Com a polícia incapaz de o conter, surge um desafio inesperado: Myōjin Yahiko — jovem discípulo da escola Kamiya Kasshin-ryū e pupilo de Kenshin — ergue-se como a última linha de defesa. Apesar de ter evoluído nas suas habilidades, Yahiko acaba por enfrentar ferimentos graves na batalha contra Kujiranami.
Entretanto, Kenshin encontra-se numa profunda crise interior, incapaz de reagir à situação — adormeceu emocionalmente, longe de qualquer vontade de lutar. É apenas após o apelo desesperado de Tsubame, e graças à intervenção de um estranho — conhecido como Geezer, que se revela ser o pai da falecida mulher de Kenshin —, que este recupera o sentido da sua missão. Através dessa figura, Kenshin confronta o seu passado e a sua culpa, percebendo que, apesar dos erros, ninguém que peça ajuda deve ser deixado sozinho.
Revigorado pela reflexão, Kenshin intervém finalmente para enfrentar Kujiranami. A batalha não é apenas física mas simbólica: representa a redenção de Kenshin — não pelo passado de violência, mas pelo presente de honra e protecção dos inocentes. No fim, consegue acalmar o assaltante, permitindo que a polícia o detenha. Com isso, Kenshin recupera a sua determinação.
Este volume serve como um ponto de viragem: ao mesmo tempo que Yahiko demonstra a sua coragem e crescimento, Kenshin encontra novamente um propósito — provar que, mesmo com o peso do passado, pode lutar pelo que é justo. Ao terminar, prepara-se para o próximo passo: resgatar Kamiya Kaoru e enfrentar os desafios que se avizinham.
Kenshin, o Samurai Errante #25: A Verdade, Nobuhiro Watsuki, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€


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