Tratou-se de um momento simbólico para a promoção da segunda língua oficial de Portugal, reconhecida em 1999, e para a valorização cultural do planalto mirandês.
Publicada originalmente em 1934, Les Cigares du Pharaon, do autor belga Hergé, é a quarta aventura de Tintin e uma das mais exóticas da série. A narrativa leva o jovem repórter do Egipto à Índia, numa trama que envolve arqueologia, tráfico de droga e sociedades secretas.
Agora, nesta edição mirandesa, todas as personagens falam a língua da região: Tintin, Rastapopoulos, Dupond i Dupond, Oulibeira de la Figueira — e até Milú lhadra an mirandés.
Mais do que uma simples tradução, esta edição representa um gesto cultural de afirmação identitária, aproximando um clássico universal da realidade linguística local. A série é uma das mais traduzidas e vendidas da história da banda desenhada. Com mais de 250 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e traduções em mais de uma centena de línguas e dialectos, Tintin tornou-se um verdadeiro embaixador da nona arte. A chegada ao mirandês reforça essa dimensão internacional e demonstra que as grandes obras também podem — e devem — dialogar com línguas minoritárias.





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