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28 de fevereiro de 2018

Coleção Oficial de Graphic Novels #60: Demolidor

Chegou ao fim esta colecção de novelas gráficas da Marvel com a chancela da editora Salvat. O último volume reúne as pranchas originais publicadas nos números #169 a #171 e #163 a #167 da revista Daredevil.

Com a missão de levar justiça às ruas de Hell’s  Kitchen, o Demolidor fez muitos inimigos. Agora, o herói cego tem a cabeça a prémio por uma cabala de criminosos — e toda a escória de Nova Iorque quer matá-lo! Contudo, de todos eles, nenhum é tão perigoso nem está tão determinado em eliminar o Homem sem Medo do que o assassino louco, o Mercenário.

Os fãs poderão assistir ao nascer de uma lenda nas páginas deste volume, que reúne as primeiras histórias que Frank Miller desenhou para a revista do Demolidor, talvez o herói ao qual ele ficou mais associado na sua já longa carreira nos comics. Este conjunto de história lançou os alicerces para o que viria a seguir. É fascinante ver como, ao longo de apenas nove números, o estilo de Miller começa a evoluir. Ao trabalhar com os argumentos de Roger McKenzie, começa a experimentar novas formas de representar os sentidos apurados do herói, produzindo páginas com um realismo cru nunca visto nas aventuras do Demolidor. A revista estava a ponto de ser cancelada, mas a combinação de uma linha e direcção novas para os argumentos, estabelecidas por McKenzie – que viria a lançar as bases das sagas que Miller mais tarde escreveria quando já estava à frente dos destinos do Homem sem Medo a solo – e da arte inovadora de Miller, transformariam Daredevil num dos títulos de maior sucesso da Marvel na altura. Duas das histórias são exemplares a esse título, o #163, em que o demolidor enfrenta o Hulk, uma das lutas mais improváveis dos comics, e a outra, no #164, um mergulho na história pessoal do herói que inauguraria quase uma nova maneira de contar histórias de super-heróis.

Coleção Oficial de Graphic Novels #60: Demolidor - Marcado para morrer, Roger McKenzie, Frank Miller e Klaus Janson, Editorial Salvat, 184 pp., cor, capa dura, 11,99€

27 de fevereiro de 2018

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #59

Está a finalizar esta colecção da Salvat que reúne 60 volumes de novelas gráficas da editora norte-americana Marvel. O penúltimo número da colecção intitula-se "Marvel - A união faz a força" dos artistas Chris Claremont e John Byrne.

Neste volume, alguns dos mais poderosos heróis Marvel unem forças com o Incrível Homem-Aranha em A União Faz a Força! Testemunhem os combates do Cabeça de Teia lado a lado com ícones tais como o Poderoso Thor, o Tocha Humana, Punho de Ferro, Luke Cage, Capitão Bretanha e a Vespa, contra alguns dos piores vilões de sempre da Marvel!

Marvel Team-Up foi a segunda revista mensal que a Marvel lançou com o Homem-Aranha como herói, depois do imenso sucesso que vinha tendo durante a década de 60. A partir de 1972, os fãs da Marvel puderam encontrar nas bancas um título em que, como o nome indicava, o Homem-Aranha juntava forças a outros heróis da Casa das Ideias. O conceito tinha um potencial quase ilimitado. As histórias fluíam a um ritmo alucinante, quase sem dar tempo ao nosso herói de recuperar o fôlego entre as aventuras. Também proporcionou a vários escritores e ilustradores a oportunidade de lançarem o Aranhiço numa verdadeira digressão pelo Universo Marvel, apresentando-o a personagens que normalmente não apareciam na sua revista principal.

A revista durou na sua primeira encarnação 150 números, e de todos os escritores e artistas que nela trabalharam, a dupla Chris Claremont e John Byrne foi das mais famosas. Pode-ser dizer que, de certa maneira, o êxito fulgurante que os dois tiveram na mesma época com os X-Men fez com que estas histórias dinâmicas, divertidas e originais tenham caído um pouco no esquecimento, mas a verdade é que o seu trabalho proporcionou uma das melhores fases do título.

Por isso leiam, e vejam como dois dos maiores criadores da Marvel conduzem o Homem-Aranha numa verdadeira montanha-russa de aventuras pelo Universo Marvel, com resultados verdadeiramente impressionantes!

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #59: Marvel - A união faz a força, Chris Claremont e John Byrne, Editorial Salvat, 224 pp., cor, capa dura, 11,99€

9 de fevereiro de 2018

Coleção Oficial de Graphics Novels Marvel #58: Homem-Aranha - Ilha-Aranha - Parte 2

Já se encontra disponível nas bancas nacionais o antepenúltimo volume da Colecção Oficial de Graphics Novels da Marvel.

Sinopse do volume:
A verdadeira natureza da praga de aranhas do Chacal é revelada, quando os habitantes de Manhattan começam a sofrer mutações e a transformar-se em aracnídeos monstruosos, controlados pela Rainha Aranha! Cabe ao Homem-Aranha e aos Vingadores deterem a vil personagem, antes que transforme toda a raça humana em escravos-aranha.”

Aranhas, aranhiços, aranhões, aranhas por todo o lado! Manhattan está em quarentena, a população está a transformar-se num exército de aracnídeos mutantes gigantes sob o domínio de uma Rainha Aranha psicótica. Mesmo pelos padrões de Peter Parker, é um dia bastante mau…

Felizmente, Peter tem uma boa dose de aliados para momentos como este. Em 2005 tornou-se finalmente membro oficial dos Heróis Mais Poderosos da Terra, os Vingadores. Desde então, juntou-se também ao grupo de reflexão/equipa de super-heróis do Senhor Fantástico, a Fundação Futuro. Quem haveria de pensar que, passados 50 anos, o miúdo marrão de Amazing Fantasy #15 iria fazer parte dos melhores e mais inteligentes super-heróis?

Com Ilha-Aranha, Dan Slott prova que é um dos maiores argumentistas de sempre do Cabeça de Teia, e cria uma história que consegue incorporar quase todos os aliados do Aranha, desde outros super-heróis até às personagens ligadas ao seu universo pessoal, sem deixar que a sua presença reduza o impacto da própria história. O tema central é 100% inspirado no universo do Aranha e a presença de cada personagem é orgânica. Neste volume, maravilhosamente ilustrado por Humberto Ramos, os leitores descobrirão o desfecho desta saga tremenda que marcou a história do Homem-Aranha destes últimos anos.

Coleção Oficial de Graphics Novels Marvel #58: Homem-Aranha - Ilha-Aranha - Parte 2, Dan Scott e Humberto Ramos, Salvat, capa dura, cor

21 de janeiro de 2018

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #57 - Dr. Estranho: Realidade paralela

"Instruído pelo Ancião nas artes da mais poderosa magia, que o tornarão no maior dos feiticeiros, o Dr. Stephen Strange dedicou a vida a ajudar os outros e a desvendar os mistérios do universo. Mas agora, o aluno terá de se tornar no mestre, quando o momento da morte do Ancião se aproxima. O espantoso poder de Sise-Neg acerca-se… Será o Dr. Estranho capaz de encontrar a força interior para superar este temível adversário?”

No início dos anos 70, Steve Englehart tinha-se tornado num dos mais populares escritores da Marvel, e num dos mais dignos representantes de uma nova geração de autores (entre muitos outros, como Jim Starlin ou Steve Gerber). Por essa altura, Roy Thomas, o editor-chefe da Casa das Ideias, estava à procura de um novo argumentista para o Dr. Estranho. Perguntou ao ilustrador Frank Brunner quem gostaria que escrevesse a série e ele sugeriu-lhe Steve Englehart. Os dois tinham-se conhecido meses antes numa festa e deram-se bem de imediato.

Brunner, um ávido fã de Carlos Castanada, H. P. Lovecraft e de todos os géneros de oculto, encontrou uma alma-gémea em Englehart. Entre os dois, a equipa de argumentista e desenhador transformou Dr. Strange num título com enorme sucesso de vendas, com um estilo místico e grandioso anteriormente visto apenas na fase de Steve Ditko. Para obterem inspiração, os dois passavam as noites acordados, a vaguear por Manhattan, em vários estados de espírito alterado. Nova Iorque tornou-se uma musa do grupo, e exploravam a cidade em toda a sua glória distorcida. Por exemplo, a lagarta falante do primeiro número de Dr. Strange (e o seu cachimbo da praxe), e a festa de chá dos heróis loucos no número seguinte, foram inspirados numa sessão tardia a que assistiram de Alice no País das Maravilhas, o filme animado da Disney.

A história deste volume começa a meio da saga que estava a ser escrita por Gardner Fox, e que já representava uma mudança no tom das aventuras do Dr. Estranho. O nosso herói combate aqui as hordas inomináveis dos agentes e servidores de Shuma-Gorath, uma primeira indicação da influência de Lovecraft na saga. Mas os leitores poderão ver que Englehart e Brunner levarão o nosso Doutor muito mais longe na via desse horror cósmico, e ao mesmo tempo, em direcção a um mundo mais estranho e mesmo psicadélico. Apesar de ter durado poucos números, o trabalho da dupla neste título ainda é considerado um do melhores momentos da carreira da série Dr. Strange, e este volume é uma oportunidade de ver o trabalho de um dos melhores desenhadores que já trabalhou na Marvel.

Este volume reúne os #9 a #14 de Marvel Premiere e os  #1 a #5 de Doctor Strange (vol. 2).

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #57 - Dr. Estranho: Realidade paralela, Steve Englehart e Frank Brunner, Editorial Salvat, cor, capa dura, 11,99€

28 de dezembro de 2017

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel #56: Os Vingadores

Com o título "A guerra Kree-Skrull", que reúne os números #89 a #97 da revista norte-americana The Avengers, surge o último volume deste ano desta colecção da Salvat.

Neste volume, os Kree e os Skrulls encontram-se em guerra - e a Terra encontra-se na mira de ambas as potências. Situado entre os dois impérios interestelares, o planeta é de vital importância estratégica e vê-se perante uma possível ocupação ou a destruição total. Juntos, os Vingadores e o Capitão Marvel têm de encontrar forma de salvar a Terra, antes que esta se torne na primeira baixa, neste épico conflito cósmico!

A Terra Marvel já teve a sua quota-parte de visitas de alienígenas e, no início da década de 1970, passou a fazer parte de um enorme universo, repleto de raças extraterrestres de todos os tamanhos, formas e feitios, a maioria das quais considerava a Terra e a raça humana primitivas e inofensivas. Os leitores já tinham conhecimento que duas dessas raças, os Kree e os Skrulls, eram inimigos mortais, num já longo conflito que remonta há incontáveis milénios.

Roy Thomas, editor e escritor dos Vingadores, decidiu então que era altura de os dois adversários se enfrentarem uma vez mais. Infelizmente, isso implicava problemas para o nosso planeta, que se encontrava à mesma distância de ambas as galáxias. A Terra passou então a ser um ponto-chave estratégico de batalha, destinada a ser ocupada ou obliterada, a menos que os Vingadores encontrassem forma de por termo à guerra interestelar. Tal como muitas histórias Marvel da época, tratava-se de uma metáfora da Guerra Fria, que teve, no entanto, uma reviravolta interessante. Ao invés da Terra ser um dos jogadores principais, éramos apenas os peões numa complicada trama - o equivalente galáctico de Cuba, se preferirem, ou da Alemanha antes da reunificação-, com o nosso destino final nas mãos de poderes muito acima de nós.

Dos três ilustradores da saga, Sal Buscema, John Buscema e Neal Adams, todos na melhor fase das suas carreiras, temos de destacar os quatro números desenhados por Adams com a sua arte arrebatadora. Cada um dos vários números dos diferentes autores é desenhado de forma eloquente, mas ainda dentro daquela sensibilidade Marvel estabelecida por Jack Kirby. Adams, por seu lado, estava disposto a tentar algo novo. Da missão microscópica ao interior do corpo do Visão, à batalha intergaláctica entre duas gigantescas armadas alienígenas, o seu estilo ultradinâmico eleva a fasquia das convenções da arte em banda desenhada de super-heróis da época. Uma primeira amostra da direção que essa arte viria a adotar, à medida que terminava a chamada Era de Prata e começava a mais experimental Era do Bronze dos anos 70.

A Guerra Kree-Skrull é essencialmente aquilo que Roy Thomas faz de melhor - inspirar-se na história do Universo Marvel (até mesmo na sua pré-história) pegando em personagens estabelecidas, por vezes vagamente interligadas, e juntá-las na mesma narrativa, criando algo bastante maior que a soma das partes. Trata-se de uma fórmula que viria a repetir ao longo da sua carreira, mas com a Guerra Kree-Skrull, e juntamente com Adams e os irmãos Buscema, criou uma parte da mitologia Marvel que ainda é considerada uma das melhores histórias dos Vingadores.

Uma das sagas mais clássicas e imprescindíveis da mitologia do Universo Marvel!

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel #56: Os Vingadores - A guerra Kree-Skrull, Sal Buscema, John Buscema, Neal Adams e Roy Thomas, Salvat, cor, capa dura, 11,99€

27 de dezembro de 2017

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #55

Já está na recta final a colecção (dos 60 programados) da Editorial Salvat. O último número disponível pertence ao super-herói Homem-Aranha.

Sinopse da editora:
De repente, toda a população de Manhattan desenvolveu poderes de aranha – e nem todos querem usá-los responsavelmente! Criados pelo Chacal, um dos inimigos mais diabólicos do Aranha, estes melhoramentos aracnídeos improvisados são apenas o primeiro passo do seu plano perverso! Conseguirá Peter Parker descobrir uma forma de anular este esquema do cientista psicopata, antes que a cidade seja assolada por uma praga de trepadores de paredes?

Dan Slott é um escritor cujo estilo tem a combinação perfeita entre ação e sensibilidade emocional que se adequa ao espectacular Homem-Aranha. No entanto, o mais importante na sua longa fase nas aventuras do Cabeça de Teia é que ele sabe ser engraçado. Pegou no sentido de humor do Aranha e percebeu que as piadas eram tão importantes quanto as teias nas sagas do herói. Quando Ilha-Aranha surgiu, Slott tinha assumido o cargo de escritor a tempo integral do Homem-Aranha, e concebeu uma história que une muitos aspectos diferentes da mitologia do Aranha, incluindo a saga do clone e a enigmática Madame Teia. A premissa de que os cidadãos de Manhattan se vêem repentinamente com poderes de aranha permite contar uma história fantástica, e Slott explora o tema central da relação entre poder e responsabilidade de uma maneira totalmente nova.

Tal como Slott, o desenhador Humberto Ramos é outra escolha perfeita para o Homem-Aranha. Ele é um artista excepcional, com um estilo único e um dom fantástico para o ritmo e a narração de histórias, e um trabalho figurativo estranhamente angular, mas incrivelmente fluido, que de facto capta a essência do trepador de paredes.

O que veio antes:

O Prof. Miles Warren é o Chacal – um bioquímico malévolo, cujas experiências de clonagem causaram muitos problemas ao Homem-Aranha. Foi professor do Peter Parker e também de Gwen Stacy, por quem desenvolveu uma paixão obsessiva. Culpando o Homem-Aranha por não salvar Gwen, criou diversos clones de ambos, que utilizou para se vingar do trepador de paredes.

A vida de Peter mudou drasticamente nos últimos meses. Separou-se de Mary Jane e está agora a namorar a agente Carlice Cooper, que desconhece a sua vida dupla como Homem-Aranha. Tem um novo emprego nos Laboratórios Horizon, a desenvolver tecnologia de ponta. Além disso, é agora membro dos Vingadores e da Fundação Futuro. A tia May também passou por grandes mudanças nos últimos tempos. Está agora casada com Jay Jameson, pai do ex-editor do Clarim Diário e agora Presidente da Câmara de Nova Iorque, J. Jonah Jameson. Recentemente, Peter sofreu um  revés no seu papel de super-herói, e perdeu o seu sentido de aranha. Para compensar isso, Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu, tem vindo a ensinar-lhe artes marciais para desenvolver uma melhor consciência do que o rodeia.

Este volume reúne os números 666 a 669 de The Amazing Spider-Man, o número 6 de Venom e Spider-Island: Deadly Foes.

Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel #55: Homem-Aranha: A ilha-aranha - Parte 1, Humberto Ramos e Dan Scott, Salvat, 160 pp., cor, capa dura, 11,99€

24 de novembro de 2017

Colecção Oficial de Graphic Novels da Marvel #54: Guerras Secretas - Parte 2

Já se encontra nas bancas disponível mais um volume da Colecção Oficial de Graphic Novels da MarvelGuerras Secretas – Parte 2, com argumento de Jim Shooter e desenho de Mike Zeck e Bob Layton.

Eis a sinopse da editora:
“A milhões de anos-luz da Terra, e forçados a combater pelo derradeiro prémio, os maiores heróis e vilões da Marvel continuam a sua épica Guerra Secreta. À medida que a batalha prossegue, um novo perigo surge quando o Dr. Destino tenta roubar para si o imenso poder do Beyonder. Os heróis sabem que terão de impedi-lo a qualquer custo ou o universo inteiro ficará submetido aos desígnios de Destino!”

Desde o início do planeamento de Guerras Secretas que Jim Shooter, o seu argumentista, declarou que iria criar uma história que iria trazer consequências reais às personagens e ao universo da Marvel. Estas consequências conferiram um significado mais profundo ao evento, garantindo um lugar na história da Marvel. Embora alguns dos seus resultados mais imediatos tenham caído no esquecimento, outros, tais como o fato simbiótico do Homem-Aranha, em breve adquiririam estatuto lendário nos anais da Marvel. Mas a maior mudança que trouxe foi a que acabou por afectar toda a indústria de comics. As Guerras Secretas assinalariam toda uma nova era de gigantescos eventos intraeditoriais. Estes megaeventos, tais como a Guerra Civil, Dinastia de M ou Cerco, tornaram-se quase uma tradição anual. Fervorosamente aguardados pelos fãs, estes livros constam normalmente entre os mais vendidos do ano, cuidadosamente elaborados por argumentistas e artistas de topo da Marvel.

Várias vezes imitado, e raramente igualado, Guerras Secretas é o evento contra o qual todos os outros que estão por vir serão comparados. Um momento importante não só na história da Marvel, como também na história de toda a indústria dos comics, e que será recordado com apreço durante as gerações vindouras.

Por isso, acabem de ler esta saga, e regressem ao Mundo de Batalha para descobrir quem irá reclamar a vitória nas Guerras Secretas

Colecção Oficial de Graphic Novels da Marvel #54: Guerras Secretas - Parte 2, Jim Shooter, Mike Zeck e Bob Layton, Salvat, 192 pp., cor, capa dura [reúne os números 7 a 12 de Marvel Super Heroes Secret Wars]

21 de novembro de 2017

Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel #53: Marcas de Guerra

Esta colecção da Salvat está a entrar na recta final. O volume 53, disponível nesta quinzena, reúne os números 1 a 6 de Battle Scars. 

Sinopse da editora:
Quem é Marcus Johnson e por que motivo é caçado por alguns dos mais letais supervilões do planeta? Com a S.H.I.E.L.D., o Treinador, o Capitão América e até mesmo Deadpool no seu encalço, o ex-ranger dos Estados Unidos vê-se no meio de uma conspiração que só agora começaa ser revelada — com consequências imprevisíveis. Preparem-se para conhecer um dos mais bem guardados segredos do Universo Marvel!

À medida que os eventos de A Essência do Medo se aproximavam da sua conclusão, a Marvel provocou os seus leitores com quatro enigmáticos epílogos, que levariam a outras tantas histórias envolvendo alguns dos seus principais heróis, os arcos de história que remodelariam o Universo Marvel durante o ano seguinte. Destas vinhetas finais, a mais intrigante envolvia um estranho homem numa cadeira de rodas a ser informado do assassinato de uma, aparentemente inocente, senhora de meia-idade. A única explicação providenciada para tal ato foi o facto de ser a mãe de um Ranger do exército chamado Marcus Johnson, cujo nome nada significava para os leitores, mas que estaria prestes a tornar-se no homem mais procurado do planeta… O motivo de tudo isso tornou-se óbvio no decorrer da história de Marcas de Guerra. Delineada por Matt Fraction, Cullen Bunn e Chris Yost e arte de Scott Eaton, a história vai expôr um dos maiores segredos de todos, a história do Sargento Marcus Johnson, um homem com um segredo capaz de abalar as fundações do Universo Marvel!

Colecção Oficial Graphics Novels Marvel #53: Marcas de Guerra, Matt Fraction, Cullen Bunn, Chris Yost e Scott Eaton, Salvat, 136 pp., cor, capa dura, 10,90€

25 de outubro de 2017

Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel #52: Ultimate Homem-Aranha

Peter Parker morreu a defender os seus entes queridos do Duende Verde. Agora, um novo herói aracnídeo surgiu em Nova Iorque para dar continuidade ao seu legado heróico. Ele pode ter os poderes, mas estará Miles Morales, de 13 anos, realmente à altura de tornar-se o novo Ultimate Homem-Aranha?”

Em 2011, o Universo Ultimate sofreu uma perda terrível, quando o herói que lançou essa linha editorial morreu. Mesmo antes do último número de A Morte do Homem-Aranha chegar às bancas, a Marvel já tinha iniciado a apresentação de um novo Ultimate Homem-Aranha: um jovem rapaz de 13 anos chamado Miles Morales. De alguma forma, ele obteve poderes de aranha semelhantes aos do Peter, e ia agora assumir o seu manto. Era ousado e revolucionário, ou seja, era exactamente o tipo de história para a qual o Universo Ultimate tinha sido inventado.

O verdadeiro desafio para o escritor Brian Michael Bendis e a artista Sara Pichelli foi definir como mudar a personagem principal, mantendo a identidade de um livro do Homem-Aranha. Poderia a “essência” do Homem-Aranha ser recriada noutra personagem com um historial distinto? A resposta, como vão ver, é um tremendo 'sim'. Miles Morales e Peter Parker cresceram em ambientes muito diferentes, mas partilham do mesmo sentido de responsabilidade quanto ao uso dos seus poderes, embora por razões também elas muito diferentes.

É claro que muitos leitores mais cínicos descartaram a história como sendo um truque. No entanto, Bendis e Pichelli conseguiram calar as vozes discordantes, graças à qualidade do seu trabalho. Miles era uma personagem tão simpática que os leitores acabaram por fazer um investimento emocional no jovem herói, ao fim de apenas um punhado de números. Agora, cinco anos após a sua estreia, Miles tornou-se parte integrante do universo aracnídeo, dando continuidade ao legado do Ultimate Homem-Aranha para toda uma nova legião de fãs da banda desenhada.
(do prefácio de M. Lupoi, director editorial da Panini)

Este volume inclui uma galeria de capas alternativas e um dossier escrito por Bendis a discutir a personagem de Miles Morales e as suas diferenças com Peter Parker.

Este volume reúne parte da revista Ultimate Comics Fallout 4 e os números 1 a 5 de Ultimate Comics Spider-Man.

Colecção Oficial de Graphic Novela Marvel #52: Ultimate Homem-Aranha - Quem é Miles Morales?, Sara Pichelli e Brian Michael Bendis, Salvat, 128 pp., cor, capa dura

20 de outubro de 2017

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel - Comunicado da Salvat


Como é do conhecimento público, por motivos alheios à Salvat e que se prendem com o fecho de actividade da empresa que assegurava a distribuição quinzenal dos livros da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, essa comercialização sofreu grandes perturbações e atrasos, que se estenderam também aos seus assinantes. Contudo, a Salvat anuncia que retomou o serviço de distribuição de todas as suas colecções em Portugal, que tinha sido interrompido. Ainda assim, a Salvat pede desculpa aos seus fãs pelos incómodos causados.

A VASP é a empresa que doravante se ocupará da distribuição das colecções da Salvat nos vários pontos de venda a nível nacional. Se lhe falta algum exemplar, a empresa solicita que entre em contacto com o seu ponto de venda habitual, para poder continuar e completar a colecção.

Para os subscritores, o serviço será reactivado durante este mês, sendo que este será levado a cabo pela empresa VASP PREMIUM. Todas as questões ou dúvidas poderão ser esclarecidas via email: assinaturas@vasp.pt ou pelo telefone de apoio aos subscritores: 214 337 036.

1 de setembro de 2017

Colecção Oficial de Graphics Novels #50

A Salvat lançou o 50º volume da colecção em epígrafe que contém a primeira parte das Guerras Secretas dos Super-Heróis, reunindo os números 1 a 6 da revista Marvel Super Heroes Secret Wars. Trata-se da reedição do volume já editado em Portugal em 2012 pela Levoir na colecção Heróis Marvel.

Raptados por uma entidade infinitamente superior conhecida apenas como Beyonder, os heróis mais poderosos da Terra vêem-se forçados a travar combate num mundo distante, denominado Mundo de Batalha. Aos vencedores estão reservados tesouros para além da imaginação, mas ao lado perdedor apenas aguarda uma morte certa!

O conceito de um universo partilhado foi absolutamente importante no êxito contínuo da Marvel na história dos comics. A capacidade de juntar dois ou mais heróis e vilões ou ter determinada personagem a aparecer no comic de outra, é algo que reforça e estimula os imensos talentos criativos da Marvel, e permite adicionar uma camada de complexidade às histórias que contam. As Guerras Secretas, além de se tratar de uma fantástica história épica, pode também ser descrita como um excelente exemplo daquilo que é possível fazer a nível de interconectividade. Um marco histórico, não apenas para a Marvel, mas para a indústria dos comics em geral, Guerras Secretas foi a primeira vez que uma editora tentou algo desta magnitude. De forma a não afectar as publicações regulares, o conflito em si teve lugar de um número para o outro. Personagens que tinham sido transportadas para a nova saga ao fim de um número, no mês seguinte regressavam e falavam do assombroso conflito do qual haviam feito parte. Obviamente, isso criou imensa expetativa entre os leitores, à medida que o evento se desenrolava nas revistas da mini-série.

Várias vezes imitado, sem nunca ser superado, Guerras Secretas é o evento contra o qual todos os outros que estão por vir serão comparados. Um momento importante não só na história da Marvel, como também na história de toda a indústria dos comics, e que será recordado com apreço durante as gerações vindouras.

Este volume inclui também um dossier sobre o escritor Jim Shooter, e um extenso dossier sobre as origens da saga e como a série foi inicialmente concebida como veículo de propaganda para uma linha de brinquedos licenciados (é verdade!), bem como uma galeria de capas alternativas..

Colecção Oficial de Graphics Novels #50: Guerras Secretas - Parte I, Jim Shooter, Mike Zack e Bob Layton, Salvat, 160 pp., cor, capa dura, 11,99€

31 de agosto de 2017

Colecção Oficial de Graphics Novels #49: Homem de Ferro

Começa uma nova era para o Homem de Ferro, pela mão do célebre Warren Ellis, com ‘Homem de Ferro: Extremis’ ao qual se junta ao artista Adi Granov para redefinir o mundo do Vingador Dourado para o séc. XXI, num panorama de assustadoras novas tecnologias que ameaçam dominar a frágil humanidade. O que é o Extremis, quem é que o desencadeou e o que anuncia a sua emergência ao mundo?

Stan Lee criou o Homem de Ferro em 1963, embora o argumento da primeira história tenha sido escrito pelo seu irmão, Larry Lieber. Desde o início, foi uma personagem ambígua e paradoxal. Super-herói capitalista e militarista, era o oposto da contra-cultura que emergia então e que influenciava muito os fãs da Marvel, que pertenciam à geração do ativismo anti-guerra, dos direitos humanos, dos hippies… Lee definiu a sua nova personagem como “uma espécie de Howard Hughes, inventor e aventureiro, playboy, bilionário, mas sem ser maluco”. O Homem de Ferro estreou-se nas páginas da revista Tales of Suspense, e só anos mais tarde, em 1968, teve a sua própria revista: The Invincible Iron Man. A sua primeira armadura, concebida por Don Heck e Jack Kirby era pesada e cinzenta, mas no segundo número estreou-se a armadura vermelha e amarela, mais elegante, desenhada por Steve Dikto.

Homem de negócios capitalista, génio industrial militar e playboy, perturbado e cheio de dúvidas sobre si mesmo, atormentado pelo alcoolismo, Tony Stark, o Homem de Ferro, é um super-herói com o qual é difícil identificar-se pelo menos em teoria. No entanto, as suas aventuras já abrangeram outros mundos, outros tempos, e boa parte dos países do nosso planeta, capturando a imaginação de gerações de leitores ao longo de quase cinco décadas. O Homem de Ferro é um dos principais heróis da Casa das Ideias, que salvou o dia e granjeou inúmeros louvores com três filmes de grande sucesso, que realçaram a sua popularidade como ícone dos comics. Por fora, é invulnerável, quase intocável, mas por dentro o nosso Vingador Dourado é uma figura ferida com uma consciência, e é este contraste na sua psique que tanto diz a tantos leitores pelo mundo fora.

O escritor desta história, Warren Ellis, pertence a uma geração de escritores britânicos que tiveram grande impacto nos comics americanos. Ellis tem  trabalhado  para as grandes editoras, imprimindo o seu cunho pessoal às histórias que escreve: uma dimensão politicamente radical, uma preocupação com temas complexos da ficção-científica como a nanotecnologia ou a tecnobiologia, e uma personalidade simultaneamente cínica e cética, e otimista e utopista. Assim, quando Ellis foi incumbido de escrever uma história moderna do Homem de Ferro, não podia ter havido melhor “casamento”, sobretudo com o estilo único e glorioso da arte de Adi Granov a complementar a visão de Ellis. Extremis é tão gratificante para fãs de longa data como para leitores novos, e é a história do Homem de Ferro que inspirou visualmente os filmes, colocando em evidência as origens da personagem e partilhando uma visão do porvir (foi Ellis que pela primeira vez colocou as origens do Homem de Ferro na guerra do Afeganistão tirando-o do Vietname), para além de ter sido uma das histórias que mais contribuiu para o argumento do terceiro filme da personagem.

Uma história totalmente auto-conclusiva e que pode ser lida por leitores casuais como uma boa introdução à saga do Homem de Ferro.

Este volume inclui também um dossier sobre Warren Ellis, e uma entrevista a Adi Granov, bem como um guia visual da evolução da armadura do Homem de Ferro.

Colecção Oficial de Graphics Novels da Marvel #49: Homem de Ferro - Extremis, Warren Ellis e Adi Granov, Salvat, 160 pp., cor, capa dura, 11,99€

Este volume reúne as edições 1 a 6 da revista Invincible Iron Man (vol. 4) e é uma reedição do volume #3 dos Heróis Marvel, uma edição do Público/Levoir de 2012.

28 de julho de 2017

Colecção Graphic Novels da Marvel #48 - Demolidor: renascido

O 48º volume desta colecção da Salvat é dedicada ao Demolidor, com argumento de Frank Miller e arte de David Mazzuchelli. Este volume reúne os números 227 a 233 da revista  Daredevil.

O Rei do Crime. Um homem pérfido com um império criminoso que seria imparável, não fosse pela contínua interferência de um homem: Matt Murdock, também conhecido como Demolidor. Porém, quando recebe informações que revelam a identidade secreta do herói cego, o Rei do Crime coloca em marcha um plano de vingança que irá destruir completamente o Demolidor e fazer o mundo dele desmoronar.

Quando Frank Miller assumiu o comando da revista do Demolidor, em 1979, revolucionou o título. Acabou-se o acrobata cheio de piadas com o seu leque colorido de supervilões presunçosos. No seu lugar, surgiria um novo tom mais sombrio, que mostrava um Matt Murdock mais sério, a tentar libertar Hell’s Kitchen e os seus residentes empobrecidos das garras do crime organizado. A sua incursão inicial pelas histórias da personagem foi aclamada pela crítica e transformou Miller numa estrela da banda desenhada, para além de ter salvo a revista de ser cancelada. Quando regressou ao título em 1986 para as sete edições reunidas neste volume, os fãs sabiam que ia ser algo muito especial.

E o primeiro capítulo desta notável saga começa logo com uma revelação chocante relativa ao destino de Karen Page: a inocente e descontraída secretária/ex-namorada de Matt Murdock, que tinha deixado Nova Iorque para tentar carreira como atriz em Hollywood, há mais de dez anos. Uma revelação que não deixará de ser fascinante para os muitos fãs modernos do herói, que o conheceram – e a Karen Page – através da série de TV. Esta pequena cena é o catalisador de uma história que se torna cada vez mais sombria, à medida que Matt Murdock é despojado de tudo o que lhe é querido pelo seu arquirrival, o Rei do Crime.

Todo o tema da saga gira à volta do percurso de redenção que Murdock terá de trilhar para conseguir vencer o seu inimigo, um percurso cheio de referências à inconografia cristã, desenhadas com mão de mestre pelo artista David Mazzucchelli (a cena em que Maggie segura um Matt Murdock prostrado nos braços, que recria a Pietá de Miguel Ângelo, ou a vista de cima do quarto de Matt em que a cama e a parede formam uma cruz). David Mazzucchelli era já, na altura, o desenhador regular da série e muito apreciado pelos leitores, e Frank Miller aceitou que fosse ele a desenhar a história, por falta de tempo para ser ele a desenhá-la, desde que Mazzucchelli desenhasse as páginas a partir de argumentos detalhados que ele lhe mandaria. E o resultado é uma das obras-primas de BD americana, considerada por muitos como uma das melhores histórias de super-heróis jamais contadas (Miller gostou tanto do trabalho de Mazzucchelli que acabou por convidá-lo para co-criar com ele a magistral história do Cavaleiro das Trevas, Batman: Ano Um.

Este volume inclui também um dossier sobre o autor, Frank Miller, e um artigo sobre a personagem e a sua criação nos anos 60 por Stan Lee e Bill Everett.

Colecção Graphic Novels da Marvel #48 - Demolidor: renascido, David Mazzuchelli e Frank Miller, Salvat, 192 pp., cor, capa dura, 9,99€

26 de julho de 2017

Colecção de Graphics Novels da Marvel #47: Hulk - Guerra Mundial

O volume 47 desta colecção da editora Salvat reúne os números 1 a 5 de World War Hulk.

Considerado uma ameaça demasiado perigosa para a Humanidade, o Hulk foi exilado para o planeta selvagem de Sakaar por um grupo de super-heróis secretos, os Illuminati. Mas agora, ele ele está de regresso à Terra para se vingar. Acompanhado pelos seus irmãos de armas, e possuído por uma fúria imparável, o Hulk está de volta, e vai fazer pagar quem o traiu.

Quando os super-heróis que compõem os Illuminati conceberam o plano de exilar o Hulk para o espaço, apenas o Príncipe Namor da Atlântida se recusou a fazer parte dessa solução. Acreditava que era responsabilidade dos heróis curarem o amigo, não bani-lo, e previu corretamente que o Hulk acabaria por regressar em busca de vingança.

Durante o ano que se seguiu, essas palavras proféticas iriam pairar sobre o Universo Marvel. Enquanto os heróis da Terra combatiam na sua Guerra Civil, a milhões de quilómetros de distância, no planeta Sakaar, o Hulk passou de escravo a combatente pela liberdade e finalmente a rei (como vimos nos dois volumes da saga “Planeta Hulk”). Contudo, como se viu, o destino iria aplicar ao Hulk o mais cruel dos golpes, que o lançaria numa rota de colisão com a Terra e com os seus “amigos” super-heróis. Este é o momento pelo qual os fãs do Hulk esperavam. O filho de Sakaar vai voltar à Terra, mais furioso do que nunca e pronto a esmagar os que o traíram.

Greg Pak afirmou: “Praticamente nada garante mais ação incrível do que um Hulk contra o Universo Marvel. Portanto, em termos de ação e emoção puras, nada supera ‘Hulk: Guerra Mundial’. No entanto, o que faz a história realmente resultar é o aspecto emocional no seu âmago. É o culminar de uma construção de todas as personagens que decorreu ao longo de todo o ano no ‘Planeta Hulk’. Este não é apenas o maior momento de ação dos últimos anos; é também o maior e mais importante momento emocional e definidor de caráter do Hulk na história mais recente.”

Coleção de Graphics Novels da Marvel #47: Hulk - Guerra Mundial, John Romita Jr. e Greg Pack, Salvat, 224 pp., cor, capa dura 

17 de junho de 2017

A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel #45: Guerra Civil

Já está nas bancas mais um volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, intitulado Guerra Civil, com argumento de Mark Millar e desenho de Steve McNiven

Eis a sinopse da editora:
No rescaldo de um trágico acidente causado por uma equipa de heróis inexperientes, é feita uma proposta de lei para o Registo de Super-Humanos que irá forçar todos os super-heróis a revelar as suas identidades perante o governo dos Estados Unidos. Embora alguns heróis abracem a nova lei, outros consideram-na repulsiva. São então traçadas linhas e antigos aliados defrontam-se à medida que a comunidade superhumana é dividida em dois por uma decisão que irá alterar o Universo Marvel para sempre.

O Universo Marvel nem sempre foi um lugar onde os heróis colaboram em harmonia. Nos primeiros anos de existência foram numerosas as batalhas entre os seus campeões. É claro que esses conflitos eram normalmente causados por um mal-entendido, ou consequência dos actos de algum super-vilão ardiloso (e no final da história já tinham passado de versus para “vamos unir forças”), mas eram quase um lugar-comum naquela época. Mas no início do novo milénio, já não era bem assim. Havia os ocasionais desentendimentos, mas eram raros e muito espaçados. Começou a crescer o sentimento de que os heróis se tinham tornado demasiado “amigáveis”. Era necessário algo para agitar as águas e tornar as coisas mais imprevisíveis e interessantes. Nos anos que se seguiram, a equipa editorial da Marvel passou a orquestrar uma série de eventos cataclísmicos. O maior de todos foi certamente esta Guerra Civil.

Heróis de dois lados opostos, batendo-se por aquilo que acreditam estar correto. Mesmo antes do primeiro número da história ter chegado às bancas, o nível de antecipação atingiu níveis de excitação tremendos. Todos perceberam que o evento iria alterar a paisagem do Universo Marvel, bem como o estatuto dos seus heróis mais populares. De facto, alguns dos eventos da guerra foram de tal forma chocantes, que acabaram por ser alvo de cobertura por parte da comunicação social, alimentando ainda mais a popularidade do acontecimento. Aliás, a Guerra Civil provou ser, sem qualquer sombra de dúvida, o maior best-seller da Marvel deste século.

Guerra Civil definiu muito do que foi a última década de histórias da Marvel. Tudo o que a antecede parece ter conduzido a este ponto, ao passo que os seus efeitos têm ensombrado tudo o que sucedeu de seguida. Mark Millar e Steve McNiven conceberam um conto que remodelou e revitalizou o Universo Marvel para o século XXI, e que inspirou uma recente sequela (Civil War II), para além de ter servido de principal fonte de inspiração para o recente filme Capitão América: Guerra Civil.

O artista Steve McNiven é um dos mais populares desenhadores actuais de super-heróis, embora na sua origem não estivesse ligado a este género. Vindo da CrossGen, onde desenvolveu muito do seu estilo, que combina o realismo com alguma influência do dinamismo do mangá, foi contratado pela Marvel em 2004, para desenhar a revista Marvel Knights, em que trabalhou durante 30 números, e acabou por se fixar na Casa das Ideias, onde trabalhou nalgumas mini-séries de grande visibilidade – por exemplo, além desta Guerra Civil, desenhou Velho Logan, também com Mark Millar, com quem continuaria também a trabalhar em projectos mais independentes, ou o relançamento do Capitão América com argumento de Ed Brubaker. Desde então que se tornou num dos favoritos dos leitores, que aguardam sempre com antecipação os seus trabalhos.

A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel #45: Guerra Civil, Steve McNiven e Mark Millar, Editorial Salvat, 208 pp., cor, capa dura, 9,90€

16 de junho de 2017

A Coleção Oficial de Graphics Novels #44

X-Men: O cisma é a obra escolhida para o 44º volume desta colecção da Editorial Salvat.

Eis a sinopse da editora:
Mesmo sabendo que o número de mutantes caiu para mínimos de sempre, depois da crise desencadeada pela Feiticeira Escarlate, o mundo recusa-se a confiar neles. E quando ocorre um incidente internacional provocado por um mutante, o ódio e preconceito anti-mutante atingem dimensões assustadoras. Com os antigos rivais Ciclope e Wolverine a terem de reunir o que resta dos X-Men, haverá heróis a enfrentar-se, amizades fraturadas, e o Universo Marvel irá mudar para sempre.

A Feiticeira Escarlate pronunicou as palavras fatídicas: “Acabaram-se os mutantes”, e transformou o universo mutante da Marvel para sempre. Com a população do Homo Superior reduzida a uma mão-cheia de membros, e sem que nasçam mais mutantes, a própria razão de existência dos X-Men teve de mudar completamente. Tiveram de esquecer a promoção da tolerância e da aceitação, e focar-se numa só coisa: a sobrevivência. Mudaram de base, criando a pequena ilha de Utopia, ao largo da costa de São Francisco, como um símbolo para o mundo da sua vontade de resistir contra todas as ameaças. Até a  rivalidade entre Ciclope e Wolverine se foi atenuando, e parecia que os dois estavam mais próximos do que nunca, unidos pela situação desesperada que os mutantes enfrentam.

Mas em Cisma, esta união vai ser quebrada de uma maneira chocante e quase dolorosa de ler. Não é a primeira vez que duas figuras importantes dos mutantes se encontram tão divididas e opostas – afinal, Charles Xavier e Magneto chegaram a ser amigos, e ambos pensavam ter os melhores interesses dos mutantes em mente – mas as razões desta nova separação são complexas e subtis, e irão alterar para sempre o status quo do universo Marvel no que toca aos mutantes. É cedo para dizer se os X-Men se vão conseguir manter unidos, ou se a separação entre os dois grupos veio para durar, mas neste momento da história, o futuro dos mutantes parece cada vez mais negro…

A Coleção Oficial de Graphics Novels #44: X-Men - O Cisma, Jason Aaron, Kieron Gillen, Carlos Pacheco e Frank Cho, Editorial Salvat, 216 pp., cor, capa dura

18 de maio de 2017

Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel #43: Morte do Homem-Aranha

Mais um volume da Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel, intitulado Morte do Homem-Aranha, com argumento de Brian Michael Bendis e desenhos de Mark Bagley e David Lafuente. O volume compila os números 153 a 160 do volume 1 da revista Ultimate Spider-Man. 

“Seis dos mais perigosos inimigos do Homem-AranhaNorman Osborn, o Dr. Otto Octavius, Electro, Kraven o Caçador, o Homem-Areia e o Abutre – escaparam à custódia da S.H.I.E.L.D.. Unidos pelo seu ódio ao Aranha, este grupo sinistro está determinado a fazer Peter Parker pagar por todas as derrotas que ele lhes infligiu. E com as pessoas que ele mais adora na mira dos vilões, o Homem-Aranha poderá ter de fazer o derradeiro sacrifício para deter os criminosos de uma vez por todas.”

Ultimate Homem-Aranha foi uma das mais ousadas experiências da Marvel, concebida por Bill Jemas e Joe Quesada, à qual o argumentista Brian Michael Bendis e o artista Mark Bagley deram forma ao longo de muito tempo: planeada para ser uma série limitada que atualizasse as origens do Aranha para a idade moderna, acabou por tornar-se em muito mais que isso. Ao longo dos seus 10 primeiros anos, Ultimate Homem-Aranha reinterpretou grande parte do elenco da série original – tanto vilões como aliados – e introduziu uma série de novos conceitos. No entanto, depois de mais de 150 números, tinha chegado a hora do Ultimate Peter Parker pendurar os seus lança-teias. E a história com que os autores decidiram tornar isso em realidade, foi uma história da morte do Aranha

Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel #43: Morte do Homem-Aranha, Mark Bagley, David Lafuente e Brian Michael Bendis, Editorial Salvat, 208 pp., cor, capa dura

7 de maio de 2017

Colecção Oficial de Graphic Novels Marvel #42: Venom

Já entrámos no último quarto desta colecção da Salvat. O 42º volume reúne os números 1 a 5 do 2º volume da revista Venom, originalmente publicadas nos EUA entre Maio e Setembro de 2011 e tem as assinaturas de Rick Remember no argumento e Tony Moore no desenho.

Eis a sinopse da editora:

 “O antigo fuzileiro "Flash" Thompson sacrificou tudo pelo seu país. Agora, Flash foi escolhido pelas Forças Armadas norte-americanas para um projeto secreto, a Operação Venom – um simbionte alienígena capturado, que já foi um dos mais mortíferos inimigos do Homem-Aranha. Terá ele a força mental para usar o parasita para o Bem, ou estará destinado a ser mais uma vítima dos sombrios desígnios do facto?”

O Venom é a antítese de tudo o que o Homem-Aranha representa, e possivelmente o oponente mais emblemático do cabeça de teia. Mas este monstro perverso é mais do que um mero psicopata viscoso com mais dentes do que uma moto-serra. O facto de Venom ser uma criatura simbiótica, que precisa de um hospedeiro para sobreviver, deu a legiões de escritores imensas oportunidades para expandir a personagem e fazê-la evoluir para novas formas. E para a última encarnação de Venom, o escritor Rick Remender arranjou uma abordagem claramente diferente sobre o que o simbionte pode ser, apesar de essa abordagem manter a luta entre homem ou monstro/herói ou vilão no centro da história. Ex-alcoólico, e agora paraplégico veterano de guerra, Flash Thompson é uma escolha brilhante como hospedeiro para o monstro, com a sua luta interna contra o vício, a depressão e as responsabilidades familiares a refletirem-se na sua outra luta, em “missão” contra a monstruosa influência do simbionte.

Rick Remender é um dos argumentistas da nova vaga de escritores de comics que tanto renovaram o universo da Marvel, e não só. Depois de uma carreira a escrever para animação, e para projectos independentes, Remender viria a lançar alguns títulos pessoais na Image que obtiveram bastante sucesso crítico. A partir do final da primeira década dos anos 2000, o seu trabalho na Marvel começaria a tornar-se muito visível, com séries importantes como Punisher War Journal (com Matt Fraction), Uncanny X-Force ou Capitão América: Perdido na Dimensão Z. Remender obteve também grande sucesso com algumas das suas séries independentes na Image, como Deadly Class, Black Science ou a mais recente Seven to Eternity.

Quanto à arte deste volume, Tony Moore faz um trabalho espantoso ao transpor o argumento de Remender para a página. O seu estilo humorístico sombrio é perfeito para o mundo retorcido e horrível em que Venom habita, e não é por acaso que ele é um dos mestres da BD de terror atual, como primeiro desenhador de The Walking Dead e autor de muitas outras séries independentes, de entre as quais salientaríamos Fear Agent (também com argumento de Remender).

Coleção Graphic Novels Marvel #42: Venom, Rick Remember e Tony Moore, Salvat, 120 pp., capa dura, cor, 9,90€

28 de abril de 2017

Colecção Oficial de Graphics Novels da Marvel #41: Hulk - Destruição Total

A fúria cega do Hulk Vermelho acabou. Chegou a altura de provar ao mundo que ele pode ser um herói. O primeiro objetivo é impedir que o programa Destruição, criado por M.O.D.O.K. e o Líder, provoque o Apocalipse. Mas mesmo com a ajuda do Bomba-A e do Hulk original, poderá o mais recente herói-gama da Marvel concluir a sua missão antes que seja demasiado tarde?

Pode ter sido o primeiro, mas o Hulk não é a única criatura gerada pela radiação gama a caminhar pela Terra, no Universo Marvel. Desde a overdose acidental de raios gama que o Dr. Bruce Banner apanhou em Incredible Hulk #1, cientistas, soldados e aventureiros de todos géneros usaram esta forma perigosa de radiação para ganhar super-poderes. Monstros como o Abominação e o Líder são o resultado de experiências questionáveis com radiação gama. Contudo, em 2008, uma nova criatura filha dos raios gama fez a sua estreia – o Hulk Vermelho. Apenas dois anos após a sua aparição é que a identidade do Hulk Vermelho foi revelada – não era outro senão o inimigo mais perspicaz e persistente do Dr. Bruce Banner, o General Ross. O Hulk Vermelho viria a cair em desgraça, mas voltaria a ter a oportunidade de provar ao mundo que também podia ser um herói.

Neste volume, Destruição Total, vemos Ross procurar a redenção da única maneira que um Hulk sabe – esmagando tudo à sua frente! O escritor Jeff Parker envia o Hulk Vermelho numa série de missões divertidas, ao estilo da série clássica Marvel Team-up – mas desta vez com um fator adicional: todos os heróis com quem ele tem de fazer parceria odeiam-no!

Jeff Parker afirma que não se deve confundir o Hulk Vermelho com o verde, e continua: “Ele proporciona uma ótima base para contar histórias do Hulk que não poderiam ser contadas no passado, porque não funcionariam com o caráter do Banner. O Ross não é de querer ficar sozinho para aleatoriamente ir atrás de um veado na floresta ou algo assim. Ele é um tipo diferente de Hulk.

Colecção Oficial de Graphics Novels da Marvel #41: Hulk - Destruição Total, Jeff Parker, Gabriel Hardman, Mark A. Robinson e Ed McGuiness, Salvat, 184 pp., cor, capa dura, 11,99€ [Este volume reúne as edições 25 a 30 da revista Hulk] 

7 de abril de 2017

Colecção Graphic Novels da Marvel #40: A cruzada das crianças

Em “Vingadores: A Cruzada das Crianças” quando a Feiticeira Escarlate perdeu o controlo dos seus poderes, os Vingadores enfrentaram o dia mais negro da sua história: levada à loucura pela revelação do que aconteceu aos seus filhos desaparecidos, usou os seus poderes tremendos para gerar o caos e destruir a equipa.

Vários dos seus antigos colegas morreram, incluindo o Gavião Arqueiro, o Visão e Scott Lang, o novo Gigante. Das cinzas do trágico enredo contado nas páginas de “Vingadores: O Último Ato”, os Heróis Mais Poderosos do Mundo regressaram, em 2005, como os Novos Vingadores. No entanto, este não foi o único livro com Vingadores no título que a Marvel publicou naquela altura. Outra equipa fez também a sua estreia – os Jovens Vingadores, de Allan Heinberg e Jim Cheung. Uma nova geração de heróis adolescentes assumiu o manto dos Jovens Vingadores e usa os seus poderes para combater o crime: Wiccano, Célere, Hulkling, Rapaz de Ferro, Visão, Patriota, Gaviã Arqueira  e Estatura.

Embora estes heróis adolescentes usassem fatos e tivessem poderes inspirados nos Vingadores originais, as suas personalidades e aventuras não podiam ser mais diferentes. Cheio de angústias adolescentes e problemas de relacionamento, o livro funcionava a muitos níveis. Por trás dos superpoderes e dos fatos de licra, os Jovens Vingadores lidavam com problemas simples, com o qual quase todos nos identificamos, sobretudo enquanto adolescentes. O livro era essencialmente uma bela metáfora para a forma como aprendemos a encontrar o nosso lugar no mundo e a aceitar quem somos. Embora a primeira série tenha durado apenas doze números, foi excepcionalmente bem recebida.

Cinco anos após a estreia, os Jovens Vingadores tinham aparecido numa mão-cheia de mini-séries, e os fãs estavam desesperados para saber o que se iria passar a seguir, sobretudo após a grande revelação sobre a origem de dois dos membros da equipa: a suspeita estava há muito instalada e confirmou-se, Célere e Wiccano eram, na verdade, reencarnações dos “filhos” da Feiticeira Escarlate e do Visão. É aqui que “Vingadores: A Cruzada das Crianças” tem início, com Wiccano determinado a encontrar a sua “mãe”, a Feiticeira Escarlate. À exceção de breves aparições, Wanda não era vista desde “Dinastia de M” e ainda era considerada uma grande ameaça pelos Vingadores e pelos X-Men. Como vão ver, nenhuma das equipas mostra grande apreço pelo plano dos Jovens Vingadores.

Colecção Graphic Novels da Marvel #40: A cruzada das crianças, Allan Heinberg, Alan Davis, Olivier Coipel e Jim Cheung, Salvat, cor, capa dura, 9,90€