sábado, 4 de junho de 2016

Eu, assassino

A editora Arte de Autor acaba de lançar a sua segunda edição no campo da banda desenhada. Desta feita, trata-se da novela gráfica "Eu, assassino", obra escrita por Antonio Altarriba e desenhada por Keko.

Enrique Rodriguez é professor de História da Arte na Universidade do País Basco e, aos 53 anos, encontra-se no auge da sua carreira. Além de estar prestes a converter-se numa figura de destaque na sua área, e de ter de lidar com as consequentes rivalidades por parte dos seus colegas de profissão, cultiva uma estranha paixão à qual gostaria de se dedicar a tempo inteiro: o assassinato como forma de arte. Enrique aproveita convenções e compromissos académicos para cometer assassinatos motivados por fins estéticos. Cada um deles é uma obra de arte inspirada numa técnica específica que marca a sua impecável trajectória como artista.

O autor, Antonio Altarriba é escritor, ensaísta e, acima de tudo, argumentista reputado, além de catedrático de literatura francesa da Universidade do País Basco, tendo obtido, em Espanha, o Premio Nacional del Comic em 2010 com A Arte de Voar, um relato baseado na vida do próprio pai, o qual percorre um século da história de Espanha. Tanto como autor ou como divulgador, Antonio Altarriba é uma figura central na história da banda desenhada espanhola. O seu trabalho mais recente, a publicar em 2016, em Espanha, é La Madre Manca, uma obra dedicada à figura da sua mãe.
Sob o pseudónimo Keko esconde-se José Antonio Godoy, artista madrileno que deu os seus primeiros passos em revistas como Madriz ou Métal Hurlant. Discípulo de Will Eisner e de Alberto Breccia, este mestre do preto e branco soube criar um estilo próprio caracterizado  por um traço conciso e o uso do negro para criar diferentes atmosferas. Em 2002 publica 4 Botas, o qual recebeu o prémio de Melhor Obra no XXI Salão Internacional de Banda Desenhada de Barcelona. Divide o seu trabalho artístico entre a BD, a ilustração e a publicidade, com publicações em El País, El Mundo, ABC, Rolling Stone ou FHM.

Eu, assassino, Keko e Antonio Altarriba, Arte de Autor, 2 cores, 136 pp., 19,95€

sexta-feira, 3 de junho de 2016

L'Immanquable #65

Já está disponível nas bancas nacionais a revista francesa L’Immanquable #65, datada de Junho de 2016.

A capa é dedicada ao lançamento do terceiro volume de A Estrela do Deserto de Stephen Desberg e Enrico Marini, agora com a arte de Hugues Labiano. Esperamos que a ASA edite este volume, dando continuidade aos dois primeiros volumes.

Neste número podemos ler a nova aventura (#24) de Canardo (La Mort aux Yeux Verts) de Benoît Sokal, a continuação da nova aventura de XIII (L’Héritage de Jason Mac Lane) de Yves Sente e Yuri Jigounouv e a última parte do primeiro tomo de Le Bourreau (Justice Divine?) de Gabella, Carette & Benoit.

L'Immanquable #65, juin 2016, 100 pp., 8,50€

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Top das vendas de BD em França de 16 a 22 de Maio

1º lugar (+1)
La Légéreté
Catherine Meurisse
Dargaud

2º lugar (-1)
Survivants #4: Anomalies quantiques
Leo
Dargaud

3º lugar (=)
Les Légendaires : Parodia #1: Héros en délire !
Jessica Jung e Patrick Sobral
Delcourt

A Liga dos Cavalheiros Extraordinários #3: Século

Uma história épica que se desenvolve em três capítulos – 1910, 1969 e 2009, tendo início logo após o terceiro volume de A Liga de Cavalheiros Extraordinários. Às personagens de Allan Quatermain, Capitão Nemo, Mina Harker, juntam-se outras provenientes de livros de autores como W. Somerset Maugham e Iain Sinclair.
Cada capítulo de Século é acompanhado por um episódio de Os Sicários da Lua, escrito em estilo de ficção científica dos anos 60, onde Alan Moore, adopta o pseudónimo de John Thomas.

O livro, uma edição da Devir, será apresentado no auditório da Feira do Livro de Lisboa no próximo dia 4 de Junho às 16 horas, com a presença de David Soares.

A Liga dos Cavalheiros Extraordinários Volume 3: Século, Alan Moore e Kevin O'Neill, Devir, 254 pp., cor, capa dura, 34,99€

Jessica Jones - Alias 1

A banda desenhada que serviu de base à série de televisão de sucesso da Netflix!

Jessica Jones: Em tempos, chegou a ser uma super-heroína… mas não era muito boa. Os seus poderes eram corriqueiros, comparados com as habilidades incríveis dos ícones de uniforme que povoam o Universo Marvel. Numa cidade de maravilhas, Jessica Jones nunca encontrou um lugar que fosse só seu. Agora, transformada numa alcoólica auto-destrutiva com um terrível complexo de inferioridade, Jones é dona e única empregada das Investigações Alias – uma pequena empresa de investigações privadas especializada em casos de super-heróis. E quando ela descobre o segredo potencialmente explosivo da identidade verdadeira de um desses heróis, a vida de Jessica passa a estar em risco permanente. Mas o seu humor, charme e inteligência são a combinação perfeita, que talvez lhe permita sobreviver até ao fim desta aventura.
Brian Michael Bendis é um dos mais conhecidos argumentistas dos comics americanos, e um dos mais premiados, com cinco Prémios Eisner ganhos pelo seu trabalho na Marvel, e pelas suas séries independentes. Depois de ter assinado várias BDs policiais e de crime noir, Bendis começou a escrever para a Marvel, onde acabou por se tornar num dos principais arquitectos do Universo Marvel, e onde assinou algumas das suas maiores sagas (Ultimate Homem-Aranha, Dinastia de M, Invasão Secreta e muitas outras). Para além das sagas da Marvel, manteve também a sua série Powers durante largos anos.
Alias foi um dos seus primeiros trabalhos para a Marvel, e é geralmente aclamado como uma das séries em que Bendis manteve um cunho pessoal muito marcado e muita da sensibilidade da sua fase indy. Foi também a série que ajudou a estabelecer o selo Marvel MAX, para histórias com conteúdo mais gráfico e adulto (ficou célebre porque o primeiro balão da história contém um sonoro Fuck! que seria impensável noutras séries da Marvel). Em Alias, Bendis foi secundado por Michael Gaydos, outro artista que veio primariamente da cena independente, e que já assinou vários comics para as grandes editoras americanas, mantendo no entanto primariamente uma actividade como designer e pintor.
Alias é uma série sobre o outro lado da cortina e do palco, sobre o que acontece a um herói quando fica farto, e decide esquecer a parte do “super” do seu nome. É mais thriller e policial do que história de super-heróis. No primeiro volume da série encontraremos dois arcos de história distintos, um que se inicia quando Jessica Jones descobre involuntariamente a identidade secreta de um Vingador, e se vê envolvida numa conspiração ao mais alto nível, e outro em que ela parte em busca de Rick Jones e do segredo que ele esconde. Mas será ele o verdadeiro Jones, e serão eles aparentados… os Jones?

Jessica Jones: Alias volume 1, Brian Michael Bendis (argumento) e Michael Gaydos (desenho)
G. Floy, 216 páginas, cor, capa dura, PVP: 14,99€

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Jonathan #6 - Douniacha, há quanto tempo…

Foi hoje distribuído com o jornal Público o sexto volume da colecção Jonathan do suíço Cosey. "Douniacha, há quanto tempo..." ("Douniacha il y a longtemps...") foi, originalmente, publicado em continuação na revista Tintin em 1979, sendo editado em álbum pela Dargaud um ano depois. Em Portugal, o episódio foi publicado em continuação na revista Tintin no ano de 1979 entre os números 24 e 44 do 12º ano.

Eis a sinopse do episódio:
Jonathan continua as suas deambulações pelos Himalaias, desta feita numa região remota do Tibete, próxima da fronteira com a China. Drolma, a jovem tibetana que o acompanha, sonhou que numa pequena aldeia chinesa há um europeu doente que lhes pede socorro. Sem hesitar, ambos se dispõem a ajudar o desconhecido e, após uma arriscada incursão em território chinês, acabam por o localizar. Que fará um cidadão russo naquele fim de mundo? E como ajudá-lo a regressar ao seu país sem serem capturados pelo Exército chinês?

Jonathan #6 - Douniacha, há quanto tempo…, Cosey, Público/ASA, 48 pp., cor, capa mole, 5,50€

Exposição Viriato