29 de novembro de 2013

Du crabe couge au Crabe aux pinces d'or

Em 15 de Outubro de 1940, Hergé aceita ser chefe de redacção do novo suplemento juvenil do jornal belga Le Soir, Soir-Jeunesse. Foi neste suplemento que Hergé deu continuação às aventuras de Tintin (o jornal Le Vingtiéme havia encerrado) que se iniciam em 17 de Outubro no jornal já ocupado pelas forças invasoras alemãs.

A capa do primeiro número do Soir-Jeunesse anuncia o regresso do Tintin com a aventura «Crabe aux pinces d'or» («O caranguejo das tenazes de ouro») e durante várias semanas, o Soir-Jeunesse publicou duas páginas com as aventuras de Tintin e Milou.

Contudo, Hergé, posteriormente criticado por colaborante com as forças nazis invasoras, não se limita às vinhetas das aventuras de Tintin, executando várias ilustrações para o suplemento.

A guerra escasseia o papel e o Le Soir não tem alternativa em terminar com o seu suplemento juvenil, arrumando as aventuras do Tintin em tiras diárias nas páginas interiores do jornal.

O jornal Le Soir e a Moulinsart editaram em livro, pela primeira vez, a história integral original da aventura, desde a estreia no Soir-Jeunesse à última tira no Le Soir «roubado» (termo usado pelos belgas ao jornal durante o período da ocupação alemã). Ao «Crabe aux pinces d'or», o livro junta as capas do Soir-Jeunesse desenhadas por Hergé, assim como alguns gags de Quick et Flupke e outros desenhos inéditos para o suplemento.


Para os fans de Tintin e da obra de Hergé, uma obra a reter na sua biblioteca.

Du crabe rouge au Crabe aux pinces d'or - La version inédite du Soir-Jeunesse, Hergé, textes de Daniel Convreur, Moulinsart, 2013, 151 páginas, cartonado

Colecção Público/ASA Astérix VI - Astérix nos Jogos Olímpicos

Foi posto hoje nas bancas dos jornais o sexto volume da colecção Astérix da parceria Público/ASA: "Astérix nos Jogos Olímpicos" ("Astérix aux Jeux Olympiques").

"Astérix nos Jogos Olímpicos" é a décima  segunda aventura do herói gaulês e foi publicada originalmente na revista francesa Pilote em Fevereiro de 1968 e editada em álbum nesse ano.

Neste episódio, todos os homens da aldeia gaulesa partem para a Grécia para assistirem aos Jogos Olímpicos e à participação dos seus compatriotas Astérix e Obélix. Os romanos, conhecedores que os nossos heróis têm uma opção mágica, denunciam a situação e impedem Obélix de participar.

Como os atletas gregos ganham todas as provas, a organização promove uma prova só para romanos. Panoramix monta uma armadilha fazendo com que os romanos pensem que beberam a poção mágica. São descobertos e desclassificados, acabando por Astérix vencer a prova.

Em 2008, esta aventura é adaptada ao cinema com os actores Gérard Depardieu (Obélix) e Clovis Cornillac (Astérix), participando igualmente o piloto Michael Schumacher e o futebolista Zinedine Zidane. Alain Delon representa Júlio César.

"Astérix nos Jogos Olímpicos" estreou-se em Portugal em álbum editado pela Editorial Íbis em 1968, sendo reeditado pela Livraria Bertrand, Meribérica e ASA. A aventura foi publicada na revista BDN, suplemento do Diário de Notícias, em 1990. A Agência Portuguesa de Revistas também publicou um mini-livro em 1974 e em 2008, a ASA lançou o álbum do filme.

26 de novembro de 2013

A BD e o cinema (IV) - Red Ryder

Red Ryder fez recentemente 75 anos, tendo direito a um post neste blogue. Na altura, prometi um outro post a filmografia do cowboy de Fred Harman

Nos anos trinta e quarenta do século passado, os produtores exploravam as aventuras dos grandes heróis nos principais veículos de comunicação da época. Assim, os heróis pulavam das tiras dos jornais para a rádio e desta para o cinema e, mais tarde, para a televisão. O percurso nem sempre era o mesmo, havendo séries radiofónicas que deram origem a tiras diárias de quadradinhos nos jornais. Red Ryder iniciou-se na BD com sucesso assegurado para que produtoras cinematográficas adquirissem os direitos que deram origem a mais de trinta filmes. 

A primeira série das aventuras de Ryder teve 12 episódios com Don Barry a interpretar o cowboy e Tommy Cook a de Pequeno Castor. Posteriormente, a partir de 1944, Wild Billy Elliot e Bobby Blake asseguram as personagens de Ryder e do Pequeno Castor.

Os últimos quatro filmes, a cores, já com a produtora Eagle-Lion, foram interpretados por Jim Bannon (Red Ryder) e Don Kay (Little Brown Jug) com Reynolds a interpretar o  Pequeno Castor.

Ainda houve uma série para a TV em 1956, com o actor Jim Bannon a protagonizar o cowboy. O sucesso foi bastante modesto, tendo direito a uma única temporada.

Eis os filmes de Red Ryder, todos inéditos em Portugal

  • ·         Adventures of Red Ryder (Republic Pictures, 1940).
  • ·         Tucson Raiders (Republic, 1944)
  • ·         Marshal Of Reno (Republic, 1944)
  • ·         The San Antonio Kid (Republic, 1944)
  • ·         Cheyenne Wildcat (Republic, 1944)
  • ·         Vigilantes Of Dodge City (Republic, 1944)
  • ·         Sheriff Of Las Vegas (Republic, 1944)
  • ·         Great Stagecoach Robbery (Republic, 1945)
  • ·         Lone Texas Ranger (Republic, 1945)
  • ·         Phantom Of The Plains (Republic, 1945)
  • ·         Marshal Of Laredo (Republic, 1945)
  • ·         Colorado Pioneers (Republic, 1945)
  • ·         Wagon Wheels Westward (Republic, 1945)
  • ·         California Gold Rush (Republic, 1946)
  • ·         Sheriff Of Redwood Valley (Republic, 1946)
  • ·         Sun Valley Cyclone (Republic, 1946)
  • ·         Conquest Of Cheyenne (Republic, 1946)
  • ·         Santa Fe Uprising (Republic, 1946)
  • ·         Stagecoach To Denver (Republic, 1946)
  • ·         Vigilantes Of Boomtown (Republic, 1947)
  • ·         Homesteaders Of Paradise Valley (Republic, 1947)
  • ·         Oregon Trail Scouts (Republic, 1947)
  • ·         Rustlers Of Devil's Canyon (Republic, 1947)
  • ·         Marshal Of Cripple Creek (Republic, 1947)
  • ·         Ride, Ryder, Ride (Eagle-Lion, 1949)
  • ·         Roll, Thunder, Roll (Eagle-Lion, 1949)
  • ·         The Fighting Redhead (Eagle-Lion, 1950)
  • ·         The Cowboy and the Prizefighter (Eagle-Lion, 1950)






23 de novembro de 2013

Colecção Público/ASA Astérix V - Astérix legionário

O quinto volume da colecção Astérix da parceria Público-ASA é a décima aventura do gaulês com o título original Astérix legionaire. O episódio estreou-se na revista francesa Pilote nº 368 (10/11/1966), sendo editado em álbum no ano seguinte.

Obélix apaixona-se por uma rapariga gaulesa, Falbala, mas, infelizmente, a linda gaulesa está noiva de Tragicomix. Contudo, o jovem Tragicomix é forçado a embarcar para África, incorporado no exército de Júlio César.

Apesar do desgosto amoroso de Obélix, este decide juntar-se ao seu amigo Astérix, alistando-se no exército romano, com o objectivo de salvar Tragicomix.

Esta aventura tem a curiosidade de caricaturar o actor francês Jean Marais como Tragicomix.

Astérix legionário estreou-se em Portugal na revista Tintin nº 27 do 1º ano de 30 de Novembro de 1968, sendo reeditado em revista no Jornal da BD em 1986. Em álbum, foi editado pela Livraria Bertrand em 1974 e, mais tarde, pela Meribérica-Líber e ASA.


15 de novembro de 2013

Colecção Público/ASA Astérix IV - Astérix e Cleópatra

É hoje colocado à venda o 4º volume da colecção Astérix da parceria Público/ASA: «Astérix e Cleópatra» («Astérix et Cleopatre»). Trata-se da sexta aventura da dupla Uderzo/Goscinny que teve a primeira prancha publicada na revista francesa Pilote nº 215 de 5 de Dezembro de 1963, com edição em álbum em 1965.

Nesta aventura, a rainha Cleópatra aposta com César, crente que o Egipto é um império em decadência, que consegue construir um palácio em apenas três meses. Para tal, nomeia o arquitecto Numeróbis, que se vê aflito com a provável impossibilidade de tal feito.
Lembrando-se da existência de uma poção mágica que transforma os que a tomam com forças físicas sobrenaturais, Numeróbis viaja à Gália para pedir auxílio ao seu velho amigo Panoramix. Partem então de volta ao Egipto na companhia de Astérix e Obélix.
Além de um prazo nada razoável, a construção do palácio é boicotada por Timetamon (rival de Numeróbis) e pelos romanos. Mas a aventura tem um final feliz e Cleópatra consegue terminar o palácio a tempo.

«Astérix e Cleópatra» foi adaptado a cinema de animação em 1968 e em «live» em 2002 com Astérix e Obélix: Missão Cleópatra

Esta aventura foi estreada em BD em Portugal na revista Tintin nº 1 do 1º ano em 1 de Junho de 1968. Posteriormente, foi publicada no suplemento do Diário Popular «Flecha 2000» e em álbum pelas editoras Íbis, Livraria Bertrand, Meribérica e ASA.

11 de novembro de 2013

Les Amis de Hergé nº 56

Aí está o número 56 da revista tintinófila semestral exclusiva aos associados do clube Les Amis de Hergé. São 60 páginas deliciosas para os amantes da obra de Hergé. Eis o sumário

3 - Jamais fini
5 - Les avions préférés d'Hergé
Les plus fréquemment représentés
8 - Les exploits de Dumont et Dumont
10 - Le mystérieux Schinler
14 - C'est une bonne question...
... Qui mérite une réponse
16 - L'harmonie de Moulinsart et sa bannière
17 - Trente ans que son soleil nous éclaire
20 - Comment Hergé a créé Tintin et Milou
24 - Dix aspects délicieux de la vie quotidienne en 1939
29 - L'âme virile et le front haut
30 - L'âge d'or des éditions en couleur - Le Secret de la Licorne
34 - A l'est de Sumatra
39 - L'Aurore a fini par livrer son secret
47 - Le mystère des origines de Milou
50 - Radioscopie d'un entretien
52 - Les décalcomanies Tintin et Milou
55 - La Dépêche 
60 - Le mur du fond

Les Amis de Hergé nº 56, automme 2013, 60 pp.

9 de novembro de 2013

HOP nº 139

Recebi a HOP, revista francesa de estudos e informações sobre banda desenhada. A edição deste trimestre está incluída na série Nostalgie BD, dando destaque a um grande clássico da BD norte-americana, Scorchy Smith, vedeta da aviação entre 1930 e 1961. Desconheço qualquer publicação em Portugal da série, embora, tendo sido desenhada por grandes autores, como Noel Sickles, Howell Dodd, Frank Robbins e George Tuska, entre outros.

Além de outros artigos interessantes sobre a BD francesa, este número da HOP continua a biografia e quadriculografia de Marijac, que já vai na sua 19º parte.

HOP nº 139, septembre 2013, 64 pp. 7,60 €

8 de novembro de 2013

Colecção Público/ASA Astérix III - Astérix entre os Bretões

Continuando a calendarização desta colecção do Público/ASA, é publicado hoje o 3º volume, «Astérix entre os bretões» («Astériz chez les bretons»).

Esta aventura na Bretanha é a oitava na cronologia da série de Uderzo/Goscinny e estreou-se na revista Pilote #307 de 9 de Setembro de 1965, sendo o álbum editado no ano seguinte.

Júlio César invade e conquista rapidamente a Bretanha. Mas uma pequena aldeia, comandada por Jolitorax, primo de Astérix, continua a resistir ao invasor. Para continuar a resistência, Jolitorax tem de se deslocar à Gália fornecer-se da poção mágica.
Astérix e Obélix acompanham Jolitorax à Bretanha,  mas o barril de poção é apreendido pelos romanos. Segue-se uma sequência de recuperações e roubos do barril. Infelizmente, mesmo antes de chegar à aldeia bretã, o barril é destruído.
Contudo, Astérix consegue moralizar os bretões com uma nova bebida, o chá, vencendo claramente os romanos.
Os autores elogiam os Beatles, recriando um grupo de bardos em Londinium (Londres).

«Astérix entre os bretões» foi adaptado em 1986 a um filme de cinema de animação.

A aventura estreou-se em Portugal em 1967 em álbum pela Editorial Íbis, sendo reeditado pela Livraria Bertrand, Meribérica e ASA. O Jornal da BD foi a única revista que publicou em 1986 o episódio.

7 de novembro de 2013

dBD #78

Já se encontra nas bancas portuguesas a edição de Novembro da revista de informações sobre banda desenhada francófona, a dBD.

O destaque desta edição, como não poderia deixar de ser, vai para o lançamento do novo álbum do Astérix, contando com entrevistas aos novos autores, Didier Conrad e Jean-Yves Ferry.

Destaco, igualmente, uma entrevista a Annie Goetzinger acerca da sua nova obra «Jeune fille en Dior» e o habitual artigo de Henri Filippini dedicado aos anos de ouro da BD, cabendo, desta vez, ao célebre Buck Danny.

dBD #78, novembre 2013, 98 pp, 9,80 €

6 de novembro de 2013

Os 75 anos de Red Ryder


Red Ryder é um vaqueiro norte-americano imaginado pelo empresário Stephen Slesinger e desenhado por Fred Harman (o autor de Bronco Pellos).

A série começou a ser distribuída em 6 de Novembro de 1938, logo em prancha dominical,  pela Newspaper Enterprise Association e, dez anos depois, era publicada em mais de 750 jornais para uma audiência de 14 milhões de leitores. A 27 de Março de 1939 inicia-se a tira diária, começando Harman a necessitar da ajuda de outros artistas, não creditados, como Jim Gary (o autor do Rei da Polícia Montada), John Wade Hampton, Edmond Good e Robert MacLeod. Este último assume a responsabilidade da série quando Harman se retira em 1963 para se dedicar à pintura e à sua recente associação Cowboys Artists of America.

Red era um rude vaqueiro que trabalha na fazenda Painted Valley em Blanco Basin, na Cordilheira de San Juan com sua tia, a Duquesa (Duchess) e o seu companheiro, Little Beaver (Pequeno Castor). Os restantes personagens são o capataz Buckskin Blodgett, a namorada de Red, Beth, e o bandido Ace Hanlon. O cavalo de Red é o Thunder e Papoose o de Little Beaver. As aventuras de Red Ryder versam o combate à criminalidade, nomeadamente, o combate a ladrões de cavalos e outros vigaristas profissionais. Red Ryder tinha a particularidade de nunca matar os criminosos, tentando sempre desarmá-los.


O sucesso da série desperta a venda de licenças para novelas, programas de rádio, rodeios e bonecos como o célebre kit Red Ryder. Entre 1940 e 1957, a série é publicada em formato comic-book. Na televisão e no cinema, Red Ryder é adaptado, na década de 40 do século passado, em mais de 35 filmes e séries. Em tempo oportuno, dedicarei um post à carreira de Red Ryder no cinema.

Em Portugal, a série esteve presente em várias revistas da Agência Portuguesa de Revistas e, com menor regularidade, nas da Portugal Press. As edições Pirâmide editaram um álbum.A truncagem e os cortes das tiras impossibilitam, muitas vezes, conhecer as datas das tiras ou pranchas, pelo que o ensaio de bibliografia que vos apresento se encontra, lamentavelmente, com bastantes lacunas.


  • Vizinhos perigosos, Mundo de Aventuras (1ª fase) #612
  • Perdidos no subterrâneo, Mundo de Aventuras (1ª fase) #620
  • A fotografia delatora, Mundo de Aventuras (1ª fase) #622
  • ?, Mundo de Aventuras (1ª fase) #627
  • Perdidos no subterrâneo, Mundo de Aventuras (1ª fase) #628
  • Missão arriscada, Mundo de Aventuras (1ª fase) #634
  • Aventura em Londres, Tigre (1ª série) #83
  • O rapto do chinesinho, Mundo de Aventuras (1ª fase) #648
  • O tesouro do subterrâneo, Mundo de Aventuras (1ª fase) #653
  • ?, Mundo de Aventuras (1ª fase) #660
  • A lei dos bravos, Mundo de Aventuras (1ª fase) #669
  • Vaidade abatida, Mundo de Aventuras (1ª fase) #675
  • Peripécias no Oeste, Mundo de Aventuras (1ª fase) #679
  • O último recurso, Mundo de Aventuras (1ª fase) #681
  • ?, Mundo de Aventuras (1ª fase) #684
  • Os traficantes, Mundo de Aventuras (1ª fase) #686
  • Gigantes do Oeste, Tigre (1ª série) #96
  • O roubo do banco, Mundo de Aventuras (1ª fase) #752
  • Armas perigosas, Selecções (Mundo de Aventuras) #40
  • A mina de ouro, Selecções (Mundo de Aventuras) #46
  • O assalto ao banco, Selecções (Mundo de Aventuras) #51
  • 1950/03/20-1950/07/01 - Luta desigual, Enciclopédia «O Mosquito» #2
  • 1949/12/26-1950/03/14 - Os assaltos misteriosos, Jornal do Cuto #98
  • ?, Álbum Edições Pirâmide 



5 de novembro de 2013

Os 50 anos de Marc Franval

Marc Franval é um «caçador de imagens da natureza», um cineasta, conferencista e ecologista, que na companhia da sua esposa Cathy e do seu filho Didi, percorre territórios exóticos no combate ao tráfico de animais.

A primeira aventura surge na revista belga Tintin nº 45 do 18º ano de 5 de Novembro de 1963 com textos de Jacques Acar, logo substituído por Yves Duval, e desenhos de Édouard Aidans. Os últimos episódios são desenhados por Marc Hardy.

A série termina em 1974 no suplemento trimestral Tintin Sélection, com episódios a preto e branco.

Em Portugal, a série estreia-se em 27 de Maio de 1967 no suplemento do jornal Diário de Notícias, o Nau Catrineta.

Fica aqui um ensaio de bibliografia da série em Portugal:

  • Sangue sobre o marfim (Du sang sur l’ivoire), 1964, Aidans e Duval, Tintin #19 a #26/2º ano
  • Caçadores sem armas (Chasseurs sans armes!), 1965, Aidans e Duval, Selecções Tintin (Íbis) #7
  • Passaporte para três continentes (Visa pour 3 continents), 1965, Aidans e Duval, Tintin #20 a #34/3º ano
  • [-] (?), ?, Aidans e Duval, Nau Catrineta #177 a #190
  • Zona interdita (?), ?, Aidans e Duval, Nau Catrineta #191 a #221
  • Rapto em Tóquio (Rapt à Tokyo), 1969, Aidans e Duval, Tintin #16 a #37/5º ano
  • A vingança dos elefantes (?), ?, Aidans e Duval, Pisca-Pisca #22
  • Na pista de Simba (?), ?, Aidans e Duval, Pisca-Pisca #23
  • Safari pacífico (Safari pacifique), 1970 Aidans e Duval, Mundo de Aventuras (2ª fase) #413
  • Os homens leopardo (?), ?, Aidans e Duval, Pisca-Pisca #25
  • Drama no festival (Drame au festival), 1971, Aidans e Duval, Almanaque Tintin #4
  • O homem perdido (L'homme perdu), 1973, Aidans e Duval, Almanaque Tintin #6


2 de novembro de 2013

GEO Voyage especial Astérix

Há umas semanas a Geo Histoire havia dedicado um hors-serie a Astérix, aproveitando o lançamento do 35º álbum da série, «Astérix entre os pictos». Desta feita, é o nº 16 de Novembro/Dezembro 2013 da Geo Voyage que é dedicado às viagens de Astérix com o título «Astérix l'irréductible voyageur».

Neste espectacular número, visitamos com Astérix e Obélix e os seus companheiros os cantos do mundo onde se desenvolveram as suas aventuras, nomeadamente, a Escócia (com os pictos), a Córsega, a América, a Grécia, o Egipto, a Terra Santa, a Espanha... Caminharemos com os herdeiros de Panoramix e com as suas tradições e entre os vestígios de menires, apreciamos a arte dos seguidores de Obélix. Terminamos com uma viagem ao Parque Astérix.

Geo Voyage #16, Novembre-Décembre 2013, 146 pp, 8 €

1 de novembro de 2013

Marc Jaguar faz 60 anos

Inédita em Portugal, Marc Jaguar iniciou-se na mítica colecção Héroic-Albuns (Novembro de 1953), não como protagonista de série, mas um companheiro do jornalista Félix, uma criação de Maurice Tillieux.

Em 1955, a redacção da revista Risque-Tout encomenda uma aventura de Marc Jaguar e Tillieux transforma-o num audacioso jornalista, estando presente no primeiro número da efémera revista em 24 de Novembro de 1955 com a aventura «Le lac de l'homme mort». A continuação da série com o episódio «Les camions du diable» ficou impedida com o fim da revista, sendo publicadas, mais tarde, pelo fanzine Schtroumpf/Cahiers de la bande dessinée as pranchas inéditas.

Vinte cinco anos mais tarde, Tillieux «ressuscita» Marc Jaguar em 1975 numa pequena história («Contrabande») para a revista Curiosity Magazine, onde exerce a profissão de polícia, sendo reeditada na revista Spirou #2006 de 15 de Junho de 1978, agora com o desenho de François Walthéry, numa homenagem a Tillieux, falecido uns meses antes.

Mau grado a pouca produção da série, Marc Jaguar continua a a ser um dos marcos da BD franco-belga.


Colecção Público/ASA Astérix II - Astérix Gladiador

Mais uma sexta-feira e é dia de aparecer nas bancas o 2º volume da colecção Astérix da parceria Público/ASA. Desta feita, trata-se da 4ª aventura da série, «Astérix gladiador» («Astérix gladiateur»), estreada na revista Pilote #126 em 22 de Março de 1962. O álbum surgiria em 1964.

O argumento desta aventura juntamente com o do «Astérix legionário» deu origem ao filme de animação «A surpresa de César», de 1985.

Nesta aventura, Astérix e Obélix viajam até Roma para resgatar o bardo Assurancetourix, raptado e dado de presente a Júlio César. Assurancetourix é enviado ao Coliseu para participar nos jogos romanos, e para o salvar Astérix e Obélix alistam-se como gladiadores. Neste episódio, estreiam-se o pirata Plaincontrix e o mercador fenício Epidemias.

Em Portugal, o álbum estreou-se na revista Tintin (#49/2º ano a #18/3º ano) em 1970. Posteriormente, foi editado em álbum pela Livraria Bertrand, Meribérica e ASA. O episódio também foi editado em cromos numa colecção da Agência Portuguesa de Revistas (1980) e a marca Tulicreme ofereceu um pequeno livro de 16 páginas baseado na aventura.