quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Naruto 64 – «Jubi»: a Quarta Grande Guerra Ninja aproxima-se do seu momento decisivo

A Devir prossegue a publicação portuguesa de Naruto, de Masashi Kishimoto, com a chegada do volume 64, intitulado Jubi, mais um capítulo decisivo da longa batalha que marca a fase final da série.

Neste volume, a revelação da verdadeira identidade do homem por detrás da máscara deixa Kakashi profundamente abalado. O antigo companheiro que julgava morto, Obito Uchiha, está afinal diante dele, agora como inimigo e peça fundamental dos acontecimentos que conduziram à Quarta Grande Guerra Ninja. É Naruto quem consegue devolver-lhe a determinação necessária para continuar a combater. Para o jovem ninja, há uma certeza que permanece inabalável: fará tudo o que estiver ao seu alcance para proteger os companheiros.

Enquanto Naruto, Kakashi, Guy e Killer B procuram travar Obito e Madara, concretiza-se aquilo que todos tentavam impedir: o Jubi, a Dez-Caudas, regressa à vida.

Naruto começou a ser publicado no Japão em 1999, nas páginas da revista semanal Weekly Shōnen Jump, da Shueisha, e terminou em 2014, depois de 700 capítulos. Os capítulos foram posteriormente reunidos em 72 volumes tankōbon.

O volume 64 reúne os capítulos 608 a 617, originalmente publicados de forma serializada na Weekly Shōnen Jump. A edição japonesa em livro foi lançada pela Shueisha, através da colecção Jump Comics, em 4 de Abril de 2013.

Naruto #64: Jubi, Masashi Kishimoto, Devir, 192 pp., p&b, capa mole, 9,99€

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Monster 8: as memórias de Nina aproximam-nos da origem do «monstro»

A Devir prossegue a edição portuguesa de uma das obras maiores de Naoki Urasawa com o lançamento de Monster #8. Neste novo volume, a investigação em torno de Johan Liebert aproxima-se de algumas das respostas mais aguardadas da série, enquanto as memórias de Nina conduzem o leitor até aos acontecimentos traumáticos que marcaram a infância dos dois gémeos.

Desde o início de Monster, Johan permanece simultaneamente no centro da história e estranhamente ausente dela. A sua presença manifesta-se sobretudo através das consequências das suas ações, das pessoas que manipula e das vidas que destrói.

Neste volume, Urasawa mergulha ainda mais profundamente na construção da identidade, na memória e nos traumas da infância. Nina percebe que as suas próprias recordações poderão conter uma das chaves para explicar aquilo em que o irmão se transformou.

Monster começou a ser publicado no Japão em Dezembro de 1994, na revista Big Comic Original, da Shogakukan, mantendo-se em serialização até Dezembro de 2001. Os 162 capítulos foram posteriormente reunidos em 18 volumes tankōbon, publicados entre 1995 e 2002.

A edição que a Devir está a publicar em Portugal corresponde, porém, à posterior kanzenban, uma edição de luxo que reorganiza a série em nove volumes de maior dimensão, cada um reunindo aproximadamente dois volumes da edição original.

No Japão, o Monster Kanzenban 08 foi publicado pela Shogakukan em 30 de Julho de 2008.

Monster #8, Naoki Urasawa, Devir, 426 pp., p&b, capa mole, 20€

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Terra dos Homens, de Saint-Exupéry, ilustrado por Riad Sattouf

Chega uma edição especial de Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry, enriquecida com ilustrações inéditas de Riad Sattouf, um dos mais reconhecidos e premiados autores contemporâneos de banda desenhada.

Publicado originalmente em 1939, Terra dos Homens (Terre des hommes) é uma das obras fundamentais do autor de O Principezinho. Inspirando-se nas suas experiências como aviador, Saint-Exupéry constrói uma reflexão sobre a aventura humana, a solidariedade, a responsabilidade e o sentido da vida. Entre os perigos dos primeiros voos de correio aéreo, os acidentes e a luta pela sobrevivência, emerge sobretudo uma celebração da coragem, da amizade e dos laços que unem os seres humanos perante a adversidade.

Esta edição ganha particular interesse pela participação de Riad Sattouf, autor de obras como O Árabe do Futuro, que acompanha o texto de Saint-Exupéry com um conjunto de ilustrações inéditas.

A combinação de um clássico incontornável da literatura do século XX com o trabalho gráfico de um dos grandes nomes da banda desenhada atual confere a esta edição um especial interesse bibliográfico e coleccionável, tanto para os leitores de Saint-Exupéry como para os apreciadores da obra de Riad Sattouf.

sábado, 12 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O Anjo Pasolini – Pasolini revisitado em novela gráfica

A Levoir, em parceria com o jornal Público, publica O anjo Pasolini, de Éric Liberge (desenho), Arnaud Delalande e Denis Gombert (argumento), integrado na X Série da colecção Novela Gráfica.

Publicado originalmente em França pela Denoël Graphic, em Fevereiro de 2025, L’Ange Pasolini assinala os cinquenta anos da morte de Pier Paolo Pasolini (1922-1975), uma das personalidades mais singulares, polémicas e influentes da cultura italiana do século XX.

Poeta, cineasta, escritor, ensaísta e intelectual marxista, Pasolini assumiu publicamente a sua homossexualidade numa Itália profundamente marcada pelo catolicismo e pelo conservadorismo moral. Ao longo da sua carreira transformou, sobretudo, o cinema num poderoso instrumento de intervenção política, social e cultural. Crítico feroz do consumismo, da burguesia italiana e da transformação acelerada da sociedade do pós-guerra, Pasolini considerava que a expansão do capitalismo e da sociedade de consumo estava a provocar uma profunda uniformização cultural e uma verdadeira mutação antropológica. Nem a esquerda escapou às suas críticas, numa atitude intelectual que frequentemente o colocou numa posição incómoda e isolada. Nos últimos anos da sua vida, as suas intervenções tornaram-se particularmente contundentes. Nos artigos publicados na imprensa italiana, questionou as estruturas do poder e denunciou a corrupção e as ligações entre interesses políticos, económicos e outros poderes instalados. Pasolini tornara-se uma voz difícil de enquadrar e ainda mais difícil de silenciar.

É precisamente na sua morte que L’Ange Pasolini começa.

Estamos em novembro de 1975. Pasolini, com 53 anos, é atraído para uma armadilha numa praia de Ostia, nos arredores de Roma, onde é brutalmente agredido e assassinado. Enquanto agoniza, surge-lhe um anjo. Entre ambos inicia-se um diálogo que permite revisitar os momentos fundamentais da vida do poeta e cineasta.

A opção de Delalande e Gombert não é, portanto, a de construir uma biografia convencional. O encontro imaginário entre Pasolini e o anjo funciona como dispositivo narrativo para um exame de consciência: regressam as origens familiares, as contradições políticas e religiosas, a sexualidade, a criação artística, as polémicas, os sucessos e os fracassos de uma vida marcada por permanentes conflitos. É também um retrato das contradições do próprio Pasolini: progressista mas crítico da modernidade, marxista mas profundamente interessado pelo sagrado, provocador e simultaneamente nostálgico de um mundo popular que via desaparecer perante o avanço da sociedade de consumo. A própria apresentação da edição francesa sublinha essa sucessão de paradoxos que marcou a sua personalidade e a sua obra.

O desenho de Éric Liberge, em preto e branco, acompanha essa abordagem introspectiva e contribui para uma narrativa que se situa entre a biografia, a evocação histórica e a reflexão sobre a memória. Mais do que contar simplesmente a vida de Pier Paolo Pasolini, L’Ange Pasolini procura regressar às suas ideias, às suas inquietações e às suas contradições. Cinquenta anos depois do seu assassinato, muitas das questões que colocou — o poder dos meios de comunicação, a sociedade de consumo, a uniformização cultural, a relação entre política e poder económico — ajudam também a explicar por que razão Pasolini continua a ser uma figura tão discutida e atual.

O Anjo Pasolini, Arnaud Delagrand, Denis Gombert e Eric Liberge, Levoir, 104 pp., p&b, 16,90€

terça-feira, 8 de setembro de 2026

ZITS regressa em setembro com Apocalipse


A Gradiva prepara para este mês uma nova edição portuguesa de Zits, a popular série de tiras humorísticas criada por Jerry Scott (argumento) e Jim Borgman (desenho).

Com o título Apocalipse Zits, o novo volume volta ao quotidiano de Jeremy Duncan e à eterna batalha entre adolescentes e adultos. Desta vez, a comparação é particularmente apropriada: adolescentes e zombies têm mais em comum do que seria desejável — movem-se lentamente, comunicam de forma nem sempre inteligível e parecem estar permanentemente com fome. Como resume provocatoriamente a edição: «Os zombies comem cérebros. Tás safo».

A Gradiva mantém assim a sua longa ligação à série, que publica em Portugal há mais de duas décadas. Entre os títulos anteriormente editados encontram-se E No Entanto Move-se, Dá-lhe Gás, Peace, Love & Wi-Fi e Zits em Concerto.

Apocalipse Zits, Jerry Scott e Jim Borgman, Gradiva, 208 pp., p&b, capa mole, 19€