Um dos grandes destaques do plano editorial para 2026 é a conclusão de três séries absolutamente icónicas da banda desenhada mundial: Blacksad, O Mercenário e Mattéo. Com estas publicações, a Ala dos Livros garante que estas obras ficarão integralmente disponíveis em Portugal, algo há muito desejado pelos leitores. Duas destas séries serão apresentadas em colecções especiais e únicas, pensadas para valorizar o objecto-livro e oferecer edições definitivas a quem acompanha estas narrativas desde o início — ou a quem as queira descobrir agora.
No caso de O Mercenário, série de fantasia épica criada por Vicente Segrelles, a editora demonstra também atenção ao seu fundo de catálogo e às necessidades dos leitores. Para permitir que novos leitores iniciem a série sem lacunas — e que os leitores de longa data completem as suas colecções — será feita a reedição do Tomo 10, “Gigantes”, actualmente esgotado. Esta reposição vem garantir a continuidade de uma das séries mais emblemáticas do catálogo da Ala dos Livros.
Outro regresso muito aguardado é o de Tales From Nevermore, obra de inspiração sombria e atmosférica assinada pelos autores portugueses Pedro N. e Manuel Monteiro. Esta reedição recupera um livro que se tornou difícil de encontrar e que é hoje reconhecido como uma das propostas mais marcantes da BD nacional recente, reforçando o compromisso da editora com os criadores portugueses.
Fiel à sua identidade editorial, a Ala dos Livros não se limita a concluir séries consagradas ou a recuperar títulos esgotados. O plano para 2026 inclui também uma aposta continuada em novas vozes da banda desenhada europeia, explorando tendências contemporâneas e propostas inovadoras que dialogam com um público cada vez mais atento à diversidade de estilos e narrativas.
E, como já é habitual, a editora deixa no ar a promessa de “grandes surpresas”, cuja revelação ficará para momentos posteriores. Esta estratégia, que tem marcado os últimos anos da Ala dos Livros, reforça a expectativa em torno de um catálogo que se constrói com coerência, risco calculado e uma clara visão cultural.
Com este plano editorial para 2026, a Ala dos Livros confirma a sua aposta numa banda desenhada exigente, plural e acessível, consolidando séries fundamentais, valorizando autores nacionais e mantendo a porta aberta à inovação. Um ano que se antevê especialmente relevante para os leitores de BD em Portugal.


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