Entre praças banhadas pelo sol, cafés onde o aroma do café se mistura com conversas animadas e ruelas onde ecoam vozes familiares, “Amore” constrói um retrato vibrante e profundamente humano da vida quotidiana em Itália. Mas não se trata apenas de cenários pitorescos — cada história revela encontros inesperados, desencontros dolorosos, paixões súbitas e afetos duradouros, sempre com um olhar simultaneamente terno e irónico.
Zidrou, conhecido pela sua sensibilidade narrativa, explora o amor sem idealizações excessivas. Aqui, amar é um gesto vivido — impulsivo, imperfeito, por vezes até contraditório. Como sugere o tom provocador da própria obra, o amor não é apenas para ser lido, mas experimentado. Já David Merveille complementa esta abordagem com ilustrações elegantes e atmosféricas, onde cada traço reforça emoções subtis e momentos fugazes.








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