domingo, 16 de dezembro de 2012

Casemate #54

Aí está o último número deste ano da revista Casemate, magazine de informação sobre BD.
Os destaques deste número #54 são os seguintes:

  • Entrevista a Jean David Morvan acerca do álbum «Amour à mort»;
  • Entrevista a Hub, autor de Okko (#8 - Le cycle de feu II);
  • Entrevista a Philippe Charlier (filho de Jean-Michel Charlier) acerca da gestão da obra de seu pai e da edição integral de Blueberry;
  • Entrevista a Yves Swolfs, desenhador da série Durango (#16 - Le crépuscule du vautour) e Légend (#6 - Le secret des éîles);
  • Entrevista a Yann acerca do 2º álbum da série Le pilote à Edelweiss, com desenho de Romain Hugault
Casemate #54, Décembre 2012, 100 pp, 7,50 €

sábado, 15 de dezembro de 2012

dBD #69

O número da dBD de Dezembro/Janeiro, revista de informação sobre BD, já se encontra nas bancas portuguesas. Destaco, neste número, os seguintes artigos:


  • L'affaire Jacobs - a controvérsia dos direitos de autor entre a Delcourt e a Fondation Jacobs;
  • Beaux Livres - uma selecção de livros para oferta no Natal deste ano;
  • Jeux & BD - um artigo sobre os jogos derivados das grandes séries de BD;
  • Um portfolio de belas imagens do desenhador de Thorgal, Gzergorz Rosinski;
  • La malédiction de Charlier - artigo de Henri Filippini sobre a obra deste argumentista e os fracassos dos novos autores na continuação das suas séries.
dBD #69, Décembre/Janvier 2012/13, 130 pp, 10,80 €

Les Figurines Tintin #29

Monge Tibetano do álbum «Tintin no Tibete»

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Jane faria hoje 80 anos

Foi no dia 5 de Dezembro de 1932 que a jovem sedutora loura Jane aparece pela primeira vez no jornal britânico Daily Mirror. O título original da série era Jane's Journal, the diary of the brigth young thing e o seu autor era Norman Pett, que assegurou a série até 1948, sendo substituído pelo seu assistente Michael Hubbard até à última tira da série.

O enredo das aventuras de Jane é uma mistura de intriga sentimental (bem ao estilo das soap-opera) e policial e no seu princípio não se poderia chamar verdadeiramente banda desenhada, mas uma simples história com imagens desenhadas publicada em forma de daily strip. Contudo, em Dezembro de 1938, Norman Pett começa a utilizar os usuais balões e já com guiões de Don Freeman. Durante a Segunda Guerra Mundial, Jane foi utilizada como uma heroína britânica, sempre pronta a levantar a moral às tropas de Sua Majestade.

Após o fim da série em 10 de Outubro de 1959, o Daily Mirror avança com outra heroína, a Patti, desenhada por Bob Hamilton, mas de duração efémera, terminando dois anos depois. Surge, então, a série Jane Daughter of Jane do holandês Alfred Mazure, também não conseguindo atingir o sucesso da sua mãe, terminando a série em 1963.

O sucesso de Jane valeu-lhe a passagem ao cinema, numa longa-metragem, em 1949, com Cristabel Leighton-Porter a interpretar a heroína. Em 1987, volta novamente ao cinema com o filme «Jane and the lost city» de Terry Marcel. Nos anos 80, a BBC também lhe dedica uma série de vários episódios.

Em Portugal, conhecemos somente as tiras que foram publicadas no jornal Diário de Notícias no ano de 1985. Contudo, as aventuras da sua filha, foram publicadas nas revistas da Portugal Press, Pantera Negra e Tico.


domingo, 2 de dezembro de 2012

Heróis da BD (5) - LANCE

Amigo de infância de Kit Karson, filho do marquês de Saint-Lorne, aluno da Academia de West-Point, o jovem tenente Lance Saint-Lorne é um jovem sedutor e ambicioso.

As suas aventuras começam no forte fronteiriço de Leavenworth, onde na companhia do sargento Blaze faz reconhecimentos de territórios ainda desconhecidos do Oeste. A descoberta é de um mundo diferente com índios hostis num ambiente perfeitamente selvagem.

Enamora-se da bela Valle, sua companheira de aventura após a sua nomeação para comandante dos Mounted Rangers.

A série termina após cinco anos de aventuras com a partida de Lance com os colonos para a Califórnia.

As aventuras foram desenhadas em 261 pranchas dominicais a cores e durante um ano (1957/1958) houve tiras diárias não numeradas a preto e branco. A estreia em Portugal deu-se na revista Cavaleiro Andante com o nome de «Flecha». Num deslumbrante trabalho de restauro, Manuel Caldas editou em 4 álbuns o integral de Lance, permitindo aos mais novos (e não só) o acesso a uma maiores epopeias da conquista do Oeste em banda desenhada.

A bibliografia de Lance em Portugal está disponível em Bedeteca Portugal.


sábado, 1 de dezembro de 2012

OS INÓXIDÁVEIS nasceram há 30 anos


Os anos 20 nos Estados Unidos estão marcados por uma insegurança nacional, resultado de uma ordem estabelecida por grupos de gansgters ligados a várias organizações, com predominância da Máfia. A recente promulgada Lei Seca fez promover o contrabando de álcool, sector que seria dominado pelos grupos de crime organizado, liderados por verdadeiros magnatas que dominavam pela corrupção a quase totalidade dos sectores de justiça e segurança nacionais. Um deles e, provavelmente, o mais conhecido foi Al Capone, um «vendedor de antiguidades» nova iorquino, que imigrou para Chigaco e montou aí um vasto império de actividades ligadas ao crime.

A literatura, o cinema e o BD, cientes do interesse público por essas actividades, rapidamente lançaran heróis que se esforçavam na luta contra o crime, interesse que ainda hoje se mantém.

Os Inoxidáveis, série criada em Dezembro de 1982 para a revista Charlie Mensuel, criada pelos espanhóis Victor Mora (texto) e Antonio Parras (desenho), vivem num ambiente hostil e negro dos anos 20 da cidade de Chicago.

A série tem início com o assassínio do dono do jornal The Clarion, levando a que Mark, cronista do jornal, trave conhecimento com Golo, um capanga a soldo de uma organização de crime organizado. Após várias peripécias, Mark e Golo tornam-se verdadeiros amigos, lutando para escaparam a esse mundo sórdido, procurando uma vida tranquila e justa.

Contudo, as aventuras de Les Inoxydables duraram apenas cinco anos e outros tantos álbuns, terminando em 1989 com o episódio Rio Diamants Vaudou.

Em Portugal, só foi editado o primeiro episódio que teve o nome da série, primeiro em álbum pela Meribérica-Líber (1988) e, posteriormente, pela extinta revista Selecções BD (1989). Para mais informações, consulte o site Bedeteca Portugal.

Os automóveis de Michel Vaillant #21

O protótipo Leader Shoaguan da aventura «A Prova» («L'épreuve») é a miniatura da 21ª entrega desta colecção da Altaya. «A prova» é o 65º álbum das aventuras de Michel Vaillant, com argumento de Philippe Graton e desenhos do pai Jean Graton, Christian Papazoglakis, Guillaume Lopez e Frédéric Pauwels. Em Portugal, esta aventura foi publicada no nº 15 da colecção «Série Ouro - Os clássicos da Banda Desenhada» do jornal Correio da Manhã numa colectânea de três episódios de Michel Vaillant.
Os assinantes da colecção receberam com este número, como oferta, a miniatura Vaillante Françoise.