4 de março de 2026

“Bob de Moor – La ligne claire d’Hergé” – Uma homenagem definitiva a um mestre da banda desenhada

Bob de Moor – La ligne claire d’Hergé” é um livro monumental dedicado ao artista belga Bob de Moor, escrito pelo especialista em banda desenhada Gilles Ratier e publicado pela editora BD Must em finais de 2025.  Chegou-me hoje um exemplar numerado exclusivo dos Les Amis de Hergé.

Com 320 páginas em grande formato (cerca de 26,5 × 32 cm) e enriquecido com cerca de 600 ilustrações, incluindo desenhos raros, pranchas, fotografias inéditas e documentos de arquivo, este volume é considerado a biografia mais completa já editada sobre De Moor, tanto pelo seu rigor documental como pela qualidade visual.

Gilles Ratier é um jornalista e historiador da BD francês reconhecido pelo seu trabalho editorial e crítico no campo da banda desenhada. Antes desta obra, Ratier já tinha publicado biografias ilustradas de grandes figuras do meio, como Jean-Michel Charlier, o que lhe confere experiência e sensibilidade para abordar De Moor com profundidade. 

Organizado em 18 capítulos, o livro traça a trajetória humana e artística de Bob de Moor, desde os seus primeiros passos na revista Kuifje/Tintin até ao reconhecimento como um dos grandes mestres da ligne claire — o estilo de desenho caracterizado por linhas claras e precisas, sem hachuras extensivas e com forte equilíbrio entre formas e cores, cuja paternidade Hergé ajudou a definir. 

Entre os temas abordados, destacam-se:

A colaboração com Hergé e a sua importância nas aventuras de Tintin, onde De Moor foi assistente principal e elemento central nos Studios Hergé durante várias décadas.

O seu trabalho pessoal, com séries como Barelli, Cori, le Moussaillon, Monsieur Tric e Oncle Zigomar, que revelam a sua versatilidade criativa para além da obra herdada de Hergé.

As contribuições em outras séries de grande influência, como Lefranc ou Blake e Mortimer, confirmando o seu papel mais amplo no desenvolvimento da BD franco-belga. 

Memórias, fotografias e documentos inéditos da família e dos arquivos dos Studios Hergé, que permitem ao leitor ver e compreender melhor não só o artista mas também o ambiente e os métodos de trabalho da época.

Graças à colaboração com a família De Moor e ao acesso a importantes arquivos pessoais, Gilles Ratier fez mais do que documentar datas e obras: ele devolve voz a um artista fundamental, permitindo perceber a dimensão do seu trabalho e a sua contribuição essencial para uma das épocas mais ricas da história da BD. 

Bob de Moor – La ligne claire d’Hergé, Gilles Ratier, BD Must, 320 pp., cor, capa dura, 95€

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