Sob a sugestiva chamada de capa em torno de uma «receita milagrosa» preparada para o octogenário Lucky Luke, a Casemate antecipa assim uma das novidades mais aguardadas da BD franco-belga deste ano.
Mas este número oferece muito mais. A revista começa por recordar como Arthur Conan Doyle chegou a assumir o papel do seu próprio detective, Sherlock Holmes, seguindo-se Chloé Cruchaudet e Home Sweet Home. Philippe Squarzoni coloca em órbita Musk, dedicado ao homem mais rico do mundo, enquanto Pierre-Henry Gomont se interessa pelo espectacular Palio, as célebres corridas de cavalos italianas. Entre as principais antevisões encontram-se ainda Jordi Lafebre, numa escapadela pelos céus ingleses a bordo de um balão; Pascal Rabaté, com L’Enfance des ruines; e Catel, que revisita René Goscinny, apresentado como um inesgotável criador de ideias.
Outro dos destaques é Nanbanjin, apresentado como um duplo relato construído a partir dos diferentes pontos de vista de Cyril Pedrosa e Taiyō Matsumoto. Há ainda espaço para Chroniques de fer et d’écailles, onde se cruzam fantasy e steampunk, e para Catherine Meurisse, que transforma Henry David Thoreau num inesperado precursor do ecossabotagem. Michel Rabagliati traça, por seu lado, um retrato simultaneamente terno e amargo de uma Montreal cheia de contrastes, enquanto Alexandre Standjofski aborda o optimismo e a alegria de El Bacha.
Com Lucky Luke na capa e dez páginas dedicadas ao seu regresso, a Casemate é, naturalmente, um número particularmente apetecível para os seguidores do célebre cowboy criado por Morris, mas também uma boa antevisão da intensa rentrée da banda desenhada franco-belga de 2026.
Casemate #204, août-septembre 2026, 98 pp., 9,95€

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