Stanislas Rétif, complexado pela sua pequena altura, gostava de ser muito maior. Gostava de ser grande. Mas uma estranha maldição vai transformá-lo numa espécie de boneco, um homenzinho com poucos centímetros de altura. Vai começar então para ele uma tremenda epopeia em miniatura, onde serão as acções, e não o tamanho, que farão dele um grande homem.
Com o seu metro e cinquenta e sete, Stanislas é o empregado tímido de uma sapataria parisiense, daqueles que ficam na cave a arrumar caixas enquanto os outros brilham na loja. Adora as mulheres, mas a timidez impede-o de se aproximar delas. Um dia, ao acariciar o seu par de botas preferido, pede um desejo: tornar-se um grande homem. A magia sai-lhe ao contrário, e Stanislas vê-se reduzido ao tamanho de um polegar, num mundo em que um gato, uma agulha ou uma aranha passam a ser perigos mortais. E é assim, minúsculo, que vai parar a casa de Fleur, uma jovem florista, por quem se apaixona... e por quem terá de mostrar de que é feito.
Depois do sucesso de Pele de Homem (mais de 200 000 exemplares vendidos em França, e também editado pel’A Seita), Zanzim regressa, agora a solo, com um maravilhoso romance gráfico, terno, divertido, melancólico e profundamente humanista. Numa Paris retro estilo anos 1960, elegante e pop, desenhada com um traço redondo e malicioso e cores suaves, e com piscadelas de olho ao cinema de Truffaut e aos velhos filmes de ficção científica em que os heróis encolhem, Grande Pequeno Homem lembra-nos que a grandeza está menos nos gestos heróicos do que nas pequenas atenções de todos os dias. A obra foi finalista do Prémio de BD Fnac France Inter 2025.
Uma fábula para rir, sonhar e ficar de coração apertado: venham descobrir o maior dos pequenos heróis!
Zanzim, cujo nome verdadeiro é Frédéric Leutelier, é um autor e ilustrador de banda desenhada nascido em 1972. Desenvolveu uma paixão pelo desenho desde muito jovem, e estudou na École régionale des beaux-arts de Angers. Em 2002 publicou Les Yeux Verts, em colaboração com o escritor Hubert, obra que marcou o início de uma longa e profícua parceria entre os dois. Em 2020 lançaram Pele de Homem, uma fábula sobre género e identidade passada no Renascimento, finalista do Prémio de BD Fnac France Inter 2021 e vencedora de vários prémios, um sucesso estrondoso mas com sabor agridoce, já que o argumentista não viveria para ver a fama da sua obra. Zanzim é conhecido pelo seu estilo gráfico único, que mistura traços delicados com riqueza de detalhes, e pela capacidade de combinar humor, poesia e crítica social.
Grande Pequeno Homem, Zanzim, A Seita, 136 pp., cor, capa dura, 26€











