16 de janeiro de 2026

DEVIR arranca 2026 com Dan Da Dan e reforça aposta no mangá e na banda desenhada de autor

O primeiro trimestre de 2026 marca um momento particularmente significativo para a edição de banda desenhada em Portugal. A DEVIR, líder nacional no sector, inicia o ano com aquele que é apontado como o lançamento de mangá mais aguardado de 2026: Dan Da Dan, de Yukinobu Tatsu, que chega às livrarias portuguesas a 16 de Fevereiro.

Publicada originalmente no Japão pela Shueisha, Dan Da Dan tornou-se num curto espaço de tempo um fenómeno global, ultrapassando os 10 milhões de exemplares vendidos e conquistando leitores muito para além do circuito tradicional do mangá. A série destaca-se pela forma como cruza acção explosiva, humor irreverente, romance adolescente, ficção científica e elementos sobrenaturais, tudo filtrado por uma sensibilidade contemporânea profundamente ligada à cultura digital, às redes sociais e ao imaginário urbano actual.

A sua adaptação a anime, exibida internacionalmente, contribuiu para consolidar o estatuto da obra como um dos títulos mais relevantes do mangá da actualidade. A chegada da edição portuguesa insere-se num contexto de crescimento sustentado do género: a banda desenhada — incluindo o mangá — foi recentemente identificada como o terceiro género literário mais vendido em Portugal, reflectindo a consolidação de novos hábitos de leitura e o interesse crescente pela produção asiática.

Segundo a DEVIR, este lançamento representa não apenas a publicação de uma obra de sucesso, mas também um sinal da maturidade do mercado português, hoje capaz de acolher títulos contemporâneos em simultâneo com os grandes mercados internacionais.

Paralelamente ao reforço da sua linha de mangá, a DEVIR prossegue o trabalho de valorização da banda desenhada de autor com a conclusão da prestigiada Colecção Angoulême, através do lançamento de dois títulos fundamentais da BD europeia contemporânea.

O Gosto do Cloro, de Bastien Vivès, é uma obra originalmente publicada em França que se tornou um marco da narrativa gráfica intimista. Com um desenho minimalista e uma abordagem sensorial ao quotidiano, Vivès constrói uma história silenciosa sobre desejo, observação e adolescência, amplamente reconhecida pela crítica internacional e estudada em contextos académicos.

Kiki de Montparnasse, de Catel & Bocquet, recupera a figura icónica de Kiki, musa do meio artístico parisiense do início do século XX. Publicada originalmente em França, esta biografia gráfica combina rigor histórico com uma linguagem visual expressiva, afirmando-se como uma obra de referência na recuperação de figuras femininas centrais da história cultural europeia.

O primeiro trimestre de 2026 inclui ainda novas edições de séries amplamente reconhecidas pelo público, como Batman, reforçando a diversidade do catálogo da DEVIR, que continua a equilibrar títulos mainstream com propostas autorais e edições de referência.

Este conjunto de lançamentos confirma a estratégia editorial da DEVIR: apostar simultaneamente em fenómenos globais, como Dan Da Dan, e em obras consagradas, garantindo qualidade editorial, fidelidade às edições originais e uma oferta capaz de dialogar com diferentes públicos e gerações de leitores.

Para contextualizar este momento do mercado, a DEVIR disponibiliza a possibilidade de uma entrevista com Ana Lopes, editora da DEVIR, permitindo aprofundar o impacto de Dan Da Dan no panorama editorial português, bem como analisar a afirmação do mangá e da banda desenhada asiática junto de novos públicos.

Num período em que a leitura gráfica ganha cada vez mais espaço nas livrarias e nos hábitos culturais, os lançamentos da DEVIR para o início de 2026 confirmam que a banda desenhada — longe de ser um nicho — ocupa hoje um lugar central na edição literária em Portugal. 

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