Depois de uma batalha intensa e carregada de simbolismo, Itachi Uchiha consegue finalmente travar Kabuto Yakushi e desfazer o Edo Tensei, a técnica proibida que permitia aos mortos regressarem ao campo de batalha. A sua intervenção muda radicalmente o rumo da guerra, encerrando uma das maiores ameaças enfrentadas pela Aliança Shinobi e demonstrando, uma vez mais, a profundidade do sacrifício do irmão mais velho dos Uchiha.
No entanto, o momento mais marcante do volume talvez seja o derradeiro encontro entre Itachi e Sasuke. Mesmo perante a verdade, a despedida do irmão e as suas últimas palavras, Sasuke permanece consumido pelo ressentimento. Longe de abandonar a sua vingança, o jovem Uchiha reafirma a sua intenção de destruir Konoha, intensificando ainda mais o conflito interno que o define ao longo da série. O peso emocional deste adeus transforma Fissura num dos volumes mais memoráveis do arco da guerra.
Enquanto isso, noutra frente de batalha, Naruto e os Cinco Kage enfrentam um cenário cada vez mais desesperante. As acções inesperadas do Homem da Máscara e de Madara Uchiha elevam a ameaça a um novo patamar, deixando claro que a guerra está longe de terminar. O poder esmagador de Madara continua a redefinir os limites do impossível, enquanto novas revelações começam a abrir “fissuras” naquilo que os heróis julgavam compreender sobre o conflito.
Naruto #62: Fissura, Masashi Kishimoto, Devir, 196 pp., p&b, capa mole, 9,99€





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