27 de dezembro de 2012

24 de dezembro de 2012

Os 60 anos da cadela BESSY

Foi em 24 de Dezembro de 1952 que surge, pela primeira vez, no jornal La Libre Belgique (#359/69 ano), as aventuras da cadela Bessy. As primeiras aventuras foram escritas por Willy Vandersteen desenhadas por Wirel, pseudónimo de Karel Verschuere.

A família irlandesa Canyon (composta pelo casal Marc e Jenny, o seu filho Andy e a cadela Bessy), abandona a faminta Irlanda, emigrando para o Novo Mundo, a América. As aventuras decorrem na conquista do Oeste norte-americano, onde Bessy, uma cooley inteligente e corajosa, está sempre pronta a defender a sua família e os mais vulneráveis.

As aventuras de Bessy são inspiradas livremente em Lassie, uma outra cadela, estrela de uma série de televisão e cinematográfica.

Alguns anos mais tarde, Vandersteen contrata com a revista alemã Felix, que o obriga a produzir três pranchas semanais. O sucesso da série está garantido e a editora decide encomendar álbuns a duas cores para duas colecções, uma semanal e outra mensal. Para poder obedecer a este ritmo editorial, Vandersteen cria o seu próprio estúdio, onde vários autores trabalham arduamente na edição continuada de episódios de Bessy.


Após 68 álbuns em bicromia (desenhos de Wirel, coadjuvado por Daniel Janssens, Jaak Bakker, Robert Wuyts nos argumentos e Hannelore Vantieghem, Patricia Van Liede e Mark Meul nos desenhos), a série passa a quadricromia em 1968.

Em 1991, o estúdio Vandersteen moderniza a apresentação dos álbuns, reeditando-os sem sucesso.

O sucesso de Bessy, testemunhado nas mais de duas centenas de álbuns editados com tiragem de milhões de exemplares, é maior nos territórios flamengo, alemão e inglês. Em França, país limítrofe, o interesse pela série foi reduzido, sendo uma série pouco conhecida. Em Portugal, as aventuras da cooley foi iniciada nas revistas da ENP (Cavaleiro Andante, Zorro e Nau Catrineta) e a APR dedicou-lhe uma colecção de revistas. A bibliografia da séries pode ser consultada em Bedeteca Portugal.


23 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E UM ÓPTIMO ANO NOVO DE 2013


Heróis da BD (6) - Ka-Zar


O primeiro Ka-Zar, David Rand, é um senhor da selva, na senda das aventuras do Tarzan. A sua estreia foi no comic-book Ka-Zar #1 de Outubro de 1936, com o nome de Ka-Zar the Great da autoria de Ben Thompson.

O segundo Ka-Zar só aparece em 1965 pela dupla Jack Kirby/Stan Lee para o X-Men #10. Nesta nova versão de Ka-Zar (Kevin Plunder como novo de baptismo), ele vive numa Terra povoada por dinossáurios e extraterrestres escondidos no interior da Antártida. Originalmente escrito como um selvagem primitivo e beligerante, Ka-Zar evolui para um ser civilizado, mantendo um certo grau de desconfiança em relação à civilização e cauteloso dos visitantes de fora da Terra Selvagem.

Kevin Plunder, o "Senhor da Terra Selvagem", nasceu no castelo de Kentish Town, em Londres, sendo o filho mais velho de Lord Robert Plunder, o nobre inglês que descobriu a Terra Selvagem. Depois dos seus pais serem mortos pelos bárbaros homem-macacos da Terra Selvagem, Plunder é encontrado e criado pelo gato Zabu, detentor de poderes quase-humanos de inteligência devido a uma mutação causada por névoas radioativas. "Ka-Zar" significa "Filho do Tigre", na língua do Homem-Macacos. Ka-Zar torna-se um perito caçador, caçador, pescador e, vivendo da terra selvagem. Mais tarde, casa-se com Shanna, Shanna the She-Devil.

Kevin Plunder é um homem atlético, sem poderes sobre-humanos. Ele utiliza um estilo único de combate corpo a corpo moldado por anos de sobrevivência na Terra Selvagem, onde desenvolveu grandes habilidades na caça, armadilhas e pesca. Possui uma faca Bowie e, ocasionalmente, usa um estilingue, arco e flecha e outras armas primitivas.

Ka-Zar faz parcerias com vários heróis da Marvel. Os X-Men são visitantes recorrentes na Terra Selvagem e Ka-Zar é um aliado frequente, ajudando-os a derrotar mutantes, como Sauron e Magneto. Também se junta ao Homem-Aranha em diversas ocasiões, uma dos quais impedindo Stegrom, o homem dinossauro de invadir a cidade de Nova Iorque com dinossauros da Terra Selvagem. Ka-Zar também ajuda os Vingadores a repelir Terminus, mas enquanto salvam muitos nativos, não são capazes de impedir a destruição da Terra Selvagem. Ka-Zar é, então, resgatado pelos Vingadores, deixando a Terra Selvagem, indo para o mundo civilizado. Aqui, ele e Shanna têm um filho chamado Mathew. A Terra Selvagem é, mais tarde, reconstruída e Ka-Zar e Shanna voltam com seu recém-nascido, retomando as suas aventuras.

As aventuras de Ka-Zar são publicadas em Portugal pelo Mundo de Aventuras. Consulte o site Bedeteca Portugal para a quadricolografia completa.

21 de dezembro de 2012

Os automóveis de Michel Vaillant #23

É a penúltima entrega desta colecção. Trata-se do Vaillante Grand Défi da aventura «Por David». «Pour David» é a 67ª aventura em álbum das aventuras de Michel Vaillant, editada originalmente em 2004, com argumento de Luc Besson. Em Portugal, este epísódio só foi editado em álbum na segunda série da colecção do jornal desportivo Record (2006).
O habitual fascículo de 12 páginas tem o seguinte sumário:
  • Vaillante Grand Défi: um automóvel a sério
  • Para David: um álbum diferente dos outros
  • Na vida real: Pôr as estrelas a correr - todos ganham


Os automóveis de Michel Vaillant #22


A entrega #22 desta colecção é o Vaillante Commando Safari do 27º álbum das aventuras de Michel Vaillant, «O inferno do safari» («Dans l'enfer du safari»).
A acompanhar o habitual fascículo de 12 páginas com o seguinte sumário:

  • Commando Safari: para as provas mais duras
  • No inferno do Safari: grandes espaços e feitiços
  • Na vida real: East African Safari - O primeiro raide africano

Esta aventura foi publicada em Portugal em álbum pela Livraria Bertrand (1975), Círculo de Leitores (1978) e Distri Editora (1984).

17 de dezembro de 2012

Les Amis de Jacobs #12

Recebi hoje o exemplar de Dezembro da revista Les Amis de Jacobs, boletim da associação com o mesmo nome com o objectivo de preservar e divulgar a obra do criador de Blake & Mortimer. O #12 é a segunda parte da recolha iconográfica dos locais londrinos de «A Marca Amarela». O autor do artugo, Christian Viard, recolhe um conjunto de fotografias da cidade de Londres que, eventualmente, serviram de fonte aos desenhos de Edgar Pierre Jacobs, confrontando-as com as respectivas vinhetas. Lamentavelmente, os textos são bastante pobres e a revista salva-se pelo conjunto de documentos divulgados.

Les Amis de Hergé #12, Décembre 2012, 36 pp., reservado aos sócios do clube

16 de dezembro de 2012

Casemate #54

Aí está o último número deste ano da revista Casemate, magazine de informação sobre BD.
Os destaques deste número #54 são os seguintes:

  • Entrevista a Jean David Morvan acerca do álbum «Amour à mort»;
  • Entrevista a Hub, autor de Okko (#8 - Le cycle de feu II);
  • Entrevista a Philippe Charlier (filho de Jean-Michel Charlier) acerca da gestão da obra de seu pai e da edição integral de Blueberry;
  • Entrevista a Yves Swolfs, desenhador da série Durango (#16 - Le crépuscule du vautour) e Légend (#6 - Le secret des éîles);
  • Entrevista a Yann acerca do 2º álbum da série Le pilote à Edelweiss, com desenho de Romain Hugault
Casemate #54, Décembre 2012, 100 pp, 7,50 €

15 de dezembro de 2012

dBD #69

O número da dBD de Dezembro/Janeiro, revista de informação sobre BD, já se encontra nas bancas portuguesas. Destaco, neste número, os seguintes artigos:


  • L'affaire Jacobs - a controvérsia dos direitos de autor entre a Delcourt e a Fondation Jacobs;
  • Beaux Livres - uma selecção de livros para oferta no Natal deste ano;
  • Jeux & BD - um artigo sobre os jogos derivados das grandes séries de BD;
  • Um portfolio de belas imagens do desenhador de Thorgal, Gzergorz Rosinski;
  • La malédiction de Charlier - artigo de Henri Filippini sobre a obra deste argumentista e os fracassos dos novos autores na continuação das suas séries.
dBD #69, Décembre/Janvier 2012/13, 130 pp, 10,80 €

Les Figurines Tintin #29

Monge Tibetano do álbum «Tintin no Tibete»

5 de dezembro de 2012

Jane faria hoje 80 anos

Foi no dia 5 de Dezembro de 1932 que a jovem sedutora loura Jane aparece pela primeira vez no jornal britânico Daily Mirror. O título original da série era Jane's Journal, the diary of the brigth young thing e o seu autor era Norman Pett, que assegurou a série até 1948, sendo substituído pelo seu assistente Michael Hubbard até à última tira da série.

O enredo das aventuras de Jane é uma mistura de intriga sentimental (bem ao estilo das soap-opera) e policial e no seu princípio não se poderia chamar verdadeiramente banda desenhada, mas uma simples história com imagens desenhadas publicada em forma de daily strip. Contudo, em Dezembro de 1938, Norman Pett começa a utilizar os usuais balões e já com guiões de Don Freeman. Durante a Segunda Guerra Mundial, Jane foi utilizada como uma heroína britânica, sempre pronta a levantar a moral às tropas de Sua Majestade.

Após o fim da série em 10 de Outubro de 1959, o Daily Mirror avança com outra heroína, a Patti, desenhada por Bob Hamilton, mas de duração efémera, terminando dois anos depois. Surge, então, a série Jane Daughter of Jane do holandês Alfred Mazure, também não conseguindo atingir o sucesso da sua mãe, terminando a série em 1963.

O sucesso de Jane valeu-lhe a passagem ao cinema, numa longa-metragem, em 1949, com Cristabel Leighton-Porter a interpretar a heroína. Em 1987, volta novamente ao cinema com o filme «Jane and the lost city» de Terry Marcel. Nos anos 80, a BBC também lhe dedica uma série de vários episódios.

Em Portugal, conhecemos somente as tiras que foram publicadas no jornal Diário de Notícias no ano de 1985. Contudo, as aventuras da sua filha, foram publicadas nas revistas da Portugal Press, Pantera Negra e Tico.


2 de dezembro de 2012

Heróis da BD (5) - LANCE

Amigo de infância de Kit Karson, filho do marquês de Saint-Lorne, aluno da Academia de West-Point, o jovem tenente Lance Saint-Lorne é um jovem sedutor e ambicioso.

As suas aventuras começam no forte fronteiriço de Leavenworth, onde na companhia do sargento Blaze faz reconhecimentos de territórios ainda desconhecidos do Oeste. A descoberta é de um mundo diferente com índios hostis num ambiente perfeitamente selvagem.

Enamora-se da bela Valle, sua companheira de aventura após a sua nomeação para comandante dos Mounted Rangers.

A série termina após cinco anos de aventuras com a partida de Lance com os colonos para a Califórnia.

As aventuras foram desenhadas em 261 pranchas dominicais a cores e durante um ano (1957/1958) houve tiras diárias não numeradas a preto e branco. A estreia em Portugal deu-se na revista Cavaleiro Andante com o nome de «Flecha». Num deslumbrante trabalho de restauro, Manuel Caldas editou em 4 álbuns o integral de Lance, permitindo aos mais novos (e não só) o acesso a uma maiores epopeias da conquista do Oeste em banda desenhada.

A bibliografia de Lance em Portugal está disponível em Bedeteca Portugal.


1 de dezembro de 2012

OS INÓXIDÁVEIS nasceram há 30 anos


Os anos 20 nos Estados Unidos estão marcados por uma insegurança nacional, resultado de uma ordem estabelecida por grupos de gansgters ligados a várias organizações, com predominância da Máfia. A recente promulgada Lei Seca fez promover o contrabando de álcool, sector que seria dominado pelos grupos de crime organizado, liderados por verdadeiros magnatas que dominavam pela corrupção a quase totalidade dos sectores de justiça e segurança nacionais. Um deles e, provavelmente, o mais conhecido foi Al Capone, um «vendedor de antiguidades» nova iorquino, que imigrou para Chigaco e montou aí um vasto império de actividades ligadas ao crime.

A literatura, o cinema e o BD, cientes do interesse público por essas actividades, rapidamente lançaran heróis que se esforçavam na luta contra o crime, interesse que ainda hoje se mantém.

Os Inoxidáveis, série criada em Dezembro de 1982 para a revista Charlie Mensuel, criada pelos espanhóis Victor Mora (texto) e Antonio Parras (desenho), vivem num ambiente hostil e negro dos anos 20 da cidade de Chicago.

A série tem início com o assassínio do dono do jornal The Clarion, levando a que Mark, cronista do jornal, trave conhecimento com Golo, um capanga a soldo de uma organização de crime organizado. Após várias peripécias, Mark e Golo tornam-se verdadeiros amigos, lutando para escaparam a esse mundo sórdido, procurando uma vida tranquila e justa.

Contudo, as aventuras de Les Inoxydables duraram apenas cinco anos e outros tantos álbuns, terminando em 1989 com o episódio Rio Diamants Vaudou.

Em Portugal, só foi editado o primeiro episódio que teve o nome da série, primeiro em álbum pela Meribérica-Líber (1988) e, posteriormente, pela extinta revista Selecções BD (1989). Para mais informações, consulte o site Bedeteca Portugal.

Os automóveis de Michel Vaillant #21

O protótipo Leader Shoaguan da aventura «A Prova» («L'épreuve») é a miniatura da 21ª entrega desta colecção da Altaya. «A prova» é o 65º álbum das aventuras de Michel Vaillant, com argumento de Philippe Graton e desenhos do pai Jean Graton, Christian Papazoglakis, Guillaume Lopez e Frédéric Pauwels. Em Portugal, esta aventura foi publicada no nº 15 da colecção «Série Ouro - Os clássicos da Banda Desenhada» do jornal Correio da Manhã numa colectânea de três episódios de Michel Vaillant.
Os assinantes da colecção receberam com este número, como oferta, a miniatura Vaillante Françoise.