Num mercado saturado por histórias de terror convencionais, Uzumaki oferece algo verdadeiramente inovador e, por essa razão, influenciou inúmeros autores e cineastas, sendo frequentemente citada como uma das melhores histórias de terror já escritas. Uma viagem ao coração da insanidade e do desconhecido, ilustrada com um detalhe hipnótico. A obra foi adaptava para TV, atualmente em exibição na MAX.
O estilo de arte de Ito é meticulosamente detalhado e perturbador. As ilustrações grotescas, que retratam corpos humanos distorcidos e deformados por espirais, tornam cada página uma obra de arte macabra. O contraste entre a beleza das paisagens e o horror visceral cria uma experiência visual única.
Junji Ito é considerado uma referência obrigatória para fãs de mangá e de terror em geral. O seu trabalho tem sido traduzido para várias línguas e conquistou uma legião de fãs no Ocidente. Entre os seus prémios mais importantes destacam-se o Prémio Eisner (2019 e 2021) — o mais prestigiado prémio da banda desenhada ocidental.
Em Uzumaki, Kirie Goshima e Shuichi Saito vivem em Kurouzu-cho, uma pequena cidade costeira do Japão que começa a ser consumida por uma estranha maldição ligada a espirais. Tudo começa com o pai de Shuichi, que se torna obcecado por esse padrão geométrico até à loucura, levando a uma morte bizarra e grotesca. A partir daí, fenómenos inexplicáveis espalham-se pela cidade: pessoas começam a transformar-se em criaturas deformadas, os ventos criam redemoinhos impossíveis, padrões espirais surgem nas nuvens, na água e até no corpo humano. Cada tentativa de fuga revela-se inútil, e Kirie e Shuichi percebem que estão presos num ciclo de terror que desafia as leis da natureza. A cidade inteira é gradualmente engolida pela espiral, levando os seus habitantes a destinos terríveis. No meio deste caos, a verdade por trás da maldição começa a emergir, revelando que Kurouzu-cho sempre esteve condenada
a repetir eternamente este pesadelo..
Uzumaki, Junji Ito, Devir, 668 pp., p&b, capa mole, 31,99€
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