Publicada originalmente no Japão pela Shueisha, Dan Da Dan tornou-se num curto espaço de tempo um fenómeno global, ultrapassando os 10 milhões de exemplares vendidos e conquistando leitores muito para além do circuito tradicional do mangá. A série destaca-se pela forma como cruza acção explosiva, humor irreverente, romance adolescente, ficção científica e elementos sobrenaturais, tudo filtrado por uma sensibilidade contemporânea profundamente ligada à cultura digital, às redes sociais e ao imaginário urbano actual.
A sua adaptação a anime, exibida internacionalmente, contribuiu para consolidar o estatuto da obra como um dos títulos mais relevantes do mangá da actualidade. A chegada da edição portuguesa insere-se num contexto de crescimento sustentado do género: a banda desenhada — incluindo o mangá — foi recentemente identificada como o terceiro género literário mais vendido em Portugal, reflectindo a consolidação de novos hábitos de leitura e o interesse crescente pela produção asiática.
Paralelamente ao reforço da sua linha de mangá, a DEVIR prossegue o trabalho de valorização da banda desenhada de autor com a conclusão da prestigiada Colecção Angoulême, através do lançamento de dois títulos fundamentais da BD europeia contemporânea.
O Gosto do Cloro, de Bastien Vivès, é uma obra originalmente publicada em França que se tornou um marco da narrativa gráfica intimista. Com um desenho minimalista e uma abordagem sensorial ao quotidiano, Vivès constrói uma história silenciosa sobre desejo, observação e adolescência, amplamente reconhecida pela crítica internacional e estudada em contextos académicos.
Já Kiki de Montparnasse, de Catel & Bocquet, recupera a figura icónica de Kiki, musa do meio artístico parisiense do início do século XX. Publicada originalmente em França, esta biografia gráfica combina rigor histórico com uma linguagem visual expressiva, afirmando-se como uma obra de referência na recuperação de figuras femininas centrais da história cultural europeia.
Este conjunto de lançamentos confirma a estratégia editorial da DEVIR: apostar simultaneamente em fenómenos globais, como Dan Da Dan, e em obras consagradas, garantindo qualidade editorial, fidelidade às edições originais e uma oferta capaz de dialogar com diferentes públicos e gerações de leitores.
Para contextualizar este momento do mercado, a DEVIR disponibiliza a possibilidade de uma entrevista com Ana Lopes, editora da DEVIR, permitindo aprofundar o impacto de Dan Da Dan no panorama editorial português, bem como analisar a afirmação do mangá e da banda desenhada asiática junto de novos públicos.
Num período em que a leitura gráfica ganha cada vez mais espaço nas livrarias e nos hábitos culturais, os lançamentos da DEVIR para o início de 2026 confirmam que a banda desenhada — longe de ser um nicho — ocupa hoje um lugar central na edição literária em Portugal.




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