Michael é um gato laranja aparentemente igual a tantos outros. Gosta de comer, dormir e procurar os cantos mais quentes e confortáveis da casa. O problema é a sua enorme curiosidade, que invariavelmente acaba por metê-lo em sarilhos. E Michael não está sozinho. Em casa, Migas, o seu filho, parece ter um apetite inesgotável. Na rua, Michael junta-se aos restantes felinos da vizinhança para formar um verdadeiro gangue de gatos, enquanto Gatazilla vive inesperadamente uma história de amor. O quotidiano dos felinos transforma-se, assim, numa sucessão de situações absurdas e cómicas, sempre observadas pelo olhar atento de Makoto Kobayashi.
Nascido em 1958, em Niigata, Makoto Kobayashi começou desde muito novo a desenhar histórias inspiradas nas séries que acompanhava semanalmente. Em 1977 mudou-se para Tóquio, onde trabalhou como assistente de Mikiya Mochizuki, estreando-se profissionalmente no ano seguinte.
A criação de Michael surgiu quase por acaso. Enquanto Kobayashi trabalhava numa série sobre um autor de manga, um episódio protagonizado por um gato despertou uma reacção particularmente positiva dos leitores. O editor percebeu o potencial da personagem e sugeriu uma nova série inteiramente dedicada aos gatos.
Nascia assim Michael, cujo nome aproveitava a enorme popularidade de Michael Jackson na época, pouco depois do fenómeno provocado por Thriller. A partir de uma ideia aparentemente simples — observar o comportamento dos gatos e imaginar o mundo do ponto de vista deles — Kobayashi construiu uma das suas obras mais conhecidas, combinando humor, caricatura e uma grande capacidade de observação dos felinos e dos próprios seres humanos.
Em Então, Michael?!: Vizinhança em Caos, os gatos voltam a tomar conta da casa e da rua. Para quem vive com gatos, muitas das situações serão certamente familiares. Para os restantes, fica a oportunidade de descobrir por que razão Michael consegue transformar o mais banal momento do quotidiano numa pequena aventura.







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