mundo sem Vingadores tem as suas defesas. O Homem de Ferro permaneceu na Terra, juntamente com os restantes elementos dos Illuminati, uma sociedade secreta de super-humanos que, para complicar as coisas, vive enormes tensões que podem colocar em causa a própria defesa do planeta. Com a necessidade de trabalhar em equipa, e atuar em múltiplas frentes de batalha, este é o conflito que promete mudar para sempre todo o Universo Marvel.

    COMICS ORIGINAIS INCLUÍDOS:
    AVENGERS (2013) #18-19 – POR JONATHAN HICKMAN, LEINIL FRANCIS YU, GERRY ALANGUILAN E SUNNY GHO
    INFINITY (2013) #2-3 – POR JONATHAN HICKMAN, JEROME OPEÑA, DUSTIN WEAVER E JUSTIN PONSOR
    NEW AVENGERS (2013) #10 – POR JONATHAN HICKMAN, MIKE DEODATO E FRANK MARTIN

    Vingadores: Infinito (volume 2 de 4), Goody, 128 pp., cor, revista, 7,90€

    17 de abril de 2018

    Assassin's Creed #2: Crepúsculo

    A partir de hoje, podemos encontrar nas bancas, numa edição da Goody, o segundo volume da série Assassin's Creed.

    Sinopse da editora:
    Não há como voltar atrás para Charlotte De La Cruz enquanto ela se associa cada vez mais à Irmandade dos Assassinos – e mais profundamente ainda nas suas memórias genéticas. Um vestígio do passado está prestes a situar Charlotte no coração do Império Inca… enquanto o mesmo está prestes a cair! Galina está desesperada para manter a célula Assassina cada vez mais reduzida, mas Charlotte tem sua própria agenda. Lâminas são desembainhadas, sangue é derramado e fragmentos voam enquanto elas lutam pelo que acreditam ser certo… e a sua guerra fria significa morte para aliados e inimigos!

    Assassin’s Creed Vol. 2: Crepúsculo, Anthony Del Col, Conor McCreery & Neil Edwards, Goody, 128 pp., cor, capa flexível, 7,90€

    Pierre Frisano - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Desenhador, Argumentista
    (França) 7 de Janeiro de 1934 - 28 de Julho de 2013

    Pierre Frisano é um artista francês do pós-guerra da BD realista. Após a Segunda Guerra Mundial, com apenas treze anos de idade, falsifica a sua data de nascimento para obter o diploma e ir trabalhar como fabricante de mobiliário. Pouco antes de entrar no serviço militar, é apresentado a Lexis René, que trabalha para a editora Sagédition, onde faz a sua estreia profissional, fazendo ilustrações de capa, contos e ilustrações. Em 1952, substituiu Gérald Forton em Jim Cartouche. Quatro anos mais tarde, colabora em várias revistas femininas, seguido por um período de dez anos de desenho (principalmente) em tiras verticais para o Paris-Jour. Em 1972, Frisano faz parceria com Jean-Marie Pélaprat  numa adaptação à BD da série de televisão Daktari. Durante o mesmo período, começa uma longa colaboração com Raymond Maric para revistas como Le Journal des Pieds Nickelés, Le Journal de Bibi Fricotin e Lili e Aggie. Esta dupla cria séries como Le Patrouilleur de l’ EspaceMacchusGorak e Skatié. No final dos anos 70 e início de 80, Frisano intensifica o trabalho para revistas, como Pistilo (Swen et Bogi), Télé-Junior (Fantômas) e Fulgur Capitan (San Kukai). Faz um álbum com Zorro em MCL e colabora em publicações como Edi EuropDéfi, Fantastik Super e Vautour. Além disso, desenha para as coleções Larousse A História do Far-West e Découvrir La Bíblia.
    Em 1981, começa a trabalhar com Maric para a revista Spirou (Contes DéfaitsPérouane prince Inca), para a Dargaud (Che Guevara - les barbudos du Granna) e RTL (Otelo, Aida). Outras BD’s na década de 80 incluem Sébastien, les Chemins de la Vie (com Jean-Paul Tiberi), e as adaptações de Jacquou le Croquant Sans Famille (publicado em Okapi). Na década de 90, desenha Saint-Martin La Petite Thérèse de Lisieux, duas novas colaborações com Maric para as Éditions Le Signe.

    Séries publicadas em Portugal:
    História do Far-West

    [actualizado a 20-2-2015]

    Revistas da Maurício de Sousa disponíveis em Portugal em Abril