segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Nova edição da História da Cidade da Amadora em BD

Com quase 90 anos, o mestre José Ruy apresenta uma nova versão revista e actualizada de «Levem-me nesse novo sonho!», uma história da cidade da Amadora em banda desenhada.

No rigor histórico que lhe reconhecemos, José Ruy nesta nova edição (a 5ª edição) acrescenta aos 94 temas abordados nas quatro edições anteriores (1992, 1993, 1999, e 2009), mais 21 aspectos relevantes da história da Amadora dos últimos 10 anos.

A edificação da estação do Metropolitano na Reboleira, o renascimento do Cineteatro D. João V, a aposta na Arte Mural, a criação do Parque da BD – Turma da Mônica/Maurício de Sousa e do Parque Fonte das Avencas, e a comemoração do centenário do mestre da BD, Eduardo Teixeira Coelho, na Bedeteca, são alguns exemplos desses novos marcos adicionados agora à obra, pelo autor.

Nas palavras de Carla Tavares, Presidente da CM da Amadora, "trata-se de uma obra notável, de relevante caráter histórico, que conta, aos quadradinhos, a evolução e crescimento da Amadora ao longo dos tempos, com os acontecimentos e marcos históricos, as principais personalidades da região, a criação de equipamentos, instituições, empresas, eventos sociais e culturais e outras temáticas marcantes da História desta cidade."

Levem-me nesse novo sonho! - História da Amadora (5ª edição revista e actualizada), José Ruy, Âncora, 38 pp., cor, capa dura, 14€

domingo, 3 de novembro de 2019

O coleccionador de tijolos

A Chili com Carne já disponibilizou o terceiro volume da sua colecção Rubi com o título O coleccionador de tijolos do português Pedro Burgos.

Após a falência de seu gabinete de arquitectura, Valério torna-se a curiosidade de seu bairro ao erguer uma torre de tijolos singular por motivos ainda mais incompreensíveis. Além das manifestações de compaixão ou medo dos vizinhos, a construção devolve um achado desconcertante: o da desconstrução de nossas cidades, sociedades e o deslocamento de nossas vidas modernas. Enquanto o seu genro, um agente imobiliário, se envolve em intensas negociações para revender o prédio da família, perguntamo-nos onde a loucura começa, quando é construída no meio de um austero campo de ruínas. Uma perspectiva tendenciosa onde a economia, a polícia, mas também o vínculo familiar e social, parecem deslizar ao longo de um fio de prumo … Num contexto de crise económica, a história romântica e singular de Valério, ajudado por Chiara, uma beneficiário do serviço social lisboeta, fala-nos sobre a desclassificação dos cidadãos europeus nm momento de degradação de nossas condições de vida, alimentada por uma globalização nivelada por baixo. Poético, trágico, mas combativo.

O coleccionador de tijolos, Pedro Burgos, Chili com Carne, 56 pp., p&b, capa flexível, 10€

Scott Snyder - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Argumentista
(EUA) Nova York, 15 de Janeiro de 1976

Licencia-se em Escrita Criativa na Brown University em 1998. Lecciona escrita em diversas instituições norte-americanas, como a New York University, Columbia University e Sarah Lawrence College.
Inicia carreira enquanto escritor de prosa com uma colectânea de contos da sua autoria, intitulada Voodoo Heart em 2006. Posteriormente, um conto seu é publicado na antologia Who Can Save Us Now? Brand-New Superheroes and Their Amazing (Short) Stories (2008).
Em 2009, começa a escrever para a Marvel Comics, tendo o seu trabalho sido publicado em seis revistas, incluindo os quatro números da minissérie Iron Man Noir (2010).
Em 2010, começa a ser publicada na Vertigo a primeira série criada por si, American Vampires, que lhe valeu um Prémio Harvey e um Prémio Eisner, marcando o início de uma colaboração prolífica com a DC Comics, tendo inclusivamente assinado um contrato de exclusividade. O seu principal trabalho é o personagem Batman, quer antes, durante e depois da fase Os Novos 52. Entre outras bandas desenhadas que escreve para a DC, destacam-se as dedicadas ao Monstro do Pântano e ao Super-Homem. Na chancela Vertigo publica a série limitada The Wake, que lhe vale mais um Prémio Eisner.
Paralelamente, publica algumas minisséries na editora Image, incluindo Severed (2011-2012), Wytches (2014-2015) e A.D.:After Death (2016-2017).

Séries publicadas em Portugal:
Batman, Bruxas

[actualizado em 18.10.2019]

sábado, 2 de novembro de 2019

Corto Maltese: Dia de Tarowean

Dia de Tarowean ergue finalmente o véu sobre o mais célebre mistério do Pacífico. E assim a terceira aventura da nova "vida" de Corto Maltese, agora da responsabilidade da dupla espanhola Juan Diaz Canales e Rúben Pellejero é assim a primeira aventura do famoso herói de Hugo Pratt.

Na quinta prancha da história A Balada do Mar Salgado, aparece à deriva um marinheiro de longo curso. Milhões de leitores por todo o mundo interrogam-se sobre as circunstâncias que levaram Corto Maltese a encontrar-se atado a uma jangada à deriva ao largo da ilha de La Escondida… Que crime terá cometido?  Que papel desempenharam o Monge e Rasputine nesta aventura?

Corto Maltese: Dia de Tarowean, Juan Díaz Canales e Rúben Pellejero, Arte de Autor, cor, 80 pp., capa dura, 19,90€


Curd Ridel - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, Argumentista
(Congo) Pointe-Noire, 11 de Janeiro de 1963

Em 1979, Ridel ruma a Paris. Publica o seu primeiro trabalho (Les vacheries de Corinne à Jeannot) com um desenho de Jean Tabary e a sua primeira prancha de BD com um argumento de Gotlib.
Les Tony's Team é a sua primeira grande série, publicando cerca de 150 pranchas no periódico Footy, onde também desenha jogos e imagens para rubricas. Para o grupo editorial Fleurus cria, com argumento de Gabrion,  Les aventures de Tahoré et de son dauphin Pouli-Pouli. Em 1985, ingressa no jornal Vaillant e responsabiliza-se pelo Cão Pif e o seu companheiro Hercules. Assina mais de uma centena de pranchas com argumentos de Corteggiani, Motti, Lelièvre, Galliano e Nadaud. No jornal Pif, com Leliévre no argumento, cria uma nova série: Radio Kids.
Em 1989, trabalha para a Dupuis, desenhando Attole Ecole! (argumento de Salma) e ilustrando capas da revista Spirou. No ano seguinte, desenha um álbum de ilustrações sobre Marco Polo.
Em 1991, cria Tandori, uma história de humor delirante, ambientada na misteriosa Índia, a de faquires, marajás e da Rainha Victoria.
No início de 1992, dirige, para uma editora tailandesa, uma série de sete álbuns para crianças, cuja particularidade é fazer barulho quando pressionados. Quatro desses livros são publicados em França. Paralelamente, assegura uma colaboração regular com as revistas Bambi e Chut! Li, produzindo ilustrações coloridas, enquanto trabalha para publicidade e comunicação.
Em 1994, com Téhy (Jim) no argumento, cria para a Casterman uma nova série de humor chamada Rigoletto Loustic, contando as aventuras de um garoto muito cativante para a descoberta da vida, do amor ... E a sua descida ao inferno num acampamento de nudistas ...
Em 1996, Curd Ridel continua a trabalhar para as edições Lombard e dá vida, com o argumentista Mythic, Gowap, um dos personagens mais loucos da banda desenhada. Um animal afável com uma morfologia estranha, uma espécie de monstro púrpura coberto de pêlos e pústulas. As aventuras de Gowap são adaptadas para uma série de 52 filmes televisivos.
A série Angèle et René, onde é responsável pelo argumento e pelo desenho, é lançada pelas edições Lombard em 1977.
Sem abandonar o mundo da publicidade, Ridel trabalha simultaneamente com as Papooses para muitas marcas de alimentos para um público jovem como a Kellogg's ou a Nestlé. Os seus pequenos personagens são o deleite das crianças...
Para a Malabar, desenha a série Malabarbouilles, colaborando durante seis anos no jornal Rik e Rok das lojas Auchan.
Com o prazer de contar histórias, escreve muitos argumentos para Dany, o brilhante criador de Olivier Rameau; para Dav, escreve Django Renard, editado pelas edições Bamboo.

Séries publicadas em Portugal:
Ângela e René

[actualizado em 18.10.2019]

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Reedição de Corto Maltese na Sibéria

A Arte de Autor reedita o episódio de Corto Maltese na Sibéria, já publicado entre nós em álbum pelas Edições 70 (1982), Público (2004) e ASA (2012).

A aventura começa sempre em Veneza – ou por um sonho de Veneza. Corte sconta detta arcana, o título original de Corto Maltese na Sibéria, refere-se-lhe directamente. Um corte sconta, em veneziano, é um pátio secreto, dissimulado aos olhares de fora.

Na Sibéria abre com Boca Dourada e termina com Xangai Lil, duas mulheres «fatais», no sentido de fatum, o destino. Duas mulheres que gostaríamos de poder amar. Corto não é um sedutor, é um seduzido; em eterno rejeitado, um viajante na bela melancolia que desfere as frases e os golpes definitivos. Nestes corte sconta, o coração da aventura tem o nome de Sibéria. A Sibéria da guerra civil entre 1918 e 1921, a Sibéria contada por Joseph Kessel ou Ferdynand Ossendowski, a Sibéria do almirante Kolchak, do atamã Semenov e do barão von Ungern; a Sibéria dos Vermelhos, dos Brancos, dos Chineses, dos Mongóis e dos comboios blindados.

Corto Maltese na Sibéria, Hugo Pratt, Arte de Autor, p&b com prefácio a cores, 120 pp., capa dura, 26,95€

Lança Guerreiro - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Desenhador, argumentista
(Portugal) 31 de Julho de 1964

É professor de Português em Torres Vedras. O seu encontro com a 9ª Arte dá-se na escola primária através das BD’s de revistas, que passa a ler e a coleccionar. No liceu faz desenhos, ilustrações e BD que publica em jornais escolares e regionais e participa na criação e edição do fanzine escolar Preto no Branco (1982). Na faculdade, em Coimbra, faz caricaturas para os livros de curso dos finalistas e também participa na publicação do fanzine BDMIX e na revista Sic Itur (1990), publicada pelo Departamento de Estudos Clássicos da FLUC. Ilustra alguns livros de poesia, como Ficta Imagem e Quasi Encontro (1992). Desde 2015, através do GICAV tem participado em exposições comemorativas das figuras ilustres da História da cidade de Viseu. Em 2017, participa no Amadora BD - 28º Concurso de Banda Desenhada” com uma versão de quatro pranchas da história A Grande Banhoca dos Pergaminhos de Camões. Esta BD, mas numa versão mais extensa de seis pranchas, foi um dos 37 autores presentes na colectânea Humanus, publicada em 2018 pela editora Escorpião Azul.

One-shots publicados em Portugal: 
[actualizado em 18.10.2019]