Michael é, à primeira vista, um gato perfeitamente comum: adora comer, dormir e procurar os cantos mais quentinhos da casa. No entanto, a sua personalidade curiosa e imprevisível transforma o quotidiano numa sequência constante de confusões.
Neste novo volume, acompanhamos diferentes episódios da sua vida doméstica. Entre tentar ensinar à sua cria os “princípios básicos” de ser um gato, tornar-se o centro das atenções quando chegam visitas e enfrentar aquilo que considera o seu maior rival — um bebé humano —, Michael revela-se tão hilariante quanto caótico. O humor surge precisamente dessa mistura entre comportamentos felinos realistas e situações absurdas, criando momentos com os quais qualquer dono de animais se vai identificar.
Makoto Kobayashi, nascido em 1958 na cidade de Niigata, demonstrou desde cedo interesse pelo desenho e pela narrativa visual. Ainda jovem, inspirava-se nas séries que lia semanalmente, dando os primeiros passos no mundo do mangá.
A sua mudança para Tóquio, em 1977, marcou o início da carreira profissional, trabalhando como assistente de Mikiya Mochizuki. No ano seguinte, estreou-se oficialmente como autor. Curiosamente, Michael surgiu quase por acaso: enquanto desenhava uma série sobre um artista de mangás, um capítulo protagonizado por um gato destacou-se junto do público. O editor percebeu o potencial e sugeriu uma nova série focada nesse animal — assim nasceu Michael.
O nome foi inspirado pela popularidade global de Michael Jackson na época, especialmente após o impacto do videoclipe Thriller. O resultado foi um sucesso imediato que, em 1986, valeu à série o prestigiado Prémio Kodansha de Mangás.
Então, Michael?!: Casos de Família, Makoto Kobayashi, Sendai Editora, 216 pp., p&b, capa mole, €9,90








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