quinta-feira, 5 de maio de 2016

Super-Heróis DC Comics #14 - Super-Homem & Mulher-Maravilha: Par perfeito

Já se encontra nas bancas o penúltimo volume desta colecção da Levoir, distribuída pelo jornal Público.

O Super-Homem e a Mulher-Maravilha são oficialmente um casal, e o mundo não sabe bem como reagir ao ver juntos os dois seres mais poderosos do planeta. Entre o fascínio exercido pelo “casal perfeito” e o medo de quem acha que, juntos, os dois serão imparáveis, irá gerar-se uma tempestade perfeita quando se combinam os mundos tão diferentes de ambos.
Qualquer pessoa minimamente interessada e familiarizada com super-heróis provavelmente dirá que o Super-Homem e Lois Lane são o casal mais famoso na história de comics. No entanto, a repórter do Daily Planet não é a única mulher com quem o Super-Homem já esteve envolvido ao longo das décadas. O escritor Charles Soule e o artista Tony Daniel foram incumbidos de retratar a primeira relação romântica “oficial” entre o Super-Homem e a Mulher-Maravilha, e Par Perfeito foi o primeiro capítulo de grande sucesso dessa empreitada.
“Obviamente, a ideia de Super-Homem e Mulher Maravilha estarem romanticamente envolvidos um com o outro não é nada de novo. Esse conceito já foi pensado há muito tempo. Foi sugerido em Kingdom Come, o grande livro Mark Waid. Houve um monte de histórias que tocaram nesta ideia”, diz Charles Soule.
Houve quase sempre entre os dois uma clara tensão, que alternava entre o abertamente sexual e o bordejar entre a amizade e o romance, tal como evidenciado em World’s Finest #204 (EUA, 1971), em que o Super-Homem confessa abertamente à Mulher-Maravilha que tem vontade de a beijar, mas que ambos sabem que ele “não deve”. Ou no seminal Superman Annual #11 (EUA, 1985) de Alan Moore, em que os dois de facto se beijam e concluem em estilo meio jocoso, que só não o fazem mais vezes porque seria “demasiado previsível”.
No entanto, tudo viria a mudar em 2012, já com os Novos 52 em pleno andamento e depois de Geoff Johns ter estabelecido uma atracção mútua nas páginas de Justice League e assumido os dois como um casal durante as aventuras da Liga da Justiça. Foi a oportunidade para a DC Comics lançar o título Superman/Wonder Woman em 2013. Por fim, o Super-Homem e a Mulher-Maravilha eram um casal na continuidade oficial do Universo DC, e poder-se-ia finalmente explorar de forma íntima o contraste dos mundos destes dois personagens, que têm tanto de diferente como de parecido.
O responsável pela história desse romance é o escritor Charles Soule, uma das novas vozes dos comics, que já trabalhou nos títulos Swamp Thing e Red Lanterns – e é também advogado e músico – e o ilustrador Tony Daniel, para alguns, o herdeiro do trono de Jim Lee, que se estreou em 1993 com The Elementals para Comico Comics e conseguiu o seu trabalho de sonho em 2007, ilustrando as aventuras de Dark Knight Detective em Batman.
Quando perguntaram a Henry Cavil – o actor que faz de Clark Kent no filme que estreou no final do mês passado, Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça, em que aparecem as 3 personagens: Super-Homem, Lois Lane e Mulher Maravilha – quem ele acha que é a alma gémea do Super-Homem, ele afirmou: “Quem é melhor para uma super-potência alienígena: um ser humano ou uma deusa? Sim, a deusa pode fazer todas as coisas normais duma relação, e sem ter medo do Super-Homem. Mas também precisamos de ter uma base da humanidade, que a Lois fornece. E que literalmente mantém os seus [do Super-Homem] pés no chão… Por isso… enfim, isto é mais um debate do que uma resposta.”

Super-Heróis DC Comics #14 - Super-Homem & Mulher-Maravilha: Par perfeito, Charles Soule (Argumento) e Tony Daniel (desenho), Levoir, 176 pp., 9,90€

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Colecção Jonathan #2 - E a montanha cantará para ti

"Et la montagne chantera pour toi", inédito em Portugal, é o segundo episódio da série, originalmente publicado na revista belga Tintin em 1976, publicado em álbum pela Lombard um ano depois.

Eis a sinopse da editora:
Três anos volvidos sobre a sua primeira aventura, Jonathan, ainda nos Himalaias, é apanhado por uma tempestade de neve. Refugiado numa gruta, ouve um misterioso som que ressoa várias vezes na montanha e que acaba por o guiar até um oásis verde, banhado por uma nascente de água quente, onde ele encontra uma jovem que tem tanto de encantadora como de inquietante. Mas, mais ainda, acaba por o levar a partilhar, em plenos Himalaias, uma surpreendente amizade com um homem que ele deveria odiar profundamente…

Colecção Jonathan #2 - E a montanha cantará para ti, Cosey, Público/ASA, 48 pp., 5,50€

Má Raça

A G. Floy Studio Portugal lançou Má Raça (Men of Wrath) num álbum de 136 páginas desenhadas Jason Aaaron com argumento de Ron Garney.

“A ideia original para Men of Wrath nasceu duma história da minha família. O meu trisavô matou mesmo um tipo à facada, numa discussão por causa dumas ovelhas. E essa é a cena que abre este livro. E o meu bisavô, o filho dele, morreu mesmo de raiva. São essas as raízes camponesas que inspiraram a criação da família Rath e este livro, e a história de ciclos de violência que ele conta. Pode não ter sido um homicídio a sangue-frio, mas é o que desencadeia tudo e, a partir daí, a bola começa a rolar e as coisas vão piorando de geração para geração, até culminarem no dia de hoje” - Jason Aaron

Tanto quanto se saiba, a linhagem dos Rath sempre esteve manchada pelo sangue e pelo homicídio. Mas Ira Rath, o mais impiedoso e frio assassino profissional que o Alabama já conheceu, acaba de aceitar uma missão que irá decidir o destino da sua família de uma vez por todas. E nada parece poder deter a eficiência desta máquina de matar. Nada, a não ser o cancro que acabaram de lhe diagnosticar...

Má Raça - Men of Wrath, Jason Aaron e Ron Garney, G. Floy Studio, 136 pp., 10,99€

terça-feira, 3 de maio de 2016

Tony Chu #4: Sopa de Letras

Numa edição da G. Floy, temos aí o quarto volume das aventuras de Tony Chu de John Layman e Rob Guillory.

Eis a sinopse da editora:

As coisas complicaram-se para Tony Chu, o detective cibopata com a habilidade de obter impressões psíquicas de tudo o que come. Estranhas letras extraterrestres surgiram nos céus da Terra. Há quem pense que chegaram os Tempos do Fim, e todos parecem ter deixado de se importar com as leis da F.D.A., que já foi a mais poderosa agência da autoridade do mundo, e agora começa a tornar-se irrelevante. O que vai acontecer ao seu melhor agente, Tony Chu?
Chegou o quarto volume da série bestseller do New York Times, em que esta bizarra, retorcida e divertida história sobre polícias, bandidos, cozinheiros, canibais e poderes paranormais, mundos extraterrestres e plantas que sabem a frango, envereda por uma direcção maluca e cósmica! E introduzimos duas personagens: Olive, a filha de Tony Chu… ninguém sabe se ela tem poderes psíquicos esquisitos ligados à comida, vinda da família de que vem… e ela odeia o pai… E o incrível Poyo, o galo mais feroz, poderoso e badass do planeta, a arma secreta das forças especiais americanas!
“…Desde as primeiras páginas que não se consegue largar mais a leitura, fruto da união perfeita entre a ilustração e a história. Os três volumes foram “comidos” de uma assentada, com uma voracidade atroz e contraproducente segundo os médicos, que defendem que devemos “comer” de forma pausada….” — Diário Digital
“Às vezes perspicaz, regularmente nojento, geralmente hilariante e sempre divertido…” — WIRED.com
“Este comic tem de entrar na vossa vida!” — ComicsAlliance.com
“Insonso” — Newsarama
Vencedor de dois Prémios Eisner – o galardão máximo da banda desenhada anglo-saxónica – e de dois Prémios Harvey – os prémios profissionais dos comics nos EUA – CHU/Chew é uma das mais populares séries independentes actuais.
E visitem ChewComic.com, o site oficial desta série!

Tony Chu #4: Sopa de Letras, John Layman (arg.) e Rob Guillory (des.), G. Floy, 120 pp., 9,99€

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Saga #4

A G. Floy lança mais um volume da obra de Brian K. Vaughn e Fiona Staples.

Fantasia e ficção-científica juntam-se como nunca antes neste épico subversivo e provocador, obra de dois dos mais aclamados nomes da banda desenhada actual, o escritor Brian K. Vaughan e a artista Fiona Staples.
Dois soldados de lados opostos de um conflito galáctico apaixonam-se, mas os combatentes dessa guerra não vão aceitar a afronta que esse amor representa à sua narrativa belicista. Os anos passaram, Hazel cresceu e já anda, mas os seus pais, Alana e Marko, terão de sobreviver não só aos muitos adversários que pretendem capturá-los ou eliminá-los, mas às dificuldades que sentem numa galáxia hostil, que tudo faz para os separar. No quarto volume de Saga, reencontramos algumas das suas mais fascinantes personagens: Gwendolyn; A Marca, a irmã de A Vontade e uma das assassinas profissionais, hã… perdão, uma das freelancers da saga; a jovem Sophie, a ex-miúda escrava; e muitas outras personagens desta imensa história que tem granjeado a admiração e preferência dos leitores.
“Uma história muito humana e completamente viciante, que vai deixar os leitores desesperados pelo próximo volume.” — Publishers Weekly
Saga venceu já oito Prémios Eisner – o galardão máximo da banda desenhada anglo-saxónica – um feito sem precedentes para um comic independente, entre os quais se podem salientar três prémios consecutivos como Melhor Série em Continuação, em 2013, 2014 e 2015. Saga ganhou também prémios nas categorias de Melhor Nova Série, Melhor Argumento e Melhor Arte. Foi também premiado com o Hugo para Melhor História Gráfica – os Hugos distinguem a melhor ficção-científica publicada em cada ano. Finalmente, foi distinguido com seis Harveys, que premeiam os melhores comics independentes, incluindo Melhor Argumento, Melhor Artista, Melhores Cores, Melhor Nova Série, Melhor Série Limitada, e Melhor Single Issue (melhor número solto de uma série).
Saga é publicado nos EUA em arcos de história de 6 números, e cada volume recolhe um arco. O Volume 5 da versão portuguesa da série está previsto para o Outono de 2016.

Saga #4, Brian K. Vaughan e Fiona Staples, G. Floy, 152 pp., 10,99€

domingo, 1 de maio de 2016

dBD #103

A dBD de Maio já se encontra disponível nos quiosques portugueses.
Destaco nesta edição uma entrevista a Milo Manara, aproveitando a sua nova criação, a estrela francesa do cinema, Brigitte Bardot e um artigo biográfico do grande desenhador francês de banda desenhada, Paul Gillon.

dBD, mai 2016, 98 pp., 9,80€

Colecção Super-Heróis da História de Portugal #11

O volume ofertado pelo jornal Correio da Manhã é dedicado ao matemático Pedro Nunes e a Caramuru (Diogo Álvares Correia), náufrago português que passou a vida entre os indígenas da costa do Brasil e que facilitou o contacto dos primeiros viajantes europeus com os povos nativos do Brasil.